TRADUTOR

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Tentação é diferente de Provação


“Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando é atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tiago 1.13,14).
Este texto de Tiago, responde a duas perguntas sobre tentação.
1ª. Quando somos tentados?”quando é atraído e engodado pela sua própria concupiscência”.
Olha primeiro vamos definir as palavras contidas neste trecho, engodado, quer dizer seduzido, como já falei em outro texto sobre tentação; “são pensamentos (idéias e lembranças, em sua maioria) e sentimentos, que ousam ou procuram nos persuadir, convencer alguém a satisfazê-lo”. Seduzir é o mesmo que convencer, a pessoa que usa da prática da sedução, procura apelar para os sentidos (olfato, tato, paladar, visão, audição), mas não somente para eles, como já afirmei a tentação não envolve apenas sentimentos, mas também pensamentos, logo as fantasias e ilusões mentais produzidas pelos sentidos, expressadas por eles, também se incluem na tentação. É claro que isto todos nós sabemos, meu objetivo aqui é discernir. Outra palavra contida neste texto é concupiscência, que é o desejo imoderado, que pode ser qualquer desejo imoderado, ou seja, sem controle, e que nós sabemos que é controlador, ele não está sobre o controle do seu possuidor (da pessoa que o sente), mas, ele controla a pessoa que o possui.
Então quando é mesmo que somos tentados? Somos tentados, quando os nossos desejos nos conseguem chamar ou prender a nossa atenção, com isso possuindo toda a atenção da nossa mente, e neste mesmo momento nos procura convencer ou obter a aceitação de nosso coração. E quando isso ocorre, ou seja, quando o desejo obtém a aceitação de nosso coração, é neste momento que como diz Tiago, a concupiscência concebe e da à luz ao pecado. Então o trajeto que a tentação percorre, ou processo da tentação, começa na atração e se conduz pela sedução e culmina ou acaba na aceitação de sua proposta pelo coração, proposta esta que é o pecado.
2ª. É Deus quem nos tenta?”Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado”; não preciso nem argumentar nada a respeito, desta resposta Tiago, foi bem preciso, embora seja claro que às vezes, a gente é tentado a pensar assim.
 Mas, existe uma diferença muito grande e isto já expos em minha série, “O provar de Deus”, entre tentação e provação. A provação ela vem de Deus, e tem por objetivo final o nosso bem, na provação Deus obtêm provas ou evidências, com o intuito de usá-las para o nosso próprio proveito( digo proveito quando em relação aos seus servos), provas essas que estão escritas nos livros das obras que estão diante de Deus, ora a um juiz não cabe, um julgamento sem evidências. Sem a provação Deus não teria como te exortar, ou ajudar, ou mesmo corrigir. A provação é a justiça de Deus, a provação é a vontade soberana de Deus. Provação existe em dois sentidos, no sentido de teste e no sentido de evidencia.
Agora a tentação não vem de Deus e Tiago diz que a sua origem é no mal e seu objetivo é o pecado e a morte. Tentação não procura provar nada, ela procura é somente a satisfação da carne, de uma concupiscência. Ao indivíduo tentado Deus, usa o fato agora no tocante aos seus fieis, no sentido de evidencia, trazendo-o a memória, para provar ao mesmo o que estava em seu coração e o exortar ao arrependimento, e confissão de seus pecados. Mas, no tocante aos infiéis que morrerem sem Jesus, será isso usado no futuro, para condenação dos mesmos a morte eterna (Apocalipse 20. 11-15).

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ponto a considerar 10: "... salvará o seu povo dos seus pecados"

Mateus 1:21 - Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.


A salvação é uma das palavras e doutrinas principais do cristianismo. A palavra salvação é sinônimo de livramento, como quando você está preste a cair num perigo iminente, e alguém te livra dele por um ato de misericórdia. A salvação é o livramento, o escape que Deus dá ao homem, que crê de forma ativa e verdadeira em Jesus Cristo como o Filho de Deus, o recebe em seu coração como Senhor, Salvador de sua alma. Este livramento constitui-se, na justificação, regeneração e perdão dos crimes cometidos contra o Reino de Deus. Significa que Deus não te impultara mais a culpa pelos pecados, mediante o seu genuíno arrependimento e fé no sacrifício expiatório de Jesus na cruz do Calcário. Compreende a sua integração a família de Deus como filho, sua cidadania ao Reino vindouro e presente de Deus, um novo homem segundo a obra de regeneração, santificação do Espírito Santo.
A salvação não é apenas da condenação certa de toda a humanidade pelo ardor justo da irá de Deus, mas, também das amarras e dominação que o pecado impõe ao homem. Logo você é salvo duas vezes a princípio salvo de seus pecados(ou de si mesmo) conforme Mateus 1. 21 e da condenação eterna.

1). Você é salvo dos seus pecados. Quais as cadeias que o pecado, assim de forma resumida e abrangente traz sobre a vida do homem?
Concupiscências e vícios, são duas poderosas cadeias da alma, vício se refere as inclinações, hábitos nocivos e prejudiciais; concupiscência se refere aos desejos exaltados e dominantes, que se valem dos vícios para estabelecer-se soberanos sobre os homens. Tenho concluído que todo o vício(até mesmo o de dependência química) se origina da concupiscência, seja por criação ou por deturpação. Por criação quando da constante ou recorrente satisfação de uma concupiscência pela vontade, a pessoa tem a sua vontade pelo exercício habituada a está prática do pecado; por deturpação quando um hábito comum e ou neutro é contaminado ao se associar a concupiscência.Outra conclusão que defino para mim é que, " vício é o hábito de pecar".
Assim como o fogo todo o vício tem três elos, ou elementos indispensáveis para a sua existência. Os elementos do fogo são, ar( oxigênio ou qualquer Gaz inflamável), calor e combustível. Da mesma forma o vício tem, pensamentos, desejo (concupiscência) e hábito.
A). É através dos pensamentos ou da mente que a verdadeira dependência se estabelece. Desta corrente este é o elo mais forte. É aqui que toda a resistência da pessoa é enfraquecida, com pensamentos de incapacidade e impossibilidade ( com geralmente um sentimento correspondente a cada uma das idéias de opressão). É aqui onde a verdadeira opressão, e dominação da concupiscência se estabelece sobre o viciado. É aqui onde toda a dependência é estabelecida, com sugestões mentais de satisfação e favorecimento a concupiscência, colocando porquês como, precisa ser feito, é bom, é relaxante ( como no caso da droga, do álcool ou qualquer vício de dependência química, embora a dependência química seja uma doença associada a um vício e não só um vício), para aliviar o extress, consolar( da mágoa, das frustrações, das decepções, etc) e outros pensamentos objetivando criar um elo de apego entre o viciado e o seu vicio. Com frases viciosas como," pra afogar as mágoas", " pra curar a ressaca", " para aguentar o trampo", " eu sou assim, eu nasci assim, e vou morrer assim ", "minha situação não tem volta", por que não?", " qual o problema? ", e outras semelhantes ou mais sugestiva e complacente com a situação e o estado do viciado.
Logo o pensamento seja ele imaginação, ou reflexão, ou memória, ou qualquer outra forma variada de pensar é o elo mais forte desta corrente da alma chamada vício. Semelhante ao gaz inflamável para o fogo, assim é o pensamento para o pecado, para o vício.
B). Concupiscência. É aparente, e ilusoriamente o elo mais forte do vício, é este que determina o vício e o tipo dele, é este que gera, ou seja da origem ao vício, sem este o mesmo não existiria. Pois é no intuito de agradar, ou satisfazer uma concupiscência, que o indivíduo se enlaça não só num, mas, em muitos vícios, a acaba por se subjugar por causa deles a muitas outras concupiscências.
Por exemplo a luxúria; através dela vem a pornografia, a masturbação, a prostituição, com a prostituição vem o alcoolismo, as drogas em geral, por causa da pornografia vem os vícios de linguagem, geralmente linguagem torpe( não necessariamente mas, vem), e assim um mal leva a outro como num efeito dominó.
Na composição de um vício sempre há a concupiscência, nunca haverá um víciado que diga, que seu vício não obedece a um desejo, ou apetite, ou sensação, ou fissura. Não há aquele que não diga, que a prática de seu vício não lhe traga uma satisfação, um relaxamento, um " bem estar, etc.
A concupiscência é todo aquele desejo que subjugá a vontade de um indivíduo, que pode até parecer nobre, mas, é tão nociva quanto qualquer outra.
Assim como é o calor para o fogo assim é a concupiscência na composição do vício.
C). Hábito. Depois que a mente é exercitada na prática de algo, ela tem a facilidade para fazer aquilo. E se ela passa a ter uma constância, nesta prática aí temos o hábito, agora se você tem um hábito (costume), e deixa ele, para você voltar a fazê-lo será mais fácil, isso se chama inclinação. Daí a facilidade de um víciado ter a sua recaída no mesmo vício.Disso também se depreende a ideia na mente da incapacidade, da impossibilidade, porque o hábito nocivo compromete o próprio raciocínio de seu praticante.
 O vício em sí é propriamente um hábito, um mal hábito. O hábito de pecar, porque ninguém pode dizer eu estou viciado em oração de forma seria, mas, os bons hábitos são bênçãos.
Logo na comparação do vício com o fogo, este é a combustão.
O pecado prejudica o homem segundo o meu ver, em três sentidos, ele escravisa e acorrenta a um julgo de servidão através dos vícios e concupiscências, como nós já falamos; ele sempre tem uma consequência natural negativa, que acontece de forma direta ou indireta  trazendo o mal sobre o homem como doenças, fracassos e decepções, e toda sorte de mal que há no mundo, bem como a morte desde que Adão cometeu o pecado "patriarcal"; e por fim pecar é um crime contra a lei de Deus e só tem uma sentessa certa que é a morte eterna ou tormento eterno.

2). Você é salvo da condenação eterna.
O pecado é crime contra o Eterno, por consequência a sentença é a morte eterna, ou condenação irrevogável e infinita do Eterno Deus, a qual consiste no tormento eterno no lago de fogo e enxofre.
Mas, Deus é justo e não condenará ninguém, sem que este seja devidamente julgado(Apocalipse 20.11ao15). E neste julgamento será apresentado ao réu toda a lista de provas incriminatórias contra ele, as quais justificam, ou seja, tornam justa a sua sentença, ao final será verificado por uma questão de justiça também o livro onde está registrado o nome de quem estará livre desta condenação certa, e não estando o nome desta pessoa o mesmo terá a sua sentença executada.
Está lista de crime cometidos pelas pessoas, são os livros das obras, e este livro de nomes de redimidos é o Livro da Vida. Todos que comparecerem saberão, pois Deus não deixa ninguém enganado, o tempo terreno da vida de um homem, é precisamente o tempo que ele tem, as oportunidades cotidianas que ele recebe também são precisamente suficiente, o esclarecimento e o investimento feito sobre a sua vida pelos agentes de Deus são tudo o que o homem precisa hoje, para evitar este fim.
E só há uma porta, e ela está tão acessível quanto o homem, seja ele quem for precisa que seja, está porta este caminho, é Jesus. Isto mesmo, o próprio Juiz e Rei, é também o único que pode e quer reverter a situação do homem. E lhe deu um tempo suficiente, para que ao crer em Jesus, você possa ser um dos redimidos.

Para concluir, deixo a palavra que diz:"Eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador "(Isaías 43.11).

Os demônios e as mentalidades destrutivas


Demônios são seres das trevas, anjos caídos seguidores de Satanás. Certo, mas, também sabemos que demônios podem significar tudo o que nos atrapalha, que se põem em nosso caminho como opositor, ou mesmo estimulador  a um caminho de miséria em seu mais amplo sentido.
Você quer saber? Você pode não estar possuído por um espírito mal, mas, pode estar possuído por uma mentalidade, por um ideal destrutivo, que tem se tornado seu opositor, que esta em você, o qual se opõem a você, te fazendo não ousar, ou ousar de uma forma má resulte num tipo em fracasso, de algum modo. Pois é, isso também é um demônio!
E muitos de nós somos possuídos por estes tipos de demônios. Você pode ser um cristão, e ser possuído por uma ideia do inferno, que vem justamente para te impedir de chegar ao centro do coração de Deus.
A Bíblia nos aconselha, a respeito disso quando fala em Romanos 12.1,2. "Não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus".
São pensamentos acompanhados de sentimentos negativos ou aparentemente positivos. Sentimentos de vingança, de raiva, inveja, ódio, rancor, magoa, tristeza, este tipo na maioria das vezes os identificamos como nossos opositores, como sendo nossos demônios. Mas, esquecemos ou deixamos passar outros como a cobiça, o desejo sexual desordenado (lascívia), vaidade, desejo de comer imoderado(glutonaria). E sendo nós possuídos por estas, mentalidades acompanhadas por estes sentimentos e outros que não listei os quais vêem a fortificar a estas mentalidades nos corações de seus possuidores, possuindo aos mesmos.Talvez até mesmo um sentimento de alegria, prazer, felicidade, amor, compaixão, ou semelhante sendo acompanhado por estas mentalidades, ou mesmo sendo produzidos na alma por eles, são opositores, e quando é assim se torna mais difícil sentirmos que estamos no caminho errado, pois estes sentimentos, "bons” se tornam em cegueira nos olhos dos seus possuidores.
Os demônios(seres espirituais), tem muito a ver com as mentalidades destrutivas ou demoníacas, pois são eles seus idealizadores, são eles que pegam ou adotam uma criança desde pequena, para lhe traumatizar a alma, e o coração ensinando lhes a desconfiança, a malícia, o engano e toda a sorte de mal, são eles que constrói estas fortalezas nos corações das pessoas e aprisionam as suas almas.
Mas, o Espírito Santo tem o título de consolador, e isto não é atôa, pois é ele quem nos exorciza de toda a mentalidade demoníaca, de todo os nossos demônios pessoais, nos enchendo de ousadia, e nos tornando guerreiros e conquistadores do Reino de Deus. Vejam a Pedro, leiam nos Evangelhos como ele era, e leiam no livro de Atos como ele se tornou.
“Mas aquele Consolador que o Pai enviara em meu nome, vos ensinara todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. João 14.26

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Como somos tentados


Antes de descrever um simples exemplo, que possa responder essa pergunta, a qual é:
Como somos tentados?
Gostaria de fazer três observações sobre a tentação:
1º Toda a pessoa que é tentada tem uma inclinação ou predisposição naquilo em que ela é tentada(Tiago 1.14).
2º Toda tentação está dentro dos limites da pessoa que é tentada(1 Coríntios 10.13).
3º Toda tentação se baseia no contexto e na situação em que a pessoa está vivendo.
Para exemplificar como somos tentados, gostaria de tomar como exemplo a bebida alcoólica.
“A pessoa quando jovem começa a beber, nenhuma barreira moral, ou ideológica se lhe oferece, bebe assim com amigos, bebe por alegria para comemorar, bebe para afogar as mágoas, bebe para celebrar uma conquista, bebe para comemorar uma data(como o natal, ou carnaval). Mas então este habito começa a causar-lhe prejuízos na sua saúde, na sua vida afetiva, e profissional, e como resultado, uma coisa muito horrível acontece em decorrencia do vício, e ele de pronto para de beber e toma nojo e repulsa ao vício. Ele leva esta atitude  por muito tempo, um mês, um ano, uma década, mas, vai que aquele nojo se abranda, e ele passa sem querer perto de um bar. E ele vê uma roda de pessoas rindo, jogando baralho, ou mesmo uma simples dama, com copos de cerveja ao redor, então vem em sua mente a memória saudosa da época de sua juventude em que bebia, com amigos, e sem perceber, sentasse a mesa, do bar, o cheiro da bebida vem-lhe ao nariz, alguém lhe oferece, mas, ele recusa...”
Bem ai está um exemplo simples como somos tentados, a tentação ocorreu, e neste exemplo o primeiro apelo foi aceito, o da memória, mas, será muito difícil para esta pessoa recusar o segundo apelo, agora que já se curvou ao primeiro. Sabe neste e em todos os casos as pessoas tentadas tem já uma disposição, ou inclinação para o mal ao qual elas é tentadas, se você nunca bebeu, e sabe o mal que isso lhe pode causar, certamente, a tentação não será assim algo, que possamos chamar de tentação, a não ser que queres agradar aos amigos, neste caso sua tentação será outra, e não a de beber, mas, a de resistir aos apelos dos desejos da mocidade(2 Timóteo 2.22), como o desejo de ser aceito e se engrupar, de não ser um excluído.
Minha recomendação para todo o tipo de tentação é a mesma que Paulo deu no caso da prostituição. Mas, no caso do desejo, sexual e outros desejos inatos, você não precisa desenvolver um habito, mas, eles já estão em você, porém quanto aos outros, que não são inatos, você só será tentado se já antes você tiver tido alguma experiência. Não é o mesmo com os desejos inatos, você não precisa ter estado com uma mulher, para que venha o desejo de manter um relacionamento sexual com ela, mas, você precisa ter fumado para desejar tragar, digo, desejar mesmo. Mas, para ambos a recomendação de Paulo que diz, “fugi da prostituição”, eu a amplifico, “fugi da tentação”, acrescento ainda a recomendação do Mestre. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação (ou ser tentado); na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26.41/1 Coríntios 6.18). Nós podemos e devemos resistir ao diabo, mas, jamais recomendaria a um ex-viciado passar diante de seu vício, e vacilar perante ele, quanto as pessoas libertas dos vícios, que pregam e vão a bocas de fumo, ou outros lugares de vício, eu digo que essa é uma graça que Deus a concede, para que como pregadora possa alcançar a outras você tem de estar bem convicto de seu chamado e de sua libertação. Saber  e estar convicto de seu chamado o ajudará, a se levantar, caso venha a ter uma recaída por causa da exposição. 

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