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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Série pecados 2: Vaidade

“Pois a criação está sujeita a vaidade, não voluntariamente, mas, por aquele que a sujeitou.” Romanos 8.20

Antes de qualquer coisa vamos definir a palavra vaidade; que por si não é uma palavra bem definida pelo uso popular, ela primeiramente possui três significados próprios e um quarto que é o popular.
1º Significado é o desejo imoderado de atrair admiração, ou seja, é uma concupiscência. Excesso de valor dado à própria aparência, aos atributos físicos ou intelectuais, caracterizado pela esperança de reconhecimento e/ou admiração de outras pessoas.
2º Significado é aquilo que é ilusório, ilusão, fútil, descartável; é uma qualidade. Neste sentido vamos encontrar sua aplicação em muitos textos da Bíblia.
3º Significado, como sinônimo de orgulho ou altivez. O orgulho é auto-admiração, auto-exaltação em detrimento das outras pessoas, o orgulhoso aos seus olhos é o melhor, é o superior. Autocrítica ou opinião envaidecida (futilidade, Ideia exageradamente positiva) que alguém possui sobre si mesmo.
4º E o significado popular, é a valorização da beleza, ou o desejo comum que as pessoas têm  de se arrumar, se produzir na intenção de estar bonita, e isso não necessariamente de uma forma imoderada, como no primeiro significado acima.
De uma forma geral, vaidade sempre será aquilo que de uma forma ilusória exalta o animo e o conceito das pessoas para si e de si próprio enganando as a respeito da realidade.  Agora a definição que mais vou usar neste texto, não é a de vaidade como qualidade, nem de vaidade como desejo comum, mas, de vaidade como pecado, que é no sentido de orgulho e de concupiscência (desejo imoderado de atrair admiração, seja pela aparência, seja pelo que faz, seja pelo que é, etç...).
Na Bíblia sempre que você encontrar a palavra vaidade, ela na sua maioria das vezes estará se referindo a qualidade de um pecado, ou a qualidade daquilo que os homens, ou que as nações fazem. Como exemplo temos, a opinião de Deus, sobre a adoração aos demais deuses e ídolos, ele dizia, “ vaidades são, obras de engano”,  “Mas eles todos se embruteceram e se tornaram loucos; vaidades  é o madeiro”, para entender leia todo o capítulo 10 do livro do profeta Jeremias. Também verá muito sobre essa definição no livro de Eclesiastes, como também em toda a Bíblia.
Agora sempre que você procurar vaidade não como qualidade (adjetivo), mas, como pecado (ou o pecado que se chama vaidade), então pode ser que dependo da versão você não encontre na Bíblia, mas, sim o seu antônimo. Vê se esta dificuldade em palavras ambíguas, por isso muitos leigos quando se fala em vaidade logo penso no sentido popular, mas, quando a falamos da vaidade como pecado não nos referimos ao popular.
I. Orgulho (Este é um dos antônimos de vaidade). Orgulho e outras palavras que mostram sinonímia com o mesmo é presunção, a arrogância e a altivez. Todas as definições deste termo remetem a um coração autossuficiente, que presume (presunção) estar certo, suas palavras não podem ser pesadas ele acha, aliais não, ele não acha em si ele tem certeza.  Sua causa é sempre nobre, e por mais que achemos estranho, toda a vez que sua causa é contrariada, ele está convicto de que foi injustiçado até mesmo por Deus. Cegueira é uma verdade a respeito destes vaidosos, pois não conseguem enxergar o mal que fazem ao próximo com suas decisões, mas, vem com muita indignação o que as pessoas fazem sua ofensa não é caso de pedir desculpas, é caso de justiça, ele não tem um agravo ele tem uma causa de vida. Sensibilidade quanto ao seu ego, é uma coisa muito comum.
Ele é intolerante (altivez) para com tudo o que seja alheio e contrário a ele e aos seus ideais, e ao mesmo tempo é crítico fervoroso, contra a intolerância que os outros possam manifestar. Por menor e inexpressiva ela que seja.
 Posso concluir que orgulho é a ilusão (vaidade) do ego (eu), da opinião. Quando o orgulhoso expressa ele diz o imperativo do que tem que ser, segundo o seu próprio conceito, não consegue aceitar o choque das realidades. Ele está iludido com respeito a si mesmo, ele se ilude a respeito do que pensa ou fala, do que é ou diz.  O orgulho é a vaidade do sentimento para consigo mesmo. O orgulhoso não consegue calar para o bem do seu próximo, pois o mesmo está inchado em seu conhecimento (1 Coríntios 8.1-3,11,12).
II. Concupiscência (desejo imoderado de atrair admiração). Esta é outra face da vaidade, na qual as pessoas se entregam ao ridículo, aos absurdos para atrair os olhares da população, é um desejo uma ambição descabida, e sem a medida de qualquer pudor, este é o desejo de receber a glória dos homens (João 12.37 ao 43). Desta vaidade, vemos males como a anorexia, bulimia, e parece estranho, mas, posso dizer que até aqueles buscam chocar a sociedade agem movidos por esta concupiscência. Como assim? Neste sentido posso descrever pessoas que se vestem ou se portam de maneiras totalmente contrária aos padrões, como góticos, pessoas que se tatuam o corpo todo e colocam além das tatuagens modificações, como chifres, línguas como de cobra, olhos escurecidos ou pigmentados. Por isso disse que parece estranho, pois na definição de vaidade que apresentei, coloquei a como a cobiça pela admiração, e o que a gente vê é que comportamentos assim, não atraem nenhum  tipo de admiração, mas, eu mesmo me faço esta pergunta; será?Pois o próprio repúdio, já se torna um tipo de admiração. Para melhor esclarecer o que digo, vamos antes ao sentido da palavra admiração:
“Admiração: Sentimento de prazer, de respeito, experimentado diante daquilo que é belo e bom. Espanto, assombro, pasmo, surpresa. Admiração (do latim admirari) é um sentimento de assombro, surpresa ou espanto diante de uma situação. Na Filosofia, a «admiração» ou «espanto» é o princípio fundamental para começar a filosofar, ou seja, é um processo atrativo através do qual não passamos indiferentes perante qualquer coisa, colocando-nos em movimento, partindo de coisas simples para coisas mais complexas, terminando no conhecimento de si, como desconhecendo-se («só sei que nada sei», Sócrates) ou desconhecendo as coisas. Assim, admirar-se perante qualquer coisa é ter a capacidade de problematizar o que parecia evidente, procurando esclarecer o que se apresenta como obscuro. A vontade de saber e descobrir são essenciais ao filosofar (fontes são os sites Wikipedia, Dicionário Online de Português).”
Então prosseguindo e concluindo nossa conversa sobre vaidade, ela é o desejo de ser o centro, é uma manifestação do egoísmo na expressão e sentimentos  humanos.
Houve um tempo em que se reconhecia vaidade apenas nas joias das mulheres, todavia muitas destas acusadas em seu intimo nem verdadeiramente eram vaidosas, todavia os verdadeiros vaidosos eram os que as acusavam, com o intuito de serem os bons e os santos na congregação. Prova de vaidade deste tipo ainda temos correndo  em nosso meio, quando pastores angariam títulos como se fossem dons de Deus(apóstolos, bispos, reis,sacerdotes, profetas), e ao mesmo tempo se digladiam condenando e demonizando a denominação cristã alheia, quanto na verdade diante de Deus, estão nus e iludidos em sua vaidade. Vemos também artistas evangélicos, que trocam o trono de Deus pelo trono de Satanás, para que possam ser aplaudidos de pé, pelas multidões do mundo gospel.
 Posso para concluir sem mais comentário que esta é a vaidade da cobiça. Em outras palavras é a ilusão trazido a si próprio por cobiçar o coração do mundo. Pois o que adianta ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma (Marcos 8 36).

domingo, 9 de junho de 2013

Existe exceções morais?

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" Gálatas 6.7


Existe um ditado que diz: "Toda a regra há exceção". Diante deste ditado eu faço um questionamento, será que há mesmo exceção, ou existe uma aplicação da regra de forma diferente? E ainda faço outra pergunta, será que é esta mesma a regra, ou há equivoco de nossa parte? Deixo estas duas perguntas para o amigo refletir, pois meu interesse nesta reflexão esta no campo dos princípios morais. Sendo assim pergunto, há na verdade exceções aos princípios morais? Sabemos que os princípios morais são leis básicas e essenciais sem as quais, é impossível algo ou chegar a algum lugar ou mesmo de alguma sociedade vir a subsistir, é o sine qua non, ou lei sem a qual não se pode sustentar a boa ordem de uma sociedade. Princípios são leis de necessidade, ou seja, são leis que são essenciais de tal forma que ignorá-las resulta em fracasso certo. Você não pode ignora-los sem que haja alguma consequência profunda que venha a afetar todo o processo da boa convivência e desenvolvimento, psicológico, social, histórico, espiritual, social e etc.
Mas, diante desta declaração voltemos ao ditado, será que para os princípios(regras, ou leis necessárias) morais existem alguma exceção? Como já falei na definição de princípios, eles são leis que não podem ser ignoradas, que ignora-los resulta em consequências desastrosas e profundas, digo mais, que eles não são leis inventadas ou impostas a sociedade por um grupo social(religioso ou filosófico) ou pelos governantes, mas, são descobertos, nomeados e aplicados. É como já disse em outra postagem(Táticas do espírito do Anticristo. Parte 1), temos como exemplo a receita de um bolo, na qual existem medidas e sequencias, que cuidadosamente observadas levaram a um bolo exatamente saboroso assim, como disse na receita, se você errar na medida, poderá até sair um bolo, mas, não será o mesmo nem com o mesmo sabor, pode até ser que murche. Logo princípios não são qualquer tipo de regra, diferente dos demais tipos de regra, como já disse eles não são criados pela criatividade e vontade humana, eles são apenas descobertos, portanto não aceitam exceções.
Mas, ai a sociedade questiona, como assim? Se eu ignoro tais princípios e nada acontece de mal, comigo, mal, este que dizem que aconteceria, ai eu pergunto; será que você não foi afetado mesmo? O mal que dizem que te aconteceria ao desrespeitar certo principio não aconteceu, todavia seria este mal mesmo a regra? Ou como questionei lá em cima, a aplicação da regra em sua vida não pode ter sido feita de forma diferente? Como exemplo, narrarei um fato(testemunho) a respeito de um religioso cristão, do qual tenho conhecimento, mas, não sitarei o nome por respeito e para preservar a sua integridade moral.
"Antigamente, nas igrejas evangélicas Assembléia de Deus(dizia o irmão), se pregava que a televisão tirava a visão, que matava a vida espiritual, que deixava o crente frio e que ele parava de ir a igreja. Tenho testemunhado que muitos crentes que chegam aqui na igreja, que não veem televisão, que vivem em santidade, jejuando, orando, mas, logo caem em adultério, prostituição. Todavia, eu desde que sou criança assisto a televisão e todavia, estou aqui firme na igreja, eu assisto televisão, mas, não deixo que ela influencie em minha vida, não deixo de orar e buscar a presença de Deus para ver novelas"(narrava orgulhosamente o jovem). Mas, o que acontece, é que este irmão( o qual era professor de escola dominical) que contava este testemunho, enquanto dava uma aula de escola dominical, não havia percebido, mas, desde criança ele foi erotizado pelos personagens da TV, e começando a masturbar fantasiava em sua imaginação a tais personagens( de super-heróis, da turma da Xuxa, entre outros), depois progrediu através de filmes e novelas sendo de forma gradual influenciado a pornografia, mesmo antes de vir a conhecer a internet, problema o qual hoje em dia o mesmo esta a lutar diante de Deus para conseguir vencer. Ai eu termino esta narração perguntado de novo, houve uma exceção a regra, ou houve uma aplicação da mesma de uma forma diferente?
Recentemente o pastor Silas Malafaia falou, que os filhos dos homossexuais, sofreram no futuro, e ai foi posto em questionamento as suas declarações. Sabemos que a nossa sociedade valoriza o material, ou ao materialismo, então os mesmo não tão nem ai, para a alma e o amago humano. Então eu faço a pergunta, como estarão os filhos dos homossexuais, daqui a dez, anos? Ora, por fora pode até ser que serão ótimas, pessoas, pais dedicados, filhos héteros mesmo que os pais não, bem empregados, comunicativos, e ai muitos virão a questionar o que o pastor falou, mas, ai eu pergunto a eles; o mal não foi aplicado de uma forma diferente? A questão é que somos muitos simplórios em nossa auto-crítica, filhos de lares desestruturados que são pessoas bem sucedidas, será mesmo que não existem nenhuma sequela? Ou estamos vendo apenas as coisas por um plano, ou estamos vendo apenas nas superfície, pois a alma humana é muito profunda do que os nosso olhos materiais e ingênuos podem enxergar.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Porventura, achará fé na terra?

"quando o Filho do Homem vier, porventura achará fé na terra"?(Lucas 18.8)


Talvez você já tentou responder esta pergunta, eu também já o fiz por várias vezes, mas, o que Jesus tinha em mente quando a fez? Notem que antes de ele a fazer, deu em parábola um modelo de fé, representado pela viúva, a ser seguido, pelo que o próprio Jesus disse, que se os crentes fossem como aquela mulher da parábola, certamente seriam ouvidos por Deus. Mas, essa pergunta então podemos dizer que ela não faz referencia a qualquer tipo de fé, mas, sim aquela fé perseverante em Deus, representada pela insistência daquela pobre viúva da parábola, porque se fizermos esta pergunta de Jesus, desassociada de seu contexto, pensaremos ser uma pergunta tola e infundada. Todavia, esta pergunta não é uma pergunta para ser respondida, mas, para ser refletida, por isso se faz primeiro necessário sabermos a que fé Jesus se referia quando a fez, para depois a fazermos para nós mesmos, lançando a pergunta a nossa realidade atual.
Será se Jesus viesse hoje, como ele acharia a terra? Há muitas pessoas que professam ter fé, mas, o seu ideal de fé esta muito longe do que Jesus abordava, se Jesus chamou aos seus discípulos de homens de pequena fé, e se chamou aos homens de sua época de geração incrédula, qual será então o seu pensamento sobre os homens de nossa época?
Será que nos é fácil respondermos com um sim, a pergunta de Jesus, se viermos levar em consideração o que já o tenho falado? Será que esta fé que temos e professamos é a que Jesus espera de nós?"Jesus disse, que " Deus não faria justiça aos seus escolhido que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles ?"( Lucas 18.7). E ai nos deparamos fazendo nós mesmos a nossa justiça, e impedindo Deus de fazer a sua justiça, não estamos nós no lugar errado, quem é o juiz? Não seria Deus? E se Deus é o juiz e o nosso advogado, como poderemos sermos nós os nosso próprios juízes ao mesmo tempo, pois qual é o nosso lugar? Não somos nós as vítimas, e quem merece e busca justiça? Portanto o nosso lugar, não é o lugar das obras, e sim o da fé em Deus, que nos leva a clamarmos a ele de dia e de noite por justiça, e deixar que ele muito em breve nos fará a sua justiça. E não devemos temer, quando Deus julga, e pensarmos, que sairemos prejudicados, pois sabemos nós que as leis deste mundo são injustas, pois o sistema de lei a qual este juiz obedece e pela qual estabelece o seu julgamento, estabelece a sua justiça, não é o sistema de lei mundano, mas, sim o divino.
Logo o caminho da fé representada por Jesus na parábola, não é o caminho de todos, pois este caminho é sofrido, paciente, é uma fé que brota do amor, da convicção de um Deus que para nos fazer justiça o fará mesmo que para isso tenha que nos levantar das cinzas.
Deixo então amados esta linda parábola, do "Juiz iníquo", que está registrada em Lucas capítulo 18 dos versículos 1 ao 8, para que meditem e reflitam sobre, esta pergunta que como já disse, não é para ser respondida e sim para que reflitamos em cima da mesma.
Deus abençoe a todos

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