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domingo, 15 de maio de 2011

Os quatro doutores do oriente:Basílio o Grande (330-370)


Basílio nasceu na província romana da Capadócia, vindo de família rica e cristã, seu pai de mesmo nome sendo presbítero e cristão fervoroso, sua mãe filha de um mártir, sua irmã Macrina e sua avó de mesmo nome, todos eles foram de forte influencia sobre a sua vida, destacando deles a sua irmã. Teve a oportunidade de estudar em várias cidades importantes, ele estudou seis anos em Atenas, onde conheceu e se tornou amigo de Gregório de Nazianzo, onde aprendeu a arte da retórica e na mesma se aprofundou. Foi professor de retórica na universidade de Cesaréia por pouco tempo. Foi neste tempo que teve um despertamento espiritual se desprendendo de sua vida mundana, procurando saber como deveria seguir a Cristo como um legítimo discípulo, mudando totalmente seu estilo de vida, tendo em vista o ideal apontado em Atos o qual as pessoas deixavam tudo e vendiam as suas propriedades e as dedicava a obra de Deus, entendendo com isso o viver das comunidades monásticas.

Basílio partiu para visitar as comunidades monásticas já estabelecidas na Síria, Palestina, Egito e Mesopotâmia. Ele ficou profundamente impressionado com o que encontrou. Tinha ele a visão de um discipulado selvagem e que nunca poderia ser domesticado. Ele diante da visão de desprendimento que teve dos bens matérias, e sua identificação com a dor alheia e a miséria humana.

Vendeu parte de sua herança, dissuadiu a muitos comerciantes que procuravam tirar vantagens da oportunidade que aparecia na Capadócia, durante um período de miséria, e reunindo fundo de outros abastados, ajudou com isso a evitar um sério desastre.

Ele Foi por um tempo bispo auxiliar em Cesaréia. Basílio fez empreendimento na divulgação dos ideais monásticos, na Capadócia, como elaborou um código para a regulação da vida comunitária; foi um forte defensor teológico da doutrina da trindade.

De suas obras ele tem o Hexaemeron, uma serie de nove sermões os quais foram ministrados durante o período da Quaresma, nos quais fez uma brilhante exposição da criação em Gênesis. Em sua obra como em toda a sua exposição ele foi totalmente contrario a prática da alegoria, e fez muito uso da analogia. Ele via as escrituras como escrita literal, onde estava falando sobre água era isso, e nada mais, ao passo que as alegorias tendiam a ver a Escritura Sagrada toda numa visão espiritualista e simbólica; Basílio via que a alegoria facilitava em muito a introdução de heresias. Em sua época havia os, maniqueus, marcionitas e valentinianos, que empregavam a alegoria em suas próprias interpretações distorcidas.

Basílio dispôs e eficazmente uma fundação de três plataformas para sua exegese: Primeiro, ele, insistia que a Escritura vem do Espírito Santo. Ela é divina é divinamente inspirada. Não há aspectos insignificantes do texto. Segundo, ele reitera que um texto sagrado deve ser examinado reverentemente, com uma mente bem preparada e um coração receptivo para a mensagem do próprio texto. Terceiro, ele rejeita a alegoria como estratégia para a hermenêutica apropriada. O sentido literal do texto proverá material mais do que suficiente para a contemplação, intuição e aplicação.

Basílio vê em Gênesis 1.26(Façamos o homem a nossa imagem em semelhança) a alusão a pessoa do Filho, nesta aplicação ele ilustra um princípio hermenêutico patrístico que é fundamental. O Velho Testamento deve ser lido e interpretado a luz do Novo Testamento.

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