TRADUTOR

sábado, 6 de maio de 2017

Bom ou mal. Parte II( não é físico).


3. As pessoas são boas ou más porque são boas
ou más, porque fazem escolhas boas ou más?

A bondade ou a maldade não são qualidades físicas como a cor do cabelo a altura de uma pessoa, mas, são qualidades morais, do caráter de uma pessoa. É fato de que há pessoas amáveis, de natureza carinhosa e bondosa, e é igualmente engano tratá-las como sendo assim boas. A real bondade não é inata em nós, mas, não podemos incorrer no erro oposto, pois a pessoa boa não faz escolhas por impulsos, e sim com julgamento sensato. Pois se vier a fazer escolhas por impulso não poderemos determinar a sua bondade, porque não há uma escolha pelo bem, há apenas o objetivo de satisfazer o seu impulso. Uma pessoa boa sempre procurará fazer escolhas boas e sempre que fizer bem ao próximo, o fará mesmo sem ter motivos para isso, mesmo que seus desejos clamem pelo mal. E uma escolha boa nem sempre aparecera boa, pois ao contrário do mal o bem não se vale de aparências.
Não dizemos que alguém é mal porque fez uma escolha má, mas, porque no seu caminho, na sua vida, na sua trajetória de vida, ele fez e faz escolhas más. O que caracteriza uma escolha má é sua natureza egoístas, potencialmente mortal, destrutiva, desprezível e vaidosa. Mas uma escolha má não torna uma pessoa má, pois pessoas más, como observou Jesus "sabem dar coisas boas aos seus filhos"(Mateus 7:11 ), nem sendo assim elas são boas. Da mesma forma, pessoas boas também ocorrem em infelicidades. Os bons se enganam em suas escolhas, pela limitação humana somos passiveis de atos falhos os quais possivelmente podem resultar em males. Também os maus, são seres sensuais que fazem o que seus sentimentos lhes impele a fazer, suas escolhas são sempre assim sensuais, e sendo assim podem ser levados pelos seus instintos a escolhas que resultem em bem, mesmo que não o queiram e podem querer o bem e escolhe-lo sendo apenas em compromisso com a sensualidade e não com o bem real.
Passarei a considerar em algumas linhas sobre o que procede de nós e distingui-lo do que chega a nós.
A). O que procede de nós são as nossas escolhas, sejam elas apenas em projetos no coração, ou sejam elas já expostas em atos. Sejam pensamentos, concordâncias e decisões, sejam atos ou apenas os seus projetos. Em resumo o que procede de nós sejam escolhas apenas na mente ou atos externos, podem ser bons ou maus e isso depende primeiro da real motivação por traz deles se for egoístas mesmo que resulte em bem, para Deus ainda sim será uma escolha má, lembrem-se que Deus não julga pela aparência, mas, sim pelo coração. Agora o que determina que uma escolha seja boa ou má?
Segundo Deus uma escolha é má, quando ela é egoístas, orgulhosa, não pautada pela equidade.
Agora segundo os homens não há um padrão exato uma vez que os homens sempre fazem julgamentos pelos seus próprios conceitos particulares. Todavia podemos fazer algumas considerações, segundo aquilo que já observamos desde o princípio desta reflexão: As quais um homem bom sempre procura coisas realmente valiosas, insubstituíveis, necessárias e vitais, com uma visão amorosa desprovida de motivações egoístas, ou seja coisas que realmente são boas. Logo você sabe que uma escolha é boa se o egoísmo não a promove ou inspira, que o seu alvo é abençoar o próximo, que quando você a faz procura a por ser valiosa, necessária, vital e insubstituível. Isso você tem a capacidade de saber sobre a sua escolha ao se examinar, pois é algo que provem de ti. Agora com respeito a escolha de outra pessoa precisamos observar os seus frutos, e o teor de suas escolhas, e muito fácil de nos enganarmos, principalmente se o fizermos na carne e não na orientação do Espírito Santo.
B). O que vem até nós. O mal e o bem são visto por três ângulos:
1°. E o mal  ou o bem em nós. Toda a influência seja interna( a carne instigada por setas de espíritos impuros seja nos pensamentos ou nela mesma como inclinação para o mal, a razão e a consciência humana iluminadas  e inspiriradas pelo Espírito Santo como inclinação para o bem) ou externa (o Espírito Santo é uma influência tanto interna porque Ele fala na alma humana, como externa pois ele usa também vários meios externos para atingir o coração, da mesma forma os espíritos malignos apelam internamente por meio de setas em pensamentos para estimular a carne ao mal, também por influência externa temos as filosofias e ideologias humanas as quais podem influenciar tanto para o bem como para o mal, duma forma geral o mundo ou as pessoas são uma influencia externa) .
2°. O mal ou o bem que procede de nós. Isto é o mal ou o bem que provem de nossas escolhas e atos externos.
3°. O mal ou o bem que vem até nós. Este mal pode ser um mal que retorna como consequência natural de um pecado, Da mesma forma o bem vem como uma boa colheita de um bem que fizemos, como ilustra bem o Salmo 126.6, " Aquele que leva a preciosa semente andando e chorando, voltara sem dúvida com alegria trazendo consigo os seus molhos".
Mas, podemos  sermos alcançados pelo bem como uma dadiva da misericórdia de Deus. Isso não é mérito, nem recebemos por nossa bondade, mas, é apenas a graça de Deus. Com a sua sabedoria insondável ( porque não se pode saber os seus eternos propósitos, mas, sabemos que são eternamente bons), ele faz com que o seu sol nasça sobre justos e injustos (Mateus 5.45-48).
O mal também vem para todos, mas, há as seguintes perspectivas para quando o mal a vida de um justo.
I. Deus permite que ele o sofra por completo até os limites de suas forças e quando já se encontra esgotado, ele o livra. Quando assim o faz, Deus tem algo a lhe ensinar, ou tem uma benção para lhe dar, mas, antes precisa lhe conceder toda a estrutura necessária que somente a tribulação lhe poderá fornecer, ou no momento este justo está desviado para um caminho de injustiça e Deus esta pelo seu grande amor permitindo este mal como forma de despertá-lo de seu sono de iniquidade e trazê lo de volta ao caminho da justiça.
II. Deus permite que o justo sofra o mal, mas, converte o mesmo em bem. ( maldição em benção). Na sua onisciência Deus conhece as lutas e os disafios que estão por vir como ondas sobre a vida do seu justo, já de ante mão Ele sabe e não permitira algo para destruir a vida de seu justo, assim sendo ele conhece também todas as oportunidades com as quais pode fazer o seu nome ser glorificado na vida do justo, e sendo assim ele pode permitir uma furiosa onda de mal com grande poder de destruição sobre a sorte de um justo, só para surpreender a todos convertendo-a em bem. Como exemplo disso temos a própria vida de Paulo que de grande perseguidor passou a grande pregador do evangelho, e na vida Paulo vemos os exemplos de quantas vezes Deus transformou situações de morte em oportunidade para a propagação do evangelho.
III. Um justo pode enchergar o bem não aparente, onde o injusto só vê o mal. A visão do justo é apurada para ver as razões dos males e com isso saber quando um pequeno mal é na verdade um grande bem. É claro que essa observação se da muita das vezes do lado de fora, pois uma pessoa que está em sofrimento não consegue discernir a sua luta, ele pode até fazer está observação depois que seu sofrimento passar.
IV. Não existe um mal sem razão, mas, sobre a vida do justo o mal só é permitido para a promoção do bem. Mesmo assim Deus jamais inflinge este mal, apenas o permite, e o justo se torna um instrumento de sua boa vontade, na propagação do evangelho o bem maior. E ele se torna este instrumento da promoção do bem, estando ele mesmo na adversidade. Deus não manda nenhum mal, apenas permite o mal que já virá. E comp não vem mal sem uma razão, sem um motivo; este mal tem o seu motivo que é a glorificação do nome de Jesus, a propagação do evangelho do Reino de Deus, a salvação de alma, muita das vezes até a do próprio justo, pois, se há caminhos que aparentam bem quando na verdade são caminhos de morte, da mesma sorte o caminho de Deus nem sempre é agradável, mas, o seu fim é a vida eterna em Cristo Jesus o nosso Senhor e Salvador.

Continua...

Nenhum comentário:

Leia mais...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...