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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Táticas do espírito do Anticristo.Parte 11

Contaminação:

Alem da primeira tática do espírito do Anti-Cristo que tenho refletido, que é a divisão. O espírito do Anti-Cristo dentro do cristianismo promove ou age também contaminando. Contaminação, é macular a sã doutrina por meio de idéias, sentimentos e movimentos semeados. Vamos dividir esta contaminação em duas, uma de cunho religioso, outra de cunho ideológico.
*De cunho religioso temos os “ismos”.Quando falo de cunho religioso, me refiro aquela contaminação própria da religião quando o homem esquece de suas raízes, de seu Deus e da santa palavra de Deus. Citarei aqui apenas dois ismos.
Sincretismo: Esse se refere a mistura de elementos de outras culturas religiosas ao cristianismo, ai vemos desde elementos do judaísmo, até elementos do culto afro-brasileiro. Como exemplo temos os deuses africanos dentro dos templos católicos identificados como santos, temos o uso de elementos e práticas do espiritismo usados pelos neo-pentecostais, como o descarrego, o uso de sal. O sincretismo religioso traz uma descaracterização da identidade cristã.
Formalismo:Surge quando o culto litúrgico perde o seu sentido e passa de forma tradicional a ser exercido mecanicamente. É a característica de uma igreja morta, onde existe apenas a casca e não mais a essência que traz vida ao cristianismo, onde o Espírito Santo não tem mais prazer em atuar.
*De cunho ideológico,geralmente é a mistura de conceitos de filosofias danosas ou contrária a palavra de Deus. Esta contaminação surge de idéias que as pessoas trazem tentando aperfeiçoar o cristianismo, é típico de nosso século onde as pessoas que não querem abrir mão do mundo e de seus ideais, vem para as igrejas e querem converter o cristianismo ao seus estilos de vida e de pensamento. São pessoas que não são convertidas, pois não mudaram, seus corações para com Deus, não estão dispostas a Ele, nem procuram aliar suas idéias a dele, mas, procuram mudar o cristianismo e até mesmo o Deus do cristianismo. É um tipo de contaminação onde as pessoas, que acham que porque o mundo mudou seu modo de pensar, ou seja, perverteu seus pensamentos, e sua ótica em relação ao pecado, penas é claro revelando o que já tinham encravado em suas almas, todavia, estavam preso a um senso de moral herdado da influencia do cristianismo, acham por isso que o cristianismo deve seguir os seus passos. Este senso de moral, o qual a sociedade pós-moderna chama de ultrapassado, careta,  hipocrisia(é isso mesmo), é o que salva o mundo de si mesmo; preferem para deixar de serem hipócritas revelarem o que realmente são, ao invés de se tornarem pessoas melhores.
O pos-modernismo  trás também consigo o pluralismo, o qual prega a idéia de tolerância a todas as religiões, mas, ao mesmo tempo não tolera o proselitismo religioso (a propagação da religião através  da conversão de pessoas de outras religiões, por meio da comunicação das ideologias da mesma, de suas crenças e "verdades). Como o cristianismo genuíno é principalmente proseletista, sabemos que este pluralismo se volta mais contra ele.
Voltando ao assunto em pauta esta contaminação ideológica, começa também nos seminários teológicos, e as nomenclaturas das contaminações são muitas.
Temos o marxismo, conceitos freudianos de psicoterapia aplicado como doutrina cristã, humanismo ,teologia liberal, teologia gay(inclusiva), conceitos da nova era, ecumenismo, conceitos filosóficos de outras religiões como as orientais, e muitas outras contaminações que saem do coração do homem(Mateus 15.17-20).
Estas duas formas de contaminação ataca a identidade do cristianismo no tocante a liturgia, a tradição, e a doutrina cristã, bem como esvazia a sua essência. Com isso temos um cristianismo exótico, exotérico, mundano, e manipulável.
Cristianismo ortodoxo é sempre da contra mão.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Por que há tantas pregações ruins?

POR CARL TRUEMAN | 04 de dezembro de 2013

A pregação é fundamental para o protestantismo. A proclamação da palavra de Deus é o meio primário pelo qual o cristão encontra Deus. Assim, a pergunta óbvia é: por que tantas pregações são tão ruins?
Esse não é um problema encontrado apenas em pequenas igrejas das quais ninguém jamais ouviu. Alguns anos atrás eu estava em uma conferência onde um grupo de pregadores estava sendo apontado como modelos para serem seguidos. Um desses pregadores, de uma das maiores e mais conhecidas igrejas evangélicas do universo dos novos calvinistas fez um sermão cheio de belas anedotas pessoais. Ao fim, ele havia enternecido meu coração em seu favor, como pessoa. Mas como pregação, aquilo foi simplesmente terrível, funcionalmente desconexo do texto bíblico que havia sido lido. Sinceramente, ele poderia muito bem ter substituído a leitura bíblica por um solilóquio de Rei Lear e não precisaria mudar uma sentença sequer do sermão. Pode ter sido eloquente e emocionante; mas, como pregação, foi uma completa catástrofe. E, infelizmente, foi uma catástrofe apresentada para uma multidão de milhares como o modelo do que se fazer no púlpito.
Afinal, por que tanto das pregações, mesmo as das celebridades das conferências, é tão ruim? É impossível responder essa questão em apenas uma frase. Sermões podem ser ruins por uma variedade de razões. Aqui estão oito que me parecer ser as mais significativas. Eu as dividi em categorias: teológica, culturais e técnicas.
Teológica

Primeiro, a razão teológica: para pregar bem, o pregador precisar entender o que ele está fazendo. Entender o que é uma tarefa é básico para fazer bem essa tarefa. Se você pensa que pregação é apenas comunicar informações, entreter ou fomentar uma discussão, isso vai moldar a forma com que você prega. O maior perigo para os estudantes nos seminários é que eles assumem que as aulas que eles ouvem são modelos para os sermões que eles vão fazer nos púlpitos. E não são. Pregação é um ato teológico. O pregador encontra seu correspondente não nos auditórios ou salas de aula nem, na pior das opções, no circuito de stand-up comedy. Ele o encontra nos profetas do Antigo Testamento, trazendo uma palavra de confrontação do Senhor que explica a realidade e demanda uma resposta.
Culturais

Em segundo lugar, há uma falha em prover um contexto apropriado para o treinamento dos pregadores. Os seminários tem um poder limitado; pregar três ou quatro vezes para seus colegas de classe e ser filmado enquanto isso não é uma preparação adequada para o púlpito. E a estranha prática de desencorajar pessoas que não foram licenciadas para tal não ajuda. Como alguém pode licenciar alguém para pregar a não ser que se saiba se ele consegue pregar? E como alguém vai saber fazê-lo se não tiver experiências reais em uma igreja real? A falta dos cultos noturnos em muitas igrejas não é apenas um triste testemunho sobre a perda do Dia do Senhor; também limita as oportunidades de pregação para aqueles em treinamento. Igrejas precisam fazer um trabalho melhor em encorajar aqueles que pensam que foram chamados para serem pregadores para testarem seus dons, talvez em cultos noturnos ou em outras situações. Basta pensar um pouco.
Em terceiro, há uma relativização da palavra pregada e o crescimento da ênfase no aconselhamento pessoal. Eu não estou negando a utilidade do aconselhamento pessoal, mas estou dizendo que a maioria dos problemas que muitos de nós temos deveriam ser lidados muito adequadamente por meio da proclamação pública da palavra de Deus. O mundo ao nosso redor nos diz que somos todos únicos e temos problemas igualmente únicos. Essa conversa sobre exclusividade é bastante exagerada. Precisamos criar uma cultura eclesiástica onde a exclusividade é relativizada e onde pessoas vêm à igreja esperando que a palavra pregada irá lidar com seus problemas particulares. Fico abismado com o fato de que, por mais que Paulo faça algumas aplicações individuais bastante pontuais, ele normalmente opera em um nível mais genérico. Seminários deveriam fazer da pregação a prioridade em todos os níveis; pregadores deveriam aprender a pregar com a confiança de que irão impactar indivíduos para o bem ao falarem com todos eles do púlpito.
Em quarto, há, às vezes, um fracasso em estabelecer a própria voz. Tendo sido convertido na década de 80, eu me lembro que não havia nada mais vergonhoso do que ouvir mais um pregador britânico que havia decidido que deveria soar exatamente como o Dr. Lloyd-Jones e pregar por tanto tempo quanto o grande Galês pregava. Muitos sermões brilhantes de meia hora eram implodidos pela necessidade do pregador de esticá-los até a marca de cinquenta minutos.
Hoje, talvez, o problema seja pior. Há alguns anos, questionei um grupo de estudantes sobre quem eram seus modelos favoritos de pregação. Nenhum deles mencionou qualquer dos pastores sob quem eles haviam crescido. Os nomes todos pertenciam ao pequeno e limitado grupo do circuito de pregação das megaconferências.
Isso é desastroso por mais razões, mas não menos pelo fato de que essas conferências apresentam consistentemente como normativo um espectro muito limitado de vozes e estilos. Cada pregador precisa encontrar sua própria voz; a tragédia é que a dinâmica de preencher cinco ou dez mil assentos em um estádio significa que a única voz ouvida é aquela daquele capaz de atrair tanta gente. Mas muitas dessas vozes pastoreiam igrejas onde há pouco contato entre o pastor e o povo. Eles podem encher estádios, mas não são as únicas vozes que os aspirantes a pregadores deveriam ouvir. O tempo e o acaso podem transformar homens em pastores de mega-igrejas. Muitos pregadores muito melhores operam em igrejas menores e são eles que realmente podem testemunhar sobre a importância de se encontrar a própria voz.
Em quinto, nos círculos presbiterianos, pelo menos, é possível que se tenha uma imagem muito grande do ministério. Isso é contra-intuitivo, particularmente vindo de um presbiteriano que acredita que uma visão grande do ministério pastoral é um aspecto importante de uma igreja saudável. O que eu quero dizer aqui é: se a cultura da sua igreja projeta uma imagem tão alta do ministério a ponto da congregação pensar que o ministério ordenado é o único chamado digno para um homem cristão, a consequência infeliz é que homens que não tem as habilidades básicas para serem ministros irão, apesar disso, sentir a necessidade de serem ministros, para poderem servir da melhor forma. E homens, no ministério, que realmente não tem as habilidades pessoais necessárias para pregar não irão pregar bem. Precisamos de igrejas onde um entendimento saudável da vocação cristã é ensinada e cultivada, para que os homens não sintam esse tipo de pressão.
Técnicas

Há muitos aspectos técnicos na pregação, mas aqui estão três das mais comuns falhas técnicas que geram pregações ruins:
RELACIONADOS
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A falha da falta de estrutura clara. Minha impressão é que pregadores em treinamento muitas vezes assumem que a estrutura do sermão que prepararam é tão clara para a congregação quanto é para eles. E raramente é. Pregadores experientes conseguem tornar a estrutura clara simplesmente por meio de clareza de pensamento, progressão lógica e sentenças bem conectadas. Até que se atinja esse nível, eu aconselho os estudantes a esclarecerem logo no início qual é a estrutura. “Os três pontos que eu quero que vocês vejam nessa passagem são…” pode ser uma forma muito mecânica de começar a seção principal de um sermão, mas pelo menos deixa claro quais são os objetivos do pregador.
A falha de não conhecer ou não entender a congregação. Isso se manifesta de muitas formas. Normalmente, para estudantes e pregadores recém ordenados, se manifesta em entupir o sermão com o máximo possível de linguagem teológica especializada (conhecida na sala de aula como “terminologia técnica” e no púlpito como “conversa fiada”). O importante não é impressionar a congregação com o seu conhecimento. É apontar as pessoas para Cristo da forma mais clara e concisa possível.
A falha de não saber o que deixar de fora. Talvez, depois da falta de uma estrutura clara, essa é a falha mais comum entre os pregadores em treinamento. Você já leu tudo que poderia sobre a passagem; agora você quer dizer à congregação tudo o que você aprendeu. Você não pode fazer isso. Não faça a congregação beber de um hidrante. Pense com cuidado sobre quais são as coisas  mais importantes para essa congregação nesse momento (o que requer, é claro, conhecer alguma coisa sobre a congregação) e foque nisso. Todo aquele material fascinante restante? Bom, use em outro sermão sobre a mesma passagem um dia.


Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

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