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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LEI MORAL.Por Charles G.Finney(Explicada por Felipe F.Lopes)

Geralmente quando falamos em lei moral de Deus, usamos nos referir aos dez mandamentos. Quando Finney fala de lei moral, ele fala daquela lei citada por Paulo (Romanos 2.14,15 e 16), a qual está revelada na mente através da consciência, lei esta que mesmo não tendo legisladores humanos, que as escreva, a própria mente( consciência pessoal) impõem a cada pessoa, a obrigação e o dever de observá-la.Mas, nesta série de postagens, estarei publicando e comentando as aulas de Finney sobre lei moral, pois muitos estudantes tem a dificuldade de intender a sua teologia, mas, segundo o próprio autor, é preciso primeiro entender a visão do mesmo sobre lei moral, e ai depois será mais fácil para conseguir entender o pensamento do mesmo nas demais aulas de sua teologia sistemática.Veja o que ele diz: O que digo em "Lei Moral" e "Fundamento da Obrigação Moral" é a chave para toda a questão. Quem dominar e compreender esses pode compreender de pronto o restante. Mas aquele que não dominar o que entendo desses assuntos não compreenderá o restante.

A lei, num sentido do termo suficientemente popular e também científico para meus
propósitos, é uma regra de ação. Em seu significado genérico(ou original e amplo), é aplicável a todo tipo de ação, seja material, seja mental — seja inteligente, seja não inteligente — seja livre, seja necessária.Em seu significado genérico, sendo ele, " regra de ação". Tendo este significado, a lei é aplicada a todo o tipo de ação; seja esta ação material(ao universo da matéria, ao mundo físico, como  por exemplo as leis de Newton). Sendo assim na definição genérica como regra de ação ela é aplicada nas leis físicas(material) também, assim como as leis da Biologia e todas as leis que regem o universo.Seja mental(aplicável a mente) num sentido inteligente, quando é algo que o homem imagina, pensa, cria; num sentido não inteligente isto seria um ato involuntário, um reflexo, um instinto, algo que não está no controle da escolha do homem da escolha da vontade humana.Seja livre, ou seja algo que está relacionado ao nosso desejo aquilo que nós queremos, aquilo que nós procuramos fazer de acordo com o nosso livre arbítrio, com o nosso livre e lúcido julgamento. Seja necessária, ou seja algo que precisa ser feito, que é indispenssavel, que se não for feito poderá incorrer em algum problema,é uma lei de necessidade, uma lei que precisa ser observada. Lei física é um termo que representa a ordem de seqüência em todas as mudanças que ocorrem sob a lei da necessidade, quer na matéria, quer na mente. Ou seja, todas as mudanças de estado ou de ação que não consistem nos estados ou ações de livre-arbítrio. A lei física é a lei do universo material. É também a lei da mente, desde que os estados e as mudanças sejam involuntários. Todos os estados ou atos mentais que não sejam atos livres e soberanos da vontade devem ocorrer sob a lei física e ser sujeitos a ela. Não se pode ser responsável por eles, a menos que sejam atribuídos à lei da necessidade ou imposição.Como já explicamos as leis físicas são as leis que regem o universo, assim como as leis da física e da biologia e todas as leis que regem o mundo material o mundo da matéria(seja ela bruta ou orgânica). Essas leis também se aplicam a mente quando se refere a instintos e atos involuntários, a coisas sob as quais a vontade humana não tem governo, sob as quais a inteligência humana não tem governo, sobre as mesmas imperia a lei física. Essa lei esta sobre a reação natural, os reflexos naturais do corpo humano sobre tudo aquilo que se intendo como instintivo. A lei moral é uma regra de ação moral com sanções (resultados e recompensas devidas ao cumprimento ou descumprimento da lei). E aquela regra a que os agentes morais precisam conformar todos os atos voluntários, sendo reforçada por sanções(Tendo como incentivo, premiações que equivalem ao valor do preceito, ou seja são fortificadas, ganham peso,como premiações que correspondem a você cumprir a você respeitar aquela regra que foi ensinada) equivalentes( correspondente) ao valor do preceito. É a regra que governa a ação livre e inteligente, em contraposição à lei da necessidade(É a regra que governa a ação livre e inteligente...livre porque?Porque você não faz isso por causa do seu instinto, por causa de uma lei física algo que é ti imposto, pois a lei física é uma lei de imposição; é algo que você não faz por uma lei de imposição é algo que você faz por que você escolheu fazer. Livre e inteligente, você escolheu fazer por uma decisão inteligente, é algo que você pensou, você calculou imaginou viu que haveria sanções, gratificações, que haveria boas recompensas, bons resultados, que por necessidade por uma lei de necessidade aquilo te conduziria por um bom caminho.) Em contraposição à lei de necessidade — de motivações e livre escolha em oposição a uma ação necessária e não inteligente. É a lei da liberdade, em contraste com a lei da necessidade — de motivação e livre escolha, em oposição à imposição de todo tipo. A lei moral é primeiramente uma norma para regular todas aqueles atos e estados da mente e do corpo que se seguem aos atos livres da lei por uma lei da necessidade. Assim, a lei moral controla estados mentais involuntários e atos exteriores só pelo ato de assegurar a conformidade das ações do livre arbítrio com seu preceito.

3 comentários:

Ricardo Moraes disse...

Não quero comentar e sim perguntar. cara ainda não entendi a diferença entre lei física e lei da necessidade? Me de exemplos práticos dessa diferença.Pois não cheguei a uma conclusão, a principio me parece que lei de necessidade é uma espécie de ponte entre o físico e o moral.
Liberdade em contraposição a necessidade seria escolher, decidir o que quiser mesmo que a necessidade me diga o que deveria escolher?


Felipe F.Lopes disse...

LEI DA NECESSIDADE: Regra de ação imposta pela força, lei da causa e efeito, predeterminada.
Todos os princípios são leis de necessidade.
"A palavra princípio é uma lei básica e essencial sem a qual é impossível algo ou chegar a algum lugar, é o sine qua non, ou lei sem a qual não se pode fazer alguma coisa. Princípios são leis de necessidade, ou seja, são leis que são essenciais de tal forma que ignorá-las resulta em fracasso certo. Exemplo simples de princípios, é uma receita de bolo ou broa, se você quiser atingir a mesma textura, sabor e aroma desejado, terá de ser fiel ao que diz a receita, a todos os ingredientes medidas e outras regras nela contida.E por que?Porque são necessários.Os princípios não são regras criadas por capricho de alguém, eles na verdade são descobertos num processo ou aprendizado do dia-a-dia.
Na verdade todas as leis físicas ou as leis que regulam todo o universo macroscópico e microscópico são leis de necessidade. Veja bem a lei que impõe o limite das órbitas, a sua extensão e duração, é ou não necessária. O que aconteceria se ela não existisse?
LEI FÍSICA: A ordem da seqüência em todas as mudanças que acontecem sob a lei da necessidade, quer na matéria, quer na mente. Quero dizer todas as mudanças quer do estado ou da ação que não consistem nos estados ou ações do livre-arbítrio.
A lei física rege, sobretudo o que não diz respeito ao livre- arbítrio, como as leis que regulam o funcionamento das células dentro do corpo, que regulam o próprio organismo humano, você vê que nenhum órgão pode faltar ou falhar, porque são necessários, é uma lei de necessidade. Mas a diferença desta lei da lei moral é que não há opção, liberdade em nenhum sentido, é uma lei imposto.
Leis físicas são como programações, exemplo a programação de um programa de computador ou smartphone, são caminhos e diretrizes de funcionamento prescritas pelo programador, no caso aqui este"programador é Deus".
Exemplo de leis físicas temos os instintos por exemplo a fome, é algo instintivo em nós, por uma questão de necessidade, se não a sentise-mos não procurariam os satisfazer a necessidade de nosso corpo, com isso o exporiamos a morte por desnutrição. Agora, onde está a lei moral nisso? Está em como satisfazemos a nossa fome, ela vem no bom senso de evitar a glutonaria.

LEI MORAL: A regra à qual os agentes morais devem conformar todas as suas ações voluntárias e é obrigada por sanções iguais ao valor do preceito.
A lei moral ela rege as nossas ações livres, voluntárias e conscientes. Ela se torna mais clara a medida que a pessoa a pratica.
Então neste sentido ela é oposta a lei de necessidade, pois ela é uma regra ideal, desejável, mas, não imposta. Ela se fundamenta em nossa consciência, temos a consciência de que precisamos seguir pelo caminho da equidade, mas, por motivos egoístas não seguimos. Como toda a lei ela tem penalidade, mas, diferente da lei física esta é uma lei que você pode escolher não seguir. A lei física, você não escolhe.
Ok? Espero ter te respondido.

Felipe F.Lopes disse...

"Liberdade em contraposição a necessidade seria escolher, decidir o que quiser mesmo que a necessidade me diga o que deveria escolher?"

Não, não estamos falando aqui de necessidade, mas, de uma lei universal chamada lei de necessidade, a qual é uma lei com regras ou diretrizes impostas ao universo macroscópico ou microscópico, para o bom funcionamento, leis as quais se não fossem impostas haveria um verdadeiro caus, e de certo a vida é toda a existência não seria possível.

Mas, no caso da lei moral ela não é imposta é apenas exigida, ou pedida, mas, ninguém a faz de forma automática e sim, voluntária. Por isso, é "liberdade em contraposição a necessidade".
Ok? Jesus te abençoe!

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