TRADUTOR

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sem ceiva

Sem mim nada podeis fazer..." João 15.5
Deixa- me dizer diferente. Falhamos quando não estamos ligados na videira, não há como produzir bons frutos, nem mesmo como produzir algum fruto, bem como manter a própria viscosidade, a folhagem sempre verde e renovada se não há correndo dentro de nós a ceiva.
Talvez você até mesmo queira fazer algo, e até tente produzir algum fruto, mas, seus esforços são vãos e um galho seco produzira outros galhos secos. Uma vida vazia só pode gerar mais vazio. Pense bem você tem dois vasos um esta cheio de água e o outro esta vazio, você quer, você deseja que ambos estejam plenamente cheios, mas, você não tem como encher o outro, pois, não há água em casa. Então você tem a boa ideia de encher o outro com a metade da água que tem nele. Fazendo assim você terá ambos pela metade embora resolva o problema do vazio, todavia não terá ambos plenamente cheios como desejava. Da mesma forma somente a fonte certa pode encher uma vida espiritualmente vazia, você tentar por si mesmo só levará a uma perca também, e como o caso é a alma humana não um vasinho qualquer, você poderá se desgastar e o outro não chegar nem ficar pela metade como no exemplo.
Não há como o crente produzir bons testemunhos, testemunhos os quais resultaram em vidas resgatadas da escuridão, não há como um pregador, levar vidas a Cristo através de sua mensagem por mais impactante que ela seja,  por mais sincero que ele seja, por mais bíblica e ortodoxa que seja a sua mensagem, mas, se não há vida de Cristo correndo por suas veias, então o máximo que ele possa conseguir é gerar pessoas igual ele, adeptas da religião todavia vazias de Cristo. Você só pode expressar aquilo  que há em você com perfeição, aquilo ou aquele que reina em você é o que você pode dar ao mundo.
Logo se você não está em Jesus. Como podes querer dá-lo ao mundo?


terça-feira, 2 de setembro de 2014

O tempo de Deus e as eras Geológicas

“Sabemos que para Deus mil anos são como um dia...”

(II Pedro3. 8)

Gostaria de tomar como princípio desta reflexão, o fato bíblico e histórico de que, quando Deus criou o homem, já o fez adulto, maduro, já dotado de todos os conhecimentos, inclusive do domínio de uma língua, a qual foi matriarca de todas as línguas a qual conhecemos hoje. Como Deus fez o homem assim? Não estando sujeito ao tempo, mas, tendo o mesmo peso e valor daquilo que esteve sujeito ao tempo, como o foi sua geração depois dele?
Assim e da mesma forma acontece na criação dos céus(universo) e da terra. Não importa o tempo que levou para que tudo isso viesse a existir, o que importa é que vieram. Pois uma coisa que é feita por Deus, no seu tempo( o qual chamo de processo divino), que é atemporal, tanto pode levar anos, como apenas milésimos de segundos; quando analisamos o que Deus fez, geralmente se o fizermos analisando apenas pela ótica humana, constataremos o tempo e o custo que este algo levaria para acontecer, pelo processo natural. Como no caso da criação do universo, o dividimos em eras geológicas, as quais levam bilhões ou trilhões de anos para que a terra esteja no seu estado atual, e não estaremos errados ao constatarmos que Deus pré-estabeleceu um tempo para todas as coisas, como está dito em Eclesiastes 3, e também somos racionalmente levados a esta conclusão, pois desde pequenos observamos que tudo está sujeito ao tempo para se desenvolver, crescer, deteriorar, estragar, etç...
Cercados por estas argumentações é claro que chegaremos a pensar assim, e a concluir que a terra levou longas eras geológicas para chegar ao seu estado atual, isto é o processo natural, ou seja, o processo que a natureza tem para recriar ou procriar, ou continuar criando e formando as coisas; continuar por que todas as coisas deram origem pelo processo divino e continuam pelo processo natural.
Deus fez e sempre fará as coisas assim pelo processo divino, mas ele também faz pelo processo natural. A aboboreira do livro de Jonas, e tantos outros fatos bíblicos, como a confusão das línguas, e a cura da ferida de Ezequias; hoje não é diferente coisas que demorariam anos para se resolverem, ou dias, Deus da a solução num simples piscar de olhos.
A ótica humana vê as coisas, e as descrevem por causa de sua limitação, pelo processo natural, mas precisamos saber, que se Deus disse, que não levou o tempo que levou, então é por que não foi assim. Deus é quem sabe e pode. Então Deus criou a terra em 7 dias, ou 7 eras, o que importa, é que Deus descreve isso para Moisés e separou a etapa de toda a sua obra em 7 momentos, os quais ele disse a Moisés, foram 7 dias, e acredito eu assim pois nesta afirmação esta implícito o caráter de Deus, que não mente.Negar que o mundo foi criado em 7 dias é dizer que Deus é mentiroso. Deus poderia muito bem ter na realidade feito em muito menos que isso, poderia ser ate menos que um minuto, poderia ser
 segundos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A"Parada " o orgulho e o egoísmo.

Penso que não houve palavra mais bem colocada, orgulho. O que é uma parada? É uma passeata temática onde as pessoas se exibem e exibem como no carnaval objetos, faixas, pessoas, carros, trio elétricos; sempre é feito em comemoração a algo, uma data, um feito. Mas o que é a parada do orgulho? É onde o orgulho( vaidade, jactância, arrogância, presunção) é almenajeado, enaltecido.
Então esta "Parada", não é em memória do sofrimento não busca de forma humilde  um reconhecimento( mesmo porque quem exalta o orgulho não quer nada com a humildade). Mas se exibe de forma orgulhosa, afrontosa; mostrando assim o orgulho como forma de troféu. Coisa que é característica principal de seus organizadores , freqüentadores e apreciadores. Este orgulho tão louvado esta entranhado em suas naturezas como algo que os impede de vencer o mal que os oprime, relegando os de forma presunçosa a uma condição imutável aos seus próprios olhos. O orgulho aliado ao egoísmo, juntamente são alicerces que fortifica qualquer vicio na natureza humana tornando o um tirano, tornando o uma fortaleza quase que impossível de ser quebrada. É graças a estes dois pilares que hoje os promotores dessa "parada", se vem convencido de que são o que sempre deveriam ser, e perseguem aqueles que buscam mudar dizendo que não há mudança.
Parece pesado afirmar que estas pessoas são orgulhosas, muitas são tidas até por humildes e por padrão de humildade pela sociedade, mas, afirmar o contrário seria simplista e muito superficial, o orgulho pode não ser geral, pode ser específico ou concernente a sua condição. Cabe outra afirmação, o orgulho é marca presente em nossa geração. Quando alguém fala que o outro é humilde na verdade está apenas constatando um análise superficial do mesmo. Uma pessoa pode ser aparentemente humilde; pois humildade não é uma condição e sim uma postura, uma iniciativa, uma escolha moral constante de vida. Humildade uma escolha constante da alma e perseverante da vontade. Mas esta humildade que as pessoas simples admiram, a qual serve mais como amuleto de vaidade, está não é humildade.O humilde que eles admiram é apenas menos orgulhoso que os seus admiradores.
De igual modo parece pesado afirmar que estes homens também são egoístas, pois a todo o tempo dão prova de desprendimento. Mas outra vez digo, não sejamos simplistas ao falar sobre egoísmo. Um filantropo pode ser tão egoísta como um playboy. Quem desta geração tem uma conduta verdadeiramente não egoísta, não amante de si mesma, regendo o seu âmago, o seu foco e propósito de vida; que não seja antes cheio do Espírito Santo?
O egoísmo tem estado tão enraizado na alma do homem, que quando ele mostra aparente desprendimento, o seu "desprendimento" é na verdade uma forma diferente de egoísmo. A qual ainda não foi classificada, ou a qual é bonita aos olhos dos leigos, a qual ganhou simpatia aos olhos dos leigos, por se vestir de roupas de virtude e não parecer um vicio, um mal moral.
O orgulho cega o homem para a sua condição e impede um desejo sincero de mudança. "Deus resiste aos soberbos ( orgulhosos), mas da graça aos humildes"." Quem a si mesmo se exaltar sera humilhado..." Tiago ensinamos a sentirmos as nossas misérias, e nos humilharmos debaixo das mãos potentes de Deus para que Ele a seu tempo nos exalte(  Tiago 4.6,10).
Tais pessoas que exaltam e almenajeiam o orgulho pelas avenidas do mundo nesta tal parada, não são pessoas dialogaveis. Eles não conseguem ouvir outra voz, outra razão a não ser a sua própria. Não conseguem raciocinar diante do argumento alheio, e não querem.
Por que o orgulhoso tem a sua necessidade pessoal como uma causa de vida, não ouvi lo pode ofende-lo, a necessidade do outro pode esperar a dele não. Notem os tais de quem falo e as suas condutas e veram que são mesmo marcadas por puro egoísmo e orgulho. Não preciso dizer quem são todos sabemos que há apenas uma "Parada do orgulho". Meu objetivo neste texto é apenas gritar a palavra orgulho e ao não sitar nomes poder manter o leitor no foco. Muita das vezes quando damos nomes desviamos o foco daquilo que é mesmo preciso saber.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Conversões, cristianismo e ideologias

Conversão é um termo muito usado nas comunidades religiosas, como se referindo a uma pessoa que resolveu aderir a sua fé. Mas, a conversão é algo que vai além do religioso, ela esta também no campo das idéias de uma forma geral não necessariamente precisa ser ela religiosa, pode ser política, filosófica e outras. Quando você consegue convencer uma pessoa de suas idéias de forma que ela passe também a defendê-las, digo, até mais que você, às vezes, então posso dizer que essa pessoa se converteu a sua causa. Como conversão convencionou-se usar apenas no campo da religião, se uma pessoa converte a alguma idéia que não seja religiosa, dizem apenas que ela aderiu à causa.
Vendo por esse ângulo, você pode se converter a muitas idéias ao mesmo tempo desde que elas não contrariem entre si. E é neste ponto que a gente pega muitas pessoas, por exemplo, que querem crer em Deus e ao mesmo tempo no evolucionismo, como então essa pessoa pode assegurar diante de nós a sua conversão ao cristianismo? Pois cristianismo embora não seja ciência e sim religião, todavia deixa sua opinião bem clara sobre a origem da vida, que ela é do criador e que as espécies como existem já existiam antes, versão totalmente oposta ao evolucionismo.
 Logo não da para se converter ao cristianismo e continuar um fervoroso evolucionista, isso é pura incoerência, mas, este é o retrato que caracteriza a religiosidade atual, ou seja, deixam os sentimentos com a religião e a mente com a “ciência”. Am?
Agora qual a diferença entre arrependimento e conversão?O arrependimento é quando você deixa, desiste e muda de idéia e de sentimentos a respeito de algo, e a conversão é a aderência  a uma idéia e ou ideologia, passando a segui-la com o coração. Logo nem sempre há necessidade de você deixar algo, ou abandonar por causa de uma conversão, mas, como já disse nem sempre. 
E em cristianismo, o arrependimento sempre precede a conversão. Em cristianismo não existe real conversão sem que você antes arrependa-se de sua vida de pecado, de seu viver em rebelião contra Deus, para depois, você então aceitar ou seja aderir as boas novas do evangelho que te são proclamadas.
Hoje as pessoas querem ser cristãs, mas, não estão dispostas a deixarem os valores mundanos e as ambições pecaminosas que imunda seus corações. Por isso seus “cristianismos”, são arremedos de filosofias seculares, baseadas em textos fora de contextos, e tão longe do que a Bíblia realmente ensina. E na verdade, não querem saber do que a bíblia realmente ensina, e até criticam a quem segue a bíblia, os censurando usando termos como “fundamentalistas”.
Os valores cristãos, e as doutrinas e princípios cristãos, não são adaptáveis aos padrões seculares. Se alguém se converte a qualquer outra filosofia, pode até encontrar um meio termo, mas, no caso do cristianismo este meio termo é forçado a ele, pois não existe e nem pode coexistir naturalmente. O que eu quero dizer com isso, é para uma filosofia secular coexistir com o cristianismo dentro de uma denominação ou na vida de uma pessoa em particular, o mesmo precisa negar, ou rejeitar vários princípios cristãos, seja na pratica apenas, ou não.

Logo não da para você verdadeiramente se converter ao cristianismo e ao mesmo tempo se converter a alguma outra filosofia (como as filosofias orientais, o socialismo, o humanismo, etç...), ou crer nas verdades Bíblicas e ao mesmo tempo crer nas “verdades” ateístas e ou anticristãs (como o evolucionismo, o feminismo, ateísmo etç...). Deixo esta pergunta para você. Você realmente se converteu ao evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo?

Palavra importante 19: Conversão

“Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos”. Lucas 22.32
Qual a importância desta palavra para o cristianismo? Não é a mesma tão importante para as demais religiões? Sim de certo modo a palavra conversão é muito importante em qualquer meio religioso. Mas, a conversão no cristianismo vai muito além, da simples aderência, a um sistema filosófico de religião, quem disse que Pedro não era seguidor de Jesus?Mas, Jesus esperava mais de Pedro, ele esperava que Pedro olhasse o mundo pela mesma perspectiva que ele olhava. No cristianismo ver o mundo como Jesus olha, abraçar a causa de Jesus, mas, olhando com um coração que trilha os mesmos objetivos, com a mesma visão de Jesus, é muito importante.
 Por isso em cristianismo o arrependimento da sua vida pregressa de pecados, de egoísmo e ambições mundanas é muito importante que venha antes da conversão, pois você não pode abraçar a causa de Jesus e a causa do mundo ao mesmo tempo, pelo simples fato que são antagônicas, e deixara seu coração dividido, poderá te paralisar em seu progresso na vida cristã e outra contaminará a sua visão de vida cristã. O que eu quero dizer com isso? Pedro era zelote, e isso determinava a sua visão a respeito de Jesus. E quando Jesus pregava e ensinava, a doutrina de Jesus, era filtrada na mente de Pedro pelos seus conceitos, ou cosmo visão zelote. Então quando Jesus falava em Reino de Deus, Pedro via um reino material tendo Jesus assentado no trono e subjugando Roma ao seu poderio, enquanto Jesus dizia e falava na verdade, em levar as pessoas a se converterem a Deus, se reconciliarem com Deus.Da mesma forma uma visão socialista, ou materialista, ou progressista, não é uma visão cristã, e não da para um socialista explicar a doutrina de Jesus, pois ele vai incorporar mesmo que inconscientemente os conceitos de Karl Max àquilo que Jesus fala, um materialista da mesma forma. E se um crente freudiano pregar ele vai falar conforme seu mestre. Se a pessoa não se arrepender de seus pecados os seus pecados vão contaminar a sua visão de Cristo, por isso primeiro o indivíduo para se converter ao cristianismo deve deixar os seus pecados e também os seus conceitos ideológicos. Vale ressaltar que aquilo você aprende, vai influenciar os seus conceitos, pelo resto de sua vida, mas, é por isso que existe o questionamento. Seu conhecimento de psicologia, socialismo, evolucionismo, pode servir para o seu trabalho, mas, não para a sua vida, deve se questionar quando ler a bíblia, se estas lendo pela ótica do Espírito Santo, ou pelos conceitos de alguma filosofia ideológica. De igual modo, você pode conhecer muita coisa, e isso não influenciar em nada na sua visão de Cristo desde que é claro o seu coração não esteja neste conhecimento secular. É simples o que estou dizendo é que se você sendo cristão concordar com os conceitos budistas, vai querer ver uma adaptação dos mesmos para o que Jesus ensinou. E ele não ensinou nada do que Buda ensinou, enganasse quem pensa que o amor pregado pelo cristianismo é o mesmo pregado pelas outras religiões.
Logo conversão em cristianismo implica em, antes da conversão o arrependimento, a conversão deve seguir por três princípios, caminho, verdade e vida; e não vem pela vontade do converso(porque ninguém pode vir até Jesus de si mesmo). “E respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. João 14.6
Vamos então analisar estes pontos:
1.       No cristianismo ortodoxo, genuíno você precisa primeiro ter um desejo profundo e real de mudança de vida, você precisa aborrecer e estar cansado da vida que tens vivido. “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo, e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontraram descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11.28-30. Estar arrependido do pecado, e não apenas com remorso. Talvez você possa querer ser um cristão e enganar o mundo com uma falsa confissão de fé, sem todavia desejar abandonar a sua velha vida, ou sem estar arrependido de seu histórico transgressor. Pois no cristianismo Jesus, vem te reconciliar com Deus, te tornando amigo dele, e isso não tem como acontecer se o seu arrependimento não for verdadeiro. Por isso em cristianismo o arrependimento sempre precede a conversão.
2.       Os três princípios na conversão do cristão são: “E respondeu-lhe Jesus. Eu sou o caminho a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai a não ser por mim”!
A)     Caminho. O que é um caminho na vida de um homem? O caminho é uma direção, uma finalidade uma motivação, um sentido para se viver. O individuo cristão deve seguir as pisadas de Jesus, ou seja, deve trilhar os mesmo objetivos e perseguir a mesma finalidade que Cristo, se consagrar ao mesmo fim que o Mestre.”Uma comida tenho para comer...”( e depois ele respondeu) “A minha comida é fazer a vontade d'Aquele que  me enviou”.
B)      Verdade. Qual a verdade? A verdade a respeito de Deus, das religiões, sobre a origem da vida, sobre tudo o que o homem realmente precisa saber, e busca todavia morre sem chegar ao menos conhecer. O cristão deve conhecer quem é Jesus, precisa ter um relacionamento íntimo e real com seu Mestre e Senhor Conhecer a Jesus transformara as perspectivas de sua vida. Não se pode ler a bíblia sobre as lentes do mundo, somente sobre as lentes do mestre. Somente Jesus traz a verdade a este mundo tão confuso, muitos já nem mais acreditam que pode haver verdade alguma.
C)      Vida. O que tem sido a sua vida? O que é a sua vida? O que é viver? Tendo em mente as palavras do próprio mestre; “sem mim, nada podeis fazer”! O cristão experimenta um novo nascimento, e quando ele trilha o caminho e conhece a verdade, ele esta se conectando a fonte de toda a vida cristã, isso é em Jesus, e Jesus passa a produzir em sua vida, os frutos. Mas, como Jesus disse: “Deves guardar as palavras dele”!Leia João 15.

3.       “Ninguém vem a mim de si mesmo...” “ Todo o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6.37,44-46). Todo o processo da conversão se origina primeiro no coração de Deus. A única coisa que ele realmente espera do homem, no princípio de sua conversão, e em diante é que ele creia e continue a crer. Essa fé não é uma atitude passiva, mas, ativa, uma resposta positiva a ação do Espírito Santo. Você pode até se converter a religião, mas, Cristo Jesus busca que as pessoas se convertam-se a ele, ao seu caminho ao seu encontro. Que abandone as suas ambições mundanas, os cuidados desta vida e se converta a ele, o único e verdadeiro Deus. Você pode crer assim?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Palavra importante 18: Arrependimento

“Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Atos 2.38

Arrependimento é uma mudança de conduta, ou o abandono de uma prática ou caminho, não simplesmente pelo fato de não lhe interessar, mas, por não mais ser visto como bom e proveitoso, e sim visto como prejudicial. Arrependimento é a mudança de mente em relação a algo que antes até mesmo se tinha em alta em estima.
Mas, o que é arrependimento em cristianismo e qual a importância disso para o cristão?
O arrependimento é a porta aberta para Deus agir, o princípio de toda a genuína conversão, aliais, não existe em cristianismo ortodoxo conversão sem arrependimento antes. Uma pessoa que se diz conversa ao cristianismo e continua com a mesma mentalidade mundana, não vendo se arrependida de sua vida de pecado, antes o tal até tem orgulho de seu viver devasso, quando testemunha nas congregações enche o peito, para dizer que é um " ex", e contar de seu histórico de aventuras. Este tal não é convertido.
Todos sabemos que existe remoço e arrependimento, que o  remoço é aquele sentimento de amargura e repugnar em relação a prática feita, o arrependimento também possui esta amargura e esta repulsa em relação ao pecado, todavia, o sentimento passa e é quando ele passa ou apazigua é que vemos se foi apenas um remoço, ou se houve com ele um arrependimento sincero.  Muitas das vezes somos levados pela emoção, mas, depois quando os sentimentos voltam a se perverterem ou seguir em após a prática que repugnávamos, então seguimos com eles até estas práticas. Como um fumante que no calor de uma pregação joga o seu cigarro no púlpito e promete a todos não fumar, mais, e ai passa uma semana, e ele ao ver o cigarro senti repulsa, mas, passa duas e ele começa a sentir a fissura a lhe atormentar, ele começa a sentir na pele os efeitos da abstinência do vício, se ele então continuar a resistir e não ceder, ele então se arrependeu, mas, se não então foi apenas o calor de uma emoção. Porque os sentimentos da nossa carne, que foram por muitas vezes exercitados na prática de certos pecados, não vão assim da noite para o dia mudar, porque eles estão assim por dizer “viciados”, e somente uma determinação sincera, e forte do coração é que pode vencer estas inclinações, mas, o coração só vencerá estas inclinações se for convencido pelo Espírito Santo, ou seja, se a pessoa tiver a sua mente mudada, convencida pelo Espírito Santo.
Outra coisa sobre o falso arrependimento que vale considerar, é que ele pode durar até anos, não é algo assim que dura apenas um dia uma hora, ou uma semana. Isso é possível, desde que essa pessoa, não fique exposta a tentação, ou seja, viva em um ambiente que lhe proporcione continuar convencida que mudou. Agora vale pensar também que o arrependimento no Cristianismo começa no coração, nas demais religiões, é apenas um exercício de disciplina do corpo e da alma, parece a mesma coisa, mas, não é. Quando você muda o fim para o qual sua alma vive, abandonar as práticas contrarias ao seu novo propósito se tornar mais, fácil e essencial, se você querer deixar de praticar as coisas erradas, mas, continuar a seguir o fim ao qual elas leva( continuar com um coração egoísta), então a sua tendência será a volta da prática das mesmas coisas, mais sedo ou mais tarde, ou partira para outras práticas que por fora será diferente, mas, na essência será a mesma coisa que elas. Logo o arrependimento em cristianismo não é um arrependimento de cascas, mas, sim é um arrependimento de corpo, alma e espírito.
O arrependimento é a marca de todo o grande a avivamento, e para o cristianismo avivamento é sempre uma necessidade vital. Um cristianismos morto precisa ser vivificado, um cristianismo vivo precisa ser avivado.

“E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus  maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7.14

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Série Pecados 5: Inveja

"Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros". Gálatas 5.26

Por definição lógica é o sentimento de angustia e tristeza, pesar diante do bem do próximo e da felicidade alheia. A inveja como qualquer sentimento é comum a todos, mas, ela só ganha força passando com isso a ser prejudicial e se caracterizando mesmo como inveja, se por nós for alimentada. Ela só se torna pecado se for satisfeita. Aqui mostro dois pontos sobre a inveja; “ ganhar força” e “ser satisfeita”, todo o pecado originalmente começa na alimentação e ou satisfação indevida de um sentimento e ou pensamento. Essa alimentação pode e é feita através de pensamentos e ou de manter os sentidos expostos ao objeto do desejo. Mas, essa alimentação nem sempre é uma satisfação, mas, sim, um estimulo a mesma. A satisfação é quando você como diz o apóstolo Tiago( Tg 1.14,15) é seduzido (convencido) pela concupiscência (desejo forte, imoderado, dominador).Neste sentido todos os sentimentos por mais fracos que sejam, quando são satisfeitos de forma indevida ganham força se tornando concupiscência ou seja, passando a serem os senhores de quem os satisfazem.
Como toda a iniquidade a inveja é um pecado contra o próximo. Ela é um atentado contra o bem estar  e o bem do ser,  contra a felicidade, a realização alheia.
O invejoso pode ser um fracassado, ou alguém que se ilude com o sucesso alheio se inferiorizando diante do próximo; por isso pode ser que ele tenha tudo ou até que seja melhor do que o seu próximo o invejoso está cego para isso.
O invejoso não percebe algumas vezes a sua própria inveja. Ele está no caminho da cobiça, e não percebe que o que faz o faz movido por inveja. Ele está consciente de seus sentimentos, mas, não caiu a ficha que é pura inveja. Isso diante de Deus não o isenta de sua culpa, pois se ele está consciente de seus sentimentos, mesmo que ainda não tenha caído a ficha que é inveja, todavia é sabedor da natureza egoísta de seus sentimentos. Cabe ressaltar que, se alguém se vende ao domínio da carne( da concupiscência), tem seu raciocínio comprometido por isso.
Mas, assim como um bêbado que mata alguém ou o machuca é culpado, da mesma forma é o invejoso quando embriagado por este sentimento. A inveja é um sentimento de amargura que contamina a todos os envolvidos com a pessoa que a possui,  em Hebreus 12.15 o sacro escritor faz referencia a amargura que contamina como uma raiz e a inveja com certeza está no meio disso. Ela contamina o olhar, a percepção e todo o julgamento tal como o vinho e o narcótico faz com o viciado.

 Dentro do cristianismo é como um veneno semeado contra a boa semente. O invejoso tem um bom discurso, e seduz a todos os incautos e ingênuos. Mas, Deus da graça e chama a todos os invejosos a abandonarem os seus caminhos, se arrependerem e se converterem ao seu Filho Jesus, e receberem em si o amor que joga fora toda a inveja, e amargura as transformando em felicidade.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Os tributos essenciais da lei moral. Por Charles G. Finney (Explicado por Felipe F.Lopes). Parte 3

11. Conveniência. Aquilo que é mais sábio no todo(o que é mais sábio, completamente sábio) é conveniente. Aquilo que é conveniente no todo(que em nenhum sentido será incoveniente ou seja não recomendado) é exigido pela lei moral. A verdadeira conveniência e o espírito(essência) da lei moral são sempre idênticos(pedem e tendem para o mesmo fim). A conveniência pode não estar em harmonia com a letra (porque nem sempre a letra pede tudo o que é conveniente, pois, a letra aponta uma visão parcial e adaptada para um objetivo), mas isso nunca ocorre com o espírito da lei moral (sendo ele conveniente no todo). A lei na forma de mandamento é uma revelação ou declaração daquele caminho que é conveniente (recomendável, desejável). É conveniência revelada(ou a lei moral revelada, neste sentido temos os dez mandamentos e toda a forma de mandamento, provérbio e princípio bíblico, é a isso que o autor se refere como “conveniência revelada”), como no caso do decálogo, e o mesmo é verdade quanto a todos os preceitos da Bíblia; ela nos revela o que é conveniente. Uma lei ou um mandamento revelado jamais deve ser desconsiderado por nossa opinião particular de conveniência. Podemos saber com certeza que o que é exigido é conveniente. O mandamento é o julgamento expresso de Deus no caso e revela com certeza inerrante o verdadeiro caminho da conveniência. Quando Paulo diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém" (1 Co 6.12), é preciso que não o entendamos como se quisesse dizer que todas as coisas, no sentido absoluto, fossem lícitas para ele, ou que algo não conveniente fosse lícito para ele. Mas sem dúvida ele queria dizer que muitas coisas inconvenientes não eram expressamente proibidas pela letra da lei; que o espírito(essência) da lei proibia muitas coisas não proibidas expressamente pela letra(Como já falei a letra da lei tem uma visão parcial, mas, a sua essência vai além de tudo o que está escrito sem contudo despresar ou contrariar a letra). Não se deve esquecer jamais que o que simplesmente se exige para o máximo bem do universo é lei. E conveniente. É sábio. O verdadeiro espírito da lei moral exige isso e precisa exigi-lo. Assim, por outro lado, tudo o que é simplesmente inconsistente com o bem máximo do universo é ilegal, insensato, inconveniente e deve ser proibido pelo espírito da lei moral.
Mas vamos repetir o pensamento:os preceitos da Bíblia sempre revelam o que é conveniente de verdade, e em hipótese alguma temos liberdade de pôr de lado o espírito de algum mandamento na suposição de que a conveniência o exige( não podemos desconsiderar nenhum mandamento com a desculpa de que não é conveniente, ou indicado a nós cristão pós-modernos). Alguns condenam totalmente a doutrina da conveniência, como se fosse sempre contra a lei de direito. Três filósofos elaboraram sobre a pressuposição de que a lei de direito e a lei da benevolência não são idênticas, mas inconsistentes entre si. Trata-se de erro comum, mas fundamental, o que me leva a observar que: A lei propõe o máximo bem do ser universal como fim e requer que todos os agentes morais consagrem-se à promoção desse fim. Por conseguinte, a conveniência deve ser um de seus atributos. Aquilo que ocupa, no geral, o mais alto grau de utilidade para o universo deve ser exigido pela lei moral. A lei moral deve, pela própria natureza dela, requerer só aquele curso de vontade e ação que ocupa no todo o mais alto grau de utilidade e, por conseguinte, de conveniência.  Assim sendo, deve o leitor considerar que por conveniência, não está dito a conveniência particular baseada no ângulo ou na visão parcial e imperfeita de alguém, está conveniência é aquilo que é absolutamente conveniente e só a palavra de Deus e o espírito da lei moral(que está revelado na palavra de Deus), é que nos indica o que pode ser conveniente no seu todo.E estranho e absurdo que se tenha defendido que o direito seria obrigatório se necessariamente tendesse para desgraça universal e perfeita ou nela resultasse. Jamais se fez afirmação mais disparatada. A afirmação pressupõe que a lei de direito e a boa vontade não só são distintas, como podem ser antagônicas. Também pressupõe que pode haver leis não adequadas à natureza e relações de agentes morais. Com certeza não se pretende que o curso de ação e de vontade que necessariamente tenda para a desgraça universal e nela resulte possa ser coerente com a natureza e relações de agentes morais. Nada que não promova no todo o máximo bem-estar deles é ou pode ser adequado à sua natureza e relações. A conveniência e o direito estão sempre e necessariamente juntos. Jamais podem ser discrepantes( opostos e contraditórios). Aquilo que é no todo mais conveniente é direito; e o que é direito é conveniente no todo.
12. Exclusividade. A lei moral é a única regra possível de obrigação moral. Faz-se em geral distinção entre leis morais, cerimoniais, civis e impostas. Essa distinção é conveniente em alguns aspectos, mas pode confundir, criando a impressão de que algo pode ser obrigatório, em outras palavras, pode ser lei, sem possuir os atributos da lei moral. Nada pode ser lei, no devido sentido do termo, se não for universalmente obrigatório a todos os agentes morais sob as mesmas circunstâncias(segundo Finney a lei moral é a única que tem as qualidades adequadas para ser lei para os agentes morais, devido o seu caráter, e que qualquer coisa que se chame lei, que não seja moralmente aplicável a todos os seres pensantes indistintamente, não pode ou não tem a dignidade de se chamar lei). E lei porque, e só porque, sob todas as circunstâncias do caso, o curso prescrito é adequado, apropriado, conveniente à sua natureza, relações e circunstâncias. Não pode haver outra regra de ação para agentes morais, a não ser a lei moral ou a lei da benevolência. Todas as outras regras são absolutamente excluídas pela própria natureza da lei moral. Com certeza não pode haver lei que seja ou possa ser obrigatória aos agentes morais, a menos que seja adequada à sua natureza, relações e circunstâncias e fundamentadas nelas. (Olhando por essa ótica, muitas leis são mais exercício de autoritarismo, egoísmo e não possui nenhum fundamento moral, da mesma forma leis como aquelas que permitem o aborto em todas as circunstancia e a eutanásia são leis imorais e não morais) Essa é e deve ser a lei do amor ou da benevolência. Essa é a lei de direito, e nada mais é ou pode ser. Tudo o mais que alegue ser lei e se imponha como obrigação sobre agentes morais deve ser uma imposição e "reduzido a nada" (aqui uma posição até política do autor que vai além de uma conduta religiosa, do que a Bíblia diz, e se introduz nas legislações pessoais das nações que muita das vezes se opõem a própria lei moral).


Os atributos essenciais da lei moral. Por Charles G.Finney (Explicada por Felipe F. Lopes) Parte 2

6. Imparcialidade. A lei moral não distingue pessoas — não privilegia classes.Ela exige o mesmo de todos, sem nenhuma ressalva, exceto o fato de serem agentes morais. Com isso não se quer dizer que o mesmo curso de ação externo seja exigido de todos( como já falei que as nossas circunstancias e condições é que estabelece as nossas limitações, no tocante a forma como expressamos ou agimos, mas, não limita a nossa alma); mas o mesmo estado de alma em todos — que todos tenham uma intenção maior — que todos devotem-se a um fim — que todos conformem-se inteiramente, de coração e vida, à sua natureza e relações.Na verdade o fim é um só, mas, suas expressões ou aquilo que em cada pessoa devido o seu conhecimento (limitação de conhecimento) ou devido as suas condições físicas e ou mentais (limitações do corpo ou da mente) vareia. A intenção deve ser a mesma  que a promoção do bem universal( verdade essa expressa nos mandamentos que dizem, “amai ao seu próximo como a si mesmo”,  “o que quereis que os homens vos façam façais vós também”, amais vos uns aos outros conforme eu vos amei”)e de Deus.
7. Praticabilidade. A exigência do preceito deve ser possível para o indivíduo. Aquilo
que exige uma impossibilidade natural não é nem pode ser uma lei moral. A verdadeira
definição de lei exclui a suposição de que possa, sob alguma circunstância, exigir uma
impossibilidade absoluta. Tal exigência não estaria de acordo com a natureza e as relações dos agentes morais e, portanto, a praticabilidade deve sempre ser um atributo da lei moral. Falar da incapacidade de obedecer à lei moral é falar um absurdo.Deus não exige nada que o homem não possa fazer, o apóstolo João disse em I João capítulo 5 versículo 3; “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”. Quando os apóstolos falaram que a lei era pesada, eles não falavam da lei de Deus, mas, sim falavam da lei de Moisés bem como da tradição dos anciões e de todas as outras regrinhas que os judeus haviam incorporado a lei para seguirem(Atos 15.10), aqui não se refere a lei moral, mas, a leis baseadas na lei moral e inspirada em tradições muita das vezes até contrarias as leis morais e que eram impostas as pessoas, bem como hoje ainda se vê em muitas religiões e ou nações, sejam elas cristãs ou não.
8. Independência. É uma idéia eterna e necessária da razão divina. É a regra eterna,
autônoma da conduta divina, a lei que a inteligência de Deus prescreve para si mesmo. A lei moral, como veremos melhor daqui em diante, não se origina, e não pode originar-se, na vontade de Deus. Ela existe eternamente na razão divina. E a idéia daquele estado de vontade que permanece obrigatoriamente em Deus, sob condição de seus atributos naturais ou, em outras palavras, sob condição de sua natureza. Como lei, é inteiramente independente da vontade de Deus, exatamente como a própria existência dele. Ela é obrigatória também a todos os agentes morais, inteiramente independente da vontade de Deus. Dadas suas natureza e relações e sendo desenvolvida sua inteligência, a lei moral deve ser obrigatória a eles e não cabe a nenhum ser optar por outro caminho. Dadas suas natureza e relações, seguir um curso de conduta adequado à sua natureza e relações é necessário e manifestamente obrigatório, à parte da vontade de qualquer ser.Aqui está uma explicação muito ousada de Finney, pois sendo a lei moral uma lei percebida pela razão, como princípios que rege a vida e convivência dos seres morais, deduzimos que Deus em sua infinita sabedoria, os enchergou pela sua razão, e trilhou por eles por saber que são os melhores, Deus não os inventou ou os criou Ele apenas os revelou e os prescreveu para os seres morais.Logo mesmo se Deus não os exigisse, por sermos seres pensantes, a nossa razão e consciência a nós mesmos nos imporia esta obrigação. São verdades tão nescessárias, que se Deus não as exigisse, a sua própria bondade, amor e justiça estaria posta em cheque, ou seja em duvida.
9. Imutabilidade. A lei moral jamais pode mudar ou ser mudada. Ela sempre exige de
todo agente moral(ou ser pensante, ou falando aqui na terra se refere aos seres humanos em seu estado de saúde mental, mesmo um psicótico pode em sua pouca lucides, observar a vontade de Deus e ou a lei moral) um estado de alma e, claro, de conduta, precisamente adequado à sua natureza, e relações. Qualquer que seja sua natureza, quaisquer que sejam sua capacidade e relações, requer-se dele, a todo momento, nada mais nada menos que inteira conformidade com essa natureza, essa capacidade e relações, desde que seja capaz de compreendê-las. Ou seja não se pode exigir o que está além de suas forças. Vejo isso no mandamento “vigia e orai para que não entreis em tentação”, vigiar é fazer aquilo que está ao seu alcance para não cair em tentação, e orar é para que Deus possa nos livrar do que está além de nossa capacidades.
Aumentando-se a capacidade, o indivíduo não é com isso considerado capaz de obras de super-rogação — fazer mais do que exige a lei; pois a lei ainda requer, como sempre, a plena consagração de todo seu ser aos interesses públicos. Se por algum meio, qualquer que seja, sua capacidade é reduzida, a lei moral, sempre e necessariamente coerente consigo mesma, ainda requer o que resta — nada mais nem menos deve ser consagrado aos mesmos fins que antes. Qualquer coisa que exija conformidade mais ou menos completa, universal e constante do coração e da vida à natureza, capacidade e relações de agentes morais, seja qual for, não é e não pode ser lei moral. Se, portanto, a capacidade é diminuída de algum modo, o indivíduo não se torna com isso incapaz de prestar plena obediência; pois a lei ainda exige e insta que o coração e a vida estejam plenamente conformados com a natureza, capacidade e relações existentes e presentes. Qualquer coisa que requeira mais ou menos que isso não pode ser lei
moral. A lei moral invariavelmente fala uma língua. Ela jamais muda suas exigências.
"Amarás" (Dt 6.5) ou serás perfeitamente benevolente é sua demanda uniforme e única. Essa demanda jamais varia e jamais pode variar. Ela é tão imutável quanto Deus, e pela mesma razão. Falar de abrandamento ou alteração da lei moral é falar absurdo. Isso é naturalmente impossível. Nenhum ser possui o direito ou o poder de fazê-lo. A suposição desconsidera a própria natureza da lei moral. A lei moral não é um estatuto, um decreto, que tenha sua origem ou fundamento na vontade de algum ser. É a lei da natureza, a lei que a natureza ou constituição de todo agente moral impõe a si próprio e que Deus nos impõe porque é inteiramente adequada a nossa natureza e relações, sendo, portanto, naturalmente obrigatória para nós. É demanda inalterável da razão que todo o ser, o que quer que exista dele em qualquer tempo, deve ser inteiramente dedicado ao máximo bem do ser universal, e por esse motivo Deus exige isso de nós, com todo o peso de sua autoridade.O limite da lei moral aqui é o seu limite, ou seja, você deve amar de todas as suas forças, se sua capacidade reduziu, mas, você ainda a tem por isso é ela o seu limite, você ainda pode cumprir a lei moral na sua integra, contudo você externamente vai expressa-la dentro do seu limite isso são apenas atos exteriores, mas, não do coração, não da alma.
10. Unidade. A lei moral propõe um único fim maior a ser buscado para Deus e para
todos os agentes morais. Todas as suas exigências, em seu espírito, resumem-se e
expressam-se em uma palavra: amor(ou caridade) ou benevolência( por benevolência se entende ao amor que leva a atitudes ao amor prático, e isso de uma forma não egoísta). Anuncio aqui só isso. Aparecerá de maneira mais completa daqui em diante. A lei moral é uma idéia pura e simples da razão. É a idéia da consagração perfeita, universal e constante de todo o ser para o máximo bem do ser. Só isso é, e nada mais nem menos pode ser, lei moral; pois só isso, e nada mais nem menos, é um estado do coração e um curso de vida exatamente adequado à natureza e relações de agentes morais, a única definição verdadeira de lei moral.Aqui não estamos falando em hedonismo, mas, no real bem que preserva e estabelece a integridade, não a um bem que se estebelece na satisfação egoísta, por que este é sempre em relação ao próximo e não a si mesmo. Apenas Deus pode desejar o seu próprio bem se consagrando na promoção dele sem ser egoísta, pois o bem de Deus é por conseqüência  o bem do universo também.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Os atributos essenciais da lei moral. Por Charles G. Finney (Explicada por Felipe F. Lopes) Parte 1

1. Subjetividade. Ela é e deve ser uma ideia de razão desenvolvida na mente do indivíduo. É uma ideia ou concepção daquele estado de vontade, ou curso de ação, que está obrigatoriamente num agente moral.Ou seja, ela é inata ou pertence, a natureza da mente. É algo assim que existe desde que a pessoa tenha condições de pensar, ou seja, de um ser humano capas de tomar descisões por si mesmo. Ninguém pode ser um agente moral, ou sujeitado à lei moral(ou que seja responsabilizado perante essa lei, e ou mesmo penalizado), a menos que tenha essa ideia desenvolvida; pois essa ideia é idêntica à lei( Por idêntica, Finney quer dizer que essa ideia ou consciência racional ou da razão, ao existir na pessoa, passa instantaneamente a lhe ser obrigatório, porque pela sua excelência a mente se apropria dela identificando-a como um caminho ideal e certo a ser seguido. Lei essa que só existe para os seres pesantes ou agentes morais, que uma pessoa destituída de consciência ela fica também sem conhecer essa lei, e por conseqüência fica desobrigada). É a lei desenvolvida ou revelada dentro dele mesmo, e assim ela se torna "lei para si mesmo", sua única razão para reafirmar sua obrigação de conformar-se com essa idéia.
2. Objetividade.(É uma lei que existe mesmo que o ser pensante não exista, ela não é relativa, é a mesma para todos) A lei moral pode ser considerada uma regra de obrigação, prescrita(você só prescreve aquilo que já existe, a lei de Deus ou lei moral, não poderia ser uma lei criada por Ele uma vez que ela lhe pertence ou seja, ela está na sua natureza, assim como a pele está no corpo de uma pessoa assim como a unha esta na mão de um homem, ela não está ali porque foi colocada, mas, nasceu com ele e existeira como ele desde a sua origem até toda a sua existencia, de igual modo é a lei moral e a pessoa de Deus) pelo Legislador supremo e externa ao eu. Quando assim considerada, é objetiva(Ou seja, ao mesmo tempo que essa lei é inata a mente humana “subjuntiva”, ela também é uma lei instituída ou estabelecida por Deus, pois foi Ele que através da consciência, da razão da mente humana, inseriu essa lei em nós).
3. Liberdade em contraposição a necessidade. O preceito deve permanecer desenvolvido na mente, como uma regra de obrigação — uma lei de obrigação moral — uma regra de opção ou de intenção última, declarando aquilo que um agente moral deve escolher,desejar, pretender. Mas isso não possui, nem deve possuir, o atributo de necessidade em suas relações. Não deve, não pode, possuir qualquer elemento ou atributo de imposição, em algum sentido que traduza conformação inevitável da vontade com seu preceito. Isso confundiria coma lei física.Como já refletimos antes ainda neste texto,  a lei moral é uma lei de conhecimento universal, mas, não é como os instintos da natureza, ou as leis da física(gravidade, leis de Newton, etç...), não é algo imposto. Mas, é algo revelado, ela é apenas exposta e revelada, escrita na mente e na consciência de todos os seres pensantes, mas, não é programada no coração, é como um manual de ajuda, de instrução, para a vida. Você pode fazer as coisas e viver sem ela, mas, ela sempre estará lá em sua consciência te advertindo que embora a ignore ela é a única forma certa de se viver, da mesma forma como alguém ignora o manual e sempre quebra a cara, ou estraga alguma coisa, assim é com a vida ao ignorar a lei moral, você é livre para não se subordinar a ela, mas, se queres viver bem precisaras dela.
4. Adequação. Deve ser uma lei da natureza, ou seja, seus preceitos devem prescrever e requerer só os atos da vontade cabíveis à natureza e relações de seres morais(Aqui há duas observações:


1ª observação, “só os atos da vontade cabíveis a natureza de seres morais”. Entendo aqui que Finney queria dizer que a natureza de cada ser moral determina o que a lei moral vai legislar, ou seja, há obrigações que se aplicam a um anjo que não se aplica a um ser humano devido as suas limitações. O que se exige de um adulto está além daquilo que se exige de uma criança ainda no inicio de suas indagações morais.

2ª observação, “só os atos da vontade cabíveis as relações de seres morais”.Em outras palavras só os atos da vontade que se dão nas relações, sociais, amorosas, de trabalho, de convívio, de adoração(no tocante a Deus), de postura, em resumo tudo o que se pode entender como relação seja ela pessoal ou interpessoal, com homens, com seres pensantes no geral ou com Deus) , nada mais nem menos; ou seja, tendo por base o valor intrínseco do bem-estar de Deus e do universo(Para Finney a boa armonia e ordem o bem estar no geral é o único fim que devemos perseguir, que na lógica se entende que assegurar o bem de Deus ou agradar a Deus em outras palavras), e por condição da obrigação da natureza e as relações dos seres morais, a razão confirma necessariamente, em seguida, a correção e adequação intrínseca de escolher esse bem e de consagrar todo o ser à sua promoção(Como o bem de Deus e do universo(de todo o mundo) é a coisa mais importante e o bem supremo, todo o ser pensante(ou que está sujeito a lei moral) deve promover ou buscar este bem, com todo o seu entendimento conforme o primeiro mandamento, amar a Deus acima de todas as coisas e de todo o entendimento. Ressalto que amar a Deus acima de todas as coisas não é deixar de amar o universo, mas,sendo Deus aquele em que tudo se criou e se sustenta, até mesmo o universo se beneficiara com o seu bem.). É isso que se entende por lei da natureza. E a lei ou regra de ação imposta a nós por Deus na natureza e pela natureza que ele nos deu(essa natureza aqui é a natureza moral, ou dos seres pensantes, sejam eles homens e ou anjos).
5. Universalidade. Sendo iguais as condições e circunstâncias, ela exige, e precisa exigir, o mesmo de todos os agentes morais, não importa o mundo em que se encontrem.Sobre condições, sabemos que por exemplo eu não posso exigir de um moribundo que está em cima da cama que ele saia a pregar o evangelho, mas, posso exigir tudo aquilo que seu corpo físico e sua mente tenham condições devido os limites de seus corpo imposto a ele por sua saúde. De outro modo eu não posso exigir que um recém nascido seja justo, pois ele ainda nem sabe dizer esta palavra quanto mais, entender o que isso significa. Assim existe limitações impostas as pessoas por suas condições físicas, ou culturais, ou mentais, que limitará ou não as exigências ao mesmo da lei moral, mas, essa pessoa terá conhecimento da mesma e obrigação em qualquer lugar que estiver de observa-las. Deus entende nossas limitações, mas, naquilo que podemos fazer somos universalmente ou seja, aonde estivermos obrigados a fazê-lo( como já falei não de forma imposta, mas, como uma regra que precisa ser observada para que o bem do universo ou que haja uma boa harmonia universalmente).

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LEI MORAL.Por Charles G.Finney(Explicada por Felipe F.Lopes)

Geralmente quando falamos em lei moral de Deus, usamos nos referir aos dez mandamentos. Quando Finney fala de lei moral, ele fala daquela lei citada por Paulo (Romanos 2.14,15 e 16), a qual está revelada na mente através da consciência, lei esta que mesmo não tendo legisladores humanos, que as escreva, a própria mente( consciência pessoal) impõem a cada pessoa, a obrigação e o dever de observá-la.Mas, nesta série de postagens, estarei publicando e comentando as aulas de Finney sobre lei moral, pois muitos estudantes tem a dificuldade de intender a sua teologia, mas, segundo o próprio autor, é preciso primeiro entender a visão do mesmo sobre lei moral, e ai depois será mais fácil para conseguir entender o pensamento do mesmo nas demais aulas de sua teologia sistemática.Veja o que ele diz: O que digo em "Lei Moral" e "Fundamento da Obrigação Moral" é a chave para toda a questão. Quem dominar e compreender esses pode compreender de pronto o restante. Mas aquele que não dominar o que entendo desses assuntos não compreenderá o restante.

A lei, num sentido do termo suficientemente popular e também científico para meus
propósitos, é uma regra de ação. Em seu significado genérico(ou original e amplo), é aplicável a todo tipo de ação, seja material, seja mental — seja inteligente, seja não inteligente — seja livre, seja necessária.Em seu significado genérico, sendo ele, " regra de ação". Tendo este significado, a lei é aplicada a todo o tipo de ação; seja esta ação material(ao universo da matéria, ao mundo físico, como  por exemplo as leis de Newton). Sendo assim na definição genérica como regra de ação ela é aplicada nas leis físicas(material) também, assim como as leis da Biologia e todas as leis que regem o universo.Seja mental(aplicável a mente) num sentido inteligente, quando é algo que o homem imagina, pensa, cria; num sentido não inteligente isto seria um ato involuntário, um reflexo, um instinto, algo que não está no controle da escolha do homem da escolha da vontade humana.Seja livre, ou seja algo que está relacionado ao nosso desejo aquilo que nós queremos, aquilo que nós procuramos fazer de acordo com o nosso livre arbítrio, com o nosso livre e lúcido julgamento. Seja necessária, ou seja algo que precisa ser feito, que é indispenssavel, que se não for feito poderá incorrer em algum problema,é uma lei de necessidade, uma lei que precisa ser observada. Lei física é um termo que representa a ordem de seqüência em todas as mudanças que ocorrem sob a lei da necessidade, quer na matéria, quer na mente. Ou seja, todas as mudanças de estado ou de ação que não consistem nos estados ou ações de livre-arbítrio. A lei física é a lei do universo material. É também a lei da mente, desde que os estados e as mudanças sejam involuntários. Todos os estados ou atos mentais que não sejam atos livres e soberanos da vontade devem ocorrer sob a lei física e ser sujeitos a ela. Não se pode ser responsável por eles, a menos que sejam atribuídos à lei da necessidade ou imposição.Como já explicamos as leis físicas são as leis que regem o universo, assim como as leis da física e da biologia e todas as leis que regem o mundo material o mundo da matéria(seja ela bruta ou orgânica). Essas leis também se aplicam a mente quando se refere a instintos e atos involuntários, a coisas sob as quais a vontade humana não tem governo, sob as quais a inteligência humana não tem governo, sobre as mesmas imperia a lei física. Essa lei esta sobre a reação natural, os reflexos naturais do corpo humano sobre tudo aquilo que se intendo como instintivo. A lei moral é uma regra de ação moral com sanções (resultados e recompensas devidas ao cumprimento ou descumprimento da lei). E aquela regra a que os agentes morais precisam conformar todos os atos voluntários, sendo reforçada por sanções(Tendo como incentivo, premiações que equivalem ao valor do preceito, ou seja são fortificadas, ganham peso,como premiações que correspondem a você cumprir a você respeitar aquela regra que foi ensinada) equivalentes( correspondente) ao valor do preceito. É a regra que governa a ação livre e inteligente, em contraposição à lei da necessidade(É a regra que governa a ação livre e inteligente...livre porque?Porque você não faz isso por causa do seu instinto, por causa de uma lei física algo que é ti imposto, pois a lei física é uma lei de imposição; é algo que você não faz por uma lei de imposição é algo que você faz por que você escolheu fazer. Livre e inteligente, você escolheu fazer por uma decisão inteligente, é algo que você pensou, você calculou imaginou viu que haveria sanções, gratificações, que haveria boas recompensas, bons resultados, que por necessidade por uma lei de necessidade aquilo te conduziria por um bom caminho.) Em contraposição à lei de necessidade — de motivações e livre escolha em oposição a uma ação necessária e não inteligente. É a lei da liberdade, em contraste com a lei da necessidade — de motivação e livre escolha, em oposição à imposição de todo tipo. A lei moral é primeiramente uma norma para regular todas aqueles atos e estados da mente e do corpo que se seguem aos atos livres da lei por uma lei da necessidade. Assim, a lei moral controla estados mentais involuntários e atos exteriores só pelo ato de assegurar a conformidade das ações do livre arbítrio com seu preceito.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Quem é você?

Quem é você?Quem pode dizer que se conhece, a ponto de se definir pela sua essência, pois dizer quem é você não é dizer o que você pensa que é, mas, sim o que você é realmente algo que jamais poderá ser mudado e que não precisa. Muitas pessoas falam de estados e fazes de sua vida como se fosse a real essência de sua vida, e se definem pelo momento em que estão vivendo. Será que Deus alguma vez disse; “Meu servo o Impaciente”, ou “Tu és Chato Cara, pois é assim que tens sido e é assim que tu és!” Não, ele já começa te chamando pelo nome, pois nem sempre o estado em que estamos vivendo agrada a Ele, mas, Ele nos conhece pelo que realmente somos. É como se pegássemos um abridor de lata novinho em uma loja, o qual nunca foi usado e o usássemos como colher, e ai Deus fosse o nosso vizinho, e Ele chegasse e falasse:
 “Me empresta o seu abridor de lata”.
E ai respondêssemos:
“Não temos um abridor de lata, temos uma colher!” E Ele então declararia: “Deixa-me ver esta colher”!
E pegaríamos o abridor que usamos como colher e o mostraríamos, Ele olhasse e dissesse: “Mas, isto não é uma colher isto é um abridor de lata”!
Ai você me pergunta:
 “Pode uma coisa dessa acontecer de verdade?”
 Na verdade há muitas pessoas ignorantes até mesmo aponto de confundir um abridor de lata com uma colher, é raro, mas, existe. Mas, voltando ao assunto, é assim que muitos tem feito consigo mesmo, pois o malignos os tem usado como colher, e eles são abridores de lata, e eles dizem eu sou uma colher. Fazes passam, estados podem durar uma vida isso depende da disposição sincera do coração de cada um em querer mudar. Não podemos nos definir pelos momentos, estados, fazes ou circunstancias. Vivemos num mundo que tende cada vez mais a definir os estados e circunstancias como identidades a ser defendidos pelos direitos humanos, distúrbios de comportamentos, condutas aprendidas e desenvolvidas, sexualidades distorcidas, etc se tornam identidades e auto-definições protegidas pelo próprio estado. Eu poderia ironizar e dizer:
“Você é um bêbado? Entre então na justiça contra os que te querem tornar lúcido, pois os mesmos estão infringido os seus direitos”!
Olha o fato, é que só Deus, tem o poder de reorientar o homem a sua essência real. Quem é você? Você pode dizer como ele:
"Eu sou o que sou?"
 Ou dirás como o mundo:
"Eu sou como estou?"

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Série Pecados 4: Cobiça


“não cobiçaras...” Êxodo 20.17

Cobiça é um desejar com ânsia, e com determinação o objeto de seu desejo e que é de outro.É uma palavra que dependendo do contexto se sinonímia a concupiscência, todavia o conceito de concupiscência é mais amplo e pode se aplicar a todos os pecados.Cobiça é mais específico, a cobiça e a ambição andam juntas, mas, a diferença é que a cobiça não deseja um objeto ou algo  independente e sim o que já pertence a alguém. Inveja também anda junto com a cobiça, ou mesmo pode se originar da mesma, pois o invejoso cobiça aquilo de quem ele tem inveja, a inveja é um mal estar de angústia e melancolia, amargura pelo bem do próximo, enquanto a inveja fica de longe olhando e falando mal, a cúbica vai e toma o que é do próximo, o invejoso quer ser o próximo, mas, o cobiçoso conquista o que é do próximo, mesmo que tenha que passar por cima dele.
A cobiça pode ser a um objeto concreto como casa comida, roupa, bens em geral, mulheres ou vise-versa. Olhando pelo ângulo de que a cobiça sempre é desejar o que é do outro para si(e não é um desejo passivo pois o indivíduo busca tomar o objeto desejado), então ela não pode ser abstrata no sentido de querer a alegria que é do outro, ou o amor que é do outro, ou a paz que é do outro. Talvez o indivíduo cobiçoso concretize este sentimento associando-os com algo que pertença ao outro, como associar a alegria que ele cobiça do próximo a uma camisa que tem o próximo, porém a alegria real não pode ser tomada, e o mesmo se frustra, isso (penso eu) se da na cobiça oriunda da inveja.
Mas, a cobiça pode ser abstrata quando o seu fim não se concretiza. Isso foi dito por Jesus, referente ao adultério, ele falou que o homem que cobiça a mulher, mesmo que ele não a tome, precisa pedir o perdão, pois se ele não a tomou é porque foi impedido, seja por circunstancias qualquer (Mateus 5.28 ).Isso não necessariamente se aplicará só a cobiça da mulher alheia, mas, também a toda a cobiça. 
Cobiça como iniquidade, é o pecado que se pratica contra o próximo, objetivando naquilo que o próximo tem, seja por inveja ou por admiração, seja por necessidade ou por capricho.
*Num contexto geral cobiça não é uma qualidade do pecado, mas, ela é uma forma ou manifestação do egoísmo, e como tal está presente na vida de todo pecador. Pois todo o pecador já cobiçou algo
alguma vez na vida e ainda cobiça.
Mesmo que não fosse do próximo,
mesmo que a manifestação do egoismo
em seu coração não fosse a da cobiça.
Porque não há pecado que seja verdadeiro
em oposição a cobiça. Porque de todas as
outras manifestações do egoismo,
não há aquela, que não ande de mãos dadas
com a cobiça.
*Entre a admiração e a cobiça, existe apenas um passo. A admiração é a apreciação, ou a avaliação que fazemos de algo ou alguém contendo nesta apreciação uma inclinação nossa devido à identificação de valores e ou princípios, de algo no objeto da admiração que nos promova bem. Não falo de admiração como sinônimo de espanto ou surpresa.  A admiração que falo pode se definir como sentimento de deleite, prazer, alegria e ou gozo, diante daquilo que você julga, acha e ou entende por belo, nobre ou digno de amor, de consideração. Na admiração existe uma atração que geralmente o objeto de sua admiração exerce sobre você, ou seja, para que ele seja admirado você precisa primeiro ser atraído por ele, logo não existe admiração sem atração. Você não admira uma pessoa com palavras, você elogia, e o elogio pode se originar de uma admiração ou não, só é admiração se existe atração.  
*Cobiçar é desejar com ânsia, desejar desmedidamente por algo e ou alguém. A ambição sim é sinônima, por que o que é ambição a não ser o querer, buscar e perseguir algo que se não tem com ânsias, de forma desmedida. A cobiça é a obstinação intensa para conseguir algo. Não é nem pode ser entendido como prazer em alguém ou algo como no caso da admiração, pois a cobiça, não é um sentimento de deleite, mas, é um querer ou busca pela satisfação de possuir algo que não é seu. E este querer, este desejo com ânsia, muitas das vezes pode até mesmo vir acompanhado de dor, por não ter ainda o objeto de sua cobiça, nisto a cobiça pode gerar e ou mesmo vir acompanhado de inveja. Na cobiça as pessoas buscam ou procuram adquirir o que se deseja, não existe cobiça passiva, só existe o fato de não se ter alcançado o objetivo na cobiça, porém toda a cobiça, necessariamente vem acompanhada de um ato de uma ação, em favor do desejo para a sua satisfação. Logo concluo que se não existe empenho não é cobiça, pode até ser inveja, mas, não cobiça.
 A frase que disse aí acima no texto, é um fato, que pode ser verdade, em todo o tipo de cobiça, principalmente se a pessoa contaminar a sua admiração com o sentimento de inveja, pois se isso acontecer inevitavelmente sua admiração dará origem à cobiça. Mas, da admiração à pessoa passa cobiça também por outros motivos, não necessariamente movido de inveja, mas, sempre que a admiração for contaminada por algum sentimento que leve o objeto da admiração os olhos do admirador a se transformar num alvo a ser alcançado, ou que para esta pessoa deve e precisa ser alcançado.  
Vou listar nesta reflexão outros pontos que podem contaminar a admiração transformando-a levando-a cobiça:
*Afeição natural, ou o apego e amor por alguém ou algo isso pode levar você a cobiçar este alguém. Geralmente pessoas que admiram algo ou alguém, podem se apegar e se apegando ou se afeiçoando a mesma, passam a desejá-las, e isso resultará em cobiça, principalmente se o objeto de sua admiração for de outro.
 *Avareza, ou amor ao dinheiro, pode e concerteza transforma ou contamina uma admiração. A pessoa passa a cobiçar o que admira principalmente se ela sendo avarenta perceber que o objeto de sua admiração é lucrativo financeiramente falando.   
*Desejo sexual, esse acontece muito freqüentemente entre homens, que começam achando uma mulher bonita (admirando a beleza física), ou mesmo se identificando com as suas idéias, começa a admirar seus ideais, e quando vê aquela admiração está sendo afetada pelo desejo sexual, e admiração ao sexo oposto aliada a desejo sexual sempre resulta em cobiça.    
Afinal qualquer relação de sentimento vindo de você com o objeto da admiração tem a tendência(mas, não quer dizer necessariamente que vá) de torná-la em cobiça.

Que Deus nos livre de toda a sorte de cobiça. Paro aqui nesta vasta reflexão que o amado leitor(a) possa e tenha a liberdade de continuar, ai e possa ser edificado por Deus.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A minha luz e a minha salvação

O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?O senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Salmo 27.1

Luz é uma palavra que remete a razão, ao esclarecimento, a orientação, quando alguém tem luz, mesmo que seja literalmente falando, ele está certo de onde está, para onde ir, o que pegar, etç... Quando falo sobre luz, não falo de forma exotérica, nem mesmo considero alguma filosofia espírita sobre o assunto. Minha definição da palavra está em sua aplicação literal, moral e espiritual no sentido da visão cristã. Desde o iluminismo, humanismo que a humanidade procura um referencial, com a retirada de Deus, e a colocação do homem no centro da filosofia e teologia, que cada pessoa passa a ser o seu próprio referencial, ficando assim confusa por não ter um referencial comum.Filosofias como a que prega que não existe verdade absoluta, que não existe algo certo e ou errado, que as culturas seculares é que criaram seu referencial de moral e de ética, sendo assim, os referenciais mudam de cultura para cultura, de século para século, de geração para geração, e isso digo em países de raízes culturais profundas, mas, países como o Brasil, onde há um multiculturalismo, não existe nem mesmo estes referenciais. Logo como podemos condenar um bandido, um assassino, como podemos dizer o que é certo, ou mesmo criar leis legislando sobre a moral alheia, se não temos um referencial de moral em comum?Certo é uma coisa e isso não é novidade ou segredo para ninguém o mundo vive uma crise e um caus moral.Não podemos impor nosso valores, nem nossos princípios ao mundo, criar leis tendo nossos valores como inspiração pode até ser bom, mas, não será bem interpretado pelo mundo; mas, podemos nos tornar este referencial que o mundo tanto procura, podemos ser referencia para quem questiona, como Pilatos o fez."O que é a verdade?"(João 19.38), podemos ser referencia de justiça, de ética, de valores, de princípios, de honestidade, de respeito, de mansidão, de integridade. É isso que o mundo procura e é isso que podemos oferecer, e é isso que Jesus disse que nós somos, uma cidade edificada sobre os montes, a qual na noite escura ao longe se enxerga as luzes(Mateus 5.14).
Mas, e quando o caus, as trevas em que o mundo vive, está também dentro do cristianismo?Neste tempo em que temos pastores que se apascentam a si mesmos, que comem a gordura e se aquecem com a lã das ovelhas, tempo em que as pessoas procuram igrejas que falem as suas próprias línguas, onde quando alguém é questionado a respeito de sua conduta imoral ele apenas, muda de denominação, mas, não muda de vida. Num tempo onde a teologia da prosperidade transformou os lideres cristãos em comerciantes inescrupulosos da fé, a teologia liberal enfraqueceu a doutrina, tempo este onde surge crentes dizendo que é preciso voltar a viver em comunidade nas casas, como no origem do cristianismo, como se isso fosse essencial, e onde os cristãos estão mais confusos que os ímpios.
Como se pode esperar, ou como e onde haverá salvação? Se a própria coluna e firmeza da verdade tem estado trincada, onde se sustentara o aflito e injustiçado?Digo que Deus é aquele que tem as ferramentas para a restauração de sua coluna, nunca deixou de faze-lo, de zelar pela pureza de sua noiva, logo é essencial que Deus seja reintroduzido ao centro de nossas devoções, não como um deus manipulado, mas, assim como ele é, estando Ele no centro sua luz refletira em nós a sua justiça e santidade, nos tornado como Ele resplandecendo o seu rosto sobre nós. Quando falo assim, alguém pode me questionar dizendo. "Mas, você dizendo assim, está dizendo que Deus é limitado?" E eu respondo não e de maneira nenhuma tenho dito, isto, mas, quando falo de um cristianismo em caus e trevas, mostro e falo da religião na qual a igreja( corpo místico de Cristo, chamado por alguns teólogos de igreja invisível) está inserida, o mundo não vê a igreja, porque a igreja é espiritual, mas, o mundo vê o cristianismo(religião criada em torno dos ensinamentos de Cristo Jesus, ou tendo como base os mesmos; chamado por alguns teólogos por igreja, visível). Sendo assim Deus, através da pessoa do Espírito Santo, tem procurado e de certo ele mantem a noiva de Cristo pura e imaculada, para aquele grande dia do arrebatamento, mas, o cristianismo por sua vez vê se em trevas, e como eu dizia o mundo vê é o cristianismo, cabe a nós buscarmos um despertamento espiritual e teológico para Deus em todo o cristianismo, aqui vem a mensagem do texto base, sendo o Senhor a nossa luz, somente ele também será a nossa salvação, um cristianismo sem o Cristo é apenas mais, uma religião, mas, o cristianismo onde o Cristo é realmente exaltado, este também se torna o grande referencial para este mundo que jaz em trevas.
Logo para concluir é preciso primeiro que o cristianismo seja salvo, para depois este se tornar o referencial para a salvação do mundo, de todos aqueles que no mundo procura a salvação. E Deus é esta nossa salvação.

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