TRADUTOR

domingo, 20 de novembro de 2016

Ponto a considerar 14: "...em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado..."



Filipenses: 4. 11. Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. 12. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. 13. Posso todas as coisas naquele que me fortalece. - Bíblia JFA Offline
O ponto a considerar nesta reflexão, está contido, em duas expressões de Paulo, a primeira é;"porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre" , e a segunda;"em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado".
Paulo não disse que estava satisfeito por estar naquelas circunstâncias, mas, que havia aprendido a estar bem, a estar contente, a receber e perceber a benção e o agir de Deus em tudo aquilo. Ele estava é satisfeito por estar em Cristo, vivendo aquelas circunstâncias, porque não estava sozinho(Filipenses 4.13). Mas, desta referência o que eu quero tirar é esta palavra " aprendi", pois ele diz, "já aprendi a estar a contentar-me". Ele havia aprendido, não estava mais como um menino que não consegue compreender, e começa a reclamar, e a fazer malcriações. Todavia já estava como um homem experimentado, sabendo que Deus está no controle da situação, e passa a receber o que vem com compreensão( mesmo que não compreenda no todo, mas, o suficiente para tranquilizar-se), sem amargura, sem murmuração, sem ansiedades, sem cobiçar a situação de outro, mas, com ações de graça. Não com conformismo, nem comodismo, mas, em esperança e viva fé naquele que não nos deixa ser consumidos pelas circunstâncias.
Ele diz também que estava, experimentado em toda a "maneira" e em todas as "coisas".
A) Em toda a maneira.
Ou seja, toda a forma de provação, de experimentação através das circunstâncias e adversidades da vida às quais a sua mente podesse alembrar até aquele exato momento em que ele escrivia e vivia, ele já havia sido submetido. Ele não diz apenas que havia sido experimentado, mas, que sabia, ou seja, que tinha aprendido com todas aquelas situações, com todas aquelas maneiras diferentes as quais havia sido submetido, ele diz que aprendera a passar por elas.
B) Em todas as coisas.
Além de ser provado de diversas formas, maneiras, e aprendido em Deus, ele havia também aprendido e sido experimentado em várias coisas, ou em matérias diferentes, em áreas diferentes de sua vida. Na saúde, na doença, na fartura, na escaces, quando tinha abrigo, ou quando precisava dormir no relento. Então não importava a área de sua vida, ou a forma como a adversidade se abatesse sobre ele, ele já havia aprendido a forma certa de passar por ela. Ele sabia como estar contente em todas aquelas situações.
Note bem, ele estava contente em todas aquelas situações, mas, não com as situações, pois o seu contentamento estava fundamentado em uma certeza, uma convicção, que ele adquirirá em meio a todas estas situações, era a certeza de que Jesus Cristo o Deus Altíssimo, estava com ele em todo aquele momento.
E ele diz algo sobre esta certeza, que é desconcertante, para um homem sem fé genuína. "Posso todas as coisas naquele que me fortalece". "Naquele", estando em Jesus, eu posso tudo, posso passar por todas estas situações, e circunstâncias e estar contente. Por exemplo. " O café está naquela garrafa". Entendeu agora, o café está dentro da garrafa. Para melhor podermos aplicar esta mensagem, vejamos outra ilustração: "Passaram pelo mar tempestuoso naquele barco". O barco é Jesus, e todas as circunstâncias e situações sobre as quais Paulo passará, ou havia sido experimentado é o mar desta vida, e Paulo o passageiro. Igualmente nosso "Barco", é excelente, podemos descansar em Jesus,  tal como ele mesmo, o Mestre Jesus, descansou na popa do barco(  Mateus 8.23 a 27), em meio a tempestade. Não precisamos ficarmos ansiosos, fatigados, tristes, estressados, precisamos apenas descansar, após termos firmado a nossa fé em Jesus. Se passamos tudo em Cristo, não passamos, é Ele quem passa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Palavra importante 24: Temperança



Mateus: 23. 25. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança. - Bíblia JFA Offline
Temperança, está é a palavra Bíblica para domínio próprio, mas, em suas entrelinhas, ela engloba também, mansidão, sabedoria. Porque temperança não é como você enjaular um animal bravo, mas, tirado ou derivado da palavra tempero, é a atitude do coração que contagia todas as demais atitudes do teu ser, dosando-as com sabedoria, expressando-as com mansidão. Assim como o tempero que muda o sabor e o cheiro de um alimento, a temperança impõe a sua marca, sobre a vida de um homem. Por isso a verdadeira temperança não pode ser alcançada por meio de disciplinas e esforços humanos, mas, é resultado da comunhão do crente com Deus, é a marca de um homem cheio do Espírito Santo. Quando os opositores de Estevão olhavam para ele carregados de ódio, e respirando morte, o seu rosto pacífico era como de um anjo, por mais que suas palavras cortassem como a lâmina de uma espada, todavia eram pronunciadas na segurança e tranquilidade de quem sentia os braços aconchegantes do Senhor Jesus envolta do seu pescoço, num abraço amável(Atos 6.8a15/7  ).
O sal da sabor, e influência todo o alimento fazendo se perceber em todo ele. Assim temos estas duas características do sal, aplicáveis a idéia biblica de temperança. Pro sal dar sabor é algo natural, e necessário a sua essencialidade. Ou seja se ele não tem sabor ele não salga, não influencia o alimento, com o seu sabor. E o sal, graças a seu sabor, tem uma particularidade, que é o poder, de conserva. Assim o crente temperado, ele traz consigo o sentido do viver em Cristo, o sabor é este sentido. O sabor do sal cristão é um misto de sabedoria e mansidão. Porque esta mansidão se evidência pela expressão da sabedoria.
Um crente sem temperança perde a sua essencialidade, se tornando motivo de escândalo, sendo fútil, perde o sentido cristão.
Tenho presenciado nos dias atuais muita intemperança no meio dos cristãos, porque muitos acham que a religião pode mudar o homem, e em parte o concordo, mas, são como animais enjaulados. Por fora limpos, mas, por dentro cheios de glutonaria, de ira, de inveja, de cobiça. Conseguem tirar o rachado do vestido de uma mulher, mas, jamais conseguiram tirar a sensualidade de seu coração.
Jesus, disse fazei discípulos de todas as nações, mas, não disse para fazer discípulos de homens mas, discípulos dele. O problema é que antes de alguém ser discípulos de Jesus, ele é discípulo de um homem. Por que Paulo sabendo disso, disse sede meus, imitadores como eu também sou de Cristo( Mateus 28.19/I Coríntios 11.1  ). Logo muitos que ainda não chegaram a se converter a Cristo se tornando discípulos d'Ele, já estão a fazer discípulos para si mesmos, tornando o filho do inferno duas vezes(Mateus 23.15  ).
O certo é o discípulo de Cristo, assim como João Evangelista, encaminhar seus discípulos a Cristo. Ele nunca chamou-os a sí engando-os acerca de quem era, mas, mostrou que ela era apenas um instrumento para encaminhá-los até Jesus. Porque quando a pessoa começa a aprender de Jesus ele  é manso e humilde de coração, assim como o seu Mestre(Mateus 11.29  ).
Jesus certa vez disse," tende sal em voz mesmo( Marcos 9.50)", e este texto prossegue, "e guardai a paz uns com os outros". Mas, parece que as pessoas estão querendo é se devorar umas às outras(Gálatas 5.14,15  ). Não aprenderam com o Mestre. Precisão de seu tempero, precisam de seu Espírito Santo, de viver, experimentar e conhecer a verdade.
Se a marca de um homem que cresce em comunhão com Deus, é percebida na temperança( que inclui consigo sabedoria e mansidão), como podemos julgar santos, pessoas apenas, pela manifestação de dons espirituais, todavia sendo, cheia de inveja, cobiça, ira, e outras coisas? De certo então que quando assim fazemos, estamos redondamente equivocados. Lembremos da primeira epístola de Paulo aos Coríntios, a qual diz:
1 Coríntios: 3. 1. E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. 2. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podeis suportar; nem ainda agora podeis; 3. porquanto ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja e contendas, não sois porventura carnais, e não estais andando segundo os homens? - Bíblia JFA Offline

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Exploradores da fé


"Por que eu sei isto:Que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho, e que dentre vós mesmos, se levantaram homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si". Atos 20.29,30.

Ouve uma época em minha juventude que usei muito este versículo para combater o legalismo religioso. Hoje sinto me inspirado a usar este mesmo texto, para falar sobre um grupo de homens que existem no meio da igreja atual, que a semelhança dos legalistas são perversos, estes são os exploradores da fé das grandes massas. São homens cabeças, que com seus discursos e seus carismas, usam de toda sorte de argumentação para persuadir a mente leiga e simples, que nem sempre é assim tão simples e tão leiga, muitas destas mentes são doutores, e mestres, mas, se deixam enganar por estas mentes perversas como se fossem meros ignorantes, pois os mesmos são tão ferozes em suas argumentações, que iludem até mesmo os espertos. Pois na verdade são sábios segundo o mundo, mas, tolos e simples no tocante as coisas espirituais, e ao conhecimento das sãs doutrinas ( as sãs doutrinas é uma expressão bíblica que corresponde a doutrina dos Apóstolos e de nosso Senhor Jesus Cristo).
Mas, o que acontece com uma fé explorada? Como fica um coração enganado?Incrédulo, cheio de dúvidas, cético, incapaz de enxergar a verdade, pois tais exploração tem como único objetivo, o de cegar os olhos daqueles explorados, para que não mais enxerguem a verdade.
Diferente do que é muito afirmado, de que para ter uma fé forte as pessoas precisam ser cruas de conhecimento, digo que se o conhecimento for a verdade jamais ele trará frieza, mas, sim fortificação, convicção. O que acontece é que uma pessoa iludida e explorada, pode se decepcionar diante da verdade e se esfriar na fé, mas, a culpa não é da verdade e sim dos que exploraram a fé dos símplices. Porque a fé que se fundamenta na verdade, só se fortifica quando ela se alicessar em uma real verdade, pois toda a verdade é posta pelo teste da razão, da veracidade, toda a verdade é questionada, e só se mantém de pé aquela que é realmente, sinceramente, verdade. E é ai que as pessoas caem, pois são iludida por estes vampiros de fé alheia, elas passam a acreditar no que eles falam, levam as suas rosas ungidas para casa, seus mantos suados com a unção dos falsos apóstolos para casa, mas, eles pelos seus lados lhes dão um prato de mentiras e charlatanismos como se fossem a mais pura fiel e soberana verdade de Deus. E o pior é que usam o nome de Jesus. "Muitos viram em meu nome,"... disse Jesus(Lucas 21.8). E o que acontece? Acontece que as pessoas quando descobrem que foram enganadas, e iludidas, passam a se tornarem totalmente descrentes de tudo.
Lembro me do pai do menino que tinha um espírito mudo e surdo no corpo(Marcos 9.14-29). Você lembra do que ele disse a Jesus? Ele disse que era incrédulo, que não cria em mais nada, nem em ninguém, pois já havia sido iludido por muitos, e sua fé estava totalmente fracassada, mas, ele também disse, que estava naquela hora dando um último voto de confiança em alguém, e este alguém era Jesus. E o que aconteceria com a fé e a vida e a esperança daquele homem se Jesus fosse, mas, um explorador da fé alheia?
Meu amigo, pastor ou líder cristão, trate a fé de seus fiéis com amor,respeito e proteja-a contra os ataques destes lobos, pois eles farão como diz o apóstolo Paulo, coisas perversas, dirão barbaridades, tudo o que for possível para atrair os discípulos após si.A fé só pode crescer e ser fortificada, convicta, se for regada com a verdade. Por que você acha que a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus(Romanos 10.17)? Por que disse Jesus, "a tua palavra é a verdade"(João 17.17).
A fé precisa ser respeitada, aquele que diz que Deus falou o que Deus não falou, está atentando contra a consciência de seus fiéis, está desrespeitando-os. A fé precisa ser tratada com amor, somente o amor, estimula como um bom adubo a fé e a confiança mutua. A verdade traz firmeza, convicção e torna a fé inabalável. A convicção vem ou é gerada de conhecer e experimentar a verdade( João 8.32/16.13,14).

sábado, 5 de novembro de 2016

Fé convicta e fé inconvicta


Nesta reflexão falo de fé de uma forma universal, como sinônimo de confiança. Neste sentido há dois tipos fé a intelectual ou nominal(que não é fé de verdade, apenas se resume a uma confissão vazia) e a fé de coração. Mas, explorando a fé de coração, digo que existe a fé que é por convicção e a que não é; e sobre a fé convicta (por convicção) podemos diferenciar entre a que é enganada e a que não é; e que da fé que não é por convicção(inconvicta) podemos diferenciar a que é por tradição e a que não é.
I.                    Fé convicta é a fé estabelecida em certezas. “A fé vem pelo ouvir e o ouvir a palavra de Deus”.Esta é a fé inabalável do Salmo 125, é a fé que a pessoa tem, ou seja confia, crê, porque tem certeza dentro de si em quem ou que está confiando, tem certeza da veracidade, induvitabilidade( não sendo duvidável) da verdade ou aparente verdade filosófica, teológica, ou existencial, etç... em que crê. Hebreus 11.1 diz que a fé genuína, é a certeza( ou convicção) das coisas que se esperam. Logo fé convicta é que é a verdadeira fé.

1.    Portanto quando a fé convicta está fundamentada em preconceitos, em supostas verdades(sendo mentiras), como por exemplo a existência de seres mágicos(duendes, fadas, sacis), ou mesmo seres extraterrestres, sabemos pela palavra de Deus que os demônios tem o poder de tomar a forma de algo ou alguém para enganar. Para essa pessoa desconhecedora da palavra de Deus, que tem um ou outro encontro com seres assim, a fé na existência desses seres é inquestionável. Porque não podemos crer naquilo de que não temos conhecimento. O relacionamento das pessoas com estes supostos deuses e seres místicos, fazem os ter certeza da existência e do poder de tais seres, e esta fé é convicta até que o conhecimento a respeito destes deuses e seres místicos seja confrontado e posto em questionamento. E digo esta fé continuara intacta até que uma verdade maior seja revelada, até que uma verdade diferente a respeito das supostas “verdades” que costumeiramente esta pessoa tem ouvido e que com as mesmas ela tem sido guiada (ou mesmo manipulada) até aquele exato momento. Pois aquela verdade maior e oposta as outras, transformará ou revelará que as outras são na verdade mentiras. Pois a razão só aceita verdades e só aceitara uma mentira se ela estiver com aparência de verdade, mas esta mentira só permanecerá até que uma verdade lance sua luz sobre ela e a revele como mentira. E ai a razão a rejeitará. A razão é a faculdade intuitiva do intelecto que vê e defende as verdades ( neste caso há uma diferença entre verdades puras da razão e verdades da sensação, quando falo que a razão está vendo uma mentira como verdade, estou dizendo de verdades que a sensação ou os sentidos mostram a razão, não são verdades puras da razão, ou seja que a razão enxerga com seus próprios olhos ).
Este tipo de fé que estou falando é convicta, mas, é enganada. As pessoas podem crer profundamente numa mentira pensando ser ela verdade, e a vão defender com argumentos e raciocínios lógicos, perante alguém que a ouse questionar. Mas, o dia em que uma verdade revelar a razão, que está verdade é uma mentira, então a pessoa deixara de crer nestas verdades e se por ventura ela continuar a crer nelas, sua fé não será mais por convicção, mas será abalada e dividida. Permanecerá firme até que um questionamento invada a sua mente ou alguém a questione estará inseguro ou achara não existir verdades absolutas, e que a sua fé é como a de todo o mundo, e que as pessoas tem que ter fé, que a fé é poderosa, mas, que não há verdades absolutas, mas, apenas relativas. Pensará que a verdade depende da fé pra se tornar uma verdade para uma pessoa em particular, dependendo assim do ponto de vista de que a enxergo, e que se eu não creio será uma mentira, ou se eu ver de outro ângulo será uma mentira.Mas, a verdade não depende da fé para ser verdade. E se é exigido crer numa mentira para que ela se torne verdade para mim, eu poderei estar iludido, mas, a mentira continuara a ser mentira. O pensamento de que depende da forma como eu vejo, ou o ângulo que eu olho, é apenas uma forma de aceitar a mentira, uma forma de cultivar o orgulho. Por acaso isto fará com que eu mude a mentira fazendo a ser verdade?
Há na realidade somente um tipo de verdade relativa, e é a verdade que esta relacionada com o ponto de vista, e esta verdade não pode ser uma mentira se mudar o ponto de vista, pois é uma verdade incompleta, parcial ou em crescimento de perspectiva, o que eu quero dizer com isso? Como no exemplo de um acidente de carro, visto por varias pessoas, cada uma olhando o de um ângulo diferente. Ao serem entrevistados cada um vai descrever o fato de acordo com o ângulo de sua visão, isso é a verdade relativa, ela é parcial ou descrita da acordo com a perspectiva de cada pessoa, e pode crescer de acordo com o crescimento da perspectiva de cada um, o fato este é a verdade absoluta, ela não cresce e não se altera, pois é a essência da realidade, ela é o fato em si não a descrição segundo uma ótica particular.
Muitos até dizem, ou seja, argumentam: “Antigamente pensávamos que o sol girava em torno da terra, hoje descobrimos que é a terra que gira em torno do sol; pensávamos que o giro ou a orbita era circular, hoje se vê que também não é bem assim”. Mas, também se pode dizer a respeito disso, que cremos no que conhecemos e a medida que aprofundamos nesse conhecimento ou no seu aperfeiçoamento também ampliamos e aperfeiçoamos a nossa fé. Porque não temos todo o conhecimento a respeito de algo. Com respeito as supostas verdades  relativas( que na verdade são mentiras, pois uma verdade não pode deixar de ser verdade, se o ponto de vista mudar), o que se pode dizer é: “O que se pensava era apenas o que se pensava, mas não o que se tinha certeza, e se é que se tinha certeza de alguma coisa estávamos enganados.” Mas, a respeito das verdades absolutas e das verdadeiras verdades relativas assim, como eu já as tenho exposto, posso dizer que todo o conhecimento que evidencia uma verdade, não a abole, e todo o conhecimento que se opõem a ela  se enfraquece a si mesmo; e toda a dúvida a respeito dela se subtrai.Há aqueles que não confiam na existência de verdades absolutas, mas, independente da opinião pessoal, as verdades absolutas existem, se assim não  fora, o homem não estaria em busca da verdade, e poderia apenas aceitar uma mentira como verdade, como assim muitos o fazem.
2.       Mas quando a fé convicta esta fundamentada em verdades reais, ou seja quando não está enganada, esta é a fé do Salmo 125, que podemos chamar de fé inabalável. Ela é aquela que está fundamentada numa verdade real, numa verdade que seja como o ouro mais puro, e como o dia em que o sol está mais forte, ela não se opõem  a outras verdades como ela. E se opõem a uma “verdade”, é porque não é uma verdade e sim uma mentira, e essas mentiras com aparência de verdade, são formadas de preconceitos, de conclusões, afirmações e observações equivocadas, de parcialidades de visões limitadas a certo contexto cultural, social ideológico e de informações bem limitadas e míopes. Digo que possuem aparência é porque devido seu desenvolvimento e argumento lógico, esta mentira complexa ilude o seu receptor convencendo-o de ser verdade, ou parecendo, mas, a verdade não se anula diante da luz, ou do esclarecimento.
Por fé inabalável, não descrevo um mito, na verdade não se pode abalar a fé em Deus, quando ela é segundo as escrituras, pois na verdade foi isso, que Jesus disse: “quem crer em mim, como diz as escrituras, rios de água viva fluíram do seu ventre”João 7.37,38.

II.                  Mas, também há a fé que não é por convicção. Esta é a fé cega, que não possui certeza. Tem se um mito na religião e na ciência, que diz que toda a fé é contrária a razão, mas, quem crer em alguém deve por consequência crer nas verdades por ele afirmadas, e isso não é fundamentar-se na ilógica e sim na lógica da razão.
1.       Fé por tradição: É possível crer por tradição e isso ser de coração?Quando é que creio de coração? Creio de coração quando a minha fé produz obras(que são os aspecto físico da esperança).Quando aceito a crença ou ideologia popular em alguém; crença esta aceita pelo meu grupo social; e me ponho a exercê-la e andar segundo a mesma. Por exemplo; se moro numa nação onde o budismo é forte, ou se trabalho num lugar onde todos são, ou se meus pais e ou amigos são budistas. Então aceito a crença deles e passo a andar como eles andam e a professar os ensinamentos de Buda, então isso é crer de coração por tradição. Esse tipo de fé é uma fé que não pode ser questionada; pois se o for ela cai, ou deixa de ser de coração e passa a ser apenas nominal intelectual. Pois não é por convicção, quando você crer ou aceita algo sobre uma pessoa apenas porque o meio em que você vive aceita; por que a fé convicta, é de alguém que tem certeza a respeito de quem ou do que tem crido. Tem certeza daquilo que o levou a crer, de que é ou não digno de confiança e porque é digno de confiança, e do porque é digno de confiança. Por exemplo: Eu tenho a certeza de que Deus existe, de que a evidência mostrada pela natureza a respeito de sua existência e seu grande poder bem como a experiência pessoal que aquele que se chega a Deus adquire da pessoa dele, me levaram a crer nele. De que essa verdade tem se mostrado digna de confiança e não consigo achar motivos fortes e justos, e fieis o suficiente para rejeitá-la. Agora é possível crer ou confiar de coração por tradição? Não sendo por convicção?Será que esta fé não é apenas intelectual?Ela vai durar, ou seja, ser de coração até o dia em que for questionada; no caso da fé convicta enganada, precisará de que outra verdade lance luz sobre a mentira e a desmascare. Nesse caso é diferente, da fé por tradição, é diferente está fé é muito frágil não resistira ao questionamento, por que não tem bases para se firmar, é como o homem que constrói a sua casa sobre a areia (Mateus 7.24-27).A fé que é convicta mas enganada, resistira ao questionamento mantendo-se apegada a mentira te que ela seja desmascarada e se revele como  ela é, uma mentira.
Como confiar em alguém de coração não sendo por convicção?Eu posso nascer confiando, porque vejo que todos ao meu lado confiam; ou eu posso ser levado pela voz da maioria. A fé que não é por convicção é a fé que não tem certeza de quem ou o que é levado a confiar.Você confia por tradição quando não tem motivos para desconfiar, não tendo motivos para rejeitar a fé tradicional, quando não tem certeza como motivo para confiar, tendo apenas a influência da tradição como motivo para confiar. A pessoa confia de coração quando está fé produz esperança; e quando confio por tradição é a minha fé na tradição ou a minha fé tradicional, me levando esperançosamente ou em esperança a fazer algo; porque não tenho motivos para e sou influenciado pela tradição (por sua beleza, ou aparente alegria e outras influencias da tradição) a confiar, então somente então, o farei de coração. Porque quando é que uma criança que nunca foi paralítica, e é saudável; questionou a sua capacidade de andar? Ou desconfiou da resistência de suas pernas, para que andasse? Porque se vier a desconfiar, não andará com medo de cair, até que lembre que suas pernas são fortes e saudáveis e tenha certeza disso. Assim também como no caso das pernas, é a fé por tradição e não por convicção.
2.       Fé inconvicta que não é por tradição. Para se confiar, basicamente precisa-se da decisão, e para se decidir confiar seriamente, ou seja, de coração deve-se não ter motivos para dúvidas e desconfiança. Mas, a fé inconvicta que não é por tradição pode ser uma fé de coração? Existe tal fé?Que motivos podem ser o desta fé?O que é esta fé?A fé inconvicta é a fé que não pode ser questionada porque cai e fraqueja, não necessariamente ou exclusivamente é tradicional; mas, sempre que não for convicta. A fé verdadeira leva a pessoa a viver seguro de descansado na fé, ou seja, naquilo que crer ou em quem crer. E leva a esperança.  A tradição são costumes, crendices, e filosofias cultivados, por um seleto grupo, ou pela maioria. Há pessoas que são fascinadas por algo ou em algo, Israel era fascinado pelo estilo de culto e adoração do povo gentil a seus deuses, isso era porta psicológica para que eles se tornassem adoradores de falsos deuses. Igualmente as tradições exercem fascínio sobre algumas pessoas e as atraem com as cordas do fascínio, e estas pessoas creem nisto que exerce esse fascínio, esse domínio espírito-mental (espiritual e mental), sem nada questionar sem pensar e raciocinar, este é o poder da tradição. Deus não quer escravos, ele não quer cego, ele não quer uma fé nele que seja tal. Agora há pessoas que creem no que é diferente, no que é contrária a tradição, não sendo, porém está fé segundo a razão, que creem no que é aparente, que tem uma aparência de bom de confiável, que transmite confiança. Digo toda a fé que não poder ser questionada, ou seja, que não resistir a um questionamento não é uma fé convicta. E que toda a fé convicta inabalável, é baseada em verdades reais, o que é o contrário da outra a abalável ou enganada que se baseia em verdades irreais (ou seja, verdades “relativas”, segundo a visão, que algo pode ser ou não verdade de acordo com o seu ponto de vista, pois de certo, algo que deixa de ser verdade dependendo de sua relação, é algo que nunca foi verdade, pois a verdade natureza da verdade é imutável).Agora a fé inconvicta, não está baseada em convicções, antes crer sem exigir algo sólido, apenas crer como neste caso, tendo como motivo a aparência de algo que inspire confiança, ou que este algo é diferente; não tendo motivos para dúvidas estará disposto a confiar. É como alguém que entrega tudo ao seu mordomo pela primeira vez, não tendo feito isto antes, e sai confiando na fidelidade dele, sem antes atesta-la.
3.       Fé  inconvicta e fé convicta enganada. A diferença entre a fé convicta enganada e a inconvicta; é que a convicta enganada está fundamentada ou baseada em provas ou evidências a respeito da verdade em que crer(verdades sobre a verdade), e a inconvicta não tem bases ou evidencias, a pessoa aceita-a quando vem a mente, a luz de sua primeira compreensão; sem antes procurar a confirmação daquilo. Procurar saber se é verdadeiramente assim, ter a convicção, a certeza disto. Há os que têm medo por pensar que hão de se tornar incrédulos, porque seus raciocínios irão deduzir que aquilo não é verdade. Então permanecerão no engano?Você só rejeitara a verdade se rejeita outra verdade relacionada a ela. Por exemplo: Você não poderá crer que Jesus pode te curar se antes rejeitou ou rejeita que Jesus é o Filho de Deus e que ele pode te salvar. Ou seja, rejeitara a verdade, se rejeita uma verdade maior sobre a qual ela é submissa, sobre a qual ela esta fundamentada ou relacionada, da qual ela advém, que concorde. Porque concorde ou advém dela? Porque pode ser uma mentira a respeito desta verdade maior; ou pode ser uma verdade a respeito desta “suposta verdade maior”, que na verdade não é uma verdade maior...                                                                                                                                                         O meu pensar me levara a rejeitar certa verdade, se em mim rejeito outra verdade que concorde com ela, da qual ela advém, ou se submete. E se eu nunca ouvira falar de Jesus e ouço pela primeira vez?Ai vem que o evangelho é uma verdade espiritual, revelada primeiramente ao homem primeiramente pelo Espírito Santo, “todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim” João 6.43-47; um revelação consciente e ou inconsciente; após esta revelação o intelecto do homem fica receptível a palavra de Deus e se o homem aceita estas verdades, pregada-lhes pelo pregador e explicada a alma pelo Espírito Santo. A compreensão que ele tem dada pelo Espírito se fortificara pelas evidencias também concedidas pelo Espírito a ele no decorrer de sua vida, e a sua fé será inabalável e convicta. E de novo pergunto, mas, está fé, não é a luz de sua primeira e imperfeita compreensão? É a luz de sua primeira compreensão, mas, também a luz de evidencias indubitável concedida pelo Espírito. E digo mais, o Espírito Santo não deixa a compreensão das verdades do evangelho continue na mente do crente como estão, mas, está sempre ampliando ao conceder a razão, “muitas e infalíveis provas”. (Atos 1.3). Portanto a fé genuína no evangelho não pode ser considerada inconvicta, e se em algum momento foi abalável(enganada) por estar fundamentada em preconceitos, supostas verdades, mentiras, digo que a luz de um desejo sincero por conhecer mais de Jesus, o Espírito Santo a seu tempo quando a mente o coração(vontade) estão preparados, substitui as supostas verdades, por verdades reais, ou seja as mentiras por verdades.

Leia mais...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...