TRADUTOR

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ponto a considerar 11:"... e o Verbo era Deus".

Uma das dificuldades nossa de entender a

  1. trindade, é ver a Deus como uma pessoa humana, e Deus não é uma pessoa humana, sua humanidade só veio a ser ou existir na pessoa física do "Filho do Homem", Jesus.  Mas, Deus não é humano, por isso não está limitado. A ideia de um Deus ilimitado não só leva nos a pensar em onisciência, onipotência e onipresença, mas, mostra-nos que Deus não está presente em todos os lugares apenas em essência, mas, também o está integralmente. Porque se ele é onipresente, ao mesmo tempo onisciente e ao mesmo tempo onipotente então é também universalmente integral. No contexto de seu ministerio terreno, Jesus havia esvaziado de sua glória e tudo o que fazia, o poder que manifestava era pela pessoa do Espírito Santo, e se em algum momento usou a sua própria onipresença o fez apenas em essência."Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens." (Filipenses 2.5 ao 7, leia também sobre a dependência de Jesus ao Espírito Santo, em Mateus 3.16/4.1/12.18/12.28/Lucas 4.14 e 18/ 10.21/Em Lucas 5.17 diz que "...E o poder do Senhor estava com Ele para curar os doentes.")

Há outra explicação que ouvi sobre a ideia de trindade, baseada em João 1.1 a qual diz assim: "No princípio era aquele que é a Palavra( era o Verbo). Ele estava com Deus, e era Deus"(NVI).
Um professor deu-nos a ilustração que lança luz sobre está passagem da seguinte maneira, ele disse a um dos estudantes:
"Pense numa palavra!" E o estudante pensou, e ele então lhe disse:
"Agora pronuncie ela para todos ouvir".
E o estudante pronunciou:
"Fé!" E o professou expôs o seu argumento:
"Quando ele pensava a palavra fé, estava só com ele, a partir da hora que ele a pronunciou, ela passou a estar na mente de todos. Mas, ele não a esqueceu, ela continuou em sua mente, porém agora ela estava em vários lugares ao mesmo tempo."
Essa explicação coloca Jesus como a Palavra, o Logos, mas, prefiro a versão Almeida, que é o Verbo. Pois verbo indica ação, é aquele que dizia em Gêneses 1, " haja", e era o mesmo que tornava tudo possível. O que João diz mais, é que Jesus estava com Deus, mas, também era Deus. Era a Palavra, mas, esta palavra tem vida e personalidade propria, ela sempre na eternidade esteve com Deus, mas, ao mesmo tempo ela(a palavra) era também Deus.
 A dificuldade de entender esta declaração, consiste na noção que temos de Deus, como um ser, mas, esta noção é pagã e humana, porque falamos com Deus como se fosse um, referimo- nos a Deus como se fosse um,  porque na verdade, não há em nossa línguagem uma palavra que possamos usar em referência a Deus, pois não podemos usar o plural, porque soaria-nos a estranha noção de politeísmo, não podemos dizer:" Os Deus" ou, " os Senhor ". Mas, sabemos que embora não seja três deuses, todavia há é três pessoas, que compõem um único Deus.Não são( como já disse) três pessoas humanas, mas, três pessoas divinas, cujos atributos individuais de cada uma, sua onipresença, sua onisciência, sua onipotência, possibilitam a perfeita unidade de um único Deus. Na onipotência Jesus tem o poder, ou a capacidade de estar literalmente no Pai, dentro do Pai, como o Logos, e em plenitude. Na sua onipresença, Ele não só está presente ao lado do Pai, mas, de estar no Pai e no Espírito Santo de forma integral, sem todavia perder a sua individualidade. Na sua onisciência, Ele conhece o coração do Pai, estando aqui na terra como homem, ele havia despojado de todo o seu poderio, e havia se confiado integralmente a direção do Espirito Santo, mas agora como tem retornado a sua Glória, Jesus sabe o momento e o dia em que ele há de retornar para buscar o seu povo, bem como outro qualquer segredo do coração do Pai, porque também mesmo, não há nada no coração do Pai que ele venha a querer esconder de Jesus.
De novo digo, não é uma pessoa com tripla personalidade, mas, é um Deus, e não é um Deus na noção pagã e humana de um super homem, e sim uma família de seres únicos e eternos, imutáveis e inalteráveis, que comungam do mesmo pensamento e sentimento através da onisciência. Que estão presentes de forma integral e ou apenas em essencia um no outro e em todos os lugares ao mesmo tempo, através da onipresença, assim como nos ilustra a passagem de João 1.1, de que o Logos( Jesus), estava em Deus, mas, nem por isso deixava de ser Deus. Que podem o impossível, porque é Deus.

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