TRADUTOR

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Geração sem arrependimento!


Já foi feita a pergunta: “Quem não erra?” De certo precisamos sermos mais, prontos a perdoar do que a condenar, a incluir do que a excluir, pois é mais fácil lançar um pecador no inferno do que resgatá-lo para o céu. Agora resta-nos fazer mais uma pergunta. Se certo é que todos erramos, então quem está arrependendo, ou arrependido de seu erro?João o Batista, foi muito feliz em sua colocação quando disse aos que vinham até ele procurando fazer parte daqueles que eram por ele batizados. “Produzi, pois frutos dignos de arrependimento” e também disse, “o machado já está posto a raiz das arvores, e toda arvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo” (Mateus 3.7-10). Não vivemos numa geração de pessoas arrependidas, pelo contrário nem se prega genuinamente o arrependimento.
É claro sabemos que há duas tristezas uma segundo Deus, ou seja, proveniente d'Ele, e outra segundo o mundo, ou seja, proveniente do maligno. A primeira vem com sentimento e consciência de culpa associado a um desejo sincero de melhora e acompanhada de um propósito de mudança, e isso opera vida. A segunda tristeza tem também um sentimento profundo de culpa acompanhado de uma autopenalização, a pessoa não consegue enxergar meios e possibilidades para melhorar, e diferente da outra não procura e nem deseja sinceramente a melhora, pelo contrário acha não ser capaz, e o maligno põem em sua mente que nem é possível, geralmente essa tristeza opera morte (2 Coríntios 7.10). Na Bíblia NVI, sobre essa citação de 1 Coríntios vemos a palavra remorso, que se aplica bem aqui, como eu dizia vivemos numa sociedade de remorsos e não de arrependimento, pois se houvesse arrependimento poderiam e conseguiriam até mesmo mudar aquilo que eles enxergam impossível, mas, o arrependimento sincero não pode vir de um divan a não ser que Jesus estiver lá.
Vendo por esse ângulo, temos uma sociedade altiva, vaidosa, soberba, sem afeição natural, caluniadores, mais amantes (ou amigos) dos prazeres do que de Deus(Romanos 1. 28-32). E na igreja? Como eu dizia não se prega arrependimento, porque para se pregar sobre arrependimento antes precisa tocar na ferida do pecador. E tocar a ferida do pecador, é algo que os lideres não o fazem com medo de que ele não volte. Sabemos que não da para trocar ou fazer um curativo sem tocar na ferida, mesmo que você use uma pinça, ou mesmo que você use gaze, estarás tocando na ferida e isso trazendo a dor. Sem dor não há arrependimento, pois o pecado precisa ser lavado, a ferida precisa ser lavada antes de ser coberta pelo curativo, evitando com isso a infecção, e somente o sangue de Jesus pode lavar a ferida do pecado. Se o pecador não sentir os seus pecados, se seus pecados não o incomodarem ele arranjara um jeito de viver com ele dentro até mesmo da igreja, como existem hoje igrejas para cada tipo de pecado, então a conclusão do pecador é lógica se ele está incomodado o problema é a igreja e não o seu pecado.
Como pregar o arrependimento sem tocar no pecado? Falar sobre arrependimento sem tocar no pecado é o mesmo que construir casas populares para abrigar ricos desabrigados, não é uma incoerência? O rico pode prover moradia para si mesmo. Como esperar mudança do mundo se a igreja e o mundo são uma só carne, ao invés de ser um só no Espírito com Deus (1 Coríntios 5.12-20)? Se pregarmos o pecado assustaremos o mundo, mas, se alguém desejar mudança de vida, ele saberá e estará nítido a todos onde encontrar, ninguém procurara mudança, no espiritismo, nem mesmo no islamismo, mas, sim no Cristianismo. Poque isso estará nítido aos olhos de todos, pois, só onde há arrependimento há mudança, e só por meio quem houver esta mudança encontraremos a transformação de nossa sociedade.
Só o arrependimento promove transformação na sociedade, e transformação digo duma forma leve e natural e ao mesmo tempo radical. Agora a transformação que essa sociedade busca é muitas das vezes forçada, superficial e imperfeita, pois ao invés de sarar abre mais ferida. Pregar contra o pecado não fere, mas, apenas trata daquelas que já foram abertas, para que sarem e não infeccione.

Deus vos guie em tudo

terça-feira, 23 de abril de 2013

Serie pecados. 1ºMentira



Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo em enxofre, o que é a segunda morte. Apocalipse 21.8
Mentir como verbo é o mesmo que falsificar a verdade e ou mesmo distorcê-la, mentir como adjetivo(qualidade) é a natureza de algo que é falso.Portanto não se pode mentir usando algo que seja verdadeiro, pois a mentira até na sua natureza ela é falsa. Visto por esses dois ângulos podemos considerar a mentira, no âmbito da crença naquilo que é falso, naquilo que não é, mas, aparenta ser verdadeiro; e podemos considerar a mentira no âmbito intenção, ou seja, quando alguém distorce a verdade, ou inventa algo com o intuito de falsificar a verdade. O mentiroso pratica a omissão, depois a distorção (ou seja, ele corrompe um fato ou uma realidade tirando-o de seu ideológica, e ou introduzindo algo que não estava em seu contexto) em seguida a falsificação (outra palavra para falsificar é adulterar), o mentiroso também busca conquistar.
 Já tenho refletido em outras reflexões que falo sobre crer na verdade ou como chamo fé convicta, sobre a mentira como adjetivo, geralmente, isso se dá em dois ângulos, de um lado está o mentiroso e de outro lado está o simples. O mentiroso conta-lhe uma ficção e elabora com todas as suas artimanhas, e o simples, por ser crédulo ingênuo e não procurar apurar aquilo que lhe foi dito acredita então no mentiroso. Provérbios capítulo 1 versículo 32, 33; falam sobre a simplicidade, para entender melhor leiam todo o capítulo começando em especial pelo versículo 20 ao 33, e no texto que tenho citado, diz o seguinte: “ Porque o desvio dos simples os matará, e a prosperidade dos loucos os destruirá”.O simples é geralmente o alvo de todo o mentiroso, há então um grande perigo em ser simples pois a palavra diz em Apocalipse capítulo22 e versículo 15 que, “ficaram de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ame e comete a mentira”;  e eu pergunto. Quem ama o que é mentira? Quem em sincera, e lúcida mente ama a mentira? Na verdade ninguém, mas, todos amam a verdade e aquilo que é a verdade, logo a mentira, para ser amada tem que fazer justiça a sua natureza, ela tem que falsificar a verdade, tornando-se uma aparente verdade, e com isso ela poderá ser amada. Mas, digo não será amada pelo que ela é mentira, mas, pelo que ela aparenta ou diz ser, verdade. Concluindo esta indagação concluo que o simples, ou aquele que é enganado pelo mentiroso é esta pessoa, aquele que ama a mentira. Logo a mentira é uma via de mão dupla tanto o enganado como o que acredita no enganado se prejudicam.
Mas, é claro a mentira é um pecado contextual, ou seja, que suas consequências naturais dependem do contexto em que ele está inserido, quando falo do engano religioso, ou das falsas religiões, é claro que aquele que acreditar nelas, estará condenado no futuro por Deus, e aquele que o induziu ao erro também. Embora é bom observar que quando falo de ser condenado por Deus, não estou falando de consequência natural, a consequência natura do erro é aquela que ele pela sua própria natureza trará ao infrator. Mas, esta aplicação não pode ser considerada, quando a mentira não envolve a fé religiosa, como alguém dizer que é alguém que não é (falsidade ideológica). Neste caso o enganado terá prejuízos por crer na mentirá? É claro que sim, mas, diante de Deus ele é inocente, e isso, digo  é inocente no tocante a acreditar na falsidade ideológica. Mas, é claro que toda a mentira é muito mais complexa do que se parece, na maioria das vezes ela exige da pessoa enganada, muito mais do que simplesmente crer, ela poderá exigir da vítima do engano um comprometimento maior, e é ai que a pessoa enganada deixa de ser inocente, e passa a ser também um cúmplice do mentiroso, não na mentira, mas, em outros pecados que por ele crer na mentira acabara se envolvendo. Sendo um pecado contextual, não que todo pecado não tenha o seu contexto, mas, avaliando o pecado no ponto de vista de suas consequências naturais, há pecados que terão consequências de acordo com o seu contexto.
Agora avaliando os contextos da mentira posso enumerar aqui dois, duma forma mais abrangente, pois se fossemos detalhar seriam muitos os tipos de contextos, de forma, que não teríamos como enumerá-los. Porém, resumindo todos eles duma forma objetiva chegaremos com certeza a apenas estes três, que sito e comento abaixo:
1º. Contexto do medo. Como instrumento ou escudo do medo, meio de proteção ou escape de uma pessoa medrosa. Dentro deste contexto a mentira pode tomar proporções grandiosas, pois uma mentira sempre precisara de outra para que se sustente.
2º. Contexto da cobiça. Como instrumento ou rede, ou mesmo anzol da cobiça, meio que o cobiçoso usa para adquirir o que se deseja muito alcançar. Dentro deste contexto assim como no caso do medo a mentira poderá atrair outras e se tornar uma grande bola de neve, mas, o cobiçoso diferente do medroso, não o faz por medo, logo suas mentiras são bem menos ponderadas, a não ser que ele também minta por medo o que pode e também acontece.
3º. Contexto da ambição. Como instrumento de uma pessoa ambiciosa, poderá ser cruel, e seu preço muito alto de forma que a cobiça do ambicioso pode e vai até mesmo superar o seu medo, os seus receios e temores, no intuito de satisfazer a sua ambição.
*A mentira não tem cara, ela usa a aparência de verdade.
*A mentira é mentira em todos os ângulos, até mesmo em sua aparência como já falei.
*O mentiroso omite, distorce, falsifica e conquista.
*A mentira não se sustenta ante a luz da verdade, por isso o mentiroso precisa tecer novas mentiras, para dar subterfúgios a primeira a original.
Há muitas outras coisas que posso dizer sobre a mentira, mas, sei que você já sabe, e a medida que formos seguindo nesta série sobre os pecados, então voltaremos a trazer luz sobre a mentira, posso concluir com uma ultima afirmação. 
*O próprio pecado ou todo o pecado é em sua natureza uma mentira, assim como é uma vaidade (ilusão), assim como sua origem vem do egoísmo humano.
 Sendo assim seguirei
falando respectivamente nas próximas postagens da série sobre, vaidade e egoísmo.

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