TRADUTOR

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Além da revelação

"Deuteronômio 29: 29. As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei."

Toda a ideia se diverge quando vamos para além da revelação. Sabemos que se tratando de teologia há muitas correntes, de pensamentos, e a divergência é tão grande que beira a heresia a opinião alheia. Mas, por que isso? É porque fomos em nossas reflexões e observações para além daquilo que nos está revelado, além das escrituras. O texto diz o seguinte, o que Deus revelou é para nós e nossos filhos, mas, aquilo que está oculto é só para ele. Não estou dizendo aqui, que não possamos desenvolver uma teologia, mas, apenas afirmando que toda a divergência existente na igreja no âmbito da teologia se dá em questões que ou não estão na bíblia; ou que estão na Bíblia, mas, escritas de forma obscura, ocultas; ou que estão implicitas, mas, não claras na Palavra de Deus; ou são apenas citadas, não ensinadas. E por estás quatro pedras existe os muitos tropeços. Podemos livremente desenvolver os nossos pensamentos segundo as diversas vertentes do pensamento teológico cristão, mas, não venhamos a condenar nossos irmãos por questões extrabiblicas, ou de assuntos onde paira dúvidas. Existe esta divergência digo dentro das igrejas cristãs sérias, não das seitas heréticas que também são muitas, mas, quanto a estás seus motivos em discordar já é sabido, que vem do inferno para confundir as mentes dos simples. Pois são deliberados contra a palavra de Deus, ao ensinar coisas que contradizem a mensagem da cruz ensinando um outro evangelho.
Vamos refletir agora em cada um destes tropeços:
1°. Questões que não estão na Bíblia.
E porque não estão? Por que Deus, não as quiz revelar, são de âmbito Divino e que estão a sua mercer revelar no devido tempo. Mas, a curiosidade humana, se mete em muitas expeculações. A doutrina por exemplo que explica como se dá a união entre o Jesus humano e o Jesus Deus, a doutrina da transubstanciação (doutrina católica que diz que o pão e o vinho, se tornam verdadeiramente a carne  e o sangue de Jesus). Talvez por um esforço intelectual, olhando a gramática e ortografia grega e hebraica, alguém possa fazer uma exegese provando por a mais b, que estás doutrinas e outras que eu não citei, são sim biblicas, mas, é forçado, não é claro definido, é algo que alguém pensa e procura extrair da Bíblia seu apoio. Não quero desmerecer as doutrinas acima, apesar que como protestante a doutrina católica da transubstanciação, não a aceito. Nem estou dizendo que são heréticas, mas, que são especulativas, nem digo que não devam ser ensinada por suas respectivas denominações, mas, que não se deve dar a elas o status de inerrantes, pois embora com um esforço intelectual alguém possa dizer que são de base bíblicas, todavia não o são e sim são apenas raciocinios humanos em torno de um tema, e nem são ensinadas na Bíblia.
2°. Estão escritas na Bíblia, mas, de forma obscura.
Este relato já nos foi adiantado por Pedro, no tocante aos inconstantes e ignorantes( 2 Pedro 3.15,16    ). Mas, no tocante ao assunto por mim proposto, não são inconstantes nem ignorantes( ainda que talvez este segundo se aplique mais). Porém devido a obscuridade de algumas passagens no esforço exegéticos de alguns amados irmãos,  acabam os mesmos por chagar a conclusões divergentes uns dos outros, onde uma palavra pode significar n coisas. Alguns olham zelosos todos os contextos, e os originais, mesmo assim não conseguem ser concisos em suas conclusões. Minha simples opinião é que,  se estão obscurecidos para nós, pessoas que não vivemos mais na época em que os originais foram escritos, e para quem os mesmo foram escritos, então deixemos assim. Pois de certo para eles não era, pois estava envolvido pelo contexto íntimo de seus destinatários. Contexto este que por ser de foro íntimo, só Deus para sabe-lo. Podemos pelas nossas investigações às vezes listar possíveis realidades, que explique algumas expressões. 
Outra opinião é que com respeito ao entendimento no qual chegamos após uma cuidadosa exegese do texto, não deve ser desprezado, principalmente se o mesmo alia-se a uma convicção pessoal. Todavia não acho conveniente brigar com o próximo sobre coisas que não estão claras, e se são assim é por Deus não nos a revelou, e as divergências teologicas, como já disse, partem de quando vamos além da revelação.
3°. Estão implicitas mas, não claras.
Ou seja, são palavras ou idéias que quando se lê o texto bíblico você percebe, que está idéia está ali, mas, não está assim tão nítido, a não ser por um examinar cuidadoso da palavra de Deus. E neste sentido, mesmo assim, carece de um longo elaborar argumentativo filosófico sobre a idéia implícita, para que possa alguém vir, a concordar. Quando falo que estão implícita, é que são doutrinas, que podemos deduzir ou saber que embora o texto não fale sobre as mesmas todavia, podemos compreender elas por meio deles, ou também podemos saber que o que eles originalmente defendem vem a abarcar tal doutrina. 
4°. São apenas citados, não ensinados.

A doutrina da eleição dos santos, é por vezes citados, em Atos dos Apóstolos (  Atos 2.47  ), por idéias como ": aqueles que se haviam de ser salvos", ou " eleitos segundo a presciência"(   1 Pedro 1.2), " vos predestinou n'Ele"(   Efésios 1.11 ), também a doutrina da Trindade na fórmula batismal( Mateus 28.19  ), bem como a própria fórmula batismal (  Atos 2.38 ), e outras doutrinas são citadas, mas, não desenvolvidas, e este desenvolvimento doutrinário que foi feito depois, foi o causador de divergências, pois cada um de seus desenvolvedores seguiu por uma vertente. Minha observação apenas é que não devemos brigar por questões secundárias ou terciárias a palavra, que sim devemos estar firmes e certos em nossas convicções, mas, lembrando que elas se baseiam em fontes que seguem as escrituras e não são elas, logo como tais são passíveis de falhas de seus autores. Hoje por exemplo a fórmula batismal se divide em por imersão, por aspersão, em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, ou apenas em nome de Jesus, no tocante a doutrina da eleição, tem aqueles que levam em consideração a preciência de Deus e outros dão ênfase na soberania divina.
 Neste texto não quero expor a minha opinião, nem impor a opinião mais correta, ou que eu ache, mas, apenas mostrar a incoerência na qual nós encontramos. Minha defesa e autocrítica neste campo é por causa de nosso compromisso diante do Senhor Jesus de sermos suas testemunhas ( João 17.21/ Atos 1.8   ). Se as nossas divergências de idéias se restringisse ao campo das ideias e não se traduzisse em sentimentos inflamados, divisões e guerrilhas, talvez não estaria aqui escrevendo este artigo. Porque todas estas dissensões trazem consigo, a característica da falta de amor, revelando ou contradizendo aquilo que Jesus disse sobre o seu amor, ser em nós a marca genuína de seu discipulado ( João 13.34,35  ). Pois no campo das ideias, sempre vai haver divergências e correspondentes de pensamentos as mais, variadas. Nos dias de Jesus, já existia na teologia judaica várias correntes de pensamentos diferentes, em nenhum momento Jesus saiu levantando bandeira de uma ou outra corrente e atacando de forma feroz os outros por suas ideologias, mas, também não escondeu o que pensava ou o que defendia. Para nós cristãos, devemos ter algo que uma linha de delimitadora em nossas correntes interpretativas, para que elas não se tornem como já tem acontecido de ser tropeço para nós e para aqueles que buscam o caminho da fé salvífica em Cristo Jesus.
No livro "Autoridade Bíblica Pós-Reforma", o autor apresenta as cinco solas da reforma, como um b caminho neste sentido. "Só a graça, só a fé, só as escrituras, somente Cristo, só a Deus a Glória".

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Tua vara e o teu cajado me consola

Salmos 23: 4. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Qual é o sentimento de uma ovelha na visualizar a presença de seu pastor, quando por um breve momento se encontrará a Mercer de um lobo, ou outro devorador? Quando ele chega ela olha para ele e berra, e ele então vem com seu cajado e bate no lobo, e com outras ferramentas o afugenta e tenta resgatar a ovelhas dos dentes afiados do predador de forma a não ofende-la mais do que já está, e quando por fim a resgata, e trata as suas feridas, põem a em seus ombros tal como na parábola do bom pastor. Por isso penso eu, ao estás ovelhas avistar o cajado de seu amo, se alegra, sente-se confortada. O cajado do pastor não causa medo, não leva a ovelha a se sentir acuada, mas, pelo contrário significa a expressão prática do amor e da dedicação do seu pastor por ela.
Dentro da perspectiva que escrevi de um ovelha em relação a seu pastor, não tenho a experiência de um pastor de ovelhas físicas, para saber se elas se comportariam assim, com respeito a seu pastor. Mas faço minhas construções com base naquilo que o mestre nos deixa registrado em João 10, nas informações do Salmo 23, e na parábola do bom pastor(Lucas 15. 3 a 7), onde o Senhor descrever a ovelha não como um animal, mas, como pessoas, com base na experiência comum daqueles pastores que o ouviam, ele retirava destas experiências aqueles comportamentos que se assemelhava aos de homens e fazia a sua aplicação. Pois na verdade nós somos suas ovelhas tal como nos é dito no salmo 100, e ovelhas de seu pastor.
E como ovelhas deste vasto rebanho sabemos que quando presenciamos o cajai do Senhor, estamos bem, estamos sendo consolados, estamos sendo livrados. A ovelha diz," ainda que eu ande sobre o vale da sombra da morte," ou seja vivemos num mundo onde a sombra da morte cobre toda a terra de forma que não as pessoas vivem em densas trevas. Tal como João escreveu em João 3.19 a 21, a luz veio ao mundo que estava coberto por trevas, e trevas de morte. Então a presença de Jesus que é está luz nós deixa seguros, e sem temor de mal algum, ainda que ainda andamos pelo vale da sombra da morte. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Série Pecados 13: Imoralidade Sexual

"Atos dos Apóstolos 15: 29. Abster-se de comida sacrificada aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual. Vocês farão bem em evitar essas coisas. Que tudo lhes vá bem."(NVI)
O prefixo "i" ou "in", quer dizer negação, ou ausência, aqui então entendemos que temos uma negação da moralidade sexual, ou moralidade que se aplica a questão sexual, ou aos comportamentos sexuais. Tudo a que se aplica a palavra " moral", se refere a condutas realizadas por uma vontade livre, espontânea e consciente. Mas a palavra moralidade é usada para se referir, a um conjunto de condutas moral, ou atributo, particularidade ou característica do que é ou possa estar relacionado à moral, também a uma caracteristica moral de prática habitual de uma pessoa. E a imoralidade, está relacionado a está característica habitual pautada na ausência de princípios e valores morais sãos, puros, e ou conforme ao que a palavra de Deus nos orienta que é a conduta adequada a moral. Ou a imoralidade é também a falta de compromisso com a moralidade ou a instabilidade moral na conduta. Como por exemplo pessoas as quais não podemos confiar, para a realização de certas coisas, como comprar algo com dinheiro para nós, pois a mesma poderia se apropriar dele e mentir sobre o seu paradeiro. Pessoas que não honram seus compromissos, mentirosos.
A imoralidade sexual, é uma falta de compromisso moral com a sexualidade certa ou a falta da sexualidade (expressão do sexo) conforme os princípios da palavra de Deus. O texto base desta reflexão é a NVI, conforme a tradução da Bíblia, vemos uma outra palavra que também merece nossa consideração, a qual é traduzida no lugar de imoralidade, a qual é impureza. O impuro é aquele cojus caminhos das intenções do coração, são contaminados pelo egoísmo, levando a escolhas sempre manchadas ou máculadas por desejos e ou propósitos visando a satisfação carnal ou auto-satisfação, os quais são isentos de compromisso com a moralidade, pois não são feitos pensado ou refletindo moralmente suas consequências, mas, unicamente a satisfação carnal nisto tudo.
Então em nossa reflexão chegamos a impureza ou imoralidade sexual, que é o desvio do caminho prescrito por Deus para a expressão da sexualidade. Este caminho é descrito em Gênesis 2.24, onde o homem deixa pai e mãe e passa a viver com sua esposa, através do casamento, e se torna um com ela por meio do sexo, e trilham toda uma vida juntos. Então a impureza sexual, vem  com a insatisfação do homem ou da mulher com seu cônjuge, adulterando fisicamente, cobiçando a mulher ou homem alheios(adultério na intenção), sendo incontido em sua juventude mantendo relações sexuais antes do casamento, ou tal famoso ato do ficar, que é oral de sexo sem compromisso, ou casual. E aí também vem os efeitos desta depravação moral incorrendo em corrupção de seus próprios sentimentos, como o homossexualismo, a bissexualidade, o sadomasoquismo, a bestialidade, pedofilia, necrofilia, incesto, etc...(Levíticos 18)
Como já tenho falado, a imoralidade é um procedimento que nega a moralidade, ou a conduta certa adotada pela moralidade, é uma conduta que não leva em conta aquilo que é certo, em 1 Coríntios 5, Paulo trata de um homem que era membro da congregação em Corinto que vivia de forma desavergonhada ou seja imoral com sua madrasta. Isso era segundo Paulo um comportamento que até mesmo os cidadãos ímpios de Corinto que era considerada uma cidade muito devassa, visto que até a expressão "corintiar" significava ir para as orgias sexuais ou para as noitadas. E Paulo disse que aquele crente estava fazendo pior que os ímpios, então ele dá um ultimato aqueles irmãos para que o excluísse da comunhão já que o mesmo não estava se arrependendo, não queria deixar o erro, mas, estava bem com ele.
Vemos então que o caminho da sexualidade sadia é simples, mas, a mente humana através de uma busca egoísta se envereda por muitas invenções, as quais nem cheguei a margem do mar de podridão moral a qual é a imoralidade sexual. Claro muito do que falei aqui, pode ser por muitos considerado algo como normal. Mas, o que este mundo que jaz no maligno considera como normal? De certo nosso parâmetro de pureza é a palavra de Deus.
 De todos os laços aos quais o homem se prende, este é um dos mais escandalosos, e o que mais compromete o homem, e por incrível que pareça é que mais ocorre no  mundo. Das modalidades de pecado, a imoralidade sexual em todas as suas variações são as que mais prendem os homens. No passado o Diabo usava dela para prender os homens na idolatria.
"Números 25: 1. Enquanto Israel estava em Sitim, o povo começou a entregar-se à imoralidade sexual com mulheres moabitas, 2. que os convidavam aos sacrifícios de seus deuses. O povo comia e se prostrava perante esses deuses."
As sacerdotisas dos templos pagãos da fertilidade usavam do sexo cultual para promover a adoração as suas deusas. No presente está tática tem se diversificada, usando o enfraquecimento da vontade, através do estímulo desenfreado da cobiça dos olhos na televisão, na internet, na música, na rua, na escola, se espalham os sacerdotes e sacerdotisas da imoralidade, prendendo através do sexo os corações dos jovens e velhos, os quais com as vontades enfraquecidas por estás inclinações, não conseguem trilhar o caminho da justiça, não conseguem manter seus corações limpos, é uma guerra, mas, o sangue de Jesus tem poder para quebrar de seus escolhidos toda a sorte de inclinação do inferno.
Como tenho falado das sacerdotisas, isso não somente no tocante às atrizes pornográficas, mas, a uma vastidão de moças que espalham vídeos provocantes no YouTube, Facebook, e outras ferramentas virtuais. Também na rua o uso de roupas e de posturas provocantes, tanto por mulheres como por homens, e isso tem se intensificado cada vez mais nesta cultura hedonista.
Minha oração é que aplicando a palavra de Deus a nós conforme o Salmo 119.9, observando as orientações da mesma possamos, não somente os jovens, mas, os velhos também, purificar os nossos caminhos. Está é uma verdade encontrada nos Salmos a outra, é a que diz que, aquele que medita de dia e de noite na lei do Senhor, e ao mesmo tempo não se assenta na roda dos escarnecedores, nem anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, estes tem as suas decisões e atos prosperado diante de Deus( Salmos 1). Desejo sexual sempre estará em nós, ele é inato,mas o caminho pelo qual trilhamos com este desejo não é inato, não é instintivo, é um caminho de escolhas conscientes e livres mesmo que esta liberdade seja um pouco limitada, pela nossa inclinação ao pecado. No entanto são escolhas que facilmente nos prendem em teias de pecado(vícios). Todos somos pecadores, mas, a palavra disse no Salmo 1, " não se detém nos caminhos dos pecadores", ou em outras palavras não se demora, não permanece, isso diz de alguém que não é teimoso no pecado, mas, que ao contrário procura se livrar dele o mais depressa possível, se arrependendo. Pois quanto mais tempo demorasse para romper com um pecado maior e mais danoso ele se torna em sua vida.
Paro por aqui, nesta reflexão, e que o Senhor Jesus, nós abençoe e nos livre dos laços do passarinheiro.

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