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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Graça de ser humano

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A gente faz muitas perguntas sobre a conduta de Deus, em relação ao mal ou mesmo em relação a nós. Porque Deus permite o mal? Ou porque fez o homem, mesmo sabendo de sua queda?Digo, que se nós que questionamos fossemos Deus, faríamos a mesma coisa. Sabe se você cria um ser cibernético, e programa ele para fazer várias coisas, na nossa limitação ainda não chegamos a poder fazer máquinas, que como nós sejam 100% conscientes; apenas criamos papagaios, programas simples. Com o tempo estes programas ficam sem graça, aquele efeito que os fazia parecerem tão inteligentes, já perdeu a sua fascinação sobre nós, procuramos então implementar atualizações. Quando Deus fez o homem Ele tinha a opção de fazer um ser programado, para depois ir atualizando, homem 1.0, homem 1.5, homem versão XP e por ai. Ele te deu o presente de ser um ser auto-programável, autoconsciente, toda vez que questionamos a Deus, olhamos só pelo nosso ponto de vista.
 Ele pôde escolher, entre um ser programável e um ser auto-programável. Mas, qual seria o impacto desta escolha, e que glória teria ele ou que gozo ou alegria poderia vir de uma obra que não respondesse a sua altura? Ele também pôde escolher não fazer o homem, mas, se Ele escolhesse não fazer o homem, tendo em vista os milhões de homens rebeldes que teria que condenar ao fazê-lo, seria por acaso esta escolha menos danosa, do que a de fazê-lo?Deus sabendo que o mal, isto é o pecado, já estava no universo por causa de Satanás, deveria então parar a sua obra criadora por causa do risco que ela tinha da contaminação com o pecado? 
Deus sabia tanto da queda dos anjos quanto da queda do homem, por acaso deveria Ele parar a sua obrar criadora, ou criar seres robóticos, que diriam glória sem saber ou refletir sobre o que significa isso?Deus não tem complexo de ego, pois se tivesse simples seres robóticos, papagaios dizendo glória, seria suficiente para acalentar o seu ego. 
O significado e o valor de algo ou de alguém, vem a nós, devido a consciência que temos, de sua importância e de sua necessidade, e da representação disto para nós e para o universo. Se não soubéssemos reconhecer o valor e descobrir o significado, se não tivéssemos autoconsciência disto, que sentido teria para Deus ou que valor teria para Deus o nosso glória a nossa adoração?Deus sabendo o valor e o significado das coisas, quis dar as sua criaturas mais excelentes o presente de saber isso também, pois quando ele ouvisse a gratidão de um homem com lágrimas em seus olhos, saberia que não são palavras e nem gestos vazios, mas, que em tudo aquilo haveria valor.
Não seria, pois o nosso livre arbítrio um fruto pré-concebido da graça de Deus para conosco? Se a graça é um favor imerecido, e Deus em sua pré-ciência já sabia que haveríamos de pecar, e mesmo assim concedeu-nos o livre-arbítrio, não seria este feito para conosco uma revelação maravilhosa de sua graça? Vejo que mesmo antes da era da graça, e mesmo da era da lei, Deus já usava da graça. Deveríamos ser gratos pelo dom da vida, e por chegarmos a existir, e ainda mais por termos consciência disto, mesmo sem ter pecado, o homem já não era digno de toda a glória e honra, que Deus o confiou ao lhe fazer ser a sua imagem e semelhança. A palavra de Deus diz a respeito de Jesus(Hebreus 2.5 a 11), mas, fazendo referencia também ao homem, quando o diz, que “pouco menor do que os anjos o fizeste e de glória e de honra o coroaste”(Salmo 8.3 a 5). Deixo estes questionamentos e esta citação para a vossa medição.

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