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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Os atributos essenciais da lei moral. Por Charles G. Finney (Explicada por Felipe F. Lopes) Parte 1

1. Subjetividade. Ela é e deve ser uma ideia de razão desenvolvida na mente do indivíduo. É uma ideia ou concepção daquele estado de vontade, ou curso de ação, que está obrigatoriamente num agente moral.Ou seja, ela é inata ou pertence, a natureza da mente. É algo assim que existe desde que a pessoa tenha condições de pensar, ou seja, de um ser humano capas de tomar descisões por si mesmo. Ninguém pode ser um agente moral, ou sujeitado à lei moral(ou que seja responsabilizado perante essa lei, e ou mesmo penalizado), a menos que tenha essa ideia desenvolvida; pois essa ideia é idêntica à lei( Por idêntica, Finney quer dizer que essa ideia ou consciência racional ou da razão, ao existir na pessoa, passa instantaneamente a lhe ser obrigatório, porque pela sua excelência a mente se apropria dela identificando-a como um caminho ideal e certo a ser seguido. Lei essa que só existe para os seres pesantes ou agentes morais, por que uma pessoa destituída de consciência ela fica também sem conhecer essa lei, e por conseqüência fica desobrigada). É a lei desenvolvida ou revelada dentro dele mesmo, e assim ela se torna "lei para si mesmo", sua única razão para reafirmar sua obrigação de conformar-se com essa idéia.
2. Objetividade.(É uma lei que existe mesmo que o ser pensante não exista, ela não é relativa a alguém, ela é a mesma para todos) A lei moral pode ser considerada uma regra de obrigação, prescrita(você só prescreve aquilo que já existe, a lei de Deus ou lei moral, não poderia ser uma lei criada por Ele uma vez que ela lhe pertence ou seja, ela está na sua natureza, assim como a pele está no corpo de uma pessoa assim como a unha esta na mão de um homem, ela não está ali porque foi colocada, mas, nasceu com ele e existirá com ele desde a sua origem até toda a sua existência física, de igual modo é a lei moral e a pessoa de Deus) pelo Legislador supremo e externa ao eu. Quando assim considerada, é objetiva(Ou seja, ao mesmo tempo que essa lei é inata a mente humana “subjuntiva”, ela também é uma lei instituída ou estabelecida por Deus, pois foi Ele que através da consciência, da razão da mente humana, inseriu essa lei em nós).
3. Liberdade em contraposição a necessidade. O preceito deve permanecer desenvolvido na mente, como uma regra de obrigação — uma lei de obrigação moral — uma regra de opção ou de intenção última, declarando aquilo que um agente moral deve escolher,desejar, pretender. Mas isso não possui, nem deve possuir, o atributo de necessidade em suas relações. Não deve, não pode, possuir qualquer elemento ou atributo de imposição, em algum sentido que traduza conformação inevitável da vontade com seu preceito. Isso confundiria com a lei física.Como já refletimos antes ainda neste texto,  a lei moral é uma lei de conhecimento universal, mas, não é como os instintos da natureza, ou as leis da física(gravidade, leis de Newton, etç...), não é algo imposto. Mas, é algo revelado, ela é apenas exposta e revelada, escrita na mente e na consciência de todos os seres pensantes, mas, não é programada no coração, é como um manual de ajuda, de instrução, para a vida. Você pode fazer as coisas e viver sem ela, mas, ela sempre estará lá em sua consciência te advertindo que embora a ignore ela é a única forma certa de se viver, da mesma forma como alguém ignora o manual e sempre quebra a cara, ou estraga alguma coisa, assim é com a vida ao ignorar a lei moral, você é livre para não se subordinar a ela, mas, se queres viver bem precisaras dela.
4. Adequação. Deve ser uma lei da natureza, ou seja, seus preceitos devem prescrever e requerer só os atos da vontade cabíveis à natureza e relações de seres morais(Aqui há duas observações:


1ª observação, “só os atos da vontade cabíveis a natureza de seres morais”. Entendo aqui que Finney queria dizer que a natureza de cada ser moral determina o que a lei moral vai legislar, ou seja, há obrigações que se aplicam a um anjo que não se aplica a um ser humano devido as suas limitações. O que se exige de um adulto está além daquilo que se exige de uma criança ainda no inicio de suas indagações morais.

2ª observação, “só os atos da vontade cabíveis as relações de seres morais”.Em outras palavras só os atos da vontade que se dão nas relações, sociais, amorosas, de trabalho, de convívio, de adoração(no tocante a Deus), de postura, em resumo tudo o que se pode entender como relação seja ela pessoal ou interpessoal, com homens, com seres pensantes no geral ou com Deus) , nada mais nem menos; ou seja, tendo por base o valor intrínseco do bem-estar de Deus e do universo(Para Finney a boa armonia e ordem o bem estar no geral é o único fim que devemos perseguir, que na lógica se entende que assegurar o bem de Deus ou agradar a Deus em outras palavras), e por condição da obrigação da natureza e as relações dos seres morais, a razão confirma necessariamente, em seguida, a correção e adequação intrínseca de escolher esse bem e de consagrar todo o ser à sua promoção(Como o bem de Deus e do universo(de todo o mundo) é a coisa mais importante e o bem supremo, todo o ser pensante(ou que está sujeito a lei moral) deve promover ou buscar este bem, com todo o seu entendimento conforme o primeiro mandamento, amar a Deus acima de todas as coisas e de todo o entendimento. Ressalto que amar a Deus acima de todas as coisas não é deixar de amar o universo, mas,sendo Deus aquele em que tudo se criou e se sustenta, até mesmo o universo se beneficiara com o seu bem.). É isso que se entende por lei da natureza. E a lei ou regra de ação imposta a nós por Deus na natureza e pela natureza que ele nos deu(essa natureza aqui é a natureza moral, ou dos seres pensantes, sejam eles homens e ou anjos).
5. Universalidade. Sendo iguais as condições e circunstâncias, ela exige, e precisa exigir, o mesmo de todos os agentes morais, não importa o mundo em que se encontrem.Sobre condições, sabemos que por exemplo eu não posso exigir de um moribundo que está em cima da cama que ele saia a pregar o evangelho, mas, posso exigir tudo aquilo que seu corpo físico e sua mente tenham condições devido os limites de seus corpo imposto a ele por sua saúde. De outro modo eu não posso exigir que um recém nascido seja justo, pois ele ainda nem sabe dizer esta palavra quanto mais, entender o que isso significa. Assim existe limitações impostas as pessoas por suas condições físicas, ou culturais, ou mentais, que limitará ou não as exigências ao mesmo da lei moral, mas, essa pessoa terá conhecimento da mesma e obrigação em qualquer lugar que estiver de observa-las. Deus entende nossas limitações, mas, naquilo que podemos fazer somos universalmente ou seja, aonde estivermos obrigados a fazê-lo( como já falei não de forma imposta, mas, como uma regra que precisa ser observada para que o bem do universo ou que haja uma boa harmonia universalmente).

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