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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Série Pecados 5: Inveja

"Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros". Gálatas 5.26

Por definição lógica é o sentimento de angustia e tristeza, pesar diante do bem do próximo e da felicidade alheia. A inveja como qualquer sentimento é comum a todos, mas, ela só ganha força passando com isso a ser prejudicial e se caracterizando mesmo como inveja, se por nós for alimentada. Ela só se torna pecado se for satisfeita. Aqui mostro dois pontos sobre a inveja; “ ganhar força” e “ser satisfeita”, todo o pecado originalmente começa na alimentação e ou satisfação indevida de um sentimento e ou pensamento. Essa alimentação pode e é feita através de pensamentos e ou de manter os sentidos expostos ao objeto do desejo. Mas, essa alimentação nem sempre é uma satisfação, mas, sim, um estimulo a mesma. A satisfação é quando você como diz o apóstolo Tiago( Tg 1.14,15) é seduzido (convencido) pela concupiscência (desejo forte, imoderado, dominador).Neste sentido todos os sentimentos por mais fracos que sejam, quando são satisfeitos de forma indevida ganham força se tornando concupiscência ou seja, passando a serem os senhores de quem os satisfazem.
Como toda a iniquidade a inveja é um pecado contra o próximo. Ela é um atentado contra o bem estar  e o bem do ser,  contra a felicidade, a realização alheia.
O invejoso pode ser um fracassado, ou alguém que se ilude com o sucesso alheio se inferiorizando diante do próximo; por isso pode ser que ele tenha tudo ou até que seja melhor do que o seu próximo o invejoso está cego para isso.
O invejoso não percebe algumas vezes a sua própria inveja. Ele está no caminho da cobiça, e não percebe que o que faz o faz movido por inveja. Ele está consciente de seus sentimentos, mas, não caiu a ficha que é pura inveja. Isso diante de Deus não o isenta de sua culpa, pois se ele está consciente de seus sentimentos, mesmo que ainda não tenha caído a ficha que é inveja, todavia é sabedor da natureza egoísta de seus sentimentos. Cabe ressaltar que, se alguém se vende ao domínio da carne( da concupiscência), tem seu raciocínio comprometido por isso.
Mas, assim como um bêbado que mata alguém ou o machuca é culpado, da mesma forma é o invejoso quando embriagado por este sentimento. A inveja é um sentimento de amargura que contamina a todos os envolvidos com a pessoa que a possui,  em Hebreus 12.15 o sacro escritor faz referencia a amargura que contamina como uma raiz e a inveja com certeza está no meio disso. Ela contamina o olhar, a percepção e todo o julgamento tal como o vinho e o narcótico faz com o viciado.

 Dentro do cristianismo é como um veneno semeado contra a boa semente. O invejoso tem um bom discurso, e seduz a todos os incautos e ingênuos. Mas, Deus da graça e chama a todos os invejosos a abandonarem os seus caminhos, se arrependerem e se converterem ao seu Filho Jesus, e receberem em si o amor que joga fora toda a inveja, e amargura as transformando em felicidade.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Os tributos essenciais da lei moral. Por Charles G. Finney (Explicado por Felipe F.Lopes). Parte 3

11. Conveniência. Aquilo que é mais sábio no todo(o que é mais sábio, completamente sábio) é conveniente. Aquilo que é conveniente no todo(que em nenhum sentido será incoveniente ou seja não recomendado) é exigido pela lei moral. A verdadeira conveniência e o espírito(essência) da lei moral são sempre idênticos(pedem e tendem para o mesmo fim). A conveniência pode não estar em harmonia com a letra (porque nem sempre a letra pede tudo o que é conveniente, pois, a letra aponta uma visão parcial e adaptada para um objetivo), mas isso nunca ocorre com o espírito da lei moral (sendo ele conveniente no todo). A lei na forma de mandamento é uma revelação ou declaração daquele caminho que é conveniente (recomendável, desejável). É conveniência revelada(ou a lei moral revelada, neste sentido temos os dez mandamentos e toda a forma de mandamento, provérbio e princípio bíblico, é a isso que o autor se refere como “conveniência revelada”), como no caso do decálogo, e o mesmo é verdade quanto a todos os preceitos da Bíblia; ela nos revela o que é conveniente. Uma lei ou um mandamento revelado jamais deve ser desconsiderado por nossa opinião particular de conveniência. Podemos saber com certeza que o que é exigido é conveniente. O mandamento é o julgamento expresso de Deus no caso e revela com certeza inerrante o verdadeiro caminho da conveniência. Quando Paulo diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém" (1 Co 6.12), é preciso que não o entendamos como se quisesse dizer que todas as coisas, no sentido absoluto, fossem lícitas para ele, ou que algo não conveniente fosse lícito para ele. Mas sem dúvida ele queria dizer que muitas coisas inconvenientes não eram expressamente proibidas pela letra da lei; que o espírito(essência) da lei proibia muitas coisas não proibidas expressamente pela letra(Como já falei a letra da lei tem uma visão parcial, mas, a sua essência vai além de tudo o que está escrito sem contudo despresar ou contrariar a letra). Não se deve esquecer jamais que o que simplesmente se exige para o máximo bem do universo é lei. E conveniente. É sábio. O verdadeiro espírito da lei moral exige isso e precisa exigi-lo. Assim, por outro lado, tudo o que é simplesmente inconsistente com o bem máximo do universo é ilegal, insensato, inconveniente e deve ser proibido pelo espírito da lei moral.
Mas vamos repetir o pensamento:os preceitos da Bíblia sempre revelam o que é conveniente de verdade, e em hipótese alguma temos liberdade de pôr de lado o espírito de algum mandamento na suposição de que a conveniência o exige( não podemos desconsiderar nenhum mandamento com a desculpa de que não é conveniente, ou indicado a nós cristão pós-modernos). Alguns condenam totalmente a doutrina da conveniência, como se fosse sempre contra a lei de direito. Três filósofos elaboraram sobre a pressuposição de que a lei de direito e a lei da benevolência não são idênticas, mas inconsistentes entre si. Trata-se de erro comum, mas fundamental, o que me leva a observar que: A lei propõe o máximo bem do ser universal como fim e requer que todos os agentes morais consagrem-se à promoção desse fim. Por conseguinte, a conveniência deve ser um de seus atributos. Aquilo que ocupa, no geral, o mais alto grau de utilidade para o universo deve ser exigido pela lei moral. A lei moral deve, pela própria natureza dela, requerer só aquele curso de vontade e ação que ocupa no todo o mais alto grau de utilidade e, por conseguinte, de conveniência.  Assim sendo, deve o leitor considerar que por conveniência, não está dito a conveniência particular baseada no ângulo ou na visão parcial e imperfeita de alguém, está conveniência é aquilo que é absolutamente conveniente e só a palavra de Deus e o espírito da lei moral(que está revelado na palavra de Deus), é que nos indica o que pode ser conveniente no seu todo.E estranho e absurdo que se tenha defendido que o direito seria obrigatório se necessariamente tendesse para desgraça universal e perfeita ou nela resultasse. Jamais se fez afirmação mais disparatada. A afirmação pressupõe que a lei de direito e a boa vontade não só são distintas, como podem ser antagônicas. Também pressupõe que pode haver leis não adequadas à natureza e relações de agentes morais. Com certeza não se pretende que o curso de ação e de vontade que necessariamente tenda para a desgraça universal e nela resulte possa ser coerente com a natureza e relações de agentes morais. Nada que não promova no todo o máximo bem-estar deles é ou pode ser adequado à sua natureza e relações. A conveniência e o direito estão sempre e necessariamente juntos. Jamais podem ser discrepantes( opostos e contraditórios). Aquilo que é no todo mais conveniente é direito; e o que é direito é conveniente no todo.
12. Exclusividade. A lei moral é a única regra possível de obrigação moral. Faz-se em geral distinção entre leis morais, cerimoniais, civis e impostas. Essa distinção é conveniente em alguns aspectos, mas pode confundir, criando a impressão de que algo pode ser obrigatório, em outras palavras, pode ser lei, sem possuir os atributos da lei moral. Nada pode ser lei, no devido sentido do termo, se não for universalmente obrigatório a todos os agentes morais sob as mesmas circunstâncias(segundo Finney a lei moral é a única que tem as qualidades adequadas para ser lei para os agentes morais, devido o seu caráter, e que qualquer coisa que se chame lei, que não seja moralmente aplicável a todos os seres pensantes indistintamente, não pode ou não tem a dignidade de se chamar lei). E lei porque, e só porque, sob todas as circunstâncias do caso, o curso prescrito é adequado, apropriado, conveniente à sua natureza, relações e circunstâncias. Não pode haver outra regra de ação para agentes morais, a não ser a lei moral ou a lei da benevolência. Todas as outras regras são absolutamente excluídas pela própria natureza da lei moral. Com certeza não pode haver lei que seja ou possa ser obrigatória aos agentes morais, a menos que seja adequada à sua natureza, relações e circunstâncias e fundamentadas nelas. (Olhando por essa ótica, muitas leis são mais exercício de autoritarismo, egoísmo e não possui nenhum fundamento moral, da mesma forma leis como aquelas que permitem o aborto em todas as circunstancia e a eutanásia são leis imorais e não morais) Essa é e deve ser a lei do amor ou da benevolência. Essa é a lei de direito, e nada mais é ou pode ser. Tudo o mais que alegue ser lei e se imponha como obrigação sobre agentes morais deve ser uma imposição e "reduzido a nada" (aqui uma posição até política do autor que vai além de uma conduta religiosa, do que a Bíblia diz, e se introduz nas legislações pessoais das nações que muita das vezes se opõem a própria lei moral).


Os atributos essenciais da lei moral. Por Charles G.Finney (Explicada por Felipe F. Lopes) Parte 2

6. Imparcialidade. A lei moral não distingue pessoas — não privilegia classes.Ela exige o mesmo de todos, sem nenhuma ressalva, exceto o fato de serem agentes morais. Com isso não se quer dizer que o mesmo curso de ação externo seja exigido de todos( como já falei que as nossas circunstancias e condições é que estabelece as nossas limitações, no tocante a forma como expressamos ou agimos, mas, não limita a nossa alma); mas o mesmo estado de alma em todos — que todos tenham uma intenção maior — que todos devotem-se a um fim — que todos conformem-se inteiramente, de coração e vida, à sua natureza e relações.Na verdade o fim é um só, mas, suas expressões ou aquilo que em cada pessoa devido o seu conhecimento (limitação de conhecimento) ou devido as suas condições físicas e ou mentais (limitações do corpo ou da mente) vareia. A intenção deve ser a mesma  que a promoção do bem universal( verdade essa expressa nos mandamentos que dizem, “amai ao seu próximo como a si mesmo”,  “o que quereis que os homens vos façam façais vós também”, amais vos uns aos outros conforme eu vos amei”)e de Deus.
7. Praticabilidade. A exigência do preceito deve ser possível para o indivíduo. Aquilo
que exige uma impossibilidade natural não é nem pode ser uma lei moral. A verdadeira
definição de lei exclui a suposição de que possa, sob alguma circunstância, exigir uma
impossibilidade absoluta. Tal exigência não estaria de acordo com a natureza e as relações dos agentes morais e, portanto, a praticabilidade deve sempre ser um atributo da lei moral. Falar da incapacidade de obedecer à lei moral é falar um absurdo.Deus não exige nada que o homem não possa fazer, o apóstolo João disse em I João capítulo 5 versículo 3; “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”. Quando os apóstolos falaram que a lei era pesada, eles não falavam da lei de Deus, mas, sim falavam da lei de Moisés bem como da tradição dos anciões e de todas as outras regrinhas que os judeus haviam incorporado a lei para seguirem(Atos 15.10), aqui não se refere a lei moral, mas, a leis baseadas na lei moral e inspirada em tradições muita das vezes até contrarias as leis morais e que eram impostas as pessoas, bem como hoje ainda se vê em muitas religiões e ou nações, sejam elas cristãs ou não.
8. Independência. É uma idéia eterna e necessária da razão divina. É a regra eterna,
autônoma da conduta divina, a lei que a inteligência de Deus prescreve para si mesmo. A lei moral, como veremos melhor daqui em diante, não se origina, e não pode originar-se, na vontade de Deus. Ela existe eternamente na razão divina. E a idéia daquele estado de vontade que permanece obrigatoriamente em Deus, sob condição de seus atributos naturais ou, em outras palavras, sob condição de sua natureza. Como lei, é inteiramente independente da vontade de Deus, exatamente como a própria existência dele. Ela é obrigatória também a todos os agentes morais, inteiramente independente da vontade de Deus. Dadas suas natureza e relações e sendo desenvolvida sua inteligência, a lei moral deve ser obrigatória a eles e não cabe a nenhum ser optar por outro caminho. Dadas suas natureza e relações, seguir um curso de conduta adequado à sua natureza e relações é necessário e manifestamente obrigatório, à parte da vontade de qualquer ser.Aqui está uma explicação muito ousada de Finney, pois sendo a lei moral uma lei percebida pela razão, como princípios que rege a vida e convivência dos seres morais, deduzimos que Deus em sua infinita sabedoria, os enchergou pela sua razão, e trilhou por eles por saber que são os melhores, Deus não os inventou ou os criou Ele apenas os revelou e os prescreveu para os seres morais.Logo mesmo se Deus não os exigisse, por sermos seres pensantes, a nossa razão e consciência a nós mesmos nos imporia esta obrigação. São verdades tão nescessárias, que se Deus não as exigisse, a sua própria bondade, amor e justiça estaria posta em cheque, ou seja em duvida.
9. Imutabilidade. A lei moral jamais pode mudar ou ser mudada. Ela sempre exige de
todo agente moral(ou ser pensante, ou falando aqui na terra se refere aos seres humanos em seu estado de saúde mental, mesmo um psicótico pode em sua pouca lucides, observar a vontade de Deus e ou a lei moral) um estado de alma e, claro, de conduta, precisamente adequado à sua natureza, e relações. Qualquer que seja sua natureza, quaisquer que sejam sua capacidade e relações, requer-se dele, a todo momento, nada mais nada menos que inteira conformidade com essa natureza, essa capacidade e relações, desde que seja capaz de compreendê-las. Ou seja não se pode exigir o que está além de suas forças. Vejo isso no mandamento “vigia e orai para que não entreis em tentação”, vigiar é fazer aquilo que está ao seu alcance para não cair em tentação, e orar é para que Deus possa nos livrar do que está além de nossa capacidades.
Aumentando-se a capacidade, o indivíduo não é com isso considerado capaz de obras de super-rogação — fazer mais do que exige a lei; pois a lei ainda requer, como sempre, a plena consagração de todo seu ser aos interesses públicos. Se por algum meio, qualquer que seja, sua capacidade é reduzida, a lei moral, sempre e necessariamente coerente consigo mesma, ainda requer o que resta — nada mais nem menos deve ser consagrado aos mesmos fins que antes. Qualquer coisa que exija conformidade mais ou menos completa, universal e constante do coração e da vida à natureza, capacidade e relações de agentes morais, seja qual for, não é e não pode ser lei moral. Se, portanto, a capacidade é diminuída de algum modo, o indivíduo não se torna com isso incapaz de prestar plena obediência; pois a lei ainda exige e insta que o coração e a vida estejam plenamente conformados com a natureza, capacidade e relações existentes e presentes. Qualquer coisa que requeira mais ou menos que isso não pode ser lei
moral. A lei moral invariavelmente fala uma língua. Ela jamais muda suas exigências.
"Amarás" (Dt 6.5) ou serás perfeitamente benevolente é sua demanda uniforme e única. Essa demanda jamais varia e jamais pode variar. Ela é tão imutável quanto Deus, e pela mesma razão. Falar de abrandamento ou alteração da lei moral é falar absurdo. Isso é naturalmente impossível. Nenhum ser possui o direito ou o poder de fazê-lo. A suposição desconsidera a própria natureza da lei moral. A lei moral não é um estatuto, um decreto, que tenha sua origem ou fundamento na vontade de algum ser. É a lei da natureza, a lei que a natureza ou constituição de todo agente moral impõe a si próprio e que Deus nos impõe porque é inteiramente adequada a nossa natureza e relações, sendo, portanto, naturalmente obrigatória para nós. É demanda inalterável da razão que todo o ser, o que quer que exista dele em qualquer tempo, deve ser inteiramente dedicado ao máximo bem do ser universal, e por esse motivo Deus exige isso de nós, com todo o peso de sua autoridade.O limite da lei moral aqui é o seu limite, ou seja, você deve amar de todas as suas forças, se sua capacidade reduziu, mas, você ainda a tem por isso é ela o seu limite, você ainda pode cumprir a lei moral na sua integra, contudo você externamente vai expressa-la dentro do seu limite isso são apenas atos exteriores, mas, não do coração, não da alma.
10. Unidade. A lei moral propõe um único fim maior a ser buscado para Deus e para
todos os agentes morais. Todas as suas exigências, em seu espírito, resumem-se e
expressam-se em uma palavra: amor(ou caridade) ou benevolência( por benevolência se entende ao amor que leva a atitudes ao amor prático, e isso de uma forma não egoísta). Anuncio aqui só isso. Aparecerá de maneira mais completa daqui em diante. A lei moral é uma idéia pura e simples da razão. É a idéia da consagração perfeita, universal e constante de todo o ser para o máximo bem do ser. Só isso é, e nada mais nem menos pode ser, lei moral; pois só isso, e nada mais nem menos, é um estado do coração e um curso de vida exatamente adequado à natureza e relações de agentes morais, a única definição verdadeira de lei moral.Aqui não estamos falando em hedonismo, mas, no real bem que preserva e estabelece a integridade, não a um bem que se estebelece na satisfação egoísta, por que este é sempre em relação ao próximo e não a si mesmo. Apenas Deus pode desejar o seu próprio bem se consagrando na promoção dele sem ser egoísta, pois o bem de Deus é por conseqüência  o bem do universo também.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Os atributos essenciais da lei moral. Por Charles G. Finney (Explicada por Felipe F. Lopes) Parte 1

1. Subjetividade. Ela é e deve ser uma ideia de razão desenvolvida na mente do indivíduo. É uma ideia ou concepção daquele estado de vontade, ou curso de ação, que está obrigatoriamente num agente moral.Ou seja, ela é inata ou pertence, a natureza da mente. É algo assim que existe desde que a pessoa tenha condições de pensar, ou seja, de um ser humano capas de tomar descisões por si mesmo. Ninguém pode ser um agente moral, ou sujeitado à lei moral(ou que seja responsabilizado perante essa lei, e ou mesmo penalizado), a menos que tenha essa ideia desenvolvida; pois essa ideia é idêntica à lei( Por idêntica, Finney quer dizer que essa ideia ou consciência racional ou da razão, ao existir na pessoa, passa instantaneamente a lhe ser obrigatório, porque pela sua excelência a mente se apropria dela identificando-a como um caminho ideal e certo a ser seguido. Lei essa que só existe para os seres pesantes ou agentes morais, que uma pessoa destituída de consciência ela fica também sem conhecer essa lei, e por conseqüência fica desobrigada). É a lei desenvolvida ou revelada dentro dele mesmo, e assim ela se torna "lei para si mesmo", sua única razão para reafirmar sua obrigação de conformar-se com essa idéia.
2. Objetividade.(É uma lei que existe mesmo que o ser pensante não exista, ela não é relativa, é a mesma para todos) A lei moral pode ser considerada uma regra de obrigação, prescrita(você só prescreve aquilo que já existe, a lei de Deus ou lei moral, não poderia ser uma lei criada por Ele uma vez que ela lhe pertence ou seja, ela está na sua natureza, assim como a pele está no corpo de uma pessoa assim como a unha esta na mão de um homem, ela não está ali porque foi colocada, mas, nasceu com ele e existeira como ele desde a sua origem até toda a sua existencia, de igual modo é a lei moral e a pessoa de Deus) pelo Legislador supremo e externa ao eu. Quando assim considerada, é objetiva(Ou seja, ao mesmo tempo que essa lei é inata a mente humana “subjuntiva”, ela também é uma lei instituída ou estabelecida por Deus, pois foi Ele que através da consciência, da razão da mente humana, inseriu essa lei em nós).
3. Liberdade em contraposição a necessidade. O preceito deve permanecer desenvolvido na mente, como uma regra de obrigação — uma lei de obrigação moral — uma regra de opção ou de intenção última, declarando aquilo que um agente moral deve escolher,desejar, pretender. Mas isso não possui, nem deve possuir, o atributo de necessidade em suas relações. Não deve, não pode, possuir qualquer elemento ou atributo de imposição, em algum sentido que traduza conformação inevitável da vontade com seu preceito. Isso confundiria coma lei física.Como já refletimos antes ainda neste texto,  a lei moral é uma lei de conhecimento universal, mas, não é como os instintos da natureza, ou as leis da física(gravidade, leis de Newton, etç...), não é algo imposto. Mas, é algo revelado, ela é apenas exposta e revelada, escrita na mente e na consciência de todos os seres pensantes, mas, não é programada no coração, é como um manual de ajuda, de instrução, para a vida. Você pode fazer as coisas e viver sem ela, mas, ela sempre estará lá em sua consciência te advertindo que embora a ignore ela é a única forma certa de se viver, da mesma forma como alguém ignora o manual e sempre quebra a cara, ou estraga alguma coisa, assim é com a vida ao ignorar a lei moral, você é livre para não se subordinar a ela, mas, se queres viver bem precisaras dela.
4. Adequação. Deve ser uma lei da natureza, ou seja, seus preceitos devem prescrever e requerer só os atos da vontade cabíveis à natureza e relações de seres morais(Aqui há duas observações:


1ª observação, “só os atos da vontade cabíveis a natureza de seres morais”. Entendo aqui que Finney queria dizer que a natureza de cada ser moral determina o que a lei moral vai legislar, ou seja, há obrigações que se aplicam a um anjo que não se aplica a um ser humano devido as suas limitações. O que se exige de um adulto está além daquilo que se exige de uma criança ainda no inicio de suas indagações morais.

2ª observação, “só os atos da vontade cabíveis as relações de seres morais”.Em outras palavras só os atos da vontade que se dão nas relações, sociais, amorosas, de trabalho, de convívio, de adoração(no tocante a Deus), de postura, em resumo tudo o que se pode entender como relação seja ela pessoal ou interpessoal, com homens, com seres pensantes no geral ou com Deus) , nada mais nem menos; ou seja, tendo por base o valor intrínseco do bem-estar de Deus e do universo(Para Finney a boa armonia e ordem o bem estar no geral é o único fim que devemos perseguir, que na lógica se entende que assegurar o bem de Deus ou agradar a Deus em outras palavras), e por condição da obrigação da natureza e as relações dos seres morais, a razão confirma necessariamente, em seguida, a correção e adequação intrínseca de escolher esse bem e de consagrar todo o ser à sua promoção(Como o bem de Deus e do universo(de todo o mundo) é a coisa mais importante e o bem supremo, todo o ser pensante(ou que está sujeito a lei moral) deve promover ou buscar este bem, com todo o seu entendimento conforme o primeiro mandamento, amar a Deus acima de todas as coisas e de todo o entendimento. Ressalto que amar a Deus acima de todas as coisas não é deixar de amar o universo, mas,sendo Deus aquele em que tudo se criou e se sustenta, até mesmo o universo se beneficiara com o seu bem.). É isso que se entende por lei da natureza. E a lei ou regra de ação imposta a nós por Deus na natureza e pela natureza que ele nos deu(essa natureza aqui é a natureza moral, ou dos seres pensantes, sejam eles homens e ou anjos).
5. Universalidade. Sendo iguais as condições e circunstâncias, ela exige, e precisa exigir, o mesmo de todos os agentes morais, não importa o mundo em que se encontrem.Sobre condições, sabemos que por exemplo eu não posso exigir de um moribundo que está em cima da cama que ele saia a pregar o evangelho, mas, posso exigir tudo aquilo que seu corpo físico e sua mente tenham condições devido os limites de seus corpo imposto a ele por sua saúde. De outro modo eu não posso exigir que um recém nascido seja justo, pois ele ainda nem sabe dizer esta palavra quanto mais, entender o que isso significa. Assim existe limitações impostas as pessoas por suas condições físicas, ou culturais, ou mentais, que limitará ou não as exigências ao mesmo da lei moral, mas, essa pessoa terá conhecimento da mesma e obrigação em qualquer lugar que estiver de observa-las. Deus entende nossas limitações, mas, naquilo que podemos fazer somos universalmente ou seja, aonde estivermos obrigados a fazê-lo( como já falei não de forma imposta, mas, como uma regra que precisa ser observada para que o bem do universo ou que haja uma boa harmonia universalmente).

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LEI MORAL.Por Charles G.Finney(Explicada por Felipe F.Lopes)

Geralmente quando falamos em lei moral de Deus, usamos nos referir aos dez mandamentos. Quando Finney fala de lei moral, ele fala daquela lei citada por Paulo (Romanos 2.14,15 e 16), a qual está revelada na mente através da consciência, lei esta que mesmo não tendo legisladores humanos, que as escreva, a própria mente( consciência pessoal) impõem a cada pessoa, a obrigação e o dever de observá-la.Mas, nesta série de postagens, estarei publicando e comentando as aulas de Finney sobre lei moral, pois muitos estudantes tem a dificuldade de intender a sua teologia, mas, segundo o próprio autor, é preciso primeiro entender a visão do mesmo sobre lei moral, e ai depois será mais fácil para conseguir entender o pensamento do mesmo nas demais aulas de sua teologia sistemática.Veja o que ele diz: O que digo em "Lei Moral" e "Fundamento da Obrigação Moral" é a chave para toda a questão. Quem dominar e compreender esses pode compreender de pronto o restante. Mas aquele que não dominar o que entendo desses assuntos não compreenderá o restante.

A lei, num sentido do termo suficientemente popular e também científico para meus
propósitos, é uma regra de ação. Em seu significado genérico(ou original e amplo), é aplicável a todo tipo de ação, seja material, seja mental — seja inteligente, seja não inteligente — seja livre, seja necessária.Em seu significado genérico, sendo ele, " regra de ação". Tendo este significado, a lei é aplicada a todo o tipo de ação; seja esta ação material(ao universo da matéria, ao mundo físico, como  por exemplo as leis de Newton). Sendo assim na definição genérica como regra de ação ela é aplicada nas leis físicas(material) também, assim como as leis da Biologia e todas as leis que regem o universo.Seja mental(aplicável a mente) num sentido inteligente, quando é algo que o homem imagina, pensa, cria; num sentido não inteligente isto seria um ato involuntário, um reflexo, um instinto, algo que não está no controle da escolha do homem da escolha da vontade humana.Seja livre, ou seja algo que está relacionado ao nosso desejo aquilo que nós queremos, aquilo que nós procuramos fazer de acordo com o nosso livre arbítrio, com o nosso livre e lúcido julgamento. Seja necessária, ou seja algo que precisa ser feito, que é indispenssavel, que se não for feito poderá incorrer em algum problema,é uma lei de necessidade, uma lei que precisa ser observada. Lei física é um termo que representa a ordem de seqüência em todas as mudanças que ocorrem sob a lei da necessidade, quer na matéria, quer na mente. Ou seja, todas as mudanças de estado ou de ação que não consistem nos estados ou ações de livre-arbítrio. A lei física é a lei do universo material. É também a lei da mente, desde que os estados e as mudanças sejam involuntários. Todos os estados ou atos mentais que não sejam atos livres e soberanos da vontade devem ocorrer sob a lei física e ser sujeitos a ela. Não se pode ser responsável por eles, a menos que sejam atribuídos à lei da necessidade ou imposição.Como já explicamos as leis físicas são as leis que regem o universo, assim como as leis da física e da biologia e todas as leis que regem o mundo material o mundo da matéria(seja ela bruta ou orgânica). Essas leis também se aplicam a mente quando se refere a instintos e atos involuntários, a coisas sob as quais a vontade humana não tem governo, sob as quais a inteligência humana não tem governo, sobre as mesmas imperia a lei física. Essa lei esta sobre a reação natural, os reflexos naturais do corpo humano sobre tudo aquilo que se intendo como instintivo. A lei moral é uma regra de ação moral com sanções (resultados e recompensas devidas ao cumprimento ou descumprimento da lei). E aquela regra a que os agentes morais precisam conformar todos os atos voluntários, sendo reforçada por sanções(Tendo como incentivo, premiações que equivalem ao valor do preceito, ou seja são fortificadas, ganham peso,como premiações que correspondem a você cumprir a você respeitar aquela regra que foi ensinada) equivalentes( correspondente) ao valor do preceito. É a regra que governa a ação livre e inteligente, em contraposição à lei da necessidade(É a regra que governa a ação livre e inteligente...livre porque?Porque você não faz isso por causa do seu instinto, por causa de uma lei física algo que é ti imposto, pois a lei física é uma lei de imposição; é algo que você não faz por uma lei de imposição é algo que você faz por que você escolheu fazer. Livre e inteligente, você escolheu fazer por uma decisão inteligente, é algo que você pensou, você calculou imaginou viu que haveria sanções, gratificações, que haveria boas recompensas, bons resultados, que por necessidade por uma lei de necessidade aquilo te conduziria por um bom caminho.) Em contraposição à lei de necessidade — de motivações e livre escolha em oposição a uma ação necessária e não inteligente. É a lei da liberdade, em contraste com a lei da necessidade — de motivação e livre escolha, em oposição à imposição de todo tipo. A lei moral é primeiramente uma norma para regular todas aqueles atos e estados da mente e do corpo que se seguem aos atos livres da lei por uma lei da necessidade. Assim, a lei moral controla estados mentais involuntários e atos exteriores só pelo ato de assegurar a conformidade das ações do livre arbítrio com seu preceito.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Quem é você?

Quem é você?Quem pode dizer que se conhece, a ponto de se definir pela sua essência, pois dizer quem é você não é dizer o que você pensa que é, mas, sim o que você é realmente algo que jamais poderá ser mudado e que não precisa. Muitas pessoas falam de estados e fazes de sua vida como se fosse a real essência de sua vida, e se definem pelo momento em que estão vivendo. Será que Deus alguma vez disse; “Meu servo o Impaciente”, ou “Tu és Chato Cara, pois é assim que tens sido e é assim que tu és!” Não, ele já começa te chamando pelo nome, pois nem sempre o estado em que estamos vivendo agrada a Ele, mas, Ele nos conhece pelo que realmente somos. É como se pegássemos um abridor de lata novinho em uma loja, o qual nunca foi usado e o usássemos como colher, e ai Deus fosse o nosso vizinho, e Ele chegasse e falasse:
 “Me empresta o seu abridor de lata”.
E ai respondêssemos:
“Não temos um abridor de lata, temos uma colher!” E Ele então declararia: “Deixa-me ver esta colher”!
E pegaríamos o abridor que usamos como colher e o mostraríamos, Ele olhasse e dissesse: “Mas, isto não é uma colher isto é um abridor de lata”!
Ai você me pergunta:
 “Pode uma coisa dessa acontecer de verdade?”
 Na verdade há muitas pessoas ignorantes até mesmo aponto de confundir um abridor de lata com uma colher, é raro, mas, existe. Mas, voltando ao assunto, é assim que muitos tem feito consigo mesmo, pois o malignos os tem usado como colher, e eles são abridores de lata, e eles dizem eu sou uma colher. Fazes passam, estados podem durar uma vida isso depende da disposição sincera do coração de cada um em querer mudar. Não podemos nos definir pelos momentos, estados, fazes ou circunstancias. Vivemos num mundo que tende cada vez mais a definir os estados e circunstancias como identidades a ser defendidos pelos direitos humanos, distúrbios de comportamentos, condutas aprendidas e desenvolvidas, sexualidades distorcidas, etc se tornam identidades e auto-definições protegidas pelo próprio estado. Eu poderia ironizar e dizer:
“Você é um bêbado? Entre então na justiça contra os que te querem tornar lúcido, pois os mesmos estão infringido os seus direitos”!
Olha o fato, é que só Deus, tem o poder de reorientar o homem a sua essência real. Quem é você? Você pode dizer como ele:
"Eu sou o que sou?"
 Ou dirás como o mundo:
"Eu sou como estou?"

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Série Pecados 4: Cobiça


“não cobiçaras...” Êxodo 20.17

Cobiça é um desejar com ânsia, e com determinação o objeto de seu desejo e que é de outro.É uma palavra que dependendo do contexto se sinonímia a concupiscência, todavia o conceito de concupiscência é mais amplo e pode se aplicar a todos os pecados.Cobiça é mais específico, a cobiça e a ambição andam juntas, mas, a diferença é que a cobiça não deseja um objeto ou algo  independente e sim o que já pertence a alguém. Inveja também anda junto com a cobiça, ou mesmo pode se originar da mesma, pois o invejoso cobiça aquilo de quem ele tem inveja, a inveja é um mal estar de angústia e melancolia, amargura pelo bem do próximo, enquanto a inveja fica de longe olhando e falando mal, a cúbica vai e toma o que é do próximo, o invejoso quer ser o próximo, mas, o cobiçoso conquista o que é do próximo, mesmo que tenha que passar por cima dele.
A cobiça pode ser a um objeto concreto como casa comida, roupa, bens em geral, mulheres ou vise-versa. Olhando pelo ângulo de que a cobiça sempre é desejar o que é do outro para si(e não é um desejo passivo pois o indivíduo busca tomar o objeto desejado), então ela não pode ser abstrata no sentido de querer a alegria que é do outro, ou o amor que é do outro, ou a paz que é do outro. Talvez o indivíduo cobiçoso concretize este sentimento associando-os com algo que pertença ao outro, como associar a alegria que ele cobiça do próximo a uma camisa que tem o próximo, porém a alegria real não pode ser tomada, e o mesmo se frustra, isso (penso eu) se da na cobiça oriunda da inveja.
Mas, a cobiça pode ser abstrata quando o seu fim não se concretiza. Isso foi dito por Jesus, referente ao adultério, ele falou que o homem que cobiça a mulher, mesmo que ele não a tome, precisa pedir o perdão, pois se ele não a tomou é porque foi impedido, seja por circunstancias qualquer (Mateus 5.28 ).Isso não necessariamente se aplicará só a cobiça da mulher alheia, mas, também a toda a cobiça. 
Cobiça como iniquidade, é o pecado que se pratica contra o próximo, objetivando naquilo que o próximo tem, seja por inveja ou por admiração, seja por necessidade ou por capricho.
*Num contexto geral cobiça não é uma qualidade do pecado, mas, ela é uma forma ou manifestação do egoísmo, e como tal está presente na vida de todo pecador. Pois todo o pecador já cobiçou algo
alguma vez na vida e ainda cobiça.
Mesmo que não fosse do próximo,
mesmo que a manifestação do egoismo
em seu coração não fosse a da cobiça.
Porque não há pecado que seja verdadeiro
em oposição a cobiça. Porque de todas as
outras manifestações do egoismo,
não há aquela, que não ande de mãos dadas
com a cobiça.
*Entre a admiração e a cobiça, existe apenas um passo. A admiração é a apreciação, ou a avaliação que fazemos de algo ou alguém contendo nesta apreciação uma inclinação nossa devido à identificação de valores e ou princípios, de algo no objeto da admiração que nos promova bem. Não falo de admiração como sinônimo de espanto ou surpresa.  A admiração que falo pode se definir como sentimento de deleite, prazer, alegria e ou gozo, diante daquilo que você julga, acha e ou entende por belo, nobre ou digno de amor, de consideração. Na admiração existe uma atração que geralmente o objeto de sua admiração exerce sobre você, ou seja, para que ele seja admirado você precisa primeiro ser atraído por ele, logo não existe admiração sem atração. Você não admira uma pessoa com palavras, você elogia, e o elogio pode se originar de uma admiração ou não, só é admiração se existe atração.  
*Cobiçar é desejar com ânsia, desejar desmedidamente por algo e ou alguém. A ambição sim é sinônima, por que o que é ambição a não ser o querer, buscar e perseguir algo que se não tem com ânsias, de forma desmedida. A cobiça é a obstinação intensa para conseguir algo. Não é nem pode ser entendido como prazer em alguém ou algo como no caso da admiração, pois a cobiça, não é um sentimento de deleite, mas, é um querer ou busca pela satisfação de possuir algo que não é seu. E este querer, este desejo com ânsia, muitas das vezes pode até mesmo vir acompanhado de dor, por não ter ainda o objeto de sua cobiça, nisto a cobiça pode gerar e ou mesmo vir acompanhado de inveja. Na cobiça as pessoas buscam ou procuram adquirir o que se deseja, não existe cobiça passiva, só existe o fato de não se ter alcançado o objetivo na cobiça, porém toda a cobiça, necessariamente vem acompanhada de um ato de uma ação, em favor do desejo para a sua satisfação. Logo concluo que se não existe empenho não é cobiça, pode até ser inveja, mas, não cobiça.
 A frase que disse aí acima no texto, é um fato, que pode ser verdade, em todo o tipo de cobiça, principalmente se a pessoa contaminar a sua admiração com o sentimento de inveja, pois se isso acontecer inevitavelmente sua admiração dará origem à cobiça. Mas, da admiração à pessoa passa cobiça também por outros motivos, não necessariamente movido de inveja, mas, sempre que a admiração for contaminada por algum sentimento que leve o objeto da admiração os olhos do admirador a se transformar num alvo a ser alcançado, ou que para esta pessoa deve e precisa ser alcançado.  
Vou listar nesta reflexão outros pontos que podem contaminar a admiração transformando-a levando-a cobiça:
*Afeição natural, ou o apego e amor por alguém ou algo isso pode levar você a cobiçar este alguém. Geralmente pessoas que admiram algo ou alguém, podem se apegar e se apegando ou se afeiçoando a mesma, passam a desejá-las, e isso resultará em cobiça, principalmente se o objeto de sua admiração for de outro.
 *Avareza, ou amor ao dinheiro, pode e concerteza transforma ou contamina uma admiração. A pessoa passa a cobiçar o que admira principalmente se ela sendo avarenta perceber que o objeto de sua admiração é lucrativo financeiramente falando.   
*Desejo sexual, esse acontece muito freqüentemente entre homens, que começam achando uma mulher bonita (admirando a beleza física), ou mesmo se identificando com as suas idéias, começa a admirar seus ideais, e quando vê aquela admiração está sendo afetada pelo desejo sexual, e admiração ao sexo oposto aliada a desejo sexual sempre resulta em cobiça.    
Afinal qualquer relação de sentimento vindo de você com o objeto da admiração tem a tendência(mas, não quer dizer necessariamente que vá) de torná-la em cobiça.

Que Deus nos livre de toda a sorte de cobiça. Paro aqui nesta vasta reflexão que o amado leitor(a) possa e tenha a liberdade de continuar, ai e possa ser edificado por Deus.

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