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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os sem igreja(desigrejados).

Texto original do blog O tempora, O mores

Postado por Augustus Nicodemus Lopes

(reprint do post de 2010 - ainda bastante atual)

Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada.Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé. Mas, outros, querem abandonar apenas a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja.

Muitos destes estão apenas decepcionados com a igreja institucional e tentam continuar a ser cristãos sem pertencer ou frequentar nenhuma. Todavia, existem aqueles que, além de não mais frequentarem a igreja, tomaram esta bandeira e passaram a defender abertamente o fracasso total da igreja organizada, a necessidade de um cristianismo sem igreja e a necessidade de sairmos da igreja para podermos encontrar Deus. Estas idéias vêm sendo veiculadas através de livros, palestras e da mídia. Viraram um movimento que cresce a cada dia. São os desigrejados.
Muitos livros recentes têm defendido a desigrejação do cristianismo (*).

Em linhas gerais, os desigrejados defendem os seguintes pontos.

1) Cristo não deixou qualquer forma de igreja organizada e institucional.

2) Já nos primeiros séculos os cristãos se afastaram dos ensinos de Jesus, organizando-se como uma instituição, a Igreja, criando estruturas, inventando ofícios para substituir os carismas, elaborando hierarquias para proteger e defender a própria instituição, e de tal maneira se organizaram que acabaram deixando Deus de fora. Com a influência da filosofia grega na teologia e a oficialização do cristianismo por Constantino, a igreja corrompeu-se completamente.

3) Apesar da Reforma ter se levantado contra esta corrupção, os protestantes e evangélicos acabaram caindo nos mesmíssimos erros, ao criarem denominações organizadas, sistemas interligados de hierarquia e processos de manutenção do sistema, como a disciplina e a exclusão dos dissidentes, e ao elaborarem confissões de fé, catecismos e declarações de fé, que engessaram a mensagem de Jesus e impediram o livre pensamento teológico.

4) A igreja verdadeira não tem templos, cultos regulares aos domingos, tesouraria, hierarquia, ofícios, ofertas, dízimos, clero oficial, confissões de fé, rol de membros, propriedades, escolas, seminários.

5) De acordo com Jesus, onde estiverem dois ou três que crêem nele, ali está a igreja, pois Cristo está com eles, conforme prometeu em Mateus 18. Assim, se dois ou três amigos cristãos se encontrarem no Frans Café numa sexta a noite para falar sobre as lições espirituais do filme O Livro de Eli, por exemplo, ali é a igreja, não sendo necessário absolutamente mais nada do tipo ir à igreja no domingo ou pertencer a uma igreja organizada.

6) A igreja, como organização humana, tem falhado e caído em muitos erros, pecados e escândalos, e prestado um desserviço ao Evangelho. Precisamos sair dela para podermos encontrar a Deus.

Eu concordo com vários dos pontos defendidos pelos desigrejados. Infelizmente, eles estão certos quanto ao fato de que muitos evangélicos confundem a igreja organizada com a igreja de Cristo e têm lutado com unhas e dentes para defender sua denominação e sua igreja, mesmo quando estas não representam genuinamente os valores da Igreja de Cristo. Concordo também que a igreja de Cristo não precisa de templos construídos e nem de todo o aparato necessário para sua manutenção. Ela, na verdade, subsistiu de forma vigorosa nos quatro primeiros séculos se reunindo em casas, cavernas, vales, campos, e até cemitérios. Os templos cristãos só foram erigidos após a oficialização do Cristianismo por Constantino, no séc. IV.

Os desigrejados estão certos ao criticar os sistemas de defesa criados para perpetuar as estruturas e a hierarquia das igrejas organizadas, esquecendo-se das pessoas e dando prioridade à organização. Concordo com eles que não podemos identificar a igreja com cultos organizados, programações sem fim durante a semana, cargos e funções como superintendente de Escola Dominical, organizações internas como uniões de moços, adolescentes, senhoras e homens, e métodos como células, encontros de casais e de jovens, e por ai vai. E também estou de acordo com a constatação de que a igreja institucional tem cometido muitos erros no decorrer de sua longa história.

Dito isto, pergunto se ainda assim está correto abandonarmos a igreja institucional e seguirmos um cristianismo em vôo solo. Pergunto ainda se os desigrejados não estão jogando fora o bebê junto com a água suja da banheira. Ao final, parece que a revolta deles não é somente contra a institucionalização da igreja, mas contra qualquer coisa que imponha limites ou restrições à sua maneira de pensar e de agir. Fico com a impressão que eles querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entendem, acreditarem no que quiserem – sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas – fazerem o que quiserem, para poderem experimentar de tudo na vida sem receio de penalizações e correções. Esse tipo de atitude anti-instituição, antidisciplina, anti-regras, anti-autoridade, antilimites de todo tipo se encaixa perfeitamente na mentalidade secular e revolucionária de nosso tempo, que entra nas igrejas travestida de cristianismo.
É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes de Constantino.

1) Jesus disse aos discípulos que sua igreja seria edificada sobre a declaração de Pedro, que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.15-19). A igreja foi fundada sobre esta pedra, que é a verdade sobre a pessoa de Jesus (cf. 1Pd 2.4-8). O que se desviar desta verdade – a divindade e exclusividade da pessoa de Cristo – não é igreja cristã. Não admira que os apóstolos estivessem prontos a rejeitar os livre-pensadores de sua época, que queriam dar uma outra interpretação à pessoa e obra de Cristo diferente daquela que eles receberam do próprio Cristo. As igrejas foram instruídas pelos apóstolos a rejeitar os livre-pensadores como os gnósticos e judaizantes, e libertinos desobedientes, como os seguidores de Balaão e os nicolaítas (cf. 2Jo 10; Rm 16.17; 1Co 5.11; 2Ts 3.6; 3.14; Tt 3.10; Jd 4; Ap 2.14; 2.6,15). Fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem sermos igreja, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados, e onde os que se desviam da verdade apostólica são rejeitados.

2) A declaração de Jesus acima, que a sua igreja se ergue sobre a confissão acerca de sua Pessoa, nos mostra a ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre ele e sua igreja. Em outro lugar, ele ilustrou esta relação com a figura da videira e seus galhos (João 15). Esta união foi muito bem compreendida pelos seus discípulos, que a compararam à relação entre a cabeça e o corpo (Ef 1.22-23), a relação marido e mulher (Ef 5.22-33) e entre o edifício e a pedra sobre o qual ele se assenta (1Pd 2.4-8). Os desigrejados querem Cristo, mas não querem sua igreja. Querem o noivo, mas rejeitam sua noiva. Mas, aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem. Não podemos ter um sem o outro.

3) Jesus instituiu também o que chamamos de processo disciplinar, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Os apóstolos entenderam isto muito bem, pois encontramos em suas cartas dezenas de advertências às igrejas que eles organizaram para que se afastassem e excluíssem os que não quisessem se arrepender dos seus pecados e que não andassem de acordo com a verdade apostólica. Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5). Não entendo como isto pode ser feito numa fraternidade informal e livre que se reúne para bebericar café nas sextas à noite e discutir assuntos culturais, onde não existe a consciência de pertencemos a um corpo que se guia conforme as regras estabelecidas por Cristo.

4) Jesus determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).

5) Não demorou também para que os cristãos apostólicos elaborassem as primeiras declarações ou confissões de fé que encontramos (cf. Rm 10.9; 1Jo 4.15; At 8.36-37; Fp 2.5-11; etc.), que serviam de base para a catequese e instrução dos novos convertidos, e para examinarem e rejeitarem os falsos mestres. Veja, por exemplo, João usando uma destas declarações para repelir livre-pensadores gnósticos das igrejas da Ásia (2Jo 7-10; 1Jo 4.1-3). Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). O exemplo mais antigo que temos desta organização é a reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém para tratar de um caso de doutrina – a inclusão dos gentios na igreja e as condições para que houvesse comunhão com os judeus convertidos (At 15.1-6). A decisão deste que ficou conhecido como o “concílio de Jerusalém” foi levada para ser obedecida nas demais igrejas (At 16.4), mostrando que havia desde cedo uma rede hierárquica entre as igrejas apostólicas, poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de Constantino.

6) Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34). Não sei direito como os desigrejados celebram a Ceia, mas deve ser difícil fazer isto sem que estejamos na companhia de irmãos que partilham da mesma fé e que crêem a mesma coisa sobre o Senhor.

É curioso que a passagem predileta dos desigrejados – “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) – foi proferida por Jesus no contexto da igreja organizada. Estes dois ou três que ele menciona são os dois ou três que vão tentar ganhar o irmão faltoso e reconduzi-lo à comunhão da igreja (Mt 18.16). Ou seja, são os dois ou três que estão agindo para preservar a pureza da igreja como corpo, e não dois ou três que se separam dos demais e resolvem fazer sua própria igrejinha informal ou seguir carreira solo como cristãos.

O meu ponto é este: que muito antes do período pós-apostólico, da intrusão da filosofia grega na teologia da Igreja e do decreto de Constantino – os três marcos que segundo os desigrejados são responsáveis pela corrupção da igreja institucional – a igreja de Cristo já estava organizada, com seus ofícios, hierarquia, sistema disciplinar, funcionamento regular, credos e confissões. A ponto de Paulo se referir a ela como “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e o autor de Hebreus repreender os que deixavam de se congregar com os demais cristãos (Hb 10.25). O livro de Atos faz diversas menções das “igrejas”, referindo-se a elas como corpos definidos e organizados nas cidades (cf. At 15.41; 16.5; veja também Rm 16.4,16; 1Co 7.17; 11.16; 14.33; 16.1; etc. – a relação é muito grande).

No final, fico com a impressão que os desigrejados, na verdade, não são contra a igreja organizada meramente porque desejam uma forma mais pura de Cristianismo, mais próxima da forma original – pois esta forma original já nasceu organizada e estruturada, nos Evangelhos e no restante do Novo Testamento. Acho que eles querem mesmo é liberdade para serem cristãos do jeito deles, acreditar no que quiserem e viver do jeito que acham correto, sem ter que prestar contas a ninguém. Pertencer a uma igreja organizada, especialmente àquelas que historicamente são confessionais e que têm autoridades constituídas, conselhos e concílios, significa submeter nossas idéias e nossa maneira de viver ao crivo do Evangelho, conforme entendido pelo Cristianismo histórico. Para muitos, isto é pedir demais.

Eu não tenho ilusões quanto ao estado atual da igreja. Ela é imperfeita e continuará assim enquanto eu for membro dela. A teologia Reformada não deixa dúvidas quanto ao estado de imperfeição, corrupção, falibilidade e miséria em que a igreja militante se encontra no presente, enquanto aguarda a vinda do Senhor Jesus, ocasião em que se tornará igreja triunfante. Ao mesmo tempo, ensina que não podemos ser cristãos sem ela. Que apesar de tudo, precisamos uns dos outros, precisamos da pregação da Palavra, da disciplina e dos sacramentos, da comunhão de irmãos e dos cultos regulares.

Cristianismo sem igreja é uma outra religião, a religião individualista dos livre-pensadores, eternamente em dúvida, incapazes de levar cativos seus pensamentos à obediência de Cristo.------------------------------------------------------------------------------------------
NOTA:(*) Podemos mencionar entre eles: George Barna, Revolution (Revolução), 2005; William P. Young, The Shack: a novel (A Cabana: uma novela), 2007; Brian Sanders, Life After Church(Vida após a igreja), 2007; Jim Palmer, Divine Nobodies: shedding religion to find God(Joões-ninguém divinos: deixando a religião para encontrar a Deus), 2006; Martin Zener,How to Quit Church without Quitting God (Como deixar a Igreja sem deixar a Deus), 2002; Julia Duin, Quitting Church: why the faithful are fleeing and what to do about it (Deixando a Igreja: por que os fiéis estão saindo e o que fazer a respeito disto), 2008; Frank Viola,Pagan Christianity? Exploring the roots of our church practices (Cristianismo pagão? Explorando as raízes das nossas práticas na Igreja), 2007; Paulo Brabo, Bacia das Almas: Confissões de um ex-dependente de igreja (2009).

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Palavra importante 17: Coragem

"Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar". Josué 1.9

Nunca houve uma época em que esta palavra não foi importante para o individuo cristão. Desde o primeiro século, desde a reforma, desde a era das trevas na idade média, até mesmo hoje. E creio que se fará cada vez mais será importante, pois devido o crescimento de escândalos e da oposição ao cristianismo devido crescimento da oposição ateísta, e de outras naturezas e fontes.É claro que ser cristão sempre precisou de coragem, e é claro que em países de origem hindu e muçulmana coragem precisa estar associada a perseverança, pois a perseguição não toma folego.O fato é que o evangelho não faz concessões, pois se nem o próprio Cristo, nosso Senhor e mestre abriu concessões de forma que morreu pela causa de Deus, como poderia eu o menor e mais imperfeito dos servos abrir mão do Cristianismo, de sua verdade santa que é nos trazida pelo evangelho.
É por falta de coragem , que alguns lideres tem cedido aos apelos do mundanismo, que jaz não mais na porta da igreja como antes, mas, em seus púlpitos, formulando as suas teologias, semeando os seus valores e instituindo os seus princípios, que como já falei em outras postagens quando o mundo institui os seus princípios primeiro ele destrói os antigos princípios. A celebre ideia deles se resume em: "Esqueçam tudo o que vocês aprenderam até aqui, pois estava tudo errado".
Mas, porque essa palavra é tão importante para o cristianismo? Pois coragem é a postura que Deus procura em seus seguidores para desbravar o mundo em nome do evangelho. Por hoje as pessoas ditas cristãs não se posicionam corajosamente, que sedem a boa mensagem do evangelho para uma mensagem ecumênica. Ora pois, o evangelho é universal, mas, não é ecumênico, ele é para o mundo ouvir e crer, mas, não se adéqua ao mundo e sim a pessoa que se converte a ele é que precisa se adequar ao mesmo.A coragem também é a postura que se torna necessária na igreja atual para como diz, o versículo," depois de feito tudo permanecer firme."(Efésios 6.13)Não tem como defendermos e mantermos a pureza de nossa doutrina, se não formos corajosos. Pois o mundo não sera bonzinho diante do evangelho, porque sendo luz o evangelho denuncia o estilo mal fazendo com que os mesmo venham a aborrece-los( João 3.19-21).E se o mundo aborrece o evangelho ele logo se posiciona de forma hostil a toda a mensagem por ele propagada.
O saudoso pastor Anselmo Silvestre sempre exortou seus liderados a permanecerem firmes e não abrir mão da sã doutrina, ele até mesmo classificava os pastores que não estava dispostos a pregar a palavra, e serem firmes diante dela, como pastores "calça-frouxas". Gostaria para resumir deixar 3 observações apenas do porque coragem é uma palavra importante e essencial para o cristianismo na atualidade, embora já tenha dito e muito ai em cima.
*Primeira, a palavra coragem é importante porque ela é a postura necessária para manter a integridade das doutrinas base do evangelho.
*Segundo, como já disse coragem é a postura necessária para a propagação do evangelho. Quando Jesus dizia aos discípulos a respeito da missão dos mesmos diante do mundo ele declarou a seguinte verdade:"Eis que eu voz envio como ovelhas em meio aos lobos"( Mateus 10.16-20).Neste mesmo testo fica-nos subtendido que a coragem do cristão nem sempre é uma postura para os preparados, mas, é uma postura que nos deixa preparados se a mesma esta aliada a nossa fé em Jesus, e nossas decisões são guiadas pelo Espírito Santo.Digo, isso pois, para que coragem dê certo para o cristão e ele não quebre a cara, ele precisa estar de acordo com a vontade de Deus, não adianta dar uma de valente, se estas sempre a se render ao pecado. Jesus disse a respeito disso, que  aquele que é vencido pelo pecado se torna servo do mesmo(João 8.34).
*Terceiro, é necessário para não negar ao evangelho.

Termino esta reflexão com o texto, que diz: "A nossa luta não é contra a carne e sangue"(Efésios 6.12), o evangélico original e real é um verdadeiro guerreiro, mas, somos diferentes de ativistas de ideologias e  movimentos seculares. Porque eles lutam para se imporem em nossa sociedade, nós apenas divulgamos o evangelho e permanecemos firmes diante de sua verdade, e para isso eles fazem guerra contra nós para não nos permitir. Não procuramos limitar a liberdade alheia e é isso que eles fazem, nossa luta não é contra a carne, e acredite a deles são.Por essas e outras, pois o mundo não é pacifico, somos ovelhas  eles são lobos. Pareço radical em meu argumento, qualquer pessoa lendo essas declarações pode ter esta impressão, pareço estar vendo conspiração aonde não há, mas, a nossa luta como diz a conclusão do versículo é contra as potestades espirituais, logo mesmo que as pessoas do mundo não se enxergue assim como as descrevo, ou mesmo com a palavra de Deus as descreve, todavia é assim que na prática elas são, mesmo que possam dizer o contrario, pois é pelo fruto que se conhece a arvores.

Que Deus nos dê coragem diante deste grande mar, que é o mundo, pois o nosso barquinho não pode ser naufragado, e não será pois é Jesus Cristo quem está em sua direção.

sábado, 14 de setembro de 2013

Candeia escondida

"Não se acende uma candeia e coloca debaixo do alqueire(ou vasilha)" Mateus 5.15

Jesus declarou uma verdade universal, numa sentença de fácil observação. Aqui em casa desde que nosso filho nasceu, minha esposa tem colocado o abaju debaixo da mesa no quarto e forrado a mesa com um toalha grossa, com a finalidade de ascender uma luz fraca para manter a iluminação no quarto durante a noite, devido a presença de nosso pequenino. Hoje eu estava  na sala, assentado no sofá, procurando um tema para postagem, e estando a porta do quarto aberta, olhei e vi o quarto escuro e o abaju ligado debaixo da mesa, e logo me lembrei desta passagem.
A luz na Bíblia é a verdade, Jesus disse em João 17.17, que a palavra de Deus é a verdade que santifica. Há pessoas que hoje em dia, as quais pecam usando como desculpa a palavra de Deus, e ou mesmo dizendo que agora é que conhecem a verdade.Pode porventura a revelação da palavra de Deus causar injustiça, intolerância, pecado violência?De certo que não, antes a verdade como luz que é tem o poder de lançar fora todo o erro, todas as trevas. João nos ensina em sua 1ª carta que devemos andar ou seja viver na luz( 1 João 1.7). João ainda diz o seguinte, que Deus é Luz(1 João 1.5), Jesus também diz ser luz( João 8.12), mas, diz que também somo Luz( Mateus 5.14), ou seja nossa vida na verdade precisa ser tal, que sejamos propriamente revelações pessoais da verdade.Assim como Deus o faz( 1 joão 1.7), "Se andarmos na luz como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo o seu filho nos purifica de todo o coração".
Crentes que não vivem a verdade, por mais que digam serem servos de Deus e preguem a palavra, mesmo que os tais não se escondam, e declarem-se ao povo serem cristãos, todavia estão a esconder Deus debaixo da mesa como na minha ilustração, ou mesmo debaixo da vasilha como diz o texto base.
Como assim?
É porque no tocante a verdade somos neste mundo o testemunho Deus. Nossos escândalos e condutas repreensíveis, levam os incrédulos, a não conseguir diferenciar a verdade da mentira, pois a verdade como luz precisa ser sublime a tudo. Quando o mundo não consegue enxergar, a verdade, e acha que ela é só relativa, é porque não estamos vivendo e sendo luz, ou seja verdade aos seus olhos ignorante e tão escura quanto a mentira. Jesus disse assim." Para que sejam um, assim como Tu o Pai, és em mim e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste" João 17.21. Notou como o nosso testemunho,nossa justiça e nossa unidade precisa ser mais, excelente que o mundo?

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Qual o peso de suas palavras?


“Tenho voz dito isto para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas, tende bom animo; eu venci o mundo.” João 16.33
Você já imaginou qual foi o peso, ou o impacto e a importância desta palavra para os discípulos, de Jesus não só naquele dia, mas, em todos os outros que se seguiram, até depois da morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo?Qual o peso destas palavras sobre a vida de seus discípulos?
Qual é o peso de suas palavras?Não estou falando aqui de Jesus como Deus, mas, como pregador do evangelho do Reino de Deus. Muitas palavras são ditas hoje em nossos dias, nos púlpitos de nossas congregações, mas, será que são todas elas ouvidas, temidas?Ate que ponto tu, ó pregador, possuis  os corações dos que te ouvem?
As pessoas querem ouvir palavras bonitas, amam os discursos inflamados, mas,  não estão nenhum pouco dispostas a viver ao que, a mensagem do evangelho lhes convida. Questionando neste texto, pretendo fazer uma observação importante, que se ressalta entre Jesus e os discípulos, Jesus como bom mestre e cheio do Espírito Santo, tinha os corações daqueles que lhe ouviam, as suas palavras possuíam um impacto e um peso de urgência e significado para os seus discípulos. Meu apelo ao amado pregador, é que não se contente apenas, em trazer sermões, lógicos, ou contar histórias cronologicamente, fazendo pequenas ressalvas sobre a conduta moral, ou o caminho da fé de seus ouvintes, mas, procure algo mais. Paulo tinha isso, ele disse sede meus imitadores (1 Coríntios 11.1), ele sabia que suas palavras, não seriam apenas apreciadas, elas seria ouvidas e temidas. Se você prega a palavra de Deus, em sua boca as suas palavras não podem ser frívolas, inúteis ou ditas por dizer, o que você diz precisa ter significado, para que as pessoas te respeitem como homem de Deus. A sua vida precisa estar incutida em suas palavras, um orgulhoso jamais Deus usara, um preguiçoso jamais Deus procurara para ser seu porta-voz, a um avarento Deus jamais confiara as suas perolas. Você pode ser todos estes e outros que Deus não contara para serem seus porta-vozes, mas poderá ser usado por Ele mesmo assim, se permitir que seu Espírito opere em sua almalhe lavando com o sangue precioso de Jesus Cristo, a sua vida lhe lavando destas e de outras imundícias, porque como dizia antes; a sua vida precisa estar incutida em suas palavras, elas precisam ter um peso sobre os corações, você é um atalaia de Deus, não diga um "A", se isto não produzir vida.(Ezequiel 3.16-27)

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