TRADUTOR

domingo, 12 de novembro de 2017

Unidade cristã

                             
João: 17. 21. para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. - Bíblia JFA Offline
A unidade é um tema que hoje tem sido mais subjetivado do que tratado como uma questão de necessidade. Ou quando o veem, o veem apenas no contexto denominacional. O que não é e nunca foi objetivo do mestre a ideia de partido denominacional. Agora no tocante a unidade da igreja local, isso deve ser considerado, mas,em que sentido deve ser considerado? Denominacional ou no contexto de toda a localidade?
Congrego numa cogregação  e no predio ao lado existe outra congregação de outra denominação, fica-me extranho passar e dizer: "A paz do Senhor!" Se eu não poder comungar com os mesmos. Já é uma falha nosso denominacionalismo, quanto mais o exclusivismo que temos nela. Alguns veem uma certa "união" nas igrejas, o que na verdade ainda não consegui ver, embora união não seja unidade, de certo até tem união, mas, é uma coisa muito diluída. Outros falam de "unidade no Espírito", mas, o que é a unidade no Espírito? E o que ela abrange?
Quando Jesus fala ," assim como Tu o Pai, és em mim", será que isso é tão superficial e inexpressivo?( Penso que não). Jesus dizia aos discipulos, " quem ve a mim ve o Pai"(João 14. 9). Penso que após a Reforma Protestante, ouve um descuido dos reformadores, o deixar de fazer uma coisa que a igreja da era apostolica fez no primeiro seculo e que as igrejas nos três séculos seguintes mesmo que de forma sofrida e imperfeita o fez, que é o "concilio". Mas, concilio não é convenção. A igreja em Atos 15, fez aquilo que foi digno do nome, "Concilio". Pois havia uma discordancia a respeito do caminho da Salvação e um desentendimento dos meios da graça, ou seja um grupo achava que precisava guardar a lei mosaica, já outro grupo tendo Paulo e Barnabé a frente se posicionava contra a observância da lei mosaica pelos convertidos ao evangelho, pois a lei foi instituida para os judeus. No entanto Tiago assim como os demais lideres entenderam, que havia sim a necessidade de observancia de alguns pontos da lei mosaica os quais eram, " evitar alimentar-se da carne sufocada e do sangue, da prostituição e da idolatria", mas, que no demais não precisariam de se submeter a outras observancias da lei pois, do contrario estariam invalidando o sacrificio de Cristo, a graça oferecida por Deus aos homens, e buscando uma auto-justiça. Com isso eles conciliaram a ambos os grupos. É claro que aqueles que não eram crentes de verdade continuaram a contender.Mas a igreja foi conciliada, evitando com isso um cisma entre os cristãos do primeiro século. Coisa que os demais concilios não foram tão bem sucedidos. Mas, penso que a ideia teria sido valida se os reformadores a tivessem observado, e isso evitaria ou pelo menos evitaria o numero de divisões e denominações que temos hoje.
Pois a divisão não é apenas de nome, mas, de ideias,sentimentos e coração. Poderia eu concordar com aqueles que acham haver hoje unidade na igreja, mas, as divisões são muitas e sangram. Há muitos motivos para o mesmo, vai desde bons  motivos, até motivos espurios e malignos.

Agora quero falar sobre a unidade, ou pelo menos, começar a esboçar o assunto:
*"Para que todos sejam um".
Este texto vem de um clamor de Jesus. Ele quer que sejamos um, em nenhum momento Ele tem a ideia de unidade fisica ou material, nem mesmo Ele, Jesus, é um desta maneira com o Pai.
* "Assim como Tu, o Pai, és em mim, e eu em Ti".
Agora uma coisa é certa, o modelo desta unidade está na relação do Pai com o Filho. Jesus dizia muito desta relação, "João: 14. 9. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10. Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. 11. Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras."
Se Jesus pela sua vida, revelava o  Pai, e fazia isto de tal forma que Ele, tinha a ousadia de dizer  que quem o via,  via o Pai, ai alguém te pergunta,"mostra-me Jesus, ou onde está Jesus?" E o que você pode lhe responder?
* " Que tambem eles sejam um em nós". Quando Felipe pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai, Jesus lhe respondeu. " Estou a tanto tempo convosco e você me pede para te mostrar o Pai?" Por que Jesus revelou e revela o Pai ao mundo, e de igual modo nós unidos a Jesus no Espírito Santo revelamos ao mundo Jesus.
Porque assim como as pessoas que receberam a Jesus nos dias de seu ministerio terreno, vinham a conhecer a verdade sobre Deus através do Mestre, igualmente elas precisam hoje através da igreja conhecer a Jesus e saber que Ele é verdadeiramente Deus e o Filho de Deus.
*"afim de que o mundo creia que Tu me enviaste".
O objetivo desta unidade cristã é revelar a verdade sobre a pessoa de Jesus ao mundo. Assim como a unidade de Jesus com o Pai, revelava e revela a verdade de Deus aqueles que o recebem. E qual é esta verdade?
1ª. De que Deus existe e ele pretende salvar os perdidos no mundo. A todos quanto receberem a Jesus como Salvador pessoal.
2ª. De que este Deus é real, que desenfeitou sua Glória mandando uma parte de si, o seu Filho(ou o seu igual, semelhante ou de mesma natureza), para resgate de muitos, isso é de todo aquele que n'Ele crer.
O mundo tem estado confuso a respeito de quem é Jesus, era já assim na época do ministério terreno de Jesus, e hoje a confusão não diminui, e nem poderia pois o pai da mentira zela, por mantê-la, e garantir a sua expansão. Se Jesus é o único caminho, Verdade e vida que revela Deus ao mundo, a igreja é designada por Ele também para ser o único caminho para revelar quem é Jesus ao mundo. Pois já muitas versões enganosas e malignas Satanás tem expalhado pelo mundo.
Mateus 16: 13. Tendo Jesus chegado às regiões de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? 14. Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas. 15. Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? 16. Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. -
Mateus 28: 19. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20. ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. -

* Mas, como se estabelece está unidade cristã?

Alguém pode argumentar que a "Igreja", quanto corpo místico de Jesus, permanece em unidade, mas, apenas a igreja quanto organização é que se mantém dividida. Olha no século um, na era apostólica, não se via assim, e não se falava de igreja como duas coisas distintas coexistindo juntas(corpo místico de Jesus e organização cristã religiosa), essa ideia surgiu depois para explicar a divisão que se sucedeu no cristianismo, como resultado da dureza do coração do homem. Aí fica hoje difícil de se conceber está ideia de unidade cristã, e sim apenas a de união cristã. É muito mais fácil dividir, do que unificar. Eu compreendendo está dificuldade, ponho apenas a observar que está divisão não é desejo do coração de Jesus, e que podemos pelo menos se formos sinceros de coração a empreender esforços nesta meta. Por isso também não tenho a ilusão de que poderemos chegar a ser o que éramos no princípio, pois a dureza do coração do clero cristão a isto dificulta, prova essa que mesmo os grandes avivamentos, que tinham potencial para o mesmo não conseguiram realizar, antes acabaram por provocar novas divisões.
Mas afirmo que devíamos empenhar para uma busca desta unidade, pois é e sempre foi o desejo do coração do Mestre. Pois embora os grandes avivamentos não conseguiram estabelecer a unidade cristã, todavia no seio dos mesmos,ficou-se evidente o espírito desta verdade. Pois aqueles que deles gozavam pelo fogo do Espírito Santo, estavam soldados, unificados tinham um mesmo coração.
Portanto a unidade cristã, a verdadeira unidade se estabelece em dois pilares, a união e a comunhão, pilares estes que são estabelecidos, fortalecidos e mantidos, quando se dão ouvidos ao Espírito Santo.
 De forma fraca, superficial e parcial permanece de pé o pilar da união. Já o pilar da comunhão já não existe mais, dele apenas ruínas existem.
Estamos unidos no nome de Jesus, mas, como barro e pedaços de ferro, como água e óleo, não estamos comungando neste nome. Não digo com isso que não haja comunhão na igreja, mas, estamos falando de união e comunhão os dois pilares da unidade cristã, num âmbito panorâmico, compreendendo todo o cristianismo, e não no âmbito local ou de uma pequena comunidade cristã, pois assim como as ruínas demonstram a existência anterior de algo maior, ou que compreendiam o todo. Assim e de igual modo nos referimos em nosso texto, comunhão local ou parcial, não reflete a realidade do que se espera. E ao mesmo tempo que admito a realidade da existência de comunhão num âmbito local e congregacional, não vemos a mesma no âmbito interdenominacional, o que por si só já é muita coisa para podermos sustentar a nossa argumentação de que este pilar já não existe. E será que está comunhão local, denominacional e congregacional é verdadeira ou é fachada?

E para dar uma pausa aqui sobre o assunto. Venho com outra pergunta. Porque será então, que estes dois pilares estão em estado tão deplorável, de forma a comprometer a unidade do cristianismo?
O Rev. Ernandes Dias da igreja presbiteriana, diz que chegamos ao estado em que estamos hoje no cristianismo é porque não estamos dando ouvidos ao que o Espírito tem a dizer a igreja. Ele diz que as sete igrejas da Ásia, que simbolizavam as igrejas em todas eras, vieram a desaparecer. E aí, ele pergunta. Porque? E responde, é porque no final de cada mensagem a cada uma destas igrejas estava a sentença."Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas". E eles ou pelo menos os que surgiram após os mesmos não deram ouvidos. De igual modo a igreja pelos séculos tem feito este discado, talvez em questões pequenas, até tenham o cuidado (não sei), de perguntar ao Espírito e de ouvir (não sei se o fazem) o que Ele tem a dizer, e em seguida tomam as suas decisões conforme a d'Ele (também não sei se assim ofazem mesmo). Mas, em questões de cunho extremamente importante, tal como está que estou a dizer. Talvez até busquem a sua direção, mas, quando a recebem, não procedem conforme a mesma. Dar ouvidos é inclinar o coração a orientação de Deus, e não meramente escutar seu murmúrio como quem finge dar atenção a alguém que lhe fala, mas, está com o coração em outras coisas.
O Espírito Santo é a liga que mantém e sustém estes dois pilares da unidade cristã, assim com o cimento mantém a firmeza e a estabilidade do concreto, de igual modo é o Espírito Santo o responsável. E se não o damos ouvidos, como podemos afirmar ou sustentar uma igreja una? É hipocrisia nossa querermos separar igreja de cristianismo, pois o cristianismo é o receptáculo da mesma, e quando o mundo olha ele não vê uma igreja invisível, mas, sim um cristianismo que é visível. E é por causa disso é que buscar está unidade. O versículo base desta reflexão diz, "  que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste."
Eis aqui as bases bíblicas para minhas afirmações:
João 17: 21. para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22. E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; 23. eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.
João 13: 34. Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. 35. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.
Mateus 12: 25. Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. 26. Ora, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino? 27. E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 28. Mas, se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, logo é chegado a vós o reino de Deus. 29. Ou, como pode alguém entrar na casa do valente, e roubar-lhe os bens, se primeiro não amarrar o valente? e então lhe saquear a casa. 30. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.

*Sobre dar ouvidos a voz do Espírito Santo em todas as decisões:

João 8: 47. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus. -
Mateus 11: 15. Quem tem ouvidos, ouça.
Mateus 13: 9. Quem tem ouvidos, ouça.
Mateus 13: 43. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.
Marcos 4: 9. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Lucas 8: 8. Mas outra caiu em boa terra; e, nascida, produziu fruto, cem por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Lucas 14: 35. Não presta nem para terra, nem para adubo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Atos dos Apóstolos 15: 28. Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias: 29. Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.
Apocalipse 2: 7. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. 11. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte. 17. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. 29. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Apocalipse 3: 6. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. 13. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. 22. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Apocalipse 22: 17. E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Série Creio 13: Juízo Final

13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15). 
 Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que morrerem durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos (Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4)."Texto tirado do credo atualizado na declaração de fé das Assembleias de Deus"

No antigo credo das Assembleias de Deus, este texto era dividido em tópicos 13 e 14, agora aparte de 2017, formam um tópico só o de número 15, isso porque foram inseridos, mais 3 tópicos e foi mudada a ordem dos tópicos.
O juiz final, é a penúltima realidade dos perdidos, a última será ou virá da sentença lavrada, sobre os mesmos, a qual é o lago de fogo e enxofre. Pelo que depreendemos do texto de Apocalipse 20.11-15, não haverá neste julgamento absolvição alguma, pois neste julgamento não está em jogo se o réu é culpado ou não, pois todos são culpados.
João 3: 18. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. - Bíblia JFA
Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no Nome do Filho unigênito de Deus. - Bíblia king James atualizada

Mas, neste julgamento estará se manifestando o clímax da justiça divina. Onde de uma vez por todas será desmascarada a maldade dos homens e anjos caídos, de forma tal, que não se poderá erguer um simples olhar que seja, com altivez, diante do manifesto da justiça do Criador.
Neste julgamento compareceram os homens ímpios e malignos de todas as eras e lugares,  desde Caim, até o último homem que der ouvidos a Satanas, na rebelião humana pós milenial.

Apocalipse 20: 7. Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, 8. e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. - Bíblia JFA

Após este juízo, não haverá outro, pois com este todo o problema do mal universal será de uma vez sanado. E os ímpios ficaram eternamente em tormento. Já li num blog, alguém sugerir que este tormento eterno, não será eterno, mas, que com um certo tempo Deus levaria este lugar para a inexistência, ou consumiria.
Todavia este lugar, ainda existirá por toda a eternidade como um memorial a todos os seres pensantes ( anjos e homens) que existem ou que vierem a existir( pois o ato de criar de Deus é continuo, João 5 .17), da justiça e do zelo eterno de Deus.
Neste dia haverá um julgamento de obras para estabelecer o nível de punição, ele será feito através dos livros das obras, e por fim a leitura do livro da vida apenas como uma confirmação da justiça de Deus sobre cada sentença lavrada.

Apocalipse 20: 12. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. - Bíblia JFA

Neste Juízo também não será julgado Satanás, nem o Anticristo (a Besta), nem o falso profeta, apenas as noções que os seguirão.
Primeiro será lançado a Besta e o falso profeta antes do milênio após a batalha do Armagedom, no lago de fogo e enxofre, depois do milênio será Satanás após sua última rebelião, e os últimos a irem para este lugar serão os homens ímpios e os demônios (anjos seguidores de Satanás) após o julgamento final.

Apocalipse 19: 20. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. - Bíblia JFA 
Apocalipse 20: 7. Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, 8. e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. 9. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou; 10. e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos. - Bíblia JFA 
Apocalipse 20: 11. E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. 12. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o hades entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. 14. E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo. - Bíblia JFA Offline

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

John Wesley: Salvação pela fé


Pregação feita na St. Mary´s Oxford  Diante da Universidade  em 18 de Junho de 1738
 
Pela graça, estão todos salvos pela fé. Eph. 2:8.
 
Todas as bênçãos as quais Deus tem concedido ao homem são da mera graça dele: generosidade, ou favor; seu livre e, completamente, imerecido favor; homem que não tem nenhuma reivindicação para a menos importante das suas clemências.

Foi pela livre graça que formou o homem do pó do chão, e soprou nele uma alma vivente, e estampou naquela alma a imagem de Deus, e colocou todas as coisas debaixo dos seus pés.

A mesma livre graça continua em nós, até nossos dias: vida, respiração, e todas as coisas. Porque não há nada do que somos, ou temos, ou fazemos, que pode merecer a menor coisa das mãos de Deus. "Todas nossas obras, Tu, Ó Deus, tem forjado em nós". Esses são muito mais exemplos da sua livre clemência: e, mesmo que qualquer retidão possa ser encontrada no homem, esse é também um dom de Deus.  
 
Que recursos, então, deve um homem pecador expiar para qualquer dos seus menores pecados? Com as próprias obras? Não. Sejam elas tantas ou santas, elas não são dele, mas de Deus. Mas, de fato, os homens são todos profanos e pecadores, por eles mesmos, então, cada um deles precisa de uma nova expiação.

Apenas frutos corruptos crescem em uma árvore corrupta. E seu coração é completamente corrupto e abominável; criatura para alcançar a glória de Deus, a gloriosa justiça, primeiramente impressa na sua alma, depois da imagem de seu grande Criador. Dessa forma, tendo nada, nem retidão, nem obras, a pleitear, sua boca é totalmente calada diante de Deus.
 
Se mesmo pecadores encontram favor com Deus, isto é graça pela graça! Se Deus concede ainda verter novas bênçãos em nós, ou seja, a maior de todas as bênçãos, salvação, o que podemos dizer dessas coisas, a não ser Graças seja para com Deus por seu inexprimível dom!.

E, portanto, assim é... Deus confiou seu amor para conosco, por isso, enquanto éramos ainda pecadores, Cristo morreu, para nos salvar pela Graça. Dessa forma, somos salvos através da fé. Graça é a fonte, fé a condição de nossa salvação.

Agora, que  alcançamos a graça de Deus, cabe-nos cuidadosamente inquirir.

Que fé é essa, pela qual somos salvos.
Que salvação é essa pela fé.
Como podemos responder algumas objeções.

Que fé é essa, pela qual somos salvos.

Não é apenas a fé do pagão.  

Agora, Deus exigiu do pagão que acreditasse. Que Deus é quem recompensa os que diligentemente O busca; e que Ele será buscado glorificando-O como Deus, e dando a Ele graças por todas as coisas, e pela cuidadosa prática da virtude da moral, da justiça, misericórdia, e verdade, para com as suas criaturas. O Grego ou Romano, por conseguinte, sim, a Scythian ou Indian; não teriam desculpas, se não acreditassem tanto: na criatura e atributos de Deus, um estado futuro de recompensa e castigo, a natureza obrigatória da virtude moral. Porque isso é apenas a fé do pagão.

Nem essa é a fé do diabo.

Mesmo porque, a fé do diabo vai muito além da do pagão, uma vez que ele acredita que há um Deus sábio e poderoso, gracioso para recompensar e justo para punir; mas que também Jesus é filho de Deus, o Cristo, o Salvador do mundo. E, assim, encontrarmos ele declarando, em termos expressos, Eu conheço, Tu, que sois, o Santo Deus.

(Lucas 4:34) Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus.

Tampouco podemos duvidar de que esse espírito infeliz acredita em todas essas palavras que vêm da boca do Santo Deus, e, que tudo quanto foi escrito pelos santos homens antigos, sendo que dois deles foi compelido a dar aquele testemunho glorioso:

"Esses homens são os servos do mais alto Deus, que mostra a você o caminho da salvação". Assim, o grande inimigo de Deus e do homem acredita, e treme acreditando: - Que Deus foi feito manifesto na carne; que ele porá todos os inimigos debaixo dos seus pés"; e que "toda a Escritura foi dada pela inspiração de Deus". Assim tão longe, vai a fé do diabo.

A fé pela qual somos salvos, no significado da palavra que será explicada daqui por diante, nem chega perto daquela que os Apóstolos tiveram, enquanto Cristo ainda estava na terra.

Porque eles acreditaram tanto nele, a ponto de deixarem tudo e segui-lo; embora tivessem poder para realizar milagres, curar toda a forma de enfermidades, e todas as formas de doenças; sim, eles tinham poder e autoridade sobre todos os males, e, além de tudo isso, foram enviados pelo seu Mestre para pregar a palavra em todo o reino de Deus.

Que fé é essa, então, pelo qual somos salvos?

Em geral, pode ser respondido, primeiro, como sendo a fé em Cristo: Cristo, e Deus através de Cristo; estes são os objetos próprios dela. Assim, sendo suficientemente e absolutamente distinguida da fé, tanto do ancião, quanto do pagão moderno. E sendo completamente distinta da fé do diabo, que é puramente especulativa, racional, fria, consentimento inanimado, uma seqüência de idéias da mente; mas também uma disposição do coração. Como dizem as escrituras:

Com o coração o homem acreditou na justiça, e, E se confessares com a tua boca o Senhor Jesus, e acreditares no teu coração que Deus o levantou da morte, então serás salvo.

E, nisso, ela difere da fé o qual os Apóstolos tiveram, enquanto nosso Senhor estava na terra, e reconhece a necessidade e mérito de sua morte, e o poder de sua ressurreição. Reconhece a sua morte, como sendo o único meio de redimir o homem da morte eterna, e sua ressurreição, como nossa restauração para a vida e imortalidade; já que ele "foi entregue pelos nossos pecados, e subiu novamente aos céus para nossa justificação".

A fé cristã é, então, não só um reconhecimento de todo o evangelho de Cristo, mas também a completa confiança no sangue de Cristo; a confiança nos méritos da sua vida, morte, e ressurreição; e inclinação a ele como nossa expiação e nossa vida, que foi dada por nós, e vivendo em nós, e, em conseqüência a isto, o fim com ele, e mantendo-se fiel a ele, como nossa sabedoria, retidão, santificação e redenção, ou, em uma palavra, nossa salvação.  

Que salvação é essa, pela fé.

O que quer que isso implique, é a presente salvação. É algo atingível. Atualmente atingida, na terra, por aqueles que são participantes dessa fé. Sobre isso falou o apostolo aos crentes em Efésios, e neles aos crentes em todos os tempos: não, podemos ser (se bem que isso também é verdadeiro), mas somos salvos pela fé.

Somos salvos pela fé (para incluir tudo em uma palavra): do pecado.  Essa é a salvação que é pela fé. Esta é aquela grande salvação predita pelo anjo, antes que Deus trouxesse seu Primogênito ao mundo: Chamarás a ele pelo nome de Jesus, porque ele deverá salvar seu povo de seus pecados. E nem aqui, ou em qualquer outra parte dos escritos santos, há qualquer limitação ou restrição. A todo seu povo, ou como é expresso em todo lugar, todo aquele que acredita nele, ele salvará dos seus pecados; desde o original até o atual, passado e presente pecado, da carne e do espírito. Pela fé nele, eles estão salvos tanto da culpa quanto do poder dela.
 
Primeiro: Da culpa de todo o pecado passado, considerando que todo mundo é culpado diante de Deus;

a tal ponto, que Ele deveria "ser rigoroso para colocar um sinal naquele que se extraviou; não há ninguém que poderia suportar isso;

e, considerando que, pela lei está apenas o conhecimento do pecado, mas nenhuma libertação dele, cumprindo as ações da lei, nenhuma carne poderia ser justificada nesse sinal;

agora, a justiça de Deus, o qual é pela fé em Jesus Cristo, é manifestada a todo aquele que crê.

Assim sendo, todos estão livremente justificados pela sua graça, através da redenção que está em Jesus Cristo.

Ele, Deus, estabeleceu ser uma propiciação através da fé em seu sangue, para declarar sua retidão para (ou pela) remissão dos pecados que são passados".

Agora, Cristo lançou fora a maldição da lei, tendo sido feito maldito por nós.

Ele destruiu a escrita da lei que estava contra nós, lançou-a fora do caminho, pregando-a em sua cruz.

Assim, não há condenação alguma àqueles que crêem em Cristo Jesus.

E, sendo salvo da culpa, eles são salvos do medo. Não realmente de um medo de filho, de ofender; mas medo de servo; todo aquele medo servil que maquina tormento; medo do castigo; medo da ira de Deus, mas a quem eles agora já não consideram como um Mestre severo, e, sim, um Pai complacente.

"Eles não receberam o espírito de escravidão novamente, mas o Espírito de adoção, por meio de qual eles clamam, Abba, Pai: o próprio Espírito que é também paciente testemunha de seus espíritos, porque eles são as crianças de Deus".

Eles são também salvos do medo, entretanto, não da possibilidade da queda longe da graça de Deus, e de alcançar as grandes e preciosas promessas. Assim, tenham eles "paz com Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles se regozijam na esperança da glória de Deus. E o amor de Deus é derramado em seus corações, pelo Espírito Santo que é dado a eles".

E, por meio disso, eles são persuadidos (entretanto, talvez, não todo o tempo, nem com a mesma abundância de persuasão), que nem morte, nem vida, nem coisas presentes, nem coisas para vir, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura, poderá ser capaz de separa-los do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".  
 
Novamente: por esta fé eles são salvos do poder de pecado, como também da culpa dele. Assim o Apóstolo declara, "Sabemos que ele foi manifesto, para lançar fora nossos pecados; e, Nele, não está o pecado. Assim, todo aquele que habita Nele não terá pecado.

(1 John 3:5) Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.

 Novamente: "Pequenas crianças, não deixem homem algum enganá-los. Aquele que comete pecado é do diabo. Todo aquele que crê é nascido em Deus. E todo aquele que é nascido em Deus não comete pecado; e sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque ele é nascido em Deus.

Mais uma vez: "Nós sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não tem pecado; mas ele que é procriado de Deus defende a si mesmo, e aquele que é pecaminoso não tocará Nele.

(1 John 5:18) Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam mata-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.  
 
Aquele, que é pela fé, nascido de Deus, não peca.

por qualquer pecado habitual; porque todo pecado habitual é pecado reinando: Mas pecado nenhum reina naquele que crê.

Por qualquer pecado intencional; porque sua vontade, enquanto habita na fé, é completamente colocada contra o pecado, e tem aversão a ele como a um veneno mortal.

Por qualquer desejo pecador; porque ele continuamente desejou a santa e perfeita vontade de Deus, e qualquer tendência a um desejo profano, ele, pela graça de Deus, persistiu no princípio.

Nem pecou por fraqueza, tanto em ações, palavras, ou pensamento; porque suas fraquezas não coincidem com sua vontade; e, sem isso, eles não são propriamente pecados. Assim, ele, que é nascido em Deus, não comete pecado; e, embora ele não possa dizer que não tem pecado, até agora, ele não pecou.

Esta é, então, a salvação que é através da fé, até mesmo, no mundo presente: a salvação do pecado, e as conseqüências do pecado, ambos freqüentemente expressos na palavra justificação; que, levada num sentido mais amplo, implica na libertação da culpa e castigo, pela expiação de Cristo; de fato, aplicada à alma do pecador, que, agora, acredita nele; e a libertação do poder de pecado, através de Cristo, moldado em seu coração. De forma que ele está assim justificado, ou salvo pela fé, e é, deveras, nascido novamente - nascido novamente pelo Espírito - a uma nova vida, o qual  é encoberto com Cristo em Deus.

E, como um bebê recém-nascido, ele recebe o verdadeiro leite da palavra, e, desse modo, cresce; seguindo adiante no poder do Senhor seu Deus, de fé em fé, de graça em graça, até o fim, para que se torne um homem perfeito, na medida da estatura da abundância de Cristo.  

A primeira objeção habitual para isto é...

Que pregar salvação ou justificação, pela fé apenas, é pregar contra a santidade e boas obras. Para a qual uma pequena resposta poderia ser dada: Assim, seria, se nós falássemos, como alguns fazem, de uma fé que estava separada disso; mas nós falamos de uma fé que não é assim, mas produto de todas as boas obras, e toda a santidade.

Mas pode ser de uso considerar isto um pouco mais; especialmente, desde que isso não seja alguma objeção nova, mas, tão velha, quanto no tempo de Paulo. Quando, então, foi perguntado: Não fazemos nula a lei, através da fé?. Ao que respondemos:

1o. Aquele que não prega a fé, obviamente, torna a lei nula; tanto diretamente como grosseiramente, pelas limitações e comentários que corroem todo o espírito do texto; ou indiretamente, não mostrando os únicos significados, por meio dos quais, é possível executá-la.

2o. Considerando que, nós estabelecemos a lei, tanto mostrando toda sua extensão, como significado espiritual; e chamando a todos para esse modo de vida, por meio do qual a justiça da lei possa ser cumprida neles. Estes, enquanto eles confiam somente no sangue de Cristo, cumprem todas as leis que ele designou, fazem todas as boas obras, as quais ele preparou anteriormente, para que pudessem caminhar nelas, e desfrutam  e manifestam todo temperamento santo e divino, com a mesma franqueza que havia Cristo Jesus.

Mas não pregar essa fé, conduz os homens ao orgulho? Acidentalmente, é possível: Por isso, todo crente deve ser fervorosamente acautelado, nas palavras do grande Apóstolo:

"Por causa da incredulidade, os primeiros galhos foram quebrados: tu permaneceste pela fé. Não seja magnânimo, mas tema. Se Deus não tivesse poupado os galhos naturais, tomado cuidado, temo que ele não teria poupado a árvore.

Vejam, então, a bondade e severidade de Deus! Naqueles que caíram, severidade; mas, em relação à árvore, misericórdia; se continuares em sua misericórdia; caso contrário, tu também poderás ser cortado.

E enquanto ele continua, desse ponto, ele lembrará daquelas palavras de Paulo, prevendo e respondendo a esta mesma objeção...
(Ro 3:27) Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei da fé.

Se o homem é justificado pelas suas obras, ele teria do que se gloriar? Mas não há glória para ele que não trabalhou, mas acreditou Nele que justificou ao ímpio
(Ro 4:5) Mas, àquele que não pratica; porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.

Do mesmo efeito são as palavras, ambas precedendo e seguindo o texto:
(Efe 2:4ff) Mas Deus, que é rico em clemência, pelo muito amor com que nos amou, até mesmo quando estávamos mortos em pecado, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

De vocês mesmos vieram nem sua fé, nem sua salvação. Isso é um presente de Deus, o livre, imerecido presente; a fé, através do qual vocês são salvos, tanto quanto a salvação pela qual ele, de seu próprio prazer, seu mero favor, anexa, além disso.

Que acreditemos, é uma instância de Sua graça; que acreditando seremos salvos.Não pelas obras, para que não qualquer homem possa se vangloriar. Todas as nossas obras, e nossa retidão, antes da nossa crença, tinham mérito nenhum, perante Deus, mas condenação. Tão longe estávamos de merecermos fé, que, quando dada, não era pelas obras. Nem é salvação das obras o que fazemos, quando acreditamos, uma vez que é Deus que trabalha em nós; dessa forma, ele nos deu uma recompensa por aquilo que ele mesmo realizou, não só, confiando as riquezas de sua misericórdia, mas não nos deixando do que nos gloriarmos.

Porém, falando dessa forma da clemência de Deus, salvando e justificando livremente o homem pela fé, pode encorajar os homens ao pecado? Realmente, pode, e vai:

Muitos continuarão em pecado para que a graça possa abundar ": Mas o sangue deles está sobre suas próprias cabeças. A bondade de Deus deve conduzi-los ao arrependimento; e, assim, todos aqueles que são sinceros de coração. Quando eles souberem que ainda há perdão com Ele, eles clamarão em voz alta, para que ele destrua também seus pecados, pela fé que está em Jesus. E, se eles fervorosamente clamarem, e não desfalecerem, se o buscarem em todos os significados que ele designou; se, se recusarem a ser confortados, até que ele venha;  ele virá, e não irá demorar-se.  

E ele pode fazer muitas obras, em muito pouco tempo. Muitos são os exemplos, nos Atos dos Apóstolos, de que Deus está trabalhando a fé, nos corações dos homens, até mesmo como um raio que cai do céu. Assim, na mesma hora que o Paulo e Silas começaram a orar, o carcereiro se arrependeu, acreditou, e foi batizado; como foram três mil, através de Pedro, no dia de Pentecostes, e todos se arrependeram e acreditaram, na sua primeira pregação. E, abençoado seja Deus, há, agora, muitas provas vivas de que ele ainda "é poderoso para salvar".  

Ainda para a mesma verdade, colocada de uma outra maneira, uma objeção bastante contrária é feita: "Se, o homem não pode ser salvo por tudo aquilo que ele pode fazer, isto levará os homens a se desesperarem.

Verdade. A se desesperarem, por terem sido salvos por suas próprias obras, seus próprios méritos, ou retidão. E assim deve; porque ninguém pode confiar nos méritos de Cristo, já que ele renunciou totalmente aos dele. Aquele que  ocorreu de firmar a sua própria retidão, não pode receber a retidão de Deus. A retidão a qual é pela fé não pode ser dada a ele, enquanto confiar no que é da lei.

Mas isso, alguns dizem, é uma doutrina incômoda.

O diabo falou como ele mesmo, isso é, sem verdade ou vergonha, quando ele ousou sugerir isso aos homens que é desse jeito. Isso é a única coisa confortável, é muito cheia de consolo, a todo autodestruídos, autocondenados pecadores. Que, quem quer que acredite Nele não será envergonhado, e que o mesmo Senhor sobre todos é rico a todos aqueles que O clamarem: aqui está o consolo, alto como o céu, mais forte que a morte! O que! Misericórdia a todos? Para Zacchaeus, o ladrão público? Para Maria Madalena, uma rameira comum?

Impessoal, eu ouço um dizer Então eu, até mesmo eu, posso esperar por clemência!".  E, também, tu podes, tu que és aflito, que ninguém tem confortado! Deus não lançara fora tua oração.  Não. Talvez ele possa dizer na próxima hora  Tenha boa disposição de ânimo, teus pecados te foram perdoados; tão perdoados, que eles não reinarão mais obre ti; sim, e que o Espírito Santo prestará testemunho com teu espírito, porque tu és a criança de Deus.  

Ó, gratas notícias! Notícias de grande alegria que é enviada a todas as pessoas! Oh! A todas aquelas que estão sedentas, venham até as águas: Venham, sim, e comprem, sem dinheiro e sem preço. Quaisquer que sejam seus pecados, ainda que vermelho como carmesim, ainda que em maior quantidade que os cabelos em sua cabeça, retorne, sim, ao Senhor, ele terá clemência sobre você, e, para nosso Deus, porque ele perdoará abundantemente.

Quando não mais objeções ocorrem, então, nos é simplesmente dito que salvação pela fé não deve ser pregada, como primeira doutrina, ou, pelo menos, não ser pregada a todos. Mas, o que disse o Espírito Santo? Outra fundação nenhum homem pode assentar, senão essa que já está assentada; nem mesmo Jesus Cristo. Então, que quem quer que acredite nele deverá ser salvo, é, e deve ser, a fundação de toda nossa pregação; isto é, precisa ser pregada, como primeira doutrina. Bem, mas não a todos (?)

A quem, então, não podemos pregar? Quem excluiremos?

Os pobres? Não! Eles têm o direito peculiar de ter o evangelho pregado até eles.

O iletrado? Não! Deus tem revelado essas coisas até iletrados e ignorantes, desde o princípio.

O jovem? Por nenhuma razão!  Que esses padeçam, de modo algum, para virem até Cristo, e não proibi-los.

Os pecadores? Menos que todos! Cristo não veio chamar os íntegros, mas aos pecadores para o arrependimento.    

Porquê, então, se nenhum, excluirmos o rico, o instruído, o honrado, homens de bem. E, isso é verdade, eles também se excluem muito freqüentemente de ouvir; ainda assim, temos que falar as palavras de nosso Senhor. Porque, desse modo, o teor de nossa incumbência escapa, Vá e pregue o evangelho a toda criatura. Se qualquer homem arranca isso, ou qualquer parte disso, para sua destruição, ele terá que suportar o próprio fardo. Mas, ainda, como o Senhor viveu, o que quer que o Senhor tenha nos dito, disto falaremos.
Neste momento, mais especialmente, falamos que, pela graça estamos salvos, através da fé: porque, nunca foi a manutenção dessa doutrina, mais oportuna do que tem sido até esse dia. Nada, mas isto pode eficazmente prevenir o aumento da ilusão dos Romish entre nós.

É, sem fim, atacar, um por um, todos os erros daquela Igreja. Mas salvação pela fé fulmina na raiz, e tudo cairá imediatamente, onde isto está estabelecido. Foi essa doutrina, a que nossa Igreja chama justamente de rocha forte e fundação da religião cristã, que primeiro dirigiu Popery fora desses reinos; e só isto pode mantê-la de fora. Nada, mas isso pode ser um obstáculo àquela imoralidade, a qual tem se espalhado na terra como inundação. Você pode esvaziar as profundezas, gota a gota? Então, você pode nos reformar pela dissuasão das imoralidades individuais.    

Mas deixe a retidão que é de Deus pela fé, ser trazida para dentro, e, então, seus acenos orgulhosos serão detidos. Nada, mas isso pode parar as bocas daqueles que gloriam-se de suas vergonhas, e abertamente, negam o Senhor que os comprou.

Eles podem falar da lei, de forma elevada, como aquele que a tem escrito por Deus em seu coração. Ouvi-los falar dessa maneira poderia inclinar alguns a pensar que eles não estavam muito longe do reino de Deus: mas, retirá-los da lei de dentro do evangelho; começando com a retidão pela fé; com Cristo o fim da lei a todo aquele que acredita, e aqueles que agora mostraram-se quase, se, não completamente, cristãos, mantiveram confessos os filhos da perdição; tão longe da vida e salvação (Deus seja misericordioso para com eles!) das profundezas do inferno até a altura dos céus.
 
Por essa razão, o adversário, então, vocifera, não importa quando salvação pela fé é declarada ao mundo: assim, ele incitou terra e inferno a destruir aqueles que primeiro pregaram isso. E pela mesma razão, sabendo que a fé sozinha poderia arruinar as fundações de seu reino, ele fez acontecer todas as suas forças, e empregou todas as suas artes de mentiras e calúnias, para amedrontar Martim Lutero de restaurar isso.

Nem podemos desejar saber, ao mesmo tempo: pois que, como aquele homem de Deus observa, como isso poderia enfurecer um orgulhoso e forte homem armado, ser impedido e desprezado por uma pequena criança, vindo contra ele, com uma flecha em sua mão!, especialmente, quando ele soube que aquela pequena criança seguramente o derrotaria, e o poria debaixo de seus pés. Mesmo assim, Senhor Jesus! Assim, tens tu força, sendo sempre feito perfeito na fraqueza! Vá em frente, então, tu, pequena criança que acreditas nele, e sua mão direita poderia ensinar-te coisas espantosas; Embora sejas impotente e fraco como uma criança de dias, um homem forte não poderá ser capaz de se levantar diante de ti. Tu prevalecerás sobre ele, o subjugarás, o derrotarás e o colocarás debaixo de teus pés. Tu marcharás, sob o grande Capitão da tua salvação, conquistando e a conquistar, até que teus inimigos sejam destruídos, e a morte seja tragada na vitória.

Agora, graças seja a Deus, que nos deu a vitória, através de nosso Senhor Jesus Cristo; para quem, com o Pai e o Espírito Santo, ser benção, glória, sabedoria, gratidão e bravura, para sempre e sempre. Amém.

sábado, 23 de setembro de 2017

Série Creio 12: Galardão e tesouro no céu

12. Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10). 

Haverá então um julgamento de obras, não de vidas. De obras porque serão as obras dos santos, as que eles fizeram enquanto labutaram aqui na vinha do Senhor. Não de vidas, porque não estará em jogo a Salvação daqueles que vão comparecer perante este tribunal, aliais, só os santos e cristãos verdadeiros, só aqueles que nasceram de novo, que perceveram até o fim é que poderão e estarão diante deste tribunal.
Há muitos textos que falam-nos sobre uma recompensa pelo nosso trabalho para o Senhor.
1 Coríntios: 15. 58. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 
Mateus: 6. 19. Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20. mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. - Bíblia JFA
Mateus: 19. 21. Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue- me. 
Não sei se será de posse pessoal estes bens celestes, também não posso afirmar que serão de posse coletiva, pois os textos trazem uma ideia de uma recompensa pessoal ou seja dada a cada um. Porque a Bíblia diz que nada que contamina entrará na Nova Jerusalém, e a ideia de ganância, avareza, egoísmo, glutonaria e desperdício tão presente na vida daqueles que ajuntam tesouros aqui, não podem também coabitar ali. Logo penso que mesmo sendo de posse pessoal não serão coisas como terra, casas, e mesmo que o for este espírito de egoísmo não imperiara nas mentes ali. Penso também que mesmo sendo de posse pessoal, se for um bem que possa ser comunicado creio no intuito de beneficiar, haverá ali um coração enriquecido de boas prontidões que generosamente comunicará o seu dom. Também não creio que aquilo que é valorizado aqui como ouro, riquezas, casas, carros e tipos de posses materiais, sejam ali valorizado, antes creio os valores, as posses e riquezas ali adquiridas sejam imateriais, tais como virtudes, dons e coisas semelhantes. Ouro ali será como a poeira que se apega aos nossos sapatos aqui. Vejamos as promessas feitas em Apocalipse a respeito do tempo vindouro:
Apocalipse: 2. 7. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. 
Apocalipse: 2. 11. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte. 
Apocalipse: 2. 17. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. 
Apocalipse: 2. 26. Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27. e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai; 28. também lhe darei a estrela da manhã. 
Apocalipse: 3. 5. O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 
Apocalipse: 3. 12. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. 
Apocalipse: 3. 21. Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono. 
Apocalipse: 21. 7. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. 
Suma forma geral, nós os que vencermos, teremos alguns bens em comum conforme os textos nos assegura aí acima, fora o galardão que será individual.
1 Coríntios: 3. 8. Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. 9. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. 
Mateus: 20. 8. Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros. 9. Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um. 10. Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um. 11. E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo: 12. Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor. 13. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário? 14. Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti. 15. Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? 16. Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. 

Cada um receberá o seu galardão segundo a promessa primeiro, depois será segundo as obras que tiver feito. Pois primeiro você não receberá qualquer coisa, e sim somente aquilo que o chefe da vinha (que é o Senhor Jesus) tiver acordado contigo, depois é que será segundo as obras. Note na parábola que a prontidão ou disposição sincera é pesada antes do trabalho feito, pois os primeiros dê certo trabalharam muito mais do que os últimos, mas, o galardão foi dado a ambos conforme a promessa e não conforme o tempo, mas também foi dado aquele que trabalhou e não para o atoa.

Mateus: 16. 27. Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras. 
1 Coríntios: 3. 10. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. 11. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. 12. E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, 13. a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 14. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. 15. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo. 

Com base em todos os textos aqui citados concluímos pois, que o galardão não será segundo o tempo de serviço prestado, nem segundo a quantidade de obras realizadas, mas, segundo a qualidade.  Outra segundo Paulo, nem todas as obras serão recompensadas, mas, somente aquelas que resistirem ao fogo. Mas, em que sentido seria este fogo?
Seria este o fogo da Tribulação a qual os crentes são submetidos no seu viver em Cristo? Ou será um fogo literal conforme é descrito no texto, onde cada obra naquele grande dia será submetida? Ou será um julgamento moral e criterioso onde o Salvador narrada os feitos de seus servos, e os submeterá a observações e críticas como as descritas nas cartas, " conheço as tuas obras", e no final o peso moral e espiritual de cada obra se somará, resultando em recompensa ou não, todavia se os tais tiverem sido dignos de estarem ali naquele dia perante o Justo Juiz, então pelo menos a recompensa da vida Eterna ele terá consigo assegurado.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A divisão no cristianismo e a Vontade de Deus.

Mateus: 12. 30. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. - Bíblia JFA Offline


Ninguém em sã consciência ousa falar de
divisão da igreja como obra do Espírito Santo. Porque Ele não está neste negócio, isto é fruto da dureza dos corações dos homens. Me valo da resposta que Jesus deu aos judeus, quando foi contra o divórcio, veja o diálogo d'Ele com os  fariseus:
Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?"
Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?
 Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe".
 Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora?"
Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio.( Mateus 19:3-8)
Até aqui está bom para o meu propósito, vejam que assim como o divórcio na época de Moisés, da mesma forma a divisão denominacional, não procedem de Deus, mas, é permitida por Ele como ferramenta de preservação da doutrina cristã na verdade e pureza dela, da liberdade cristã, da propagação do evangelho e é permitido também como um sinalizador de que algo está errado. Como assim?
Porque devido a dureza do coração dos homens existe uma resistência a verdade, uma opressão aos pregoeiros do santo evangelho, como é bem visto na história da igreja pelos séculos. Como é visto a perseguição e o martírio dos santos pelos falsos irmãos, assim como as mulheres eram livradas através do divórcio das mãos de maridos que por não ama-las as oprimiriam, da mesma forma a divisão veio como um mal necessário, mas, não da parte de Deus, porém permitido como uma solução pelo mesmo( Deuteronômio 24.1,3/ Malaquias 2.16).

1°. Divisão como ferramenta da preservação da pureza da doutrina cristã na verdade e pureza dela.

Com a estatização da igreja por Constantino, veio a  contaminação do cristianismo com o sincretismo, a mistura de elementos do culto pagão a fulga e o abandono das Escrituras Sagrada, Deus levantou diversos pregoeiros da verdade, chamando a igreja e o clero a se arrependerem. Mas, foram perseguídos e mortos, isso duramente por todo o império romano, por muito tempo, até que com a reforma protestante Deus permitiu divisão, visto o clero romano, estar corrompido de mais, compromissado de mais com sua própria causa do que com a causa de Jesus Cristo. Sendo a causa deles a principal, logo a causa de Cristo devia ser calada. Por isso perseguiram e mataram os santos pregoeiros da verdade. Antes desta divisão houve no ano 431 por causa de Nestório uma primeira divisão do cristianismo, está se deu não tão violenta quanto a protestante, todas elas surgiram igualmente por causa humana, de dureza de coração e resistência a voz do Espírito Santo, seja por parte da igreja ou de quem sai dela. Mas, assim a que ocorreu em 431 como a reforma Protestante, houve nas mesmas uma permissão divina com a intenção de preservação da doutrina cristã em sua verdade e pureza. Mas como pode ser isso? É porque como já argumentamos acima, o cristianismo após o primeiro século, começou a se corromper e com isso a sã doutrina ( doutrina de Cristo e dos apóstolos) foi sendo sufocada pela cobiça dos bispos mesmo que teoricamente a sustentasse mas todavia a sufocavam através de seu viver apostatado de Cristo. Somente pessoas que vivem na verdade podem sustentar e defender a palavra de Deus ( João 3. 19 a 21).
Depois desta primeira divisão por motivos semelhantes sejam da parte da Igreja ou de quem saia dela se seguiram as divisões. Seriam estes motivos.
1º.  Dureza  e  inflexibilidade  dos  líderes  ou  mesmo  dos  liderados.
2º.  Falta  de  abertura  para  a  verdade( pode ser da denominação cristã ou de quem está a promover o rompimento com a mesma para abertura de outra denominação).
3º.  Espírito  de  engano.
4º.  Orgulho
( pode ser da denominação cristã ou de quem está a promover o rompimento com a mesma para abertura de outra denominação).
5° . Avareza.
6°. Falta de conversão ao propósito de Jesus Cristo.
7°. Cobiça inveja e espírito faccioso.
8°. Medo.
9º.  Colocar  os  dogmas  no  mesmo  patamar  que  a  Bíblia  ou  mesmo  acima.
10°. Querer converter a igreja a si mesmo.

Essa lista toda ai em cima é a causa de divisão no cristianismo, e em resumo é o reflexão de um coração endurecido pelo pecado, e isso parte do coração do homem não de Deus.
Nenhuma divisão vem de Deus, pois como diz o texto base desta reflexão( Mateus 12.30) aquele que não age em conformidade com Deus está a dividir. Se Deus pucha o trigo com uma enchada para um lado e você pucha por outra, logo você está a promover divisão.


2°. Divisão como ferramenta para a preservação da liberdade cristã.
 Foi isso que aconteceu na reforma protestante, a liberdade cristã, de viver o cristianismo vivo e genuíno estava sendo sufocada pelos dogmas e tradições do catolicismo, assim este rompimento se fez necessário para que está liberdade espiritual viesse a ser preservada.
Foi um desprender dos laços os quais impediam o agir pleno do Espírito Santo na igreja, e amarravam a obra do evangelho genuíno. Isso aconteceu e ainda acontece, sempre que o bom andamento da obra do Senhor estiver em cheque por causa de um movimento cristão e para resolver o problema a solução vir com um rompimento.
 Vimos isso no ministério de Paulo, um dia ouve uma grande discordância entre ele Silas, a respeito da reaproximação de Marcos. Paulo não via em sua visão humana um meio de aceitar Marcos cooperando com ele. Silas já via com bons olhos. Mesmo que Paulo aceitasse aquele sentimento poderia atrapalhar a liberdade do Espírito Santo em sua vida. Então neste breve momento houve uma necessidade, de partirem para lados opostos, para que a obra de Deus não sofresse, por motivo de questões humanas e limitadas.

3°. Como ferramentas da preservação da propagação do evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Igrejas frias, mundanizadas não propagam o evangelho, mas, com sua visão atrofiada pelo pecado ainda atrapalha. Ela pode até parecer estar anunciando ele, quando a mesma se espande e ou aumento o número de membros, mas, pode saber não é o evangelho genuíno, pois está contaminado e comprometido pela visão corrompida da mesma. Um evangelho corrompido, não é o poder de Deus, como Paulo bradou(  Romanos 1.16 ), mas, é o oposto ele espalha veneno na alma do homem fazendo-o filho do inferno duas vezes conforme Jesus falou(  Mateus 23.15 ).
Nisto vem a divisão nesta igreja, quando se levanta ali pessoas defensoras das sãs doutrinas e do genuíno evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Se a pessoa está numa boa posição sendo ele o líder que antes estava com a visão fechada, mas, agora teve a aberta para a verdade, começa então a combater o erro através da exposição da verdade pela palavra na virtude do Espírito Santo. Ele então encontrará muitos que com os corações endurecidos para com a verdade, lhe resistiram e saindo os mesmos(caso não consigam o depor de sua autoridade ministerial), vão levar consigo um bom número de seguidores.
Se o caso for o oposto a pessoa que estiver fazendo exposição da verdade, estiver numa posição fraca, poderá ser tido como herege e excomungado da igreja, conseguindo ele que alguns lhe dêem ouvidos, então haverá a facção com a saída daqueles que o seguem na criação de outro movimento cristão.


4°. Como indicador de que algo está errado.

A primeira divisão do cristianismo no quinto século já indicava o resultado de uma fermentação oriunda de muitas contaminações que haviam ocorrendo a tempos atrás.O Nestorianismo pivor deste primeiro cisma, foi apenas uma gota d'água num oceano de males que borbulhavam no interior do cristianismo medieval. Nestorio foi infeliz em sua defesa da humanidade de Jesus, de forma a dividi-la de forma exagerada da natureza divina. Todavia em 451 em outro concilio o de Calcedônia, ficou estabelecido o credo que reconhecia ser Jesus 100% homem e 100% Deus em uma só pessoa isso é Jesus, logo vemos que ao que tudo parece Nestorio foi é mal interpretado,  segunda os estudiosos foi no concílio de Efesos que se apresentaram as acusações contra o mesmo inclusive a de que discordava de Maria o título de mãe de Deus, logo vemos que o errado não era bem Nestorio e sim o que ocorria era uma defesa e manutenção da mariolatria  disfarçada de apologética contra heresia,  há também no relato dos historiadores que seu opositor mais ferrenho o fazia por ambições políticos, visto ser ele patriarca de Constantinopla. Segundo o que nos é informado se ele cometeu algum erro em sua teologia foi o de dizer que a relação das dias naturezas de Jesus eram vagas. Assim vemos que algo estava errado é a divisão veio como um sinal ou sintoma de algo que já estava ocorrendo no seio do cristianismo no quinto século.
Um reino dividido contra si mesmo não pode substituir, disse Jesus. Logo Satanás já havia introduzido o seu fermento, e ele começará a corroer por dentro e agora se manifestava por fora.
Em Mateus 16.6 a 12 Jesus fala do fermento dos fariseus, que é a doutrina dos fariseus. Vemos que já no primeiro século os apóstolos em especial Paulo, sofreram muitos com esta doutrina terrível que tinha o poder de transformar e estragar o bom ensinamento de Jesus, ao que parece eles conseguiram seguir o conselho do mestre, mas, muitos outros fermentos velhos surgiram, e principalmente os fermentos da cobiça, da ganância da ilusão das riquezas, os quais contaminaram não a igreja da era apostólica, mas, das eras posteriores.


Vemos então que a divisão no cristianismo não se dá por vontade de Deus, mas, justamente pelo fato dos homens resistirem a vontade de Deus. Hoje assim como antes é muito mais, precisamos buscar a Deus por uma unidade, se não de instituições pois estás jaz no maligno, mas, da igreja. Está a qual não está erguida sobre uma bandeira de homens, mas, a do evangelho. Que mesmo que se esconda por entre as ruínas deste cristianismo morto, todavia ela vive, pois é Cristo quem a sustenta. Portanto quem poderá prevalecer contra a noiva?

sábado, 2 de setembro de 2017

Estudos em PDF

Aqui nesta postagem, estou colocando todos
os links da série de reflexões, "O provar de Deus", e para quem desejar ter a série em PDF pode baixar toda a série organizada num único PDF.

* Link um.

*Link dois.



Link para o PDF.


* Aqui a baixo segue os links de outro estudo postado aqui neste site, e o link de seu PDF. Este é o da série "Táticas do espírito do Anti-Cristo", postado em 14 postagens:

Link um.

Link dois.


Link do PDF.


*Aqui um estudo postado em 4 postagens diferente, baseado na Parábola do Semeador".

A baixo segue o link para download, é só clicar na foto para baixar o PDF:




*Bom ou mal é outro estudo postado aqui no blog Cristão. Segue uma foto, clique para baixar e visualizar o PDF:


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Série Creio 11: Arrebatamento e segunda vinda de Jesus


11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira – invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda – visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14).
*Cremos no arrebatamento, como um evento premilenial e pré-tribulacional.
Mateus: 24. 44. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem. - Bíblia JFA Offline
A hora do arrebatamento é uma hora que não será perceptível, não é marcada por sinais, mas, será instantânea. Embora o relato tanto da vinda do Senhor em Glória, quanto o arrebatamento, sejam narrados por Jesus juntos, cremos todavia que são eventos que se datam em momentos separados, sendo o arrebatamento o primeiro destes.
A parábola do "servo bom e do servo mal" Mateus 24.45 a 51, Lucas 12.35 a 48, deixam claro está grande necessidade de vigilância, pois a hora pode ser a qualquer momento. A parábola também das dez virgens trás consigo está ideia de eminência e necessidade de vigiar em perseverar no caminho ( Mateus 25.1 a 13).
A Bíblia diz que quando o mestre vier, primeiro Ele vai fazer uma separação, ou seja recolhera os  seus remidos dos 4 cantos do mundo, para depois estabelecer seu Reino Milenial aqui na terra. Está abordagem por ser objetiva não fala de um tempo entre ambos. Está é uma conclusão a qual chegamos, após análises de várias passagens que estabelecem está idéia as quais algumas são:
Mateus: 24. 31. E ele enviará os seus anjos com grande clamor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
O versículo que o prescede trás a narrativa da vinda em Glória a qual todo o olho o verá, mas, o texto que mostrarei a baixo trás uma narrativa a qual mostra que o nosso encontro com o Senhor será num momento tão inesperado que não poderá ser previsto. Caso fosse como outras correntes ensinam, durante o momento da "Grande Tribulação", poderíamos prever com precisão, pois serão apenas, 7 anos culminando no fim, com a batalha do Armagedom.
Mateus: 24. 36. Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. 37. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. 38. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, 39. e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. 40. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; 41. estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. 42. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; 43. sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. 44. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem. -
Numa hora em que não penseis. Ou seja, não será perceptível assim, de forma ou do jeito como seria se fosse os sete anos do reinado do Anticristo, mesmo por a descrição de Jesus, mostra pessoas em tranquilidade e trabalhos de uma vida rotineira. Embora nos sete anos as pessoas tentaram levar a vida em tranquilidade, como se nada tivesse acontecido, todavia a descrição em Apocalipse dos sete selos, das sete trombetas, das sete taças da ira de Deus, nos deixa claro que não conseguiram ter ou prosperar diante das muitas e terríveis calamidades que os acometeram.
* Cremos na segunda vinda de Cristo, em Glória a qual, todo o olho o verá.
Mateus: 24. 29. Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. 30. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. -
Vemos aqui nestes versículos que antecede aquele que o citei primeiro, como será a vinda do Senhor, ela será após um período de grande tribulação a qual nunca ouve antes, a qual revelará aos homens a ira justa de Deus.
1 Tessalonicenses: 5. 9. porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, -
Todo olho humano verá, para Israel este dia será de grande livramento, pois ocorrerá num dia de grande aflição, onde Israel estará sendo cercado de um lado ao outro pelo exército do Anticristo, conforme nós e informado em Apocalipse, na passagem da " mulher é o dragão", no capítulo 12. E também nos é informado pelo versículo de João.
João: 19. 37. Também há outra escritura que diz: Olharão para aquele que traspassaram. - Bíblia JFA Offline
Também todos os olhos das nações o verão, quando se dará a Grande em fama, mas, pequena em duração, batalha do Armagedom, pois Deus consumirá e destruirá todos os seus inimigos com uma precisão e eficácia inimaginável, nem mesmo a ilustração da formiga esmagada debaixo do pé de um menino, poderia se comparar.
Apocalipse: 19. 11. E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. 12. Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. 13. Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. 14. Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. 15. Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. 16. No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores. 17. E vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de Deus, 18. para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. 19. E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. 20. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. 21. E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles. - Bíblia JFA Offline

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