TRADUTOR

terça-feira, 19 de março de 2019

Uma receita de avivamento

Todos querem falar sobre avivamento, mas, de longe se encheram com auxílio de binóculos aqueles poucos que estão dispostos a isso. Geralmente, não estamos cansados e sobrecarregados o suficiente para deixarmos os nossos fardos de orgulho e egoísmo em troca da cruz da abnegação. Há um Hino que diz,"quando tudo perante o Senhor estiver, e todo o teu ser Ele controlar, só então hás de ver, que o Senhor tem poder, quando tudo deixares no altar".
Eu estou disposto a Deus? Alguém pode me dar, uma receita de avivamento aí agora, mas, será que ele estará disposto a vivê-la? Eu te dou uma receita de avivamento, caseira e bem simples. Ela começa com profundo arrependimento, uma vida quebrantada perante o Senhor Jesus, oração, jejum, fé completa ou de todo o coração em Deus, e um coração disposto a Ele sem reservas de coisa alguma. Mas, e aí? Quantos estão dispostos a isso? Eu estou? Para minha própria vergonha reconheço, que não estou completamente disposto, e Deus o sabe. Se eu estivesse disposto não estaria aqui, mas, como o vento estaria eu sendo levado por Deus aonde Ele quer.

João 3: 8. "O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito".

 Alguém pode dizer que a igreja de hoje é rica e que os irmãos não querem correr o risco de ter as suas posses confiscadas. Mas, a igreja de Atos também era cheia de pessoas com posses, mas, todavia muitos eram guiados pelo Espírito a vender as suas riquezas, para o sustento daqueles irmãos necessitados. Não temos muito o que aprender. Somos como o homem que morreu afogado porque esperava o resgate de Deus. Quando chegou ao céu o atrevido ainda quiz confrontar o Eterno, mas, foi repreendido quando Deus lhe lembrou das diversas pessoas que lhe quisera oferecer ajuda. De igual modo estamos a esperar que  avivamento venha, quando temos já tudo o que precisamos em nossas mãos. Mas, falta alguma coisa, disse Jesus para o homem rico( Marcos 10.21). E creio eu que é apenas um coração disposto a Deus sem reservas de coisa alguma.
Muitos jejuam, muitos são batizados com o Espírito Santo, muitos são pregadores que falam e suas mensagens são impactantes, todavia não se segue um avivamento. Porque bem sabemos que avivamento não é movimento, mas, sim os frutos de um movimento direcionado verdadeiramente pelo Espírito de Deus.
Eu ainda creio que o tempo é breve, e sei que um despertar real se manifestará nesta geração, o qual dará os seus frutos, não será um movimento de ondas, mas, será uma movimento de ceifas, onde multidões glorificaram o nome do Senhor. 

sexta-feira, 15 de março de 2019

Por ser a verdade.

Atos dos Apóstolos 4: 19. Mas Pedro e João responderam: "Julguem os senhores mesmos se é justo aos olhos de Deus obedecer aos senhores e não a Deus. 20. Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos".

 Nós não cremos em fábulas artificiais criadas pelos homens, e por isso o nosso compromisso se torna maior, a nossa causa digna e necessária. A nossa fé precisa ser sólida e não líquida, pura e não misturada, perseverante e não momentânea.
É por ser verdade que está estamos nesta, alguns perseguidos, outros criticados e sensurados, muitos perderam a vida e muitos ainda perderão. Alguns governos e ideologias nos vêem como ameaça, conspiradores, se divulgam por aí calúnias a nosso respeito. A uma constante oposição a nossa mensagem, e um questionamento aquilo que cremos e professamos. Não temos a simpatia das pessoas ( isso também porque o nosso caminho não cabe simpatizantes, eles não tem parte, somente tem parte conosco aqueles que se comprometem com a causa de nosso Salvador),e se temos é fingida.
É por ser a verdade que tentam nos fazer  pensar diferente, que surgem tantas adaptações a fim de nós tornar aceitáveis, mudam os nossos nomes, nos ensinam as suas tradições, nos impõe leis(Daniel 1.3 a 8/ 3  ). Todo ódio, ressentimento, amargura, espanto, aversão que o mundo tem por nós, é porque somos portadores da verdade de Deus, que está em Cristo Jesus, que é Cristo Jesus. Já viu alguém dizer, " ele se acha o dono da verdade!" Pois é, está frase é sempre dita por aqueles, que não querem saber da verdade, e com respeito a nós expressa o sentimento do mundo. Muita das vezes há apelos até emocionados, a nossas convicções, e nossas afirmações com o intuito de nos constranger ou fazer-nos recuar da verdade.
Cremos em Jesus, o qual é Deus, e o Filho de Deus, que está presente aqui em nós na pessoa do Espírito Santo, que em seu nome temos a salvação, e pelo seu sangue derramado na cruz a redenção de nossos pecados.
Cremos que somos herdeiros com Cristo das moradas celestiais, que em seu nome expulsamos demônios, curamos enfermos, anunciamos o evangelho que é o poder de Deus. Cremos na realidade de um descanso Eterno para os eleitos e num tormento Eterno para os reprovados. Cremos que a Bíblia é a palavra de Deus, é inerrante, vista por homens errantes. E por isso e por toda a nossa fé, somos tidos como a escória do mundo, para a sermos o tesouro do Rei. Porque isso é a verdade.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Além da revelação

"Deuteronômio 29: 29. As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei."

Toda a ideia se diverge quando vamos para além da revelação. Sabemos que se tratando de teologia há muitas correntes, de pensamentos, e a divergência é tão grande que beira a heresia a opinião alheia. Mas, por que isso? É porque fomos em nossas reflexões e observações para além daquilo que nos está revelado, além das escrituras. O texto diz o seguinte, o que Deus revelou é para nós e nossos filhos, mas, aquilo que está oculto é só para ele. Não estou dizendo aqui, que não possamos desenvolver uma teologia, mas, apenas afirmando que toda a divergência existente na igreja no âmbito da teologia se dá em questões que ou não estão na bíblia; ou que estão na Bíblia, mas, escritas de forma obscura, ocultas; ou que estão implicitas, mas, não claras na Palavra de Deus; ou são apenas citadas, não ensinadas. E por estás quatro pedras existe os muitos tropeços. Podemos livremente desenvolver os nossos pensamentos segundo as diversas vertentes do pensamento teológico cristão, mas, não venhamos a condenar nossos irmãos por questões extrabiblicas, ou de assuntos onde paira dúvidas. Existe esta divergência digo dentro das igrejas cristãs sérias, não das seitas heréticas que também são muitas, mas, quanto a estás seus motivos em discordar já é sabido, que vem do inferno para confundir as mentes dos simples. Pois são deliberados contra a palavra de Deus, ao ensinar coisas que contradizem a mensagem da cruz ensinando um outro evangelho.
Vamos refletir agora em cada um destes tropeços:
1°. Questões que não estão na Bíblia.
E porque não estão? Por que Deus, não as quiz revelar, são de âmbito Divino e que estão a sua mercer revelar no devido tempo. Mas, a curiosidade humana, se mete em muitas expeculações. A doutrina por exemplo que explica como se dá a união entre o Jesus humano e o Jesus Deus, a doutrina da transubstanciação (doutrina católica que diz que o pão e o vinho, se tornam verdadeiramente a carne  e o sangue de Jesus). Talvez por um esforço intelectual, olhando a gramática e ortografia grega e hebraica, alguém possa fazer uma exegese provando por a mais b, que estás doutrinas e outras que eu não citei, são sim biblicas, mas, é forçado, não é claro definido, é algo que alguém pensa e procura extrair da Bíblia seu apoio. Não quero desmerecer as doutrinas acima, apesar que como protestante a doutrina católica da transubstanciação, não a aceito. Nem estou dizendo que são heréticas, mas, que são especulativas, nem digo que não devam ser ensinada por suas respectivas denominações, mas, que não se deve dar a elas o status de inerrantes, pois embora com um esforço intelectual alguém possa dizer que são de base bíblicas, todavia não o são e sim são apenas raciocinios humanos em torno de um tema, e nem são ensinadas na Bíblia.
2°. Estão escritas na Bíblia, mas, de forma obscura.
Este relato já nos foi adiantado por Pedro, no tocante aos inconstantes e ignorantes( 2 Pedro 3.15,16    ). Mas, no tocante ao assunto por mim proposto, não são inconstantes nem ignorantes( ainda que talvez este segundo se aplique mais). Porém devido a obscuridade de algumas passagens no esforço exegéticos de alguns amados irmãos,  acabam os mesmos por chagar a conclusões divergentes uns dos outros, onde uma palavra pode significar n coisas. Alguns olham zelosos todos os contextos, e os originais, mesmo assim não conseguem ser concisos em suas conclusões. Minha simples opinião é que,  se estão obscurecidos para nós, pessoas que não vivemos mais na época em que os originais foram escritos, e para quem os mesmo foram escritos, então deixemos assim. Pois de certo para eles não era, pois estava envolvido pelo contexto íntimo de seus destinatários. Contexto este que por ser de foro íntimo, só Deus para sabe-lo. Podemos pelas nossas investigações às vezes listar possíveis realidades, que explique algumas expressões. 
Outra opinião é que com respeito ao entendimento no qual chegamos após uma cuidadosa exegese do texto, não deve ser desprezado, principalmente se o mesmo alia-se a uma convicção pessoal. Todavia não acho conveniente brigar com o próximo sobre coisas que não estão claras, e se são assim é por Deus não nos a revelou, e as divergências teologicas, como já disse, partem de quando vamos além da revelação.
3°. Estão implicitas mas, não claras.
Ou seja, são palavras ou idéias que quando se lê o texto bíblico você percebe, que está idéia está ali, mas, não está assim tão nítido, a não ser por um examinar cuidadoso da palavra de Deus. E neste sentido, mesmo assim, carece de um longo elaborar argumentativo filosófico sobre a idéia implícita, para que possa alguém vir, a concordar. Quando falo que estão implícita, é que são doutrinas, que podemos deduzir ou saber que embora o texto não fale sobre as mesmas todavia, podemos compreender elas por meio deles, ou também podemos saber que o que eles originalmente defendem vem a abarcar tal doutrina. 
4°. São apenas citados, não ensinados.

A doutrina da eleição dos santos, é por vezes citados, em Atos dos Apóstolos (  Atos 2.47  ), por idéias como ": aqueles que se haviam de ser salvos", ou " eleitos segundo a presciência"(   1 Pedro 1.2), " vos predestinou n'Ele"(   Efésios 1.11 ), também a doutrina da Trindade na fórmula batismal( Mateus 28.19  ), bem como a própria fórmula batismal (  Atos 2.38 ), e outras doutrinas são citadas, mas, não desenvolvidas, e este desenvolvimento doutrinário que foi feito depois, foi o causador de divergências, pois cada um de seus desenvolvedores seguiu por uma vertente. Minha observação apenas é que não devemos brigar por questões secundárias ou terciárias a palavra, que sim devemos estar firmes e certos em nossas convicções, mas, lembrando que elas se baseiam em fontes que seguem as escrituras e não são elas, logo como tais são passíveis de falhas de seus autores. Hoje por exemplo a fórmula batismal se divide em por imersão, por aspersão, em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, ou apenas em nome de Jesus, no tocante a doutrina da eleição, tem aqueles que levam em consideração a preciência de Deus e outros dão ênfase na soberania divina.
 Neste texto não quero expor a minha opinião, nem impor a opinião mais correta, ou que eu ache, mas, apenas mostrar a incoerência na qual nós encontramos. Minha defesa e autocrítica neste campo é por causa de nosso compromisso diante do Senhor Jesus de sermos suas testemunhas ( João 17.21/ Atos 1.8   ). Se as nossas divergências de idéias se restringisse ao campo das ideias e não se traduzisse em sentimentos inflamados, divisões e guerrilhas, talvez não estaria aqui escrevendo este artigo. Porque todas estas dissensões trazem consigo, a característica da falta de amor, revelando ou contradizendo aquilo que Jesus disse sobre o seu amor, ser em nós a marca genuína de seu discipulado ( João 13.34,35  ). Pois no campo das ideias, sempre vai haver divergências e correspondentes de pensamentos as mais, variadas. Nos dias de Jesus, já existia na teologia judaica várias correntes de pensamentos diferentes, em nenhum momento Jesus saiu levantando bandeira de uma ou outra corrente e atacando de forma feroz os outros por suas ideologias, mas, também não escondeu o que pensava ou o que defendia. Para nós cristãos, devemos ter algo que uma linha de delimitadora em nossas correntes interpretativas, para que elas não se tornem como já tem acontecido de ser tropeço para nós e para aqueles que buscam o caminho da fé salvífica em Cristo Jesus.
No livro "Autoridade Bíblica Pós-Reforma", o autor apresenta as cinco solas da reforma, como um b caminho neste sentido. "Só a graça, só a fé, só as escrituras, somente Cristo, só a Deus a Glória".

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