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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Graça de ser humano

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A gente faz muitas perguntas sobre a conduta de Deus, em relação ao mal ou mesmo em relação a nós. Porque Deus permite o mal? Ou porque fez o homem, mesmo sabendo de sua queda?Digo, que se nós que questionamos fossemos Deus, faríamos a mesma coisa. Sabe se você cria um ser cibernético, e programa ele para fazer várias coisas, na nossa limitação ainda não chegamos a poder fazer máquinas, que como nós sejam 100% conscientes; apenas criamos papagaios, programas simples. Com o tempo estes programas ficam sem graça, aquele efeito que os fazia parecerem tão inteligentes, já perdeu a sua fascinação sobre nós, procuramos então implementar atualizações. Quando Deus fez o homem Ele tinha a opção de fazer um ser programado, para depois ir atualizando, homem 1.0, homem 1.5, homem versão XP e por ai. Ele te deu o presente de ser um ser auto-programável, autoconsciente, toda vez que questionamos a Deus, olhamos só pelo nosso ponto de vista.
 Ele pôde escolher, entre um ser programável e um ser auto-programável. Mas, qual seria o impacto desta escolha, e que glória teria ele ou que gozo ou alegria poderia vir de uma obra que não respondesse a sua altura? Ele também pôde escolher não fazer o homem, mas, se Ele escolhesse não fazer o homem, tendo em vista os milhões de homens rebeldes que teria que condenar ao fazê-lo, seria por acaso esta escolha menos danosa, do que a de fazê-lo?Deus sabendo que o mal, isto é o pecado, já estava no universo por causa de Satanás, deveria então parar a sua obra criadora por causa do risco que ela tinha da contaminação com o pecado? 
Deus sabia tanto da queda dos anjos quanto da queda do homem, por acaso deveria Ele parar a sua obrar criadora, ou criar seres robóticos, que diriam glória sem saber ou refletir sobre o que significa isso?Deus não tem complexo de ego, pois se tivesse simples seres robóticos, papagaios dizendo glória, seria suficiente para acalentar o seu ego. 
O significado e o valor de algo ou de alguém, vem a nós, devido a consciência que temos, de sua importância e de sua necessidade, e da representação disto para nós e para o universo. Se não soubéssemos reconhecer o valor e descobrir o significado, se não tivéssemos autoconsciência disto, que sentido teria para Deus ou que valor teria para Deus o nosso glória a nossa adoração?Deus sabendo o valor e o significado das coisas, quis dar as sua criaturas mais excelentes o presente de saber isso também, pois quando ele ouvisse a gratidão de um homem com lágrimas em seus olhos, saberia que não são palavras e nem gestos vazios, mas, que em tudo aquilo haveria valor.
Não seria, pois o nosso livre arbítrio um fruto pré-concebido da graça de Deus para conosco? Se a graça é um favor imerecido, e Deus em sua pré-ciência já sabia que haveríamos de pecar, e mesmo assim concedeu-nos o livre-arbítrio, não seria este feito para conosco uma revelação maravilhosa de sua graça? Vejo que mesmo antes da era da graça, e mesmo da era da lei, Deus já usava da graça. Deveríamos ser gratos pelo dom da vida, e por chegarmos a existir, e ainda mais por termos consciência disto, mesmo sem ter pecado, o homem já não era digno de toda a glória e honra, que Deus o confiou ao lhe fazer ser a sua imagem e semelhança. A palavra de Deus diz a respeito de Jesus(Hebreus 2.5 a 11), mas, fazendo referencia também ao homem, quando o diz, que “pouco menor do que os anjos o fizeste e de glória e de honra o coroaste”(Salmo 8.3 a 5). Deixo estes questionamentos e esta citação para a vossa medição.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O parecer de Deus


"Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". Mateus 6:10
" Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. " Jeremias 29:11 a 13

Gostaria de fazer três perguntas e refletir sobre elas. Como? Quando? Onde devo a buscar a vontade de Deus? Aqui falo da vontade de Deus, como o seu parecer, a sua opinião, o que ele acha, ou qual é a direção de Deus, para as nossas vidas, para os nossos caminhos.

I . Como devo buscar a vontade (opinião) de Deus? Em que condição deve estar o meu coração? Devo estar?
1° Disposto. Você realmente deve querer saber a vontade de Deus para a sua vida, o que Deus pensa a respeito de seus projetos, e qual a sua opinião, o que Ele quer ou diz que vai ser o melhor? Se aquilo vai dar certo ou não, se deve investir ou não, prosseguir ou desistir? Como fazer para ser bem sucedido, para não incorrer em erros?
" Como purificará o mancebo o seu caminho ( os propósitos, planos, projetos, desejos...)? Observando-o conforme a sua Palavra ( orientação). " Salmos 119.9
Devemos estar sinceramente dispostos em fim, um coração disposto não desistira, não se endurecera diante da Palavra de Deus. Porque se você busca o parecer de Deus, é porque você quer a Ele se submeter. Agora se não, para quê buscá-lo? Porque isso é a mesma coisa que Roboão fez, não quiz ouvir os bons conselhos dos sábios anciões que foram contemporâneos de seu Pai,  e sim ouviu o de tolos jovens e se prejudicou ( I Reis 12.1 a 15).
2° Humildade. Se já tenho falado que quem quer buscar a orientação de Deus deve estar disposto a se submeter a Ele, é porque tem que ter também um coração humilde. Ou seja, um coração aberto e disposto a analisar e a examinar tudo, e se preciso abrir mão de seu conhecimento por outro. Um coração que reconhece a infinita sabedoria e bondade de Deus, que está disposto a ouvi-lo e se seu querer não coincidir ao de Deus, estará disposto a abandonar seu próprio querer pelo de Deus. Um coração orgulhoso jamais estará disposto, pense bem, você dá duro em uma empresa a vida toda, e quando finalmente começa a ser bem recompensado por isso, Deus te chama para o ministério integral; como reagiria? Deixaria tudo ou resistiria mesmo que por um tempo?
3° Desarmado. Somos sempre cheios de armas de autodefesa e desculpas, para que não abramos mão daquilo que é preciso, a fim de que a vontade de Deus, se cumpra em nós, ou para sairmos crédito ao que Ele diz. É o efeito da reação que Deus diz, quando realmente não estamos realmente dispostos a lhe escutar, dizemos: "É difícil?" "Como posso fazer isso?"
4° Sinceros. "E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. " João 14.13
Você já imaginou o peso destas palavras. Há uma grande necessidade de sermos Sinceros quando buscamos a vontade de Deus, porque Ele está disposto a nos ouvir. Sinceridade, Humildade, disposição e desarmado, são quatro estados em que necessariamente devemos ter o nosso coração, não só para buscarmos o parecer de Deus, mas, se também queremos que Ele realize a vontade de Deus em nossas vidas.

II. Quando devo buscar o parecer de Deus?
 Em todo o tempo, e para todas as coisas e áreas de nossa vida espiritual, material e moral.
"A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. " Salmos 119.105

Buscar o parecer de Deus, é desejar que Deus realize a sua vontade em nós. É consultar a vontade de Deus, saber o que Ele pensa, deseja ou quer, a respeito de qualquer coisa que esteja ou seja referente a nossa vida. Normalmente usamos falar," buscar a vontade de Deus ", mas, isso não é buscar a vontade de Deus unicamente, mas, também buscar saber sobre ela.

III. Onde devo buscar o parecer de Deus? Em todo o lugar. Não existe um lugar no mundo, nem uma área da sua e da nossa vida que não precise de Deus.

 A respostas são simples a estas perguntas, por isso se chama comunhão e amizade com Deus. Porque é assim que Ele age, com aqueles que tem intimidade com Ele. " Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado o seu segredo aos seus servos os profetas " Amos 3.7
"Andarão dois juntos se não estiverem de acordo? Amos 3.3

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Um trecho do "Legado de Finney perante Deus".


Li este texto sobre a vida de Charles Finney, e não pude querer deixar de republicá-lo, uma vez que muito se fala negativamente de seu legado. Este texto mostra que o Espírito Santo cooperava com ele, no seu ministério.

Postagem original do site Gospel Truth: http://www.gospeltruth.net/Port/memorias_ch5_fin.htm
PREGANDO COMO MISSIONÁRIO
Não havendo tido qualquer tipo de treino para o ministério, propus em meu coração não desejar servir grandes congregações em grandes cidades, ou mesmo ministrar a congregações muito cultivadas e cultas. Pretendia ir para aquelas aldeias de colonos e pregar em escolas, celeiros e chácaras o melhor que sabia. Logo depois de me haver sido dada aquela licença para pregar, isto para que assegurasse a minha introdução no meio rural daquela região onde me propusera laborar, comissionado por seis meses através duma sociedade feminina localizada em Oneida County, cheguei e entrei na parte nortenha de Jefferson County e comecei o meu labor em Evans'Mills, na cidadela de Le Ray. Ali encontrei duas igrejas; uma Congregacional e pequena, mas sem Pastor; uma outra Baptista com Pastor. Apresentei as minhas credenciais aos diáconos da igreja. Ficaram muito felizes por haver chegado e desde logo pus as mãos no arado. Tinham duas salas de reuniões. Mas as duas igrejas, reuniam-se alternadamente numa escola grande feita em pedra, de tal forma que tinha a capacidade de acomodar lá, todas as crianças daquela colónia. Os Baptistas ocupariam a sala num dia do Senhor, os Congregacionalistas na semana seguinte, alternadamente. Mas, durante as noites, eu poderia usar a sala quantas vezes desejasse. Assim, reparti os dias de culto (dia do Senhor) entre Evans'Mills e Antwerp, uma vila a cerca de dezoito milhas a norte.
Antes vou relatar as ocorrências em Evans'Mills, durante essa época e depois uma curta narrativa das ocorrências em Antwerp. Como pregava alternadamente nos dois locais, todas as ocorrências que vou relatar separadamente, davam-se ao mesmo tempo. Comecei por pregar na escola de pedra em Evans'Mills. As pessoas ficaram muito interessadas e faziam fila para me ouvir pregar. Eles exaltavam a minha maneira de pregar e aquela pequena igreja Congregacional interessou-me muito mesmo, vendo ali motivos de sobra para conseguirem edificar o seu templo e que assim houvesse um avivamento. Umas ou outras convicções de pecado ocorriam durante cada um dos sermões que ali realizava. Estava, no entanto, insatisfeito com o passar das coisas e passadas duas ou três sessões de pregações aos Domingos, também várias vezes durante a semana, uma noite confrontei a congregação no fim dum sermão. Disse-lhes que havia chegado ali com o intuito de assegurar a salvação das suas almas; que sabia que a minha maneira de pregar lhes era agradável, mas que eu não havia chegado ali para agradar aos seus ouvidos mas sim para que se arrependessem todos. Também lhes disse que, caso eles acabassem por rejeitar todos o meu Mestre, não me importava se os meus sermões lhes eram agradáveis ou não. Falei-lhes que sentia que algo de errado se passava ou comigo, ou com eles; que a benevolente aceitação das coisas que lhes transmitia, de nada lhes estaria a servir; e que não iria gastar mais o meu tempo com nenhum deles caso não aceitassem a minha mensagem de coração. Fiz uso daquelas palavras do servo de Abraão, dizendo-lhes assim: "Agora, pois, se vós haveis de usar de benevolência e de verdade para com o meu Senhor, declarai-mo; e se não, também mo declarai, para que eu vá ou para a direita ou para a esquerda", Gen 24:49. Eu revirei aquela questão de cima para baixo e de baixo para cima até que me houvessem entendido muito bem, insistindo que haviam de me dar uma resposta para que eu tomasse rumo depois. Se eles não se propusessem salvar-se de uma vez por todas, alistando-se na causa do meu Senhor, eu quereria saber e ouvir deles, para que eu não trabalhasse em vão no seu meio. Disse-lhes: "Reconhecem que eu quero pregar o evangelho; vocês admitem crer nele; mas, agora, vão aceitá-lo ou rejeitá-lo? Por certo algo se passa em vossa mente acerca disto tudo. Assim, deduzo que estou no direito de aceitar de vós uma correspondência adequada, assegurando assim a vossa salvação, já que todos vós, admitiram até aqui sem excepção, que tudo aquilo que vos trouxe em mensagens, é a verdade. Acho-me no direito de pedir de vós que desde já se arranjem com Deus. Esta obrigatoriedade, não a podem contestar; irão então aceitar esta obrigação inevitável de se salvarem já, imediatamente? Irão vós rejeitá-la? É isso que eu gostaria de vir a saber de vós. Então digam-me, para que eu assim possa decidir qual o rumo que devo tomar daqui em diante, se vou para a esquerda se para a direita".
Virando e revirando aquela questão diante deles, assegurando-me que me estariam todos a entender perfeitamente, eles pasmaram-se muito pela forma e irredutibilidade com que lhes coloquei a questão da sua decisão. Assim que me estavam a entender todos, disse-lhes mais: "Eu preciso saber o que se passa em vós, querendo saber se estão dispostos a ingressar na causa de Jesus Cristo. Assim poderão comprometer-se irredutivelmente em assegurar a vossa salvação, fazendo a paz com Deus de imediato, assim que saírem daqui. Assim, todos aqueles que se vão comprometer aqui e agora em assegurar a sua paz com Deus assim que saírem do culto, devem levantar-se para que vos veja e o assinale como sinal de resposta e correspondência da vossa parte; os outros que não querem ter a sua paz com Deus resolvida, permaneçam sentados". Coloquei aquela questão de tal forma que todos haviam entendido muito bem o que pretendia desde logo. Assim terminei com as seguintes palavras: "aqueles que se querem comprometer com Cristo e desde logo irem fazer as pazes com Deus e consciência, por favor, levantem-se; os outros que me querem transmitir a mensagem que irão permanecer no vosso estado actual, não aceitando Cristo e Sua paz, todos os que assim decidirem, permaneçam sentados". Começaram a olhar uns para os outros e para mim, muito quietos e surpresos. Todos permaneceram sentados, tal qual eu esperava que viesse a ocorrer.
Depois de olhar à minha volta e para eles directamente nos olhos, eu disse: "Então aceito desde já que se comprometeram contra Deus e Sua causa. Tiveram a vossa oportunidade. Assumo que hão rejeitado Cristo e o Seu evangelho. E assumo também que todos vós fazeis bem o papel de testemunha desse facto uns pelos outros e que Deus, diante de vós posto como crucificado, também testifica contra. Todos vós se comprometeram e acometeram, contra aquela causa de Cristo e devem recordar-se enquanto forem vivos deste momento em que clamaram "não queremos este Homem Jesus Cristo a reinar em nós; fora com Ele"; esta foi a vossa atitude clara de rejeição". Foram mais menos estas as palavras que recordo haver usado, para os urgir a tomarem posição ou a favor ou contra o evangelho. Quando os comecei a pressionar por uma decisão, algumas faces começaram a irar-se, levantaram-se todos em massa e acometeram-se para a porta! E, começando a movimentar-se em direcção à rua, eu segurei o meu silêncio. Assim que eu parava de lhes dirigir aquelas palavras, eles paravam de sair para verem porque razão havia eu parado de rugir na sua consciência. Logo lhes disse: "Eu lamento por todos vós. Amanhã darei um último sermão, se Deus quiser"
Todos saíram com excepção do diácono McC--, o qual era o diácono da igreja Baptista local. Senti que todos os Congregacionalistas estavam aturdidos e confundidos. Estes eram poucos em numero e extremamente debilitados e fracos em fé real. Presumo mesmo, que todos aqueles membros de ambas as igrejas que ali estavam presentes, com a excepção do diácono McC--, foram lançados numa insegurança absoluta de que tudo estaria terminado para eles e que eu lhes havia anulado por inteiro toda e qualquer réstia de esperança em todos sem excepção e a seu ver, pela imprudência. Diácono McC--, o qual tinha uma opinião contrária, levantou-se com um sorriso largo e comunicativo, segurou na minha mão e dirigiu-me as seguintes palavras: "Irmão Finney, apanhou-os mesmo desprevenidos; eles não mais alcançarão descanso até que hajam obtido paz com Deus; não terão como descansar mais. Todos os irmãos se sentem desmotivados e abatidos de espírito. Mas eu não, pois creio de todo o coração que o senhor acabou fazendo a coisa mais certa, somente tudo aquilo que deveria ser feito e creio que em breve obteremos resultados muito concretos por causa disto que você fez". Também era esse o meu pensamento, pois concordava com aquela asserção. Eu apenas os coloquei numa posição ingrata de terem que se decidir, depois de reflectirem bem mediante aquilo que haviam decidido perante homens e Deus. Mas durante aquela noite e no dia seguinte, estariam muito irados. Eu e o diácono McC-- concordamos ali mesmo passar todo o dia seguinte em oração e jejum, separadamente de manhã e juntos à tarde. Ouvi rumores durante o dia que as pessoas levantavam as vozes em ameaças contra a minha pessoa, de me irem colocar sobre os carris, de me darem um "papel de demissão", para fazer uso de palavras suas. Um deles amaldiçoou-me dizendo que eu os obrigara a ajuramentarem-se contra Deus; que eu os levara publicamente a porem-se contratualmente contra Jesus. E assim por diante, mas nada mais do que aquilo que eu já esperava que fosse acontecer. À tarde, o diácono McC-- e eu reunimo-nos num bosque e ali passamos toda aquela tarde em profunda e solene oração. Mas apenas para o fim da tarde é que Deus nos deu aquela liberdade de espírito e uma solene promessa de victória firme. Ambos estávamos plenamente convencidos através do Espírito Santo, que havíamos prevalecido com Deus, diante do Seu Trono; e que nessa noite o poder de Deus se iria manifestar de viva voz.
Havendo chegado o tempo para a reunião, deixamos a mata e entramos naquela vila. As pessoas já estavam aos empurrões para entrarem no salão de culto. E aqueles que ainda não haviam ido para o local de culto, assim que nos viram chegar do pinhal, logo trataram de encerrar os seus negócios com a finalidade de se deslocarem para lá, outros deixaram no chão os seus tacos com que jogavam à bola num relvado da vila, enchendo a sala até à sua máxima capacidade. Eu nem sequer havia pensado ainda sobre aquilo que ia pregar. Era assim que as coisas funcionavam comigo durante esse tempo. O Espírito Santo estava sobre mim e dava-me aquela confiança que a palavra não me iria faltar no momento certo e que saberia sobre o que deveria pregar. Assim que a casa estava repleta de gente, de tal modo que ninguém mais cabia ali connosco, levantei-me e acho que mesmo sem orar antes da mensagem, logo lhes falei: " Dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas obras. Ai do ímpio! Mal lhe irá; pois se lhe fará o que as suas mãos fizeram" Is. 3:10,11. O espírito de Deus desceu sobre o local e mim, com tal poder, que eu parecia mais uma bateria a descarregar sobre eles as minhas munições. Durante mais de uma hora, talvez hora e meia, a palavra de Deus passou por mim em direcção a eles de tal forma que podia observar como devastava tudo à sua frente, levando tudo o que encontrava. Era como fogo e martelo a quebrar rocha nos seus corações. A espada estava cortante e afiada, dividindo alma e espírito logo ali. Eu via uma convicção geral a alastrar-se sobre toda aquela congregação de gente. Muitos deles nem sequer conseguiam erguer as suas cabeças mais. Nessa noite não cedi perante eles, não lhes pedindo ali ainda uma reversão da decisão da noite anterior, nem sequer apontando ou fornecer pistas para um novo caminho. Eu assumi diante deles que eles estariam em desavença comprometida contra Deus, contra Ele directamente. Lidei com eles como inimigos de Deus declarados e ajuramentados. Logo, marquei outra reunião e despedi a congregação.
Conforme as pessoas se iam retirando, apercebi-me duma senhora nos braços duns amigos seus, suportando-a, num canto da sala. Dirigi-me para lá tentando saber o que se passava, pois pensava que estaria a desmaiar por doença ou algo assim. Logo descobri que ela não estava prestes a desmaiar, mas que não conseguia falar uma palavra. Tinha uma expressão de uma enorme angústia reflectida na sua face e fez-me entender gestualmente que não tinha como me falar mais. Aconselhei as senhoras a levarem-na para casa, orarem com ela a ver o que Deus faria. Logo trataram de me transmitir que ela era a Sra. G--, a irmã dum pregador muito conhecido como missionário e que ela seria um membro fiel daquela igreja, bem comportada. Naquela noite não fui para os meus aposentos, mas aceitei um convite para casa duma família com a qual nunca havia estado. Cedo, na manhã seguinte, fui informado que várias pessoas durante toda aquela noite mandaram e foram-me procurar onde morava, porque haveria muita gente muito perturbada de espírito e em busca de paz com Deus. Isto levou-me a passar tempo com pessoas por quem eu passava que estavam sob uma convicção de pecado madura, bastante alarmados com o estado pecaminoso da sua alma.
Depois de haver estado num estado completamente mudo durante dezasseis horas, a boca da Sra. G-- abrira-se e uma nova canção lhe havia sido dada. Ela havia sido resgatada daquele lago de lama movediça e sido plantada na Rocha Firme. Muitos viram aquela ocorrência e temeram. Isso proporcionou um autêntico vendaval de busca interior entre todos os membros da igreja. Ela declarou publicamente que havia estado completamente enganada até então, que há oito anos era membro da igreja e que cria piamente que era crente. Mas durante aquele sermão da noite anterior viu como afinal nunca havia conhecido o verdadeiro Deus. E quando o verdadeiro carácter de Deus emergiu diante de seus olhos da forma que lhe havia sido apresentada, usando as suas próprias palavras, as suas "esperanças desvaneceram desde logo como fumo". Ela disse que tal visão panorâmica da santidade de Deus lhe havia sido apresentada, que como uma nuvem grossa, envolveu-a ali onde se encontrava, para aniquilar tudo aquilo em que baseava as suas esperanças. Foi assim que ficou muda.
Descobri naquele local muitos homens e mulheres de boa reputação, considerados justos e em alta estima pela comunidade inteira. Um deles era um guarda num hotel da vila; outros eram homens respeitáveis, conhecidos por terem uma inteligência acima da média. Mas todos estes se juntaram em uníssono contra aquele avivamento. Assim que me certifiquei qual o terreno onde se agruparam, onde se fortaleciam suas resistências, preguei um sermão com a finalidade expressa de ir de encontro às suas necessidades. Sabia que no Domingo todos iriam assistir ao culto. Sustentei-me neste texto da Escritura: "Espera-me um pouco, e mostrar-te-ei que ainda há razões a favor de Deus. De longe trarei o meu conhecimento, e ao meu criador atribuirei a justiça" Job 36:2,3. Passei todo o seu terreno de segurança a pente fino, daquilo que entendia das suas posições estratégicas resistentes e Deus permitiu que conseguisse dar uma total limpeza nas suas muitas falsas esperanças. Assim que despedi a reunião, aquele guarda do hotel logo se aproximou de mim, sendo ele o principal líder dos opositores e de forma franca e honesta, pegou em minha mão e disse: "Sr. Finney, estou convencido. Você correspondeu a todas as minhas questões e dificuldades. Agora quero que venha comigo para minha casa, pois quero muito conversar consigo. Não mais ouvi falar da sua oposição e infidelidade e, se bem me recordo, toda aquela multidão de opositores se converteram rapidamente, ou quase todos.
Havia ali um homem velho, o qual não era um ímpio, mas sim um grande promotor da religião. Ele enfureceu-se extremamente contra o movimento de avivamento. Eu ouvia-o blasfemar e acometer-se de viva voz contra a obra de Deus, mas não tomei nota das suas crueldades. Ele recusava-se a participar numa singular reunião. Mas no meio da sua infidelidade brusca, quando aquele entusiasmo estava no auge, estando assentado na sua cadeira de manhã, ele caiu dela, entrando num estado de apoplexia. O médico foi desde logo chamado, o qual lhe deu a entender ali mesmo que pouco tempo de vida lhe restaria. Se tivesse algo a dizer, que usasse logo o tempo que lhe restava ainda. A única coisa que ele conseguiu ainda dizer foi: "Não deixem que o Finney ore sobre o meu cadáver!" Este foi o último fôlego de oposição naquele local.
Durante esse avivamento, a minha atenção havia sido atraída para uma senhora muito doente na comunidade, a qual era membro efectivo da igreja Baptista e muito conhecida por ali. Mas ninguém depositava confiança na sua aparente piedade. Ela degradava-se muito rapidamente através do consumo de álcool. Suplicaram-me que a fosse ver. Fui e tive uma longa conversa com ela. Relatou-me um sonho que havia tido em criança que a havia feito crer que os seus pecados lhe haviam sido perdoados. Foi nessa esperança que se assentara para descansar no engano do pecado e nenhum argumento meu a conseguiria demover da sua falsa esperança. Tentei demovê-la do sonho, mostrando que nada daquele sono evidenciava que se havia convertido de facto. Disse-lhe abertamente que todos aqueles que a conheciam, afirmavam que nunca a tinham visto viver como crente real e que nunca manifestara um temperamento cristão. Tentei que se afastasse da falsidade da sua esperança,  ver se havia como se entregar ao Senhor Jesus Cristo com a finalidade expressa de vir a ser salva. Lidei com ela o mais doce que podia, sem nunca deixar de lhe manifestar com poucas palavras, tudo aquilo que queria dizer mesmo. Mas ofendeu-se com as minhas palavras e depois de me haver retirado dali, dizia que eu lhe tentara roubar a sua esperança e perturbar o seu espírito; que eu era cruel ao tentar perturbar aquele espírito velho e cansado, retirando-a do seu descanso daquela maneira insípida. Ela faleceu pouco depois, Mas as circunstancias da sua morte fazem-me recordar muitas vezes o livro do Dr. Nelson, "A causa e a cura da infidelidade". Ela morrera de olhos arregalados. Mesmo antes de morrer obteve uma visão da santidade de Deus e de como seria o céu, tal como da santidade requerida para que se tivesse como viver lá. Gritou em agonia exclamando que estava a cair no inferno. Foi assim que faleceu, tal qual me relataram mais tarde.
Enquanto estava naquele lugar, uma tarde, um irmão crente veio ter comigo com o pedido que fosse visitar a sua irmã, a qual estava perdida no consumo de álcool e era Universalista. Também o seu marido era Universalista e havia sido ele quem a levara a tal fé. Pediu-me que não a fosse visitar quando o marido lá estivesse, porque temia que ele fosse agressivo comigo. Ele estava determinado a que ninguém conseguisse perturbar a mente da sua esposa Universalista a não ser com a questão da salvação universal. Fui visitá-la e descobri que não descansava em conforto na sua esperança universalista. Apegou-se ao evangelho de imediato entregando-se a Cristo. Creio mesmo que permaneceu firme até ao fim da sua vida. À noite, seu marido chegando a casa, soube através dela mesmo o que se havia passado. Ele enfureceu-se em demasia clamando que "Vou matar o Finney!". Ao que vim a saber, armou-se com uma pistola carregada e foi para o salão de culto com o intuito de me matar. Aquele salão de culto estava a abarrotar, quase que em sufoco para todos ali presentes. Eu preguei com todo o meu fulgor e poder. A meio da minha pregação notei que um homem forte, mais ou menos a meio do salão, caía da sua cadeira. Ele afundou-se de joelhos clamando e gritando que estava a cair no inferno. Repetiu tal coisa por várias vezes, sendo um estranho para mim, no entanto seria conhecido de todos por ali. Penso mesmo que nunca o havia visto antes.
Era de esperar que tudo aquilo criasse um certo grau de excitação pela sala toda. Aquela situação quebrou o meu falar e tão grande era a sua agonia visível que passamos o resto da noite orando por ele. Assim que aquela reunião foi desfeita, os seus amigos carregaram-no para casa. Na manhã seguinte perguntei sobre ele e vim a saber que passara uma noite sem dormir e sem descanso possível, que pela manhã saíra dali e ninguém sabia para onde. Só perto das dez horas da manhã é que se ouviu falar dele novamente. Eu estava passando pelo bosque e viu-o vir a uma certa distância da vila. Estava do outro lado da rua quando o vi pela primeira vez, vindo rapidamente em minha direcção. Assim que me reconheceu saiu para me cumprimentar. Quando se aproximou o suficiente para que eu o pudesse ver melhor, havia um brilho de luz na sua cara. Disse-lhe: "Bom dia Sr. C--". "Bom dia", respondeu-me. "E como está o senhor hoje?", perguntei-lhe. "Olhe, não sei bem o que se passa comigo", respondeu-me. "Tive uma noite muito perturbada e como não podia orar ali dentro de casa, pensei que para estar só onde pudesse dar largas à minha alma e voz, devia ir para o bosque orar de manhã. Mas quando lá cheguei não conseguia orar uma palavra. Pensei que podia entregar-me a Deus ali, mas era-me impossível. Tentei várias vezes e cheguei ao desespero. Finalmente vi que de nada me valia continuar a tentar e retorqui ao Senhor que achava que estaria irremediavelmente perdido; que já não tinha como orar a Ele; não tinha coração para me arrepender; que me havia endurecido de tal forma que não conseguia mais entregar meu coração a Ele; assim deveria deixar tudo em Suas mãos, para que me dissesse o que fazer. Eu estava à Sua mercê e não podia mais objectar contra a Sua coerência para comigo, que fizesse como muito bem merecia e parecesse a Seus olhos, porque eu não tinha mais nenhum argumento a meu favor. Deixei que fosse Ele a decidir sobre a minha condenação ou salvação". "Então, que aconteceu depois?" Ele prosseguiu: "Bem, eu descobri que havia perdido toda a minha convicção de pecado e tormento de consciência naquele momento. Levantei-me e vim-me embora e achei a minha mente tão serena que pensei que tivesse sido abandonado por completo pelo Espírito de Deus e que nunca mais chegaria à convicção do pecado que perdera. Mas quando vinha para cá, vi o senhor Finney e o meu coração começou a queimar como uma bola de fogo em mim e em vez de o evitar, senti-me instantaneamente compelido a vir ter consigo para lhe falar". Devo dizer que quando este senhor veio ter comigo, ergueu-me do chão, rodou sobre si de alegria uma ou duas vezes comigo no ar, e depois de me colocar no chão de novo, falou comigo naquelas palavras. Depois de mais um dedo de conversa abandonei-o por ali. Pouco tempo depois entrou num estado de espírito de esperança sem fim, creio. Nunca mais se ouviu falar da sua oposição também.
Aqui neste lugar tornei a ver o Papai Nash, o homem que orava com os seus olhos abertos, que orou assim na reunião do Presbitério no dia que fui licenciado a pregar. Depois de haver lá estado, os seus olhos inflamaram-se de doença e durante muitas semanas a fio foi mantido num quarto escuro. Não conseguia nem ler nem escrever e conforme cheguei a saber, entregou-se inteiramente à oração. Ele experimentou uma total mudança em toda a sua vida evangélica. Algum tempo depois recuperou a sua vista, mas através dum duplo véu; vagueou num mundo perdido em busca de almas perdidas desde então. Assim que apareceu em Evans'Mills ele estava cheio do poder da oração. Era outro homem por inteiro, nada tinha da sua vida pastoral anterior. Descobri que levava com ele uma lista de pedidos de oração, como ele próprio a chamava, onde estavam escritos vários nomes de pessoas por quem se punha a orar várias vezes ao dia. Estando tanto a orar com ele, ou mesmo ouvi-lo orar apenas num culto ou reunião, logo desvendávamos o grande dom que este homem possuía, o tipo de fé que exultava, sendo quase miraculosa.
Havia um homem, dono duma taberna, de nome D--, numa das esquinas daquela vila, onde muitos homens ímpios se juntavam em assembleia como opositores do avivamento. Era local de blasfémias predilecto de todos os homens ímpios dali e este dono de taberna era o homem mais profano que se podia imaginar, abusivo e inculto. Ele esforçava-se em demasia para sair à rua com o intuito de se opor à obra de Deus reavivada, praguejava quando passava por um crente. Um dos convertidos jovens vivia quase de frente. Disse-me ele que pretendia mudar dali a sua habitação, porque sempre que saía e D-- o via, ele também saía da sua taberna para praguejar contra ele, blasfemando mesmo, usando de tudo para ter como o ferir sentimentalmente. Penso que ele nunca até ali, havia estado em qualquer das nossas reuniões. Está claro que nada entendia das verdades do evangelho e desprezava por inteiro todo aquele empreendimento crente que ali se expandia fortemente. Papai Nash ouviu-nos dizer que este homem D--, era de facto osso duro de roer e incluiu-o desde logo na sua lista de oração. Permaneceu por ali mais um dia ou dois e seguiu o seu caminho tendo em vista outro campo missionário.
Não muitos dias depois, estando nós ocupados numa grande reunião de gente, sobrelotada, quem apareceria por ali senão o senhor D--? A sua entrada naquela sala provocou um movimento absurdo entre os presentes. As pessoas temiam que o homem viesse provocar e causar desacatos intermináveis. O aborrecimento da sua presença era palpável entre toda a gente que cria. Mal entrou, algumas pessoas ergueram-se e saíram. Eu conhecia-o de vista e ia mantendo um olho nele. Logo percebi que ele não viera ali para se opor, mas sim para ouvir, porque se achava em grande angústia de espírito. Sentou-se pesadamente em todo o seu assento e estava muito desconfortável diante das pessoas. Levantou-se e em tremedeira pediu-me para dar uma palavrinha a todos ali presentes. Consenti. Da sua boca saiu uma das maiores e mais quebrantadas confissões a que assisti em toda a minha vida. Toda a sua confissão abrangia o vasto terreno de todos os males que executou e perpetrou contra Deus, crentes e avivamento religioso e de tudo o que era bom, dizia. Esta cena quebrantou todos os corações ali presentes. Foi a melhor arma que Deus poderia ter usado naquele momento, para que a Sua obra se espalhasse com furor e poder. O senhor D--, logo de seguida veio professar uma esperança dentro de si, experimentando-a mesmo, destituiu toda a rebeldia e blasfémia, e o seu estabelecimento e em vez de ser taberna, transformou-se em lugar para reuniões de oração todas as noites durante todo o tempo que lá estive presente.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mentalidade de massa(a voz do povo)

No mundo se diz um provérbio, ”a voz de Deus é a voz do povo”, mas, a voz de Deus não se corrompe e não pode ser manipulada pela opinião alheia. Nunca em tempo algum a voz de Deus pôde ser comparada a voz do povo. Nem mesmo comparada a sua vontade foi à vontade dos pregadores do povo. Mas, toda a vez que alguém ouve a voz de Deus, sabe que por certo será considerado louco pelo povo. Ora a mídia manipula a voz do povo, os partidos e sentimentos cegos de idealistas de esquerda e de direita manipulam a voz do povo, mas, quando alguém anda segundo a voz de Deus, poderá ser apedrejado, tachado de preconceituoso, perseguido até em algumas nações e linchado até a morte, não recebera a chave da cidade, e se receber o povo protestara para que seja a chave entregue de volta.
A verdade é que este provérbio, não fala apenas de voz, mas, fala de vontade e de sentimentos, por que toda a vez que o povo alça a sua voz esta voz esta carregada de desejos, de pensamentos e de uma vontade. Pode até ser que em alguma vez na história da humanidade a voz do povo veio a se igualar com a voz de Deus, mas, cada um gritava no fundo com propósitos diferentes. O fato de o homem ser limitado em seu conhecimento e não oniciente faz com que o mesmo seja facilmente convencido com argumentos enganosos pelos idealistas.
O que aconteceu com Eva e Adão? Foram indagados por Satanás e os mesmos foram enganados pelas ideias de que poderiam ser deuses.
Hoje não têm sido diferente; os ativistas gays, feministas, ateus seduzem as pessoas, com seus argumentos que não são com mentiras, mas, com a manipulação das verdades e dos fatos, e é justamente ai que inflamam os pensamentos dos leigos, que são leigos porque só conhecem aquilo nos fatos que interessa aos ativistas. Jesus não disse que Satanás era mentiroso em todo o tempo, a frase de Jesus dizia, que “quando ele (Satanás) fala mentira, fala do que lhe é próprio, pois ele é mentiroso e Pai da mentira” (João 8.44). Logo, ele nem sempre precisa deste recurso, mas, só quando lhe apraz, pois também seus filhos o fazem da mesma forma, usam sim da verdade e dos fatos, e com isso conseguem o apoio de muitos, em países como os Estados Unidos, muitos destes partidários tem conseguido manipular a opinião do povo de forma gradativa contra o povo de Deus.
Os opositores de Daniel diziam; "se nós não conseguimos destruí-lo, por ser alguém integro, e que sempre cumpre a lei, então vamos fazer com que suas práticas se tornem ilegal, pois sendo assim conseguiremos incriminá-los (não falaram com estas palavras), foi com essa prática que conseguiram lançar a Daniel na cova dos leões (Daniel 6).Se não existe leis contra nós, então eles a criaram, pois não há com derrotar um Silas Malafaia se a constituição lhe protege, mas, acontece que se mudarem a constituição então poderão colocá-lo atrás das grades. Hoje eles usam as leis, que lhes cabem, e manipulam os fatos e as verdades que possuem em mãos, mas, conseguindo mudar as leis, poderão então não precisar da manipulação dos fatos, a própria prática do cristianismo bíblico (fundamentalismo), será considerada crime.
Ai eu pergunto de novo é a voz do povo a voz de Deus, ou é a voz de corações inflamados pelas chamas dos idealistas, e partidários ativistas? Não foi, pois Jesus condenado à morte, por uma multidão de judeus manipulados pelos lideres religiosos e sacerdotes judeus?(Mateus 27.11-26) E no intuito de condenarem Jesus a morte, não acabaram por saltar um homicida? Quando diziam em suas acusações que Jesus se autodenominava, rei dos Judeus, Filho de Deus, e não era isso verdade? De certo que era, mas, uma verdade fermentada pela inveja, e isenta de sua totalidade.Totalidade essa que Jesus, não apenas dizia se filho de Deus, mas, Ele o era e é; e é também Deus.
Que Deus nos livre dos sentimentos de massa, do sentimento encabeçado pela mesma serpente do jardim, ali a humanidade era só dois e ele conseguiu colocar toda a humanidade contra o Criador. Não é diferente hoje, pois ele ainda esta a enganar a sociedade, quando a coloca contra os cristãos, dizendo que somos promotores de violência, de preconceito. E faz isso usando fatos e verdades, não mentiras, pois não querem ser desacreditados, pelo contrário esta é a intenção deles para conosco. E somos preconceituosos e promotores de inveja? Digo que não, mas, existem pessoas assim em nosso meio, assim como em qualquer meio. Mas quando usam isso procuram aplicar o fermento de seus sentimentos, de suas paixões, os fatos existem as verdades também, mas, também existe a parcialidade, a descontextualização dos fatos e verdades, e a generalização que é como uma viseira na cabeça dos idealistas e do povo manipulado por eles. 

Concluo aqui minha reflexão dizendo que a voz de Deus é sua própria voz e ela não pode ser contaminada.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ponto a considerar 11:"... e o Verbo era Deus".

Uma das dificuldades nossa de entender a

  1. trindade, é ver a Deus como uma pessoa humana, e Deus não é uma pessoa humana, sua humanidade só veio a ser ou existir na pessoa física do "Filho do Homem", Jesus.  Mas, Deus não é humano, por isso não está limitado. A ideia de um Deus ilimitado não só leva nos a pensar em onisciência, onipotência e onipresença, mas, mostra-nos que Deus não está presente em todos os lugares apenas em essência, mas, também o está integralmente. Porque se ele é onipresente, ao mesmo tempo onisciente e ao mesmo tempo onipotente então é também universalmente integral. No contexto de seu ministerio terreno, Jesus havia esvaziado de sua glória e tudo o que fazia, o poder que manifestava era pela pessoa do Espírito Santo, e se em algum momento usou a sua própria onipresença o fez apenas em essência."Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens." (Filipenses 2.5 ao 7, leia também sobre a dependência de Jesus ao Espírito Santo, em Mateus 3.16/4.1/12.18/12.28/Lucas 4.14 e 18/ 10.21/Em Lucas 5.17 diz que "...E o poder do Senhor estava com Ele para curar os doentes.")

Há outra explicação que ouvi sobre a ideia de trindade, baseada em João 1.1 a qual diz assim: "No princípio era aquele que é a Palavra( era o Verbo). Ele estava com Deus, e era Deus"(NVI).
Um professor deu-nos a ilustração que lança luz sobre está passagem da seguinte maneira, ele disse a um dos estudantes:
"Pense numa palavra!" E o estudante pensou, e ele então lhe disse:
"Agora pronuncie ela para todos ouvir".
E o estudante pronunciou:
"Fé!" E o professou expôs o seu argumento:
"Quando ele pensava a palavra fé, estava só com ele, a partir da hora que ele a pronunciou, ela passou a estar na mente de todos. Mas, ele não a esqueceu, ela continuou em sua mente, porém agora ela estava em vários lugares ao mesmo tempo."
Essa explicação coloca Jesus como a Palavra, o Logos, mas, prefiro a versão Almeida, que é o Verbo. Pois verbo indica ação, é aquele que dizia em Gêneses 1, " haja", e era o mesmo que tornava tudo possível. O que João diz mais, é que Jesus estava com Deus, mas, também era Deus. Era a Palavra, mas, esta palavra tem vida e personalidade propria, ela sempre na eternidade esteve com Deus, mas, ao mesmo tempo ela(a palavra) era também Deus.
 A dificuldade de entender esta declaração, consiste na noção que temos de Deus, como um ser, mas, esta noção é pagã e humana, porque falamos com Deus como se fosse um, referimo- nos a Deus como se fosse um,  porque na verdade, não há em nossa línguagem uma palavra que possamos usar em referência a Deus, pois não podemos usar o plural, porque soaria-nos a estranha noção de politeísmo, não podemos dizer:" Os Deus" ou, " os Senhor ". Mas, sabemos que embora não seja três deuses, todavia há é três pessoas, que compõem um único Deus.Não são( como já disse) três pessoas humanas, mas, três pessoas divinas, cujos atributos individuais de cada uma, sua onipresença, sua onisciência, sua onipotência, possibilitam a perfeita unidade de um único Deus. Na onipotência Jesus tem o poder, ou a capacidade de estar literalmente no Pai, dentro do Pai, como o Logos, e em plenitude. Na sua onipresença, Ele não só está presente ao lado do Pai, mas, de estar no Pai e no Espírito Santo de forma integral, sem todavia perder a sua individualidade. Na sua onisciência, Ele conhece o coração do Pai, estando aqui na terra como homem, ele havia despojado de todo o seu poderio, e havia se confiado integralmente a direção do Espirito Santo, mas agora como tem retornado a sua Glória, Jesus sabe o momento e o dia em que ele há de retornar para buscar o seu povo, bem como outro qualquer segredo do coração do Pai, porque também mesmo, não há nada no coração do Pai que ele venha a querer esconder de Jesus.
De novo digo, não é uma pessoa com tripla personalidade, mas, é um Deus, e não é um Deus na noção pagã e humana de um super homem, e sim uma família de seres únicos e eternos, imutáveis e inalteráveis, que comungam do mesmo pensamento e sentimento através da onisciência. Que estão presentes de forma integral e ou apenas em essencia um no outro e em todos os lugares ao mesmo tempo, através da onipresença, assim como nos ilustra a passagem de João 1.1, de que o Logos( Jesus), estava em Deus, mas, nem por isso deixava de ser Deus. Que podem o impossível, porque é Deus.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Emanuel

Já faz um tempo que tinha outro blog com este mesmo nome, e o desativei, agora que reativei se Deus quizer, permanentemente meu blog, estou resgatando este texto antigo, de nome:

Emanuel
"Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho, e chama-lo-ão pelo nome de Emanuel,que traduzido é:Deus conosco."(Mateus 1.23)
Eu gostaria no entanto de destacar está única expressão no texto "Deus conosco".Este é o significado o qual todos nós conhecemos do nome Emanuel.Mas será que lhe damos o devido crédito?Damos muita das vezes mais crédito as palavras dos homens do que a de Deus.As palavras de homens talvez tem causado mais impacto na vida de algumas pessoas do que a palavra de Deus, ministrada pelos seus servos.Por que?Por que ficamos pertubados quando um louco profeta da filosofia, ou um eloquente sensual pregador da psicologia, ou um fanático crente da evolução nos expõem as suas teses logicamente absurdas e estrategicamente sedutoras. Mas não, quando um servo de Deus nos expõem pelo poder revelador as verdades mais profundas e poderosas do Cristianismo?Por que quando,eles falam de seus deuses científicos. Defendem uma mera posição e estão extremamente empenhados em fugir da verdade, pois a realidade de Deus é por demais, assustadora e incompatível com o viver desta sociedade.
Mas quando se refere a nós, ao que defendemos, não podemos assumir a Cristo simplesmente como um ponto de vista, ou defendermo as nossas verdades como uma posição ideológica como os demais o fazem.Certo doutor em teologia disse,"que quem defende a Cristo como uma mera posição ideológica, não tem disso nenhum proveito", .O certo é que devemos defender a Cristo com convicções profundas na alma a respeito do que pregamos.E o que isso tem a ver com o texto inicial?Tudo,. Hoje Jesus não é mais o Emanuel e sim o Espírito Santo; ele está conosco com cada crente.Você pode ignorar este fato? Se podes, então poderá ignorar as verdades mais profundas e poderosas do Cristianismo.Por isso é que sentes ameaçado, diante dos pregadores das ideologias deste mundo; que em nossas escolas estão.Sentis ameaçado, é por que a tua fé não possui raízes firmes de convicções nas verdades cristãs.Quem está convicto a respeito de algo não teme. Pois se Deus está conosco!Ele nos poderá orientar o caminho e nos mostrar as verdades, e não há nada que temer.
Graça e paz!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fundamentalismo e fanatismo em cristianismo são opostos extremos

Fundamentalismo e fanatismo em cristianismo são opostos extremos.Repito e grifo a frase título desta postagem.No cristianismo ortodoxo genuíno e bíblico, existe uma diferença entre fanatismo e fundamentalismo.
*O fundamentalista cristão se estabelece nos princípios bíblicos, se tornando uma pessoa pacifica, mansa, humilde e de boa influencia tal como o sal e a luz(Mateus 5.1-16) . Moderação é um princípio e qualidade do fruto do Espírito e mesmo da pessoa que o possuí o Espírito Santo( Gálatas 5.22).
*O fanático geralmente se estabelece, ou estabelece as suas crenças, na palavra de líderes manipuladores e ou na experiencia mística pessoal sem bases bíblicas( se usam é descontextualizado e destorcido o sentido real dos tais textos). Bebem da fonte de ideologias, são guiados e orientados como cavalos com viseiras, viseiras ideológicas que cegam e escravizam, viseiras também da ignorância sobre as verdades bíblicas.É estes líderes manipuladores que atraem de forma cativa a consciência dos ignorantes, simples e ingênuos, e ainda os ameaçam com palavras tais como; "não toqueis nos ungidos".E é desse mesmo meio que saem os tantos escanda-los tais como os vemos hoje. Igrejas neopentecostais, não podem serem encaixadas como fundamentalistas e sim são puramente fanáticas(Atos 20.26-37).Não estou falando de que lá não haja pessoas que se fundamentam na palavra, mas, sim que a grande maioria dos que frequentam tais movimentos e bebem fielmente de suas ideologias são assim, ou mesmo tende a isso.
Os seguintes tópicos distinguem um fundamentalista cristão de um fanático religioso na igreja.

Fundamentalistas cristão

*Bíblia é a autoridade máxima em teologia, para orientação de sua vida. Ele a tem como manual de fé, de vida e prática.
*Pacífico e manso, não grita, nem se exalta( Tiago 1.19,20), diante a afronta tem uma resposta sempre pronta e segura(2 Timóteo 2.24-26).
*Tem convicções profundas em sua alma, dizer do mesmo que ele é preconceituoso constitui-se até uma afronta.
*Não se decepciona na fé(Salmo 125.1,2), pois não espera de Deus, aquilo que Deus não lhe assegurou, e mesmo que alguém use a palavra para dizer que Deus o assegura, ele tem certeza de que o mesmo está a distorcer a verdade e que a palavra do mesmo não vem de Deus e sim da conveniência deste.O Próprio Satanás usou a Bíblia com argumentos bem convincentes e que pareciam justos, mas, não era a mesma a palavra de Deus, pois estava descontextualizada e distorcida e Jesus o rebateu( Lucas 4. 1-13).
*Não odeia ou promove a intolerância religiosa(mas, é zeloso pela ortodoxia da sua), sua postura esta escrita em 2 Timóteo 2. 1-8, grifo em evidencia o versículo 8, que diz; "quero pois que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda".

Fanático no meio cristão

*Bíblia é um amuleto que serve misticamente para afastar os maus, aberta no Salmo 91. Também é usada de forma a reviria com textos descontextualizados para justificar práticas extremas de legalismo, ou permissão de alguns pecados. Usada pelos lideres manipuladores para acovardar rebeldes e explorar fiéis incautos.
*O fanático geralmente é fruto apenas do poder persuasivo da religião, logo o mesmo não possui em si o fruto do Espírito, não é moderado, é escandaloso, sensual, iracundo. Por não conhecer a Bíblia de verdade e não ter a operação do fruto do Espírito em sua vida, por não ser convertido a Jesus e sim aos ideais da religião, pode e se torna uma arma da intolerância(pois não compreende a palavra de Deus) religiosa.
*Sofre muito e decepciona-se na fé, pois se apoia em homens e no que eles dizem. Não são como os bereianos.
*Não tem convicções, suas certezas se baseiam em experiências místicas pessoais sem amparo bíblico, aliais a experiencia pessoal esta para eles, na prática, acima da palavra.
*Fato, todo fanático não conhece realmente a palavra de Deus, e é um incauto.

Há em cristianismo muita diferença, entre fundamentalismo e fanatismo, não é muito difícil distinguir os dois. Basicamente a diferença está em que o fundamentalista está arraigado nas verdades bíblicas, e o fanático no homem e na experiencia pessoal. Diferente do que os chamados "progressistas", no meio cristão possa dizer, os fundamentalistas não possuem a mente fechada, mas, possuem mentes vacinadas contra todo o veneno. E os verdadeiros fanáticos estão ou surgem também do meio destes tais "progressistas".

Um grande abraço a todos fundamentalistas como eu!

sábado, 3 de outubro de 2015

A minha comida

Disse Jesus: "A minha comida é fazer a
vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra. João 4.34
 Em outras palavras, " a minha satisfação " ou "aquilo que me alimenta", " que alimenta a minha alma ", " a necessidade do meu ser" é fazer a vontade daquele que me enviou. Qual é a sua comida? Do que a sua alma tem estado acostumado a se alimentar?
Há muita coisa que ocupa o coração do homem nestes dias, mas, muitas coisas ocupava a cabeça e o coração dos homens também nos dias de Jesus. Essa ocupação mental, nem sempre saudável, muitas das vezes acompanhada de uma ansiedade, de uma ambição, de cobiça; visando a satisfação de deleites exacerbados, preocupações com as incertezas da vida e outras, que ocupam a mente e o coração dos homens.
Mas, Jesus possuía uma preocupação e um incômodo que o instigava, o estimulava e trazia ao mesmo tempo ansiedade e satisfação a sua alma. Não como aquilo que ocupa a mente e o coração dos homens do mundo, mas, um propósito sublime. E isso era fazer a vontade de seu Pai, de Deus. Comprir o propósito de ensinar e satisfazer a vontade de Deus, e beber por fim o cálice da crucificação fazia parte deste cardápio, ao qual Jesus se referia.
Jesus hoje te chama a participar desta refeição, a tomar prazer, se satisfazer, regozijar-se em fazer  a vontade de Deus. Você acha penoso, você acha que é um fardo agradar a Deus? Jesus não achou, Ele ansiou por isso, seu empenho e sacrifício refletiu tudo o que isso significava para Ele. É claro que chegara o momento em que suas forças terminaram, e que sua carne vai reclamar, como aconteceu com Jesus no Getsemane, mas, neste momento assim como Jesus, prossiga até o final, a vitória e a coroa da vida são daqueles que vão até o fim."...ser fiel até a morte e te darei a coroa da Vida"(Apocalipse 2.10).
Jesus tinha um objetivo como Filho de Deus a ser cumprido, você também recebeu d'Ele está incumbência de proclamar a verdade que resgata o cativo, que liberta o oprimido e etc... Jesus separou e treinou discípulos para continuarem a difundir os seus ensinamentos. E a nós hoje, é feita essa incumbência de levar o evangelho ao mundo, de resgatar as vidas das pessoas condenação para que possam receber a vida a qual só Jesus pode dar ao homem. Mas precisamos assim como Jesus, tomar essa obrigação para nós,  como a nossa suprema causa, nossa causa de vida, colocada bem fundo no coração, fazer dela a nossa comida. Que seja a nossa boa obsessão diária, fazer a vontade de Deus.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Tentação é diferente de Provação


“Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando é atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tiago 1.13,14).
Este texto de Tiago, responde a duas perguntas sobre tentação.
1ª. Quando somos tentados?”quando é atraído e engodado pela sua própria concupiscência”.
Olha primeiro vamos definir as palavras contidas neste trecho, engodado, quer dizer seduzido, como já falei em outro texto sobre tentação; “são pensamentos (idéias e lembranças, em sua maioria) e sentimentos, que ousam ou procuram nos persuadir, convencer alguém a satisfazê-lo”. Seduzir é o mesmo que convencer, a pessoa que usa da prática da sedução, procura apelar para os sentidos (olfato, tato, paladar, visão, audição), mas não somente para eles, como já afirmei a tentação não envolve apenas sentimentos, mas também pensamentos, logo as fantasias e ilusões mentais produzidas pelos sentidos, expressadas por eles, também se incluem na tentação. É claro que isto todos nós sabemos, meu objetivo aqui é discernir. Outra palavra contida neste texto é concupiscência, que é o desejo imoderado, que pode ser qualquer desejo imoderado, ou seja, sem controle, e que nós sabemos que é controlador, ele não está sobre o controle do seu possuidor (da pessoa que o sente), mas, ele controla a pessoa que o possui.
Então quando é mesmo que somos tentados? Somos tentados, quando os nossos desejos nos conseguem chamar ou prender a nossa atenção, com isso possuindo toda a atenção da nossa mente, e neste mesmo momento nos procura convencer ou obter a aceitação de nosso coração. E quando isso ocorre, ou seja, quando o desejo obtém a aceitação de nosso coração, é neste momento que como diz Tiago, a concupiscência concebe e da à luz ao pecado. Então o trajeto que a tentação percorre, ou processo da tentação, começa na atração e se conduz pela sedução e culmina ou acaba na aceitação de sua proposta pelo coração, proposta esta que é o pecado.
2ª. É Deus quem nos tenta?”Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado”; não preciso nem argumentar nada a respeito, desta resposta Tiago, foi bem preciso, embora seja claro que às vezes, a gente é tentado a pensar assim.
 Mas, existe uma diferença muito grande e isto já expos em minha série, “O provar de Deus”, entre tentação e provação. A provação ela vem de Deus, e tem por objetivo final o nosso bem, na provação Deus obtêm provas ou evidências, com o intuito de usá-las para o nosso próprio proveito( digo proveito quando em relação aos seus servos), provas essas que estão escritas nos livros das obras que estão diante de Deus, ora a um juiz não cabe, um julgamento sem evidências. Sem a provação Deus não teria como te exortar, ou ajudar, ou mesmo corrigir. A provação é a justiça de Deus, a provação é a vontade soberana de Deus. Provação existe em dois sentidos, no sentido de teste e no sentido de evidencia.
Agora a tentação não vem de Deus e Tiago diz que a sua origem é no mal e seu objetivo é o pecado e a morte. Tentação não procura provar nada, ela procura é somente a satisfação da carne, de uma concupiscência. Ao indivíduo tentado Deus, usa o fato agora no tocante aos seus fieis, no sentido de evidencia, trazendo-o a memória, para provar ao mesmo o que estava em seu coração e o exortar ao arrependimento, e confissão de seus pecados. Mas, no tocante aos infiéis que morrerem sem Jesus, será isso usado no futuro, para condenação dos mesmos a morte eterna (Apocalipse 20. 11-15).

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ponto a considerar 10: "... salvará o seu povo dos seus pecados"

Mateus 1:21 - Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.


A salvação é uma das palavras e doutrinas principais do cristianismo. A palavra salvação é sinônimo de livramento, como quando você está preste a cair num perigo iminente, e alguém te livra dele por um ato de misericórdia. A salvação é o livramento, o escape que Deus dá ao homem, que crê de forma ativa e verdadeira em Jesus Cristo como o Filho de Deus, o recebe em seu coração como Senhor, Salvador de sua alma. Este livramento constitui-se, na justificação, regeneração e perdão dos crimes cometidos contra o Reino de Deus. Significa que Deus não te impultara mais a culpa pelos pecados, mediante o seu genuíno arrependimento e fé no sacrifício expiatório de Jesus na cruz do Calcário. Compreende a sua integração a família de Deus como filho, sua cidadania ao Reino vindouro e presente de Deus, um novo homem segundo a obra de regeneração, santificação do Espírito Santo.
A salvação não é apenas da condenação certa de toda a humanidade pelo ardor justo da irá de Deus, mas, também das amarras e dominação que o pecado impõe ao homem. Logo você é salvo duas vezes a princípio salvo de seus pecados(ou de si mesmo) conforme Mateus 1. 21 e da condenação eterna.

1). Você é salvo dos seus pecados. Quais as cadeias que o pecado, assim de forma resumida e abrangente traz sobre a vida do homem?
Concupiscências e vícios, são duas poderosas cadeias da alma, vício se refere as inclinações, hábitos nocivos e prejudiciais; concupiscência se refere aos desejos exaltados e dominantes, que se valem dos vícios para estabelecer-se soberanos sobre os homens. Tenho concluído que todo o vício(até mesmo o de dependência química) se origina da concupiscência, seja por criação ou por deturpação. Por criação quando da constante ou recorrente satisfação de uma concupiscência pela vontade, a pessoa tem a sua vontade pelo exercício habituada a está prática do pecado; por deturpação quando um hábito comum e ou neutro é contaminado ao se associar a concupiscência.Outra conclusão que defino para mim é que, " vício é o hábito de pecar".
Assim como o fogo todo o vício tem três elos, ou elementos indispensáveis para a sua existência. Os elementos do fogo são, ar( oxigênio ou qualquer Gaz inflamável), calor e combustível. Da mesma forma o vício tem, pensamentos, desejo (concupiscência) e hábito.
A). É através dos pensamentos ou da mente que a verdadeira dependência se estabelece. Desta corrente este é o elo mais forte. É aqui que toda a resistência da pessoa é enfraquecida, com pensamentos de incapacidade e impossibilidade ( com geralmente um sentimento correspondente a cada uma das idéias de opressão). É aqui onde a verdadeira opressão, e dominação da concupiscência se estabelece sobre o viciado. É aqui onde toda a dependência é estabelecida, com sugestões mentais de satisfação e favorecimento a concupiscência, colocando porquês como, precisa ser feito, é bom, é relaxante ( como no caso da droga, do álcool ou qualquer vício de dependência química, embora a dependência química seja uma doença associada a um vício e não só um vício), para aliviar o extress, consolar( da mágoa, das frustrações, das decepções, etc) e outros pensamentos objetivando criar um elo de apego entre o viciado e o seu vicio. Com frases viciosas como," pra afogar as mágoas", " pra curar a ressaca", " para aguentar o trampo", " eu sou assim, eu nasci assim, e vou morrer assim ", "minha situação não tem volta", por que não?", " qual o problema? ", e outras semelhantes ou mais sugestiva e complacente com a situação e o estado do viciado.
Logo o pensamento seja ele imaginação, ou reflexão, ou memória, ou qualquer outra forma variada de pensar é o elo mais forte desta corrente da alma chamada vício. Semelhante ao gaz inflamável para o fogo, assim é o pensamento para o pecado, para o vício.
B). Concupiscência. É aparente, e ilusoriamente o elo mais forte do vício, é este que determina o vício e o tipo dele, é este que gera, ou seja da origem ao vício, sem este o mesmo não existiria. Pois é no intuito de agradar, ou satisfazer uma concupiscência, que o indivíduo se enlaça não só num, mas, em muitos vícios, a acaba por se subjugar por causa deles a muitas outras concupiscências.
Por exemplo a luxúria; através dela vem a pornografia, a masturbação, a prostituição, com a prostituição vem o alcoolismo, as drogas em geral, por causa da pornografia vem os vícios de linguagem, geralmente linguagem torpe( não necessariamente mas, vem), e assim um mal leva a outro como num efeito dominó.
Na composição de um vício sempre há a concupiscência, nunca haverá um víciado que diga, que seu vício não obedece a um desejo, ou apetite, ou sensação, ou fissura. Não há aquele que não diga, que a prática de seu vício não lhe traga uma satisfação, um relaxamento, um " bem estar, etc.
A concupiscência é todo aquele desejo que subjugá a vontade de um indivíduo, que pode até parecer nobre, mas, é tão nociva quanto qualquer outra.
Assim como é o calor para o fogo assim é a concupiscência na composição do vício.
C). Hábito. Depois que a mente é exercitada na prática de algo, ela tem a facilidade para fazer aquilo. E se ela passa a ter uma constância, nesta prática aí temos o hábito, agora se você tem um hábito (costume), e deixa ele, para você voltar a fazê-lo será mais fácil, isso se chama inclinação. Daí a facilidade de um víciado ter a sua recaída no mesmo vício.Disso também se depreende a ideia na mente da incapacidade, da impossibilidade, porque o hábito nocivo compromete o próprio raciocínio de seu praticante.
 O vício em sí é propriamente um hábito, um mal hábito. O hábito de pecar, porque ninguém pode dizer eu estou viciado em oração de forma seria, mas, os bons hábitos são bênçãos.
Logo na comparação do vício com o fogo, este é a combustão.
O pecado prejudica o homem segundo o meu ver, em três sentidos, ele escravisa e acorrenta a um julgo de servidão através dos vícios e concupiscências, como nós já falamos; ele sempre tem uma consequência natural negativa, que acontece de forma direta ou indireta  trazendo o mal sobre o homem como doenças, fracassos e decepções, e toda sorte de mal que há no mundo, bem como a morte desde que Adão cometeu o pecado "patriarcal"; e por fim pecar é um crime contra a lei de Deus e só tem uma sentessa certa que é a morte eterna ou tormento eterno.

2). Você é salvo da condenação eterna.
O pecado é crime contra o Eterno, por consequência a sentença é a morte eterna, ou condenação irrevogável e infinita do Eterno Deus, a qual consiste no tormento eterno no lago de fogo e enxofre.
Mas, Deus é justo e não condenará ninguém, sem que este seja devidamente julgado(Apocalipse 20.11ao15). E neste julgamento será apresentado ao réu toda a lista de provas incriminatórias contra ele, as quais justificam, ou seja, tornam justa a sua sentença, ao final será verificado por uma questão de justiça também o livro onde está registrado o nome de quem estará livre desta condenação certa, e não estando o nome desta pessoa o mesmo terá a sua sentença executada.
Está lista de crime cometidos pelas pessoas, são os livros das obras, e este livro de nomes de redimidos é o Livro da Vida. Todos que comparecerem saberão, pois Deus não deixa ninguém enganado, o tempo terreno da vida de um homem, é precisamente o tempo que ele tem, as oportunidades cotidianas que ele recebe também são precisamente suficiente, o esclarecimento e o investimento feito sobre a sua vida pelos agentes de Deus são tudo o que o homem precisa hoje, para evitar este fim.
E só há uma porta, e ela está tão acessível quanto o homem, seja ele quem for precisa que seja, está porta este caminho, é Jesus. Isto mesmo, o próprio Juiz e Rei, é também o único que pode e quer reverter a situação do homem. E lhe deu um tempo suficiente, para que ao crer em Jesus, você possa ser um dos redimidos.

Para concluir, deixo a palavra que diz:"Eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador "(Isaías 43.11).

Os demônios e as mentalidades destrutivas


Demônios são seres das trevas, anjos caídos seguidores de Satanás. Certo, mas, também sabemos que demônios podem significar tudo o que nos atrapalha, que se põem em nosso caminho como opositor, ou mesmo estimulador  a um caminho de miséria em seu mais amplo sentido.
Você quer saber? Você pode não estar possuído por um espírito mal, mas, pode estar possuído por uma mentalidade, por um ideal destrutivo, que tem se tornado seu opositor, que esta em você, o qual se opõem a você, te fazendo não ousar, ou ousar de uma forma má resulte num tipo em fracasso, de algum modo. Pois é, isso também é um demônio!
E muitos de nós somos possuídos por estes tipos de demônios. Você pode ser um cristão, e ser possuído por uma ideia do inferno, que vem justamente para te impedir de chegar ao centro do coração de Deus.
A Bíblia nos aconselha, a respeito disso quando fala em Romanos 12.1,2. "Não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus".
São pensamentos acompanhados de sentimentos negativos ou aparentemente positivos. Sentimentos de vingança, de raiva, inveja, ódio, rancor, magoa, tristeza, este tipo na maioria das vezes os identificamos como nossos opositores, como sendo nossos demônios. Mas, esquecemos ou deixamos passar outros como a cobiça, o desejo sexual desordenado (lascívia), vaidade, desejo de comer imoderado(glutonaria). E sendo nós possuídos por estas, mentalidades acompanhadas por estes sentimentos e outros que não listei os quais vêem a fortificar a estas mentalidades nos corações de seus possuidores, possuindo aos mesmos.Talvez até mesmo um sentimento de alegria, prazer, felicidade, amor, compaixão, ou semelhante sendo acompanhado por estas mentalidades, ou mesmo sendo produzidos na alma por eles, são opositores, e quando é assim se torna mais difícil sentirmos que estamos no caminho errado, pois estes sentimentos, "bons” se tornam em cegueira nos olhos dos seus possuidores.
Os demônios(seres espirituais), tem muito a ver com as mentalidades destrutivas ou demoníacas, pois são eles seus idealizadores, são eles que pegam ou adotam uma criança desde pequena, para lhe traumatizar a alma, e o coração ensinando lhes a desconfiança, a malícia, o engano e toda a sorte de mal, são eles que constrói estas fortalezas nos corações das pessoas e aprisionam as suas almas.
Mas, o Espírito Santo tem o título de consolador, e isto não é atôa, pois é ele quem nos exorciza de toda a mentalidade demoníaca, de todo os nossos demônios pessoais, nos enchendo de ousadia, e nos tornando guerreiros e conquistadores do Reino de Deus. Vejam a Pedro, leiam nos Evangelhos como ele era, e leiam no livro de Atos como ele se tornou.
“Mas aquele Consolador que o Pai enviara em meu nome, vos ensinara todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. João 14.26

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Como somos tentados


Antes de descrever um simples exemplo, que possa responder essa pergunta, a qual é:
Como somos tentados?
Gostaria de fazer três observações sobre a tentação:
1º Toda a pessoa que é tentada tem uma inclinação ou predisposição naquilo em que ela é tentada(Tiago 1.14).
2º Toda tentação está dentro dos limites da pessoa que é tentada(1 Coríntios 10.13).
3º Toda tentação se baseia no contexto e na situação em que a pessoa está vivendo.
Para exemplificar como somos tentados, gostaria de tomar como exemplo a bebida alcoólica.
“A pessoa quando jovem começa a beber, nenhuma barreira moral, ou ideológica se lhe oferece, bebe assim com amigos, bebe por alegria para comemorar, bebe para afogar as mágoas, bebe para celebrar uma conquista, bebe para comemorar uma data(como o natal, ou carnaval). Mas então este habito começa a causar-lhe prejuízos na sua saúde, na sua vida afetiva, e profissional, e como resultado, uma coisa muito horrível acontece em decorrencia do vício, e ele de pronto para de beber e toma nojo e repulsa ao vício. Ele leva esta atitude  por muito tempo, um mês, um ano, uma década, mas, vai que aquele nojo se abranda, e ele passa sem querer perto de um bar. E ele vê uma roda de pessoas rindo, jogando baralho, ou mesmo uma simples dama, com copos de cerveja ao redor, então vem em sua mente a memória saudosa da época de sua juventude em que bebia, com amigos, e sem perceber, sentasse a mesa, do bar, o cheiro da bebida vem-lhe ao nariz, alguém lhe oferece, mas, ele recusa...”
Bem ai está um exemplo simples como somos tentados, a tentação ocorreu, e neste exemplo o primeiro apelo foi aceito, o da memória, mas, será muito difícil para esta pessoa recusar o segundo apelo, agora que já se curvou ao primeiro. Sabe neste e em todos os casos as pessoas tentadas tem já uma disposição, ou inclinação para o mal ao qual elas é tentadas, se você nunca bebeu, e sabe o mal que isso lhe pode causar, certamente, a tentação não será assim algo, que possamos chamar de tentação, a não ser que queres agradar aos amigos, neste caso sua tentação será outra, e não a de beber, mas, a de resistir aos apelos dos desejos da mocidade(2 Timóteo 2.22), como o desejo de ser aceito e se engrupar, de não ser um excluído.
Minha recomendação para todo o tipo de tentação é a mesma que Paulo deu no caso da prostituição. Mas, no caso do desejo, sexual e outros desejos inatos, você não precisa desenvolver um habito, mas, eles já estão em você, porém quanto aos outros, que não são inatos, você só será tentado se já antes você tiver tido alguma experiência. Não é o mesmo com os desejos inatos, você não precisa ter estado com uma mulher, para que venha o desejo de manter um relacionamento sexual com ela, mas, você precisa ter fumado para desejar tragar, digo, desejar mesmo. Mas, para ambos a recomendação de Paulo que diz, “fugi da prostituição”, eu a amplifico, “fugi da tentação”, acrescento ainda a recomendação do Mestre. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação (ou ser tentado); na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26.41/1 Coríntios 6.18). Nós podemos e devemos resistir ao diabo, mas, jamais recomendaria a um ex-viciado passar diante de seu vício, e vacilar perante ele, quanto as pessoas libertas dos vícios, que pregam e vão a bocas de fumo, ou outros lugares de vício, eu digo que essa é uma graça que Deus a concede, para que como pregadora possa alcançar a outras você tem de estar bem convicto de seu chamado e de sua libertação. Saber  e estar convicto de seu chamado o ajudará, a se levantar, caso venha a ter uma recaída por causa da exposição. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Palavra importante 21: Abnegação

 "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; Mateus 10:37

Quem hoje em dia estaria disposto a morrer pela causa do evangelho? Sei que poderemos encontrar, alguém disposto a se entregar totalmente pela causa do Mestre, assim como nos dias de Elias, Deus tem reservado em meio a está geração de cristãos mundanizados, aqueles que o teme e guardam a sua palavra num coração zeloso e obediente.
Quem deixaria algo para agradar a Jesus? Ou talvez façam a pergunta diferente. Será que isto é necessário? Mas, tanto para uma pergunta quanto para a outra é necessário uma resposta com um coração sincero, e desejoso por saber a verdade.
Quando eu era adolescente, congreguei num lugar onde a Assembléia de Deus sofria com uma igreja local, cujo boa parte dos residentes daquela região pertenciam aquela denominação. E acontecia que quando a gente conseguia levar alguém a Cristo, logo eles apareciam e diziam:
"Você vai congregar nesta igreja? Eles vão te proibir de tudo". Se era mulher eles diziam. " Você vai ter que usar uma saia Maria mijão, não vai poder usar maquiagem ". E ai a gente já sabe o que acontecia. A pessoa era nova na fé e logo era pescada por eles. Eu não os julgava por não ter os mesmos costumes que nós, percebia que eles não nos via como amigos, mas, como uma seita herética a ser extirpada. Meu questionamento aqui, é: E a abnegação? Se uma pessoa não está disposta a abrir mão de coisas bobas por causa de Jesus, como seria ou será se precisar de abrir mão da própria vida? É claro que no caso que expus aqui, as pessoas não deixaram Jesus, apenas preferiram uma igreja, mais lite, mesmo assim está postura prova que não estaria disposta a ir mais fundo e mais longe na sua fé em Cristo. Também não estou dizendo, que os crentes desta determinada denominação são todos assim, não estou dizendo que não houvesse pessoas nela que não sejam abnegadas. Mas, estou dizendo que as pessoas que possui esta visão a qual, valoriza os prazeres e está vida medíocre, mais do que a Cristo, pessoas que por coisas bobas deixam uma denominação para congregar noutra, que preferem uma "igreja aonde se sinta melhor", do que uma a qual seja uma pessoa melhor e possa ser uma geradora de vidas e discípulos para Cristo. Estou apenas dizendo que," quem ama, a sua(seja lá o que for), mais do a mim, não é digno de mim." Se estas pessoas amam mais a sua própria vida do que a Jesus, não é digno de Jesus.
Você quer ser digno de Jesus, de ter a Jesus em sua vida, de ter a Jesus como o seu Salvador, Mestre, Rei, Senhor, Sumo-sacerdote? Não coloque e não deixe então, nada entre ti e Ele.
Por que abnegação é uma palavra importante para o cristianismo? Por que ela retrata a vida de quem assumiu de uma vez, a sua cidadania celestial, e para si o mundo jaz no maligno. Mostra o quanto o "Reino de Deus", é importante para o mesmo, pois é como aquela parábola que diz sobre o homem o qual mechia com pérolas. E um dia ele achou uma pérola muito preciosa, ele foi vendeu tudo quanto tinha e com o dinheiro a adquiriu ( Mateus 13. 45,46).
 A abnegação está sempre relacionada como o nome o sugere a abstenção de algo muito apreciado, amado e ou desejado em prol de uma causa. E não há causa mais nobre do que a causa do evangelho.E ai? Até aonde estas disposto a ir com Cristo Jesus? Não creio que vivamos um cristianismo abnegado, ou pelo menos a grande massa cristã, não quer saber de negar-se a si mesmo, cada dia, tomar a sua cruz e seguir após o Mestre. Não são dignos de Cristo, o qual tão encarecidamente nos amou, se entregou na cruz, e até hoje ainda nos suportar, nas nossas queixas, nos nossos pecados. Se não fosse o nosso Deus abnegado não estaria eu aqui, para teclar alguma coisa, nem mesmo o amado irmão e leitor para ler. Embora seja válido que como homens tenhamos alguma coisa nesta vida para desfrutar, mas, igualmente como celestiais ( cidadães do céu) vemos que o nosso foco deve ser a tão sonhada partida para lá. No cristianismo ortodoxo e bíblico,  nele Jesus nos chama muito mais a renúncia e abnegação do que a gozar o tempo presente.
Um grande abraço em cada amado leitor!

domingo, 2 de agosto de 2015

É Jesus o Cristo?

Será que as autoridades chegaram a conclusão de que ele é o Cristo?Mas, nós sabemos de onde é este homem; quando o Cristo vier, ninguém saberá de onde ele é. (João 7.26,27 NVI)

Se você perguntar as pessoas sobre Jesus, elas vão te dar um parecer, ou segundo a sua visão filosófica, ou segundo a sua visão religiosa, ou segundo a sua visão denominacional. Nunca te dirão algo sobre quem é realmente Jesus. Havia ali no texto escrito, uma multidão que estava a ouvir Jesus, quando ele dizia coisas que conseguiam compreender, ou que não lhes ofendessem, eles se admiravam e alguns até mesmo diziam; “ninguém fala como ele”(João 7.46), e alguns até afirmavam por saber sua origem humilde e seu antigo ofício que exercera antes de se tornar um mestre; “Não é este Jesus o filho de José e cujos irmãos e irmãs nós conhecemos”(Marcos 6.3) .Mas, quando dizia coisas que os contrariavam alguns até achavam que ele era um louco, ou que tem demônio (como li recentemente alguém dizer que Jesus era esquizofrênico). Havia ali, uma multidão que julgava conhecer o Cristo, que julgavam saber como deveria ser o Cristo, mas, que como dizia Jesus; nunca haviam ouvido a sua voz nem visto o seu parecer(João 5.37). As pessoas se apegam a uma mecha de ignorância e ousam declará-la como verdade, não procuram tirar a limpo, nem mesmo procuram elucidar ou lançar luz sobre aquilo que dizem conhecer para saber se o que conhece é ou não a verdade sobre Jesus.
É Jesus o Cristo? Esta era a dúvida que pairava sobre a cabeça daqueles judeus, sim, Jesus é o Cristo e nós cristãos pelas verdades ditas sobre ele na palavra e mostradas nos registros dos evangelhos sobre a sua vida, o cumprimento destas palavras ou profecias, sim nós cristãs cremos nele.
Agora, não é o objetivo de Jesus se impor, mas, se as pessoas não conseguem enxergar nem aceitar os fatos e verdades escritas e reveladas sobre ele, morreram em suas ignorâncias, e foi o que aconteceu com muitos daqueles judeus(João 8.23,24).  Porque Jesus não era o que eles esperavam, eles queriam um rei político, mas, Jesus queria reinar em seus corações. Porque foi sempre assim, Deus sempre quis o coração dos homens, e ser Senhor em suas almas, ser aquele no qual eles sentem prazer. Foi isso no curso da história de Israel principalmente, por isso não teve Deus dificuldade de ceder o seu lugar para os reis de Israel, porque não era sua prioridade ser um rei como os demais, mas, sim um rei em seus corações, disso ele nunca abriu mão.
Haverá  sim um dia no milênio e também na eternidade, onde Deus será tanto o rei político  como o rei dos corações. Hoje ele quer a sua vida no altar da adoração e da entrega irrestrita a ele. Que você reconheça que ele é o filho de Deus, e o aceite como o salvador de sua vida. Aquele que veio te salvar da condenação eterna e da ira justa e vindoura de Deus sobre o todos os homens ímpios da terra.
As Sagradas Escrituras são fontes, mais, do que suficientes para atestar a divindade de Cristo, porém, há uma diferença em conhecer sobre Jesus e conhecer quem é Jesus tendo como origem ele mesmo. Você pode ser um cristão e teoricamente saber que ele é o Cristo, mas, constantemente ser assombrado, por duvidas. Lembrem dos discípulos no caminho de Emaús, eles também conheciam a Jesus, mas, agora estavam sendo guiados pelas duvidas até que foram resgatados ao caminho da fé por Jesus(Lucas 24.13-35).
O primeiro passo, para você conhecer quem é Jesus, é aceitando-o como seu Salvador pessoal, mas, o caminho da fé, não para ai ao aceitá-lo, ele virá e fará morada em ti(João 14.22,23), e então você começara um eterna jornada junto ao mestre a qual, não sendo interrompida, a cada dia te revelará um Jesus surpreendente. E Neste tempo, a tua duvida sobre se Jesus é o Cristo, já terá ficado para traz há muito tempo!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Série pecados 6: Avareza

 Assim, achei necessário recomendar que os irmãos os visitem antes e concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram. Então ela estará pronta como oferta generosa, e não como algo dado com avareza. 2 Corintios 9:5

Avareza não é apenas amor ao dinheiro, é uma idolatria, Jesus a identificou como um "Senhor", que deseja ser servido, e exige exclusividade. " Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro"(Mateus 6:24) . Isto fica sempre evidente na vida daqueles que se enveredam por esta ambição, uma hora ou outra ele acaba tendo que decidir entre os dois senhores, para saber sobre qual deles ira servir, e como disse nosso Mestre onde está o tesouro das pessoas, ai vai estar o seu coração, com isso o senhor que estiver em seu coração acaba por ser preferido ( "Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam.Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. Mateus 6:19-21 ).
O dinheiro é fascinante e ilude o homem, com a possibilidade da abertura de muitas portas, inclusive facilitando a prática de pecados os quais o indivíduo antes na pobreza não tinha a possibilidade de comete-los. Com o dinheiro, estes desejos escondidos vêem todos a tona, e não somente os desejos, mas, o dinheiro oferece ao homem a condição de promover com as próprias mãos a oportunidade para o pecado, bem como atrai para perto do homem pessoas que se enveredam pela mesma cobiça, facilitando ainda mais o pecado. Por exemplo:
Um homem tem encoberto no coração, a cobiça por mulheres bonitas e formosas a vista, mas, como é pobre e não tem uma aparência formosa, está quieto com a sua companheira. Porém o mesmo é muito ambicioso pelo dinheiro, e nesta ambição ele, sacrifica a sua vida num esforço cotidiano para enriquecer. Como possui alguns princípios morais, como não rouba, e nem cobiça as coisas dos outros, sua avareza se vê disfarçada de dignidade e honestidade. A medida que vai crescendo e ganhando aquilo pelo que ele batalha, o "sucesso financeiro", ou como alguns dizem," vencer na vida ", ele começa a perceber que agora, não seria muito difícil, para ele se aventurar com uma aventura extra conjugal, mas, ainda encontra devido a aparência uma certa dificuldade. Então resolve corrigir algumas imperfeições, no cirurgião plástico. Feito isso consegue se sentir, mais autoconfiante, para paquerar algumas "garotas". Mas, no seu caminho também haverá mulheres que assim como ele estão no caminho da avareza, que ao verem seu sucesso, se aproximaram dele, mesmo sem ele dar aquele retoque cirúrgico na aparência, e com isso o seu desejo que estava escondido é então revelado.
Vês como a avareza é um abismo que chama outros abismos. Pois é graças a esta ambição e cobiça, que outras cobiças por meio dela se fortificam na alma do avarento, e na vida de todos envolvidos por seu ciclo de vícios e alcançados por sua influência.
Jesus também o classificou como um dos espinhos que sufoca a semente do evangelho. Logo a avareza e a semente do evangelho são incompatíveis, pois o amor ou a cobiça ao dinheiro, deixa a palavra de Deus infrutífera, no coração do avarento. Como a semente do evangelho no coração do avarento não recebe o mesmo investimento em dedicação, amor e atenção que recebe o dinheiro seu "senhor", então ela não cresce, fica raquítica e morre. E não há como ela receber a devida atenção o avarento está empenhado demais no serviço de seu "senhor". Por isso Jesus disse  que não pode servir a dois senhores. Ninguém se engane em achar que poderá ser um servo fiel a Cristo, com seu coração no dinheiro, seu tempo, sua cabeça, suas forças seus empenhos a serviço das riquezas.
 O empenho e uma mentalidade imediatista, hedonista, reinam num coração que cobiça o dinheiro. O avarento não é um "pão duro", o que ele é na verdade é alguém que confia ou põem a sua confiança no dinheiro, seu coração, suas esperança e sonhos. Ele é um servo da cobiça ao dinheiro, vive e aplica a isto todas as suas forças, entendimento, sentimentos.
Alguém até pode discordar daquele ditado o qual diz que; "o dinheiro não traz felicidade". Mas, concordo com ele e vou dizer, o que segue e acompanha sempre um avarento. O olhar cobiçoso de outros, a inveja, a insônia e insegurança, desconfiança falta de fé nos outros e até mesmo sua fé em Deus é minada por tal ambição, o medo de ser roubado ou perder o dinheiro de alguma outra forma, várias tentações que o força a negar os seus princípios em troca de mais dinheiro...
Você já se avaliou hoje, se és um cristão (servo e discípulo de Jesus Cristo), ou um avarento ( escravo da cobiça ao dinheiro)?
Vivemos no cristianismo hoje uma praga chamada teologia da prosperidade, que tem ganhado vários adeptos na igreja, muitas denominações tem surgido erguidas sobre este fundamento de areia( Mateus 7.26,27), e as pessoas que as seguem também. A teologia da prosperidade estimula a avareza, o orgulho, promove o antropocentrismo, inibe o investimento em uma vida de santidade, desvia o foco do cristão de Jesus e o direciona a si mesmo. O que se espera de um fundamento de areia? Certamente é a queda da casa e o sofrimento bem como até a morte daqueles que nele habitam. Não é a rocha, portanto não pode subsistir ao temporal. Não que Deus não prometa e dê bênçãos materiais aos que nele confiam, mas, não é esse o nosso foco, nem nessas coisas deve estar o nosso coração.Este ensinamento todavia não encontra apoio na Bíblia, o que seus expositores fazem é torcer a verdade bíblica e as histórias bíblicas segundo as suas conveniências e a favor de suas concupiscências(  2 Pedro 3. 15,16).
 "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas"( Mateus 6.33 ), é assim que nos ensina Jesus, não é o contrário, quem faz o contrário, nunca jamais encontra tempo para o Reino de Deus e a sua justiça, e mesmo que prospere na sua riqueza não se encontra a bênção de Deus.
Contudo Deus está com aqueles que são justos e sinceros diante d'Ele.
A avareza leva ao egoísmo, ao engano, à fraude, ao perjúrio, ao roubo, à inveja, as rixas e ao ódio, à violência e até ao assassinato. A cobiça acha-se por trás dos casamentos por conveniência, das
perversões da justiça, do tráfico de drogas, do comércio de pornografia, das chantagens, da exploração dos fracos, da negligência às boas causas e da traição entre amigos. Mas Paulo concentrasse em apenas dois males que são decorrentes da ambição. O primeiro é: "Algumas pessoas por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé "( 1Timoteo 6.10). Não é possível ter como alvo a verdade e o dinheiro, Deus e Mamom, ao mesmo tempo. Ou se renuncia a avareza ao se dedicar a fé, ou se faz do dinheiro o seu deus, abandonando a fé. (do livro, "A mensagem de 1Timoteo e Tito", de John Stott)

sábado, 25 de julho de 2015

Táticas do espírito do Anticristo. Parte 14 e conclusão.

Táticas do espírito do Anticristo 14: Confusão

Com a divisão dentro do cristianismo, o opositor tem como objetivo promover outra coisa, que é a confusão. Já tenho falado que a pluralidade de religiões no mundo é uma tática de Satanás para confundir a mente dos incrédulos, para que eles não vejam e não consigam discernir por si mesmo qual seja a religião verdadeira ou aquela que é a coluna e firmeza da verdade. De igual modo a pluralidade de denominações e ideologias teológicas no seio do cristianismo, trás confusão até mesmo para os cristãos, quanto mais para os que estão de fora.
Um espírito de ostentação possui o coração de muitos lideres, que em tempos atrás diriam que a sua denominação é a "igreja" verdadeira. Hoje afirmam que a sua visão é verdadeira, e alguns por ter um raciocínio progressista, não ousam usurpar o direito a sua ideologia de ser a verdadeira, isso digo, em palavras, mas, em obras ou atitudes eles o fazem.
A igreja do Senhor Jesus, é uma só. Muitos são os movimentos, as denominações, as organizações cristãs, mas, a igreja real e verdadeira é só uma, e ela não está presa ou limitada a um título denominacional, sua unidade é estabelecida e mantida pelo Espírito Santo." Ela com certeza estará nos templos cristãos, mas, nem todos que estão ali, pertencem a ela".  A visão verdadeira, ou da verdade é aquela que procede tendo a Bíblia, não apenas como fonte de inspiração, mas, que não contradiz a mesma e que sai totalmente dela. A igreja verdadeira é a igreja de Jesus, a qual está fundamentada em Jesus.  Mas em que se estabelece essa confusão? Ou quais são as bases desta confusão?
1°. Se estabelece num coração egoísta. O egoísmo é a marca de um coração que não está realmente convertido a Cristo, converter-se a Jesus é converter-se ao mesmo propósito de vida ao qual Jesus rege ou consagra o seu coração, não é converter-se a religião. Pedro já era discípulo, e Jesus falou que um dia ele iria se converter( E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos".Lucas 22:32 ).
Pessoas convertidas apenas a religião, não entendem a Jesus, pois não trilham o seu caminho. E acontece que esses não-convertidos se tornam lideres  e arrebanham ovelhas a si, e convertem pessoas a si. E ai se estabelece a confusão, pois essas pessoas pensam que estão convertidas a Jesus e não estão, e se estranham com aquelas que são. Eles passam para o mundo uma falsa visão de um cristianismo que já perdeu o rumo, que sai "atirando para tudo quanto é lugar ,pra ver se consegue acertar ". A verdade é que não acertam nada.
2. Se estabelece numa visão de fora.
O verdadeiro cristianismo se estabelece na visão de Jesus, anda nos caminhos d'Ele. No atual cristianismo vemos lideres influenciados pelo marxismo, budismo, humanismo, naturalismo, evolucionismo, religiões orientais, movimento feminista, gay, e outras correntes ideológicas e  filosóficas, presentes na psicologia, antropologia, teologia e nos centros universitarios em geral.
Como conhecer Jesus, através de visões que o desprezam, que se originam de mentes que jamais o conheceram? Como explicar o cristianismo a luz de uma mente que concluiu ser ele o ópio do povo? Eu respondo, que por estas portas nunca alguém chegara ao conhecimento de Jesus. Se não for pela Bíblia, pelo genuíno evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus, e pela operação da pessoa do Espírito Santo de Deus no coração; por outra fonte jamais o homem conhecera a visão ou pensamento de Jesus, o Filho do Deus vivo.
3. No amor ao mundo e ao que no mundo há( 1João 2.15,16,17).
É notório que o pecado não promove comunhão, nem tão pouco a unidade. Mas promove a separação. Muitos movimentos ditos cristãos tem surgido no intuito de satisfazer um vicio pessoal ( e ou coletivo) e justificar um pecado aos olhos dos leigos.
No mundo há muitas pessoas querendo ser diferente, o desejo de ser diferente de fazer a diferença não é de Cristo, mas, do mundo. O cristão não deve focar em ser diferente do mundo, mas, deve focar em ser igual a Jesus. Porque se focar na diferença cada um será diferente ao seu modo, mas, se focarmos em sermos iguais a Cristo, seremos semelhantes a Ele, seremos um em Cristo Jesus, e seremos luz para o mundo. Ora quem procura ser diferente, não procura referência pois a referência trás uma certa igualdade.  Então você escolhe fazer a diferença ou ser uma referência. O distaque quem promove é o Espírito Santo, isso é um fruto da graça, e é eficaz em sua operação, não é de iniciativa humana, e não promove confusão.
O mundo procura uma referência e "igrejas" confusas jamais podem ser luzeiro em um mundo cheio de trevas. "Se a luz que em ti há são trevas, quão terríveis são estas trevas" ( Mateus 6.23 ). Mas, quando amam o pecado, as pessoas procuram adequar o seu cristianismo a ele. Então de maneira alguma poderemos pregar a liberdade sendo nós mesmos escravos da corrupção ( 2 Pedro 2.19 ).
Agora venho com outra pergunta. " Em que está o cristianismo confuso?"
Está confuso quanto a:
A) A Jesus. Quem é realmente Jesus para você? Quem é o Jesus no qual você acredita? Ele é o Jesus da Bíblia? Ele é real? Você conversou com Ele hoje? Você acredita mesmo n'Ele ou o acha mentiroso? Seja sincero! Você acredita nas mesmas coisas que Ele? Na sua conduta cotidiana, não tens seguido um curso diferente daquilo que Ele te diz? Jesus comia com pecadores, hoje em dia Ele seria progressista?Você crê no mesmo Jesus que eu? Ou melhor, falamos da mesma pessoa? Qual é a visão que foi te passada da pessoa de Jesus? Qual a visão que teus pais, teus amigos, tua denominação, teus professores de escola bíblica, teus ciclos sociais num geral te passaram a respeito da pessoa de Jesus? E é a visão que você tem a respeito de Jesus hoje? Qual seria a opinião deste teu Jesus, sobre as grandes questões polêmicas, que incomodam as pessoas em nossa sociedade? Será que teu Jesus entraria em conflito com a Bíblia? O que Ele pensa sobre, drogas, sexo, ideologia de gênero, aborto, transsexualidade, ecumenismo e outras questões de nossa sociedade pós moderna?
Uma geração de cristãos confusos a respeito de Jesus é o que eu vejo. Confronte hoje o teu Jesus com o da Bíblia, se eles se abraçarem são a mesma pessoa. Mas falo da Bíblia Sagrada, não de distorções surgidas por ai, Bíblias opostas, Jesuses opostos.Agora você escolhe uma abominação destas, ou aquela Bíblia cujo a mensagem do evangelho contida nela, levantou Martin Lutero da escuridão, que iluminou as mentes dos grandes teólogos e pais da igreja, que impulsionou a vida de Calvino, que provocou e estimulou a reforma protestante e com ela todas as boas e significativas mudanças no mundo, que dela veio como a abolição da escravatura na Inglaterra e dela no mundo, os grandes gênios da ciência que se inspiraram na Bíblia e suas passagens, como Newton, Tomas Jefferson. Qual a sua escolha a Bíblia que tem consigo o testemunho da história da Igreja, ou as distorções profanas?
B) A doutrina.
Sabemos que todos pensam diferente em vários aspectos, todavia a doutrina bíblica, não pode ser interpretada à luz das correntes filosóficas seculares. Um dos motivos é a sua origem, a palavra de Deus vem dele, toda a inspiração das escrituras emana do Espírito Santo, e a origem das filosofias seculares vêem de mentalidades, ateístas, pagãs, de demônios, e da própria carnalidade ou visão carnal e contaminada pelos vícios de quem a tem.
"Há dois testes que podemos aplicar em todo ensino(doutrina). O primeiro é o teste da fé: será que provém de Deus, estando conforme a doutrina apostólica (de modo a poder ser recebida pela fé), ou será que ele é produto de uma imaginação humana? O segundo é o teste do amor: esse ensino promove a unidade do corpo de Cristo ou, se não ( uma vez que a própria verdade{ separando os sinceros dos falsos, mas, se usada com intenção maligna e ou irrefletida, não servirá para promoção do bem, mesmo sendo verdade(1 Corintios 11.19)}pode causar divisões), ele é irresponsavelmente um causador de divisões? "Fé" significa que o recebemos de Deus; "amor" significa que ele edifica a igreja. "Ele julga a doutrina por seus frutos". O critério final pelo qual julgar qualquer ensino é se ele promove a glória de Deus e o bem da igreja. A doutrina dos falsos mestres não faz nada disso. O que ela faz é promover a especulação e a controvérsias." (do livro, "A mensagem de 1Timoteo e Tito", de John Stott, observações do colchete minhas).
 Freud não era um teólogo, seu pensamento por mais importante que seja, não foi refinado pelos filtros das Escrituras Sagradas, você pode até citar um pensamento do mesmo para complementar um argumento doutrinário, mas, não pode usá-lo como parâmetro para interpretação da Bíblia. Apenas sitarei ele, há outros pensadores que poderia eu sitar, mas, devido a simpatia de alguns cristãos, e por apenas esse exemplo bastar. Isso vale para todo o pensamento extra bíblico, você pode e deve confrontá-lo a luz da Palavra de Deus, e se ele se opõe deve ser desprezado. Mas, mesmo que ele não se oponha a Bíblia, não pode interpretá-la à luz dele, a Bíblia se interpreta a si mesma, à luz do Espírito Santo, com referência ao pensamento de homens santos inspirados pela mesma, e não desprezando é claro, a gramática.
A influência de pensamentos estranhos a doutrina cristã na igreja, causa divisão, e promove confusão, para quem está na igreja e para os que de fora que nos olham, procurando assim, encontrar a verdade e a luz para mostrar-lhes o caminho certo pelo qual devem seguir. No primeiro século da era cristã, heresias oriundas do judaísmo, e o gnosticismo viam trazendo divisões, confundido e desviando a muitos da fé. Hoje em dia a "confissão positiva "(doutrina da prosperidade), o triunfalismo, e outras heresias algumas que ainda talvez nem tenha uma denominação certa, são frutos de influência não de Deus, não do Espírito Santo, não originada das sãs doutrinas, mas, são frutos de influências externas. O pós-modernismo e o pluralismo, que não surgiram das páginas sagradas, não veio do coração de Deus, mas, encontrou abrigo no coração de muitos no cristianismo. São estes os que tem levantado uma bandeira de um cristianismo politicamente correto, mas, biblicamente incorreto, onde o Espírito Santo não encontra liberdade para atuar, derramando aquele amor santo, que não deixa a nossa bendita esperança trazer confusão (Romanos 5.5).Sim, de certo aqueles que não tem o Espírito, se confundem com a nossa esperança. E este cristianismo politicamente correto, é confuso, porque se contradiz a si mesmo, é um cristianismo que rejeita as bases que da nome, que traz a identidade do cristianismo, as quais são a "Palavra de Deus" e o próprio Jesus.
C)  A verdade.
Ainda escuto o questionamento de Pilatos; " o que é a verdade? " A nós é dito que somos a coluna e firmeza da verdade. Muitos dentro das denominações tem estado confusos a respeito da própria verdade. Quando se confunde Jesus Cristo o Filho do Deus vivo, com um revolucionário qualquer, com uma ideologia de Jesus anti bíblica, como podem não confundir a verdade? Disse Jesus; " eu sou o caminho a verdade e a vida "(João 14.6), você afirmar isso, mas, fazer alguma concessão quanto ao que a palavra de Deus diz, é o mesmo que dizer o contrário.
Você dizer que Jesus é a verdade, mas, ao mesmo tempo você dizer que a teoria da evolução é legítima, que faz algum sentido, é o mesmo que você, dizer que não, que Jesus não é a verdade. Pois é a palavra d'Ele que você esta menosprezando ao concordar com a "evolução". Isso é estar em dúvida quanto a verdade de Deus, pois quem confessa a Jesus Cristo, não pode abrir mão de nenhum til de sua palavra, e não pode ter dúvidas quanto a veracidade dela. Quando nos vemos tímidos diante de outras religiões, de defendermos o nosso Jesus, por acaso isso não é um efeito maléfico de contaminação, causando em nós alguma dúvida a respeito da verdade?Uma contaminação do pluralismo, do pós-modernismo, do relativismo da verdade que deseja te fazer cambalear na fé, e na verdade.
"...o pluralismo (uma mistura étnica e religiosa), como ideologia, cada vez mais está sendo advogado como politicamente correto. O que se sustenta é a validade e a independência de toda religião como sendo um fenômeno culturalmente condicionado, e desaprova-se toda tentativa de converter alguém. De fato um dos principais princípios do pós-modernismo é que não existe uma verdade objetiva, e muito menos uma verdade universal e eterna. Pelo contrário - dizem - cada um tem a sua própria verdade; você tem a sua, eu tenho a minha e as nossas verdades podem divergir totalmente uma da outra, e até mesmo contradizer uma a outra. Consequentemente a virtude mais apreciada é a tolerância, que tolera tudo, exceto a intolerância daqueles que insistem em que certas idéias são verdadeiras e outras,falsas; que certas práticas são boas, e outras, más. "(do livro, "A mensagem de 1Timoteo e Tito", de John Stott).
D) A sua fé.
Se temos cristãos confusos quanto a Jesus, quanto a doutrina, e confusos quanto a verdade, de certo e indubitavelmente o teremos quanto a fé. A grande pedra de tropeço da fé de muitos dentro dos templos cristãos, é basear a sua fé na palavra de homens, em trechos isolados da Bíblia e se apossarem de promessas que não foram feitas para eles.
1°Tropesso. "Baseiam a sua fé, na palavra de homens". Mesmo que alguém profetize, a sua profecia precisa ser analisada a luz da Bíblia, e posta sobre o teste do tempo, e feita uma oração pedindo ao Senhor confirmação. Muitos homens sem temor fazem e dizem de tudo para atrair e explorar a sua fé(Atos 20.29,30). Por isso a muitos crentes frios dentro das denominações e fora delas, porque tiveram a sua fé molestada.
2°. Tropesso. "Baseiam sua fé em trechos isolados da Bíblia". Há muitos confusos invocando maldição pensando ser bênção, tudo porque esquecem-se de saber onde estão lendo, de quem, sobre quem ou o quê estão lendo.
3°. Tropesso. " Baseiam a sua fé em promessas que não foram feitas para eles ". Nem todas as promessas escritas na Bíblia, são de caráter universal. Há promessas que foram feitas apenas, a determinado grupo de pessoas, ou a uma família, ou para uma época. Há promessas que são só, para Israel, há outras que são só para a igreja, e a promessas que foram feitas a uma pessoa em uma única situação, como a promessa que Paulo declarou ao centurião, " creia no Senhor Jesus e sera salvo, tu e a tua casa"( Atos 16.31 ).
Está promessa pode ser feita a ti, por uma revelação da parte de Deus, mas, ela em si, só foi feita ao centurião, porque Deus revelou a Paulo, que se o centurião cresce, ele e toda a sua família seriam salvos.
O que é uma fé confusa?
É uma fé que não é nem um pouco racional, que é puramente emotiva. Ela é irracional porque ela segue qualquer caminho, qualquer direção, sua lógica se baseia apenas no que sente. Está é o tipo de fé que o mundo se simpatiza, ela é tão solida quanto um nevoeiro. É o tipo de crente que não vê problema em negociar os seus princípios, porque não crê verdadeiramente neles. São assim, ou porque foram iludidos por um charlatão da fé, e tiveram a fé abalada passando a não crer mais veementemente na Bíblia dando crédito a pensadores estranhos a Bíblia. Ou seu coração egoísta levou-o amando o mundo e o que no mundo há a procurar uma denominação tipo "porta larga", segundo a sua conveniência, sendo assim o mesmo não tem raiz na sua fé, tem uma fé exótica e extranha ao cristianismo.
E) A salvação. "Como pode um cristão estar confuso quanto a salvação?" Muitos sabem ou porque não dizer é uma das doutrinas básicas do cristianismo. Não é isso uma questão pessoal? Não seria estar certo e não equivocado, a respeito de sua salvação?
Tenho as seguintes certezas ao afirmar isso. Nem todos os cristãos são convertidos a Jesus e sim, a maioria são convertidos a religião; muitas denominações hoje em dia possuem um discurso permicivo, fazem concessões sem temor algum de princípios tão fundamentais de sua fé; muitos dos cristãos atuais possuem uma fé confusa e também como já afirmamos crêem num Jesus extranho ao da Bíblia, são amantes do mundo e das coisas do mundo, sua religião está erguida sobre fundamentos de arrogância e egoísmo. E ai diante de tais certezas, só posso concluir que a salvação dos mesmos está incerta, e estão confusos no sentido de que estão equivocados a respeito da mesma, e certo é que muitos ditos "cristãos" vivem e se relacionam como se não houvesse a realidade da condenação e morte.
F) A sua própria identidade. Muitos dizem: "Eu não sou crente, pois crente até o diabo é ", ou "eu sou cristão"," eu sou Filho de Deus", " eu sou discípulo ", " eu não sou evangélico sou discípulo de Jesus ". Por acaso isso não parte de um desejo de auto-afirmação de sua própria identidade? Muitos lamentam a perca da identidade de algumas denominação, mas, o cristianismo como um todo já começou a sofrer deste mal já faz muito tempo. Já faz muito tempo que existem cristãos que não sabem mais quem são, e de que Espírito são. Mas nós somos filhos do Altíssimo, nossa identidade não se coloca nas paredes de uma congregação, e sim se evidência na nossa vida com Jesus.

Um cristianismo confuso não pode ser referência a este mundo que vive em escuridão. Está é a intenção do espírito do Anticristo, desacreditar o cristianismo, coloca-lo sobre fundamentos frágeis e torná-lo apenas uma religião qualquer. Mas, nosso fundamento, nossa religião, nossa fé, nossa verdade, nossa identidade está condicionada, enraizada, identificada e é o próprio, Jesus o Filho do Deus vivo.

Conclusão

Quando nos chegamos a Ele nos achamos, e não estamos confundidos. "Quanto mais a gente chega perto de Deus, a gente se conhece mais. Quanto mais a gente chega perto de Deus, a gente se resolve, se conhece mais" ( Banda Catedral). Nele vivemos, e nos identificamos, um cristianismo confuso é um cristianismo cego, sem a luz, sem Jesus.
 Deus abençoe a todos que leram esta série de reflexões, sobre as táticas do espírito do Anticristo. Foram apenas 14 assuntos, mas, isto é uma questão de discernimento, muitas são as táticas usadas por Satanás, para combater e fazer calar o bom nome de Jesus. Mas nós somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

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