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sábado, 6 de maio de 2017

Bom ou mal. Parte III( Deus é bom).

4. Existe algo bom ou mal em si mesmo, isto
é subjetivo, ou somos nós que lhes atribuímos estas qualidades?

Para dizermos que algo seja mal em si,  temos que dizer que ele é o próprio mal, o mal não é um ser, nem algo, não é uma qualidade física ( como cor ,altura timbre de voz), nem mesmo  sentimento, a frase, "eu me sinto mal" , isso é apenas uma expressão para se referir ou aos sintomas de uma enfermidade, ou a um estado de sentimento da miséria pessoal, como a tristeza pela realização de algo errado; pois se o mal em sua essência podesse ser sentido ele poderia ser evitado, assim este mesmo argumento vale para o bem, que se podesse ser sentido poderia e seria procurado. Porque você pode se sentir mal até mesmo por um bem que está fazendo principalmente se o bem significar o sacrifício de algo ao qual você esteja muito apegado. Mas algo é bom ou ruim de acordo com a sua relação com os seres pensantes; se uma relação de inspiração do que há de melhor no homem,  de edificação de valores necessários, vitais, insubstituíveis então este algo é realmente bom mesmo que pareça ruim. Entenda na avaliação do que seja bom ou ruim para o homem a razão muitas vezes vai discordar da sensação. Por isso nesta reflexão reflito sobre o que é bom e não sobre o que parece bom, pois no processo é assim a sensação sente que algo seja bom, e a razão analisa as credenciais e determina o que é realmente bom. Por isso depende da relação com o ser humano.

5. Pode algo ruim ser bom? Pode algo ruim tornar-se bom?

Vamos começar está resposta, com outras dúvidas e outras perguntas. Algum fenômeno como a chuva, que causa enchentes nas cidades, desmorona barrancos em casas construídas em barrancos e encostas, essa chuva é má? Um maremoto, tsunami, terremoto, furacão, tempestade e relâmpago, bem como outros fenômenos da natureza que agem como uma fúria destruindo casas, matando pessoas, animais são realmente males, no sentido de serem em si um mal?
Cada um deles tem uma função na natureza e estão apenas a cumprir esta função, por natureza ou em si, não estão querendo e nem pretendendo fazer nada, nem mesmo o mal da morte e devastação que ocorre por eles ocorrerem. Eles nem mesmo querem acontecer. O homem primitivo reconhece esta verdade, quando delega o mal acontecido pelos fenômenos aos deuses, pois ao fazerem isso eles reconhecem que não é a tempestade por exemplo a vilã e sim aquele que a mandou. Mesmo que para nós cristãos sabemos que o Deus verdadeiro que ordena todas as coisas, não manda nada por mal e nem para o mal, e se faz algo o faz no zelo de sua justiça, mas, não com intenção maligna. Porém o fato destes fenômenos acontecerem de forma tão devastadora, está em que Deus constituiu o homem por regente do mundo material e este ao pecar sujeitou o mundo criado a vaidade, ou seja a corrupção ao caus, e isto estará assim até o dia em que Cristo vai restaurar toda a criação( Romanos 8.19-23). Logo novamente até mesmo o fenômeno com sua devastação só é visto como mal, quando em relação com o ser humano. Quando ele o prejudica ou o aniquila do contrário ele é apenas um fenômeno.
Por algo me refiro a tudo que não seja o ser pensante. Se algo pode mudar a sua relação com o ser pensante de má para boa, então passara a ser considerado algo bom, ele se tornara algo bom.

6. Porque Deus é bom?

 Já falamo que ninguém é bom ou mal por ser bom ou mal. Embora há pessoas de temperamento agradável e pacífico, mas, o temperamento é algo inato as pessoas, bondade ou maldade são qualidades morais não da alma ou do temperamento. Uma pessoa mesmo sendo de temperamento agradavel e pacifico, pode ser má, bondade nem sempre é sinônimo de agradabilidade, embora a sensação diga que é.
Logo Deus é bom e isso é traço marcante de seu caráter, é uma escolha de conduta eterna( não cotidiana pois o tempo de Deus não é contado em dias e sim de eternidade a eternidade) pela qual é qualificado o seu caráter.
É um traço marcante do caráter de Deus a bondade, porque desde sempre de eternidade a eternidade ela faz, escolhe, realiza e promove todo a bondade possível.
Mas, o mundo nem sempre vê assim, quando olham para as catástrofes, as doenças, epidemias, sacinas e toda a sorte de mal, sejam elas mundiais ou não; perguntam o porque Deus permite. Alguns por causa do temor a Deus e da educação religiosa não acusaram Deus de ser mal com todas as palavras, mas, internamente ficaram confusos a se perguntarem. É claro que sempre temos a resposta de que Deus em sua sabedoria esta fazendo o melhor, mas, é sempre a resposta de quem está de fora do sofrimento, pois pode analisar e julgar friamente. Mas a pessoa que passa pelo sofrimento fica em conflito, o cristão terá sempre consigo a resposta de "Deus sabe o que faz", de que" Deus está no controle de tudo", de que "Deus sempre faz o melhor", etc..., mas, chega uma hora e num ponto do sofrimento em que a mente entra em conflito com os sentimentos que tendem a querer duvidar da bondade de Deus. Para o homem que não tem compromisso com Deus quando vem o sofrimento ele logo o questiona, se é um filantropo logo quer lançar no rosto de Deus as suas boas obras, se um ateu começa a blasfemar. Todavia Deus conhece nossas limitações, sabe que somos incapacitados de alcançar com nossas mentes e corações, os seus planos e enchergarmos a sua bondade em tudo isso.
Agora se Deus é bom porque permite o mal? E porque criou uma realidade na qual ele pela sua presciência já sabia que haveria o mal? Não haveria outro meio de criar o universo sem a ameaça do mal? Duma forma geral Deus por este tempo está permitindo o mal, mas, haverá um tempo em que Deus julgará e condenara a todos os maus, e removerá toda a espécie de sofrimento. Agora se você tivesse de escolher entre ter um filho que te causaria muito sofrimento e ao mesmo tempo seria motivo de muitas alegrias e sim você seria muito amado por ele, e entre ter um filho que jamais te contrariaria, mas, seria como um vegetal toda a sua vida paralisado na cama. Se você no ato da concepção podesse escolher. Qual seria? Todas as duas opções são más, ou possui males diferentes.
Agora da mesma forma Deus tinha estas duas opções em sua escolha e preferiu a primeira, é claro Ele também tinha a opção de não fazer o homem, nem os anjos e viver uma eternidade sozinho e na inexpressividade. Mas então porque Ele criou os seres pensantes ( homens e anjos) sabendo de suas futuras escolhas más? Qual a sua possível motivação? Havia necessidade?
Deixa-me fazer então aqui algumas observações:
Dizer que Deus fez o homem apenas por sua vontade é uma coisa, mas, uma vez que temos em mente que Ele é bom, precisamos mostrar uma necessidade que justifique esta feitura, uma vez que o homem peca e dele vem o mal e Deus antes de o fazer já sabia. Vamos observar isto num contexto mais amplo, o de seres pensantes (anjos e homens) uma vez que até mesmo eles pecaram.
Deus criou duas dimensões paralelas, a espiritual e a material, ambas com as suas particularidades, e em cada uma delas Ele criou um ser pensante o qual predominava e no caso da terra podemos assegurar pela palavra que dominava sobre ela. O anjo para a dimensão espiritual e o homem para a dimensão material. Se vermos a sequência de Gênesis vemos que o homem foi a ultima das criações e recebeu o domínio sobre todo o reino material.
Genesis 1:28 - Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra".
Sobre isso o máximo que posso afirmar através desta reflexão, uma vez que a Bíblia não diz o porque de Deus ter feito os seres pensantes, mesmo sabendo que eles haveriam de pecar e com isso promover toda a sorte de mal é:
1° Havia uma necessidade para a criação dos seres pensantes, necessidade essa que tornava a não criação dos mesmos um mal maior que o fato de que os criando eles haveriam de pecar e com ele trazer o mal, o que fizeram.
2° É possível que a necessidade da criação do homem esteje relacionada com a criação do Reino Material.
3° Penso que a criação do universo material e espiritual também foram necessários de tal maneira que em sua infinita sabedoria, Deus não pode ver a desistência deste projeto como um bem, mesmo sabendo que nele( no projeto) se originária o mal. Penso que em sua infinita sabedoria ele viu a desistência como um mal maior, como um atentado contra a sua divindade. Ora um atentado contra a divindade de Deus é uma impossibilidade, uma vez que não existe quem possa fazê-lo, por isso então entendo que o mal da desistência seria possivelmente um grande mal.
4° A decisão de ter feito os seres pensantes foi uma decisão boa e não má, mesmo que em sua onisciência e presciência Ele soubesse, que os seres pensantes faram e trariam o mal. Pois qualquer outra decisão não seria tão boa e tão acertada quanto esta, e Deus jamais erra.
5° lembrando dos argumentos iniciais desta reflexão sobre o que torna alguém ou algo  realmente bom quando em relação com os seres pensantes, e aplicá-los aqui em relação a Deus.
"Como já foi dito algo realmente bom precisa ser necessário, insubstituível, vital e valioso( não como particular a alguém, mas, a todos os seres pensantes, isso não precisa do reconhecimento mundial, eles mesmos pelas suas propriedades são valiosos, mesmo que os homens achem o contrário), logo em suas escolhas o ser realmente bom precisa escolher, praticar, inspirar e produzir coisas ou algos que tenham todas estas qualidades. "É claro esse caminho não deve ser trilhado movido por egoísmo.
Então as escolhas de alguém realmente bom, e este alguém é Deus, precisam ser como descritos acima. Toda as escolhas de Deus foram e são vitais, necessárias, insubstituíveis e valiosas.
Primeiramente Deus não é apenas vital, pois d'Ele emana toda a vida, mas, Ele inspira toda a vida d'Ele vem a vida em todas as suas formas de expressão. Então não apenas ser a vida, mas, expressa-la sempre foi um querer e uma necessidade d'Ele. Logo as escolhas de Deus são vitais para toda a criação seja ela em toda a esfera material ou espiritual, são vitais no sentido de que são essenciais a vida.
Segundo, todas as suas escolhas são necessários, ele não age por capricho e não brinca de Criador.
Terceiro, suas escolhas são insubstituíveis. Como já afirmei acima, suas escolhas são realmente necessárias, mas, são também insubstituíveis, porque outra escolha não seria essencial a vida, outra escolha não seria em hipótese alguma boa. Insubstituível porque como a própria palavra diz, não poderia ser outra, que outra escolha não pode ser tomada no lugar. Escolha que pela sua ausência ou substituição um prejuízo vem a acontecer.
Quarto, todas as suas escolhas são valiosíssimas. Sim valioso ao extremo. Porque se são vitais, necessárias e insubstituíveis, então não podem ser nada menos que valiosíssimas.
Sendo as escolhas de Deus sempre boas, então sua escolha de fazer os seres pensantes, mesmo sabendo que pecariam, não foi uma escolha má e sim a melhor das escolhas. Uma vez que pela sua onisciência e presciência Ele não viu um bem maior que podesse ser promovido com outra escolha a não ser com está. E que até deixar de fazer qualquer escolha não seria a melhor opção, se não Ele o faria.

Continua...

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