TRADUTOR

domingo, 17 de março de 2013

As três leis( continuação...)


2ª A lei do entendimento
Segundo Paulo em Romanos 7, quando ele fala sobre a lei do pecado, lá ele retrata uma segunda lei que ele chama de lei de seu entendimento.
A lei do entendimento daquilo que você sabe que você aprendeu que é certo ou errado, segundo a religião e a civilização, isso se chama cosmo visão. Não é essa lei que Paulo aqui fala, pois ele começa a falar isso desde Romanos 1.18-25, quando ele deixa claro que o conhecimento sobre Deus é universal; e em Romanos 2.14-16, quando ele conclui o seu argumento inicial dizendo que todos são culpados de seus pecados diante de Deus, tanto os judeus que receberam a lei escrita, quanto os gentios que receberam a revelação natural de Deus e mesmo assim desprezaram. E lá em Romanos 2, ele fala de uma lei que diferente da cosmo visão e da lei de Moisés, não está sujeita ao tempo, nem a cultura, nem as religiões, lei essa que é a lei da razão e da consciência. Segundo esta lei, o que é certo ou errado realmente, vai ser para todos. Está lei também pode ser chamada de lei do meu entendimento, a qual Paulo se referia, uma vez que se você não entende não tem conhecimento de algo, ou ciência do mesmo, não é culpado segundo esta lei, mas, se você vier a tomar conhecimento, estas obrigado a cumprir o que a razão te orienta e a consciência te testifica a respeito do mesmo. A lei da consciência se aplica as várias classes de verdade existentes, sejam elas universais ou não.
Como tomamos conhecimento desta lei? Ela se desenvolve com a nossa autoconsciência, à medida que tomamos conhecimento do universo e das coisas a nossa volta, a razão (faculdade intuitiva que enxerga e extraí as verdades a respeito dos fatos e das coisas) enxerga o que é bom ou ruim, certo ou errado valoroso ou fútil, ou seja, enxerga ou intui as verdades a respeito das coisas e do universo ao nosso redor. De posse destas verdades temos consciência do que devemos ou não fazer, dentre outras coisas, e de nossa obrigação de escolher o que é certo segundo nos é apresentado pela razão, esta é a lei do entendimento, ou da razão, ou da consciência.
3ª A lei do Espírito de Vida
Assim como a lei da abolição da escravatura trouxe liberdade aos escravos brasileiros, assim Deus decretou uma lei para libertar todo aquele que confessa a Jesus como Salvador e crer n'Ele (João 8.31-36, Romanos 8.2), libertando o do poder do pecado, do domínio que a carne (as concupiscências), exercia sobre ele; para que ele não esteja mais sujeita a ela, e possa estar livre para se sujeitar a Cristo, esta é a lei do Espírito de Vida, "a lei do Espírito de Vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte",(Revista e corrigida 1995), a lei do Espírito é a lei que liberta o homem, é a operação do Espírito Santo, na vontade humana exercitada e inclinada para as concupiscências, exercitando-a, inclinando a, dispondo a para Ele, para que o homem não mais viva dentro de si em conflito, com a lei do entendimento. Uma vez liberto a lei do Espírito vai operar vida espiritual (segundo a Bíblia vida espiritual é sinônimo de comunhão com Deus, Romanos 5.1), e assegurar a vida eterna. Vai operar um novo estilo de vida, caráter; para que tudo gire agora em torno de Cristo Jesus, e não mais em torno da carne.
Por que a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me libertou da lei do pecado e da morte.
Só é preciso uma lei para quebrar uma lei. A escravidão no Brasil, era mantida pela sociedade colonial escravocrata, eles não queriam liberdade para os escravos, e para seus escravos eles os senhores eram a lei. Mas para que esses escravos tivessem liberdade precisou que alguém que tinha maior poder que os senhores de terra e escravos, alguém cujo domínio de seu poder fosse tal que os obrigasse a lhes obedecer e este alguém, de poder executivo, a princesa regente Isabel, assinou uma lei que quebrou o julgo da lei dos senhores escravocratas trazendo com isso liberdade para os escravos(Colossenses 2.14). De igual modo Deus decretou uma lei de libertação, mas, diferente da lei da escravidão brasileira, a lei do pecado e da morte é o resultado de uma entrega constante ao pecado que cria laços de vícios, cuja vontade exercitada, ou consagrada, muito dificilmente quererá sair(Romanos 6.12,13). Na escravidão brasileira não havia voluntariedade, não havia livre arbítrio, não havia vicio e sim imposição. Mas, a lei do Espírito de vida, veio como uma ação poderosa do Espírito Santo sobre a vontade humana, que não só a convence, mas fortalece a vontade num curso contrario ao pecado, vencendo isso inclinações carnais, as velhas correntes de vícios que estavam nos membros a muito consagrados a iniquidade.

...antes

sexta-feira, 1 de março de 2013

Táticas do Espírito do Anticristo. Parte 8

9ª. Movimento anti-religioso.
O que é religiosidade?A igreja é ou não uma religião no sentido apropriada da palavra?Porque há um movimento de idéias e sentimentos anti-religião? Não está o Espírito do Anticristo por traz deste movimento? Como já tenho afirmado o Espírito do Anticristo, ataca de todos os lados e usa de todas as ferramentas que estão a sua disposição, para calar a voz do evangelho e apagar o bom nome de Jesus. Assim como João Batista veio preparando o caminho para Jesus, ele prepara o cenário para o reinado maligno do Anticristo. Movimentos que talvez de longe pareçam ser como pequenas e insignificantes ondas que se dissipam na imensidão do mar, são na verdade tsunamis que cercam e invadem as nossas casas. Logo o mesmo espírito que promove o ecumenismo com seu diálogo inter-religioso é o que promove o movimento anti-religião, que tem surgido no meio filosófico, acadêmico; este espírito vem também atuando assim dentro das igrejas, através de pregações, e teólogos caídos com seus livros e idéias revolucionárias nas academias cristãs. Posso citar o famoso pregador e crítico cristão Caio Fábio, o líder da igreja Universal o Bispo Edir Macedo, posso exemplificar o livro; "Porque você não quer mais ir a igreja?", como exemplo destes propagadores desta corrente dentro da igreja. Por fora tanto ateus, que não é de admirar, como teístas de outras religiões, são responsáveis pela divulgação desta mentalidade onde as pessoas olham para a religião, como um sistema político falido corrupto e que não da mais certo, antes tem sido o fomentador de guerras e mortes pelo mundo. Muitos tomam exemplo de extremistas radicais islâmicos, ou da história dos corruptos católicos na idade média, que perseguiam e matavam seus semelhantes através da inquisição, em nome de Deus. Temos com isso o porque, os tais conseguem receber cultos ecumênicos e até mesmo conseguem receber o doutrinamento de religiosos de outras religiões, pelo fato de não terem raiz nem convicções em seus ensinamentos, por terem abandonado seus ensinamentos.E ai então pergunto; onde está o Espírito do Anticristo por traz disso?E digo, se nós cristãos temos bebido desta mesma água que o mundo, logo para não sermos "religiosos"(como assim dissemos), temos abandonado nossos fundamentos, abdicado de nossas convicções em nome de um discurso idealista que de uma forma ilusória, procura ofuscar o bendito nome de Jesus, quando iguala-o aos demais ídolos e deuses, e na vida de muitos cristãos por falta de convicções profundas na alma a respeito da pessoa de Jesus, reduz a sua fé a uma mera crendice popular, assim como as muitas que temos nesse nosso místico Brasil católico, tal como a do Santo Dai-me, o Padre Cícero, entre outros.
Frases como, "não estamos pregando placa de religião, por que religião não salva, quem salva é Jesus".São arrumações teológicas muito bonitas, mas, tendenciosas e com o intuito de tirar do pecador a responsabilidade e o dever de se arrepender dos pecados e o referencial de onde ele pode encontrar pessoas capazes de o orientar, assim como aquele Eunuco encontrou o evangelista Filipe. De certo Jesus é quem salva, e disto não temos dúvida, porém este é o tema central de nossa religião; pelo contrário do que esta frase diz pregamos sim uma religião, não uma placa, mas, sim uma religião, aliais a única verdadeira(ninguém pode falar isso, que eu falo, se não acreditar e tiver convicção em sua religião), religião que liga o homem a Deus; pois se religião é uma forma de ligar ou ponte, Jesus disse "eu sou o caminho". Logo o movimento ante-religião, é uma atentado contra Jesus, revelando a sua natureza anticristã, e sua origem no coração do Pai das confusões e promotor de todo o engano que é o diabo.
Nunca se falou tanto contra religião, contra fundamentalismo apresentando a mesma como o mal que os homens inventaram, que promove guerras, que traz sofrimento e culpa. Listei aqui cinco argumentos que usam para justificar o seu ódio contra os sistemas religiosos, e farei um breve comentário sobre cada um deles:
*Promove guerras.Recentemente o bispo Edir Macedo, disse que a religião é invenção do diabo.Até que ponto estas pessoas estão certas em seus rancores, posições ideológicas, e proselitismo contra a religião?Ou será que é a religião mesmo a causadora das guerras e conflitos, ou são os homens que dela se apossam  para fazerem assim? Não há por traz deste movimento anti-religioso que ocorre fora e dentro das igrejas, objetivando enfraquecer o entusiasmo e o espírito de comunidade da igreja, gerando uma geração de jovens e pastores descompromissados com suas denominações, desanimados, desunidos e sem visão ministerial? Pois como ia dizendo, não são só ateus, que tem dito contra as religiões, muitos são até mesmo religiosos.Concordo porém que de um sentimento de zelo religioso sem entendimento assim como Paulo fez antes de sua conversão e sobre o assunto o mesmo diz nas seguintes passagens(Romanos 10/Atos 7.54-60/8.1-3/9.1-18), muitos religiosos tem promovido guerras. Mas são religiosos e não a religião, o que existe são homens guerreando, mas, não a religião. E no tocante ao cristianismo, não existe passagens no Novo testamento que mande os cristão perseguirem e matarem os infiéis. Logo não se pode dizer que um fundamentalista cristão tenha, promovido a guerra. Quem promove a guerra são homens que mentem aos seus semelhantes em nome do "deus" da religião aos ouvidos dos leigos. Então respondendo agora duma forma objetiva a declaração de que a religião é que promove a guerra digo: Estão certos por estarem rancorosos e chateados contra as religiões, mas, estão errados ao direcionarem cegamente as religiões ao invés dos promotores que são os homens maus, os maus religiosos e falsos. "Pois a religião em si é uma ferramenta da expressão humana, portanto sendo uma ferramenta e não um ser em si ela não tem poder para fazer males ou benefícios. Somente uma mente ou uma alma, pode fomentar, idealizar e propagar males; e isto as religiões em si não o são, elas não são almas; pelo contrário elas são ferramentas das almas". Almas estas que estando cheias de males dentro de si, usam da religião bem como de qualquer outra ferramenta, para disseminar o mal que há dentro de si. Logo não são as religiões e sim são os homens que promovem as guerras aos seus semelhantes. O que acontece é a mania de desculpas, que o homem cultiva desde o jardim do Éden, foi a mulher que tu me deste, foi a serpente, foi a televisão, foi a religião, é a malvada da pinga, e por ai vai, mas, nunca dizem "sou eu".
*Criação humana, por isso falha e corrupta como seus criadores. A religião não é uma pessoa. Toda vez, que queremos tirar a responsabilidade de nossos ombros, por consequência damos personalidade a algo que não a tem, só para podermos o culpar pelos nossos erros.  É claro que ele é uma criação humano, e sim, o sistema religioso é manipulável, mas, a responsabilidade é nossa, e quem falha ou se corrompe somos nós mesmos. Pois a religião é apenas um instrumento de nossa expressão, logo ela exprime quem nós somos como oferenda ao altar do Criador assim como aconteceu a Caim e Abel.
*Aprisiona o pensamento humano e o limita.
A religião sim, tem a sua filosofia, pela qual explica a vida e o universo ao nosso redor. Para muitos a religião serve como um orientador, hoje as pessoas querem que a ciência secular seja o seu orientador, e há quem pensa de forma descompromissada com a religião, a estes chamam, de livres pensadores. A religião não aprisiona o pensamento humano(pelo contrário são as pessoas que se entregam a religião com uma fé cega, sem um questionamento sincero o qual é necessário), você até pode pensar fora do que diz a filosofia religiosa e isso é ser incoerente com sua crença, todavia este tem sido o retrato desta geração. Porque se você crer realmente, numa filosofia religiosa, não tem como você crer no oposto, e se aparentemente o faz, é porque não crer em nada, é uma pessoa sem bases na fé e sem estrutura. Como orientadora a religião cria uma cosmovisão( visão de mundo) no campo do pensamento humano, mas, isso não impede que a pessoa amplie os seus conhecimentos, apenas se torna um filtro de discernimento, que faz com que a pessoa tenha consciência do conhecimento adquirido se ele é certo ou ruim, dentro da sua cosmo visão.Se o conhecimento é coerente ou não a sua religião. Ser coerente não é ser limitado, mas, é discernir e filtrar o que se adquire em termos de conhecimento, no campo do pensamento humano.
Agora não posso ignorar o fato, que em muitas seitas religiosas, pessoas homens usando de seus carismas, personalidade magnética, procura e tem levado massas de leigos, ao seu domínio mental, de forma que se torna o guru, o mestre, o deus, aos olhos dos fieis. Mas a ideia pura de religião, não passa pelo caminho do charlatanismo, e da manipulação psicológica de forma perversa e maligna  a ideia pura de religião não escraviza  mas, apenas o orienta, é preciso diferenciar das pessoas que a manipulam.
*Promove apenas rituais e tradições, mas, não torna o homem uma criatura melhor.
Dizer que a religião não contribui para tornar o homem num ser humano melhor, é expressar uma incoerência  Como ferramenta ou instrumento de expressão humana, a religião tem o poder de extrair do homem tanto o seu melhor como o seu pior. A religião vista duma forma ritualística e vazia, ela se restringe apenas rituais e tradições, sendo assim então, não infere, ou interfere na conduta moral humana, o que não é bem assim. Aquelas que são mais ritualísticas, as que são definidas mais, por suas expressões culturais e seus deuses do que por ensinamentos filosofais, chegam duma forma mesmo indireta a interferir na conduta moral de seus seguidores. Por exemplo muitas das religiões dos tempos bíblicos, faziam uso da prostituição sagrada, do sacrifício de crianças, então essas práticas que estavam inseridas em seus ritos interferiam sim, nas, condutas morais de seus seguidores(claro que de uma forma maléfica). Muitas pessoas são naturalmente boas, mas, podem se tornar insensíveis a certas crueldades, sendo elas toleradas em suas culturas religiosas a que são ligadas, a cultura geralmente se validam delas para se estabelecerem. Agora sabemos que existe no oriente bem como no ocidente, muitas religiões de cunho filosófico, que são regidas por provérbios, livros de doutrinas que explicam a vida e passam por assim dizer um estilo de vida, e criam uma cosmo visão. O judaísmo  o cristianismo, o budismo e outras religiões antigas, bem como seitas que misturam elementos de várias culturas religiosas(sincretismo), essas religiões filosóficas por sua vez procuram tornar o ser humano melhor, e para ser sincero não posso dizer que de uma certa forma não consegue. Pois toda a pessoa que abraça fé religiosa sendo sincero nisso, e buscando através dela um aperfeiçoamento o consegue, mesmo que isso se dê no exterior ou aos olhos dos homens. Como cristão é claro questiono. Será que atendem os mais sinceros anseios da alma? Ou apenas criam hábitos que disciplinam seus corpos?O fato é que sim as religiões procuram oferecer indivíduos que sejam melhores aos olhos da sociedade o qual elas servem. Todavia isso depende da resposta positiva de cada um dos indivíduos por elas disciplinados.
*É algo que hoje já não dá mais certo.
Argumento este que é aplicado muito ao cristianismo institucional, e é usado tanto por teístas como por ateus e agnósticos. Desde Enos filho de Sete é que a religião tem alcançado o seu lugar no meio dos homens. No princípio a adoração era ao único e verdadeiro Deus, após o diluvio o homem corrompeu seu propósito, mas a ferramenta continua a mesma, apenas o objeto no qual ela é aplicada foi que mudou. É como se você pegasse uma faca feita para cortar carne e a usasse para cortar madeira, então você reclama e diz que a faca não presta mais. Será?
Concluindo o argumento anti-religioso por mais racional, e bem intencionado que seja, ele procura desestruturar toda a estrutura que ainda da base solidas,para as famílias e para as comunidades. E como tática anticristã ele procura atentando contra as religiões atingir o cristianismo.

Leia mais...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...