TRADUTOR

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Desunidade cristã

2 Timóteo: 4. 3. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, 4. e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. -
As consequências da desunidade do cristianismo nos dias atuais são sérias, de maneira que não podemos falar de unidade cristã como realidade em nossos dias, sabemos que esse não é um problema novo. E quem afirma que a unidade cristã é uma realidade hoje, está em grande mentira e hipocrisia descarada. Não confundamos união com unidade, somos unidos sim, em torno do nome de Jesus, mas, não somos um. Isso não é uma realidade para ser apenas mística ou espiritual ( embora eu creia que nem neste sentido estejamos vivendo está realidade da qual Jesus falou), mas, sim precisa ser visível e perceptível, lembremos da oração de Jesus (João 17.21)", afim de que sejam um, para que o mundo creia que tu me enviaste". Se não fosse o, "para que o mundo creia que tu me enviaste", eu não estaria tendo que chamar a atenção para a unidade visível.
Ponho aqui cinco consequências da desunidade cristã, são elas:
1. Falta de referência para os perdidos.
Jesus disse em seu belo Sermão da Montanha", vós sois sal da terra e outra vez diz, vós sois luz. Claramente vemos por estes textos a capacidade de influência e a capacidade de ser referência do cristão. Capacidade, digo e vocação, pois isso está incluso em nossa chamada. Mas, as várias congregações, cada uma com uma ideologia diferente, uma roupagem, um estilo, procurando ser diferente, do mundo por caminhos próprios, ou sendo ascéticos, ou querendo agradar e atrair um grupo específico, levantando uma bandeira. Tem anulado estás especificidades de nossa vocação, as quais são influência e referência.
Mateus: 5. 13. Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. 14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15. nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. 16. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. - Bíblia JFA Offline
Em meio a tanta confusão, tanta roubalheira, tanto desespero, as pessoas precisam ter um ponto de referência no qual possam se apoiar. E este ponto é a "coluna e firmeza da verdade". Mas, as pessoas olham para o cristianismo e vêem no em um mar de confusão. Alguém poderá dizer, a mas, a igreja corpo místico de Jesus está bem. Sim, mas, o mundo não vê a igreja mística, eles não vêem o espiritual, e sim vêem a igreja visível, o cristianismo, as instituições e denominações cristãs.Assim sendo perdemos também o poder de referência.
Uma igreja que não é referência não pode ser influência. Não consegue influenciar as vidas para Cristo, pois estão com o sal fraco e sem sabor, sem teor, como uma poeira apenas, e poiera é coisa de se jogar no chão. Não é qualquer tipo de influência, e sim aquela que influencia para Cristo. E como se dá este tipo de influência?
A) Sendo uma comunidade amorosa.
João: 13. 34. Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. 35. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. - Bíblia JFA Offline
Note mais uma vez o aspecto visível do amor cristão," todos conherão que sois meus discípulos", não se trata de seiva que corre por dentro das árvores, mas, do fruto que resulta dela. O nosso testemunho precisa ser eficaz para a salvação dos perdidos.
B) Quando a nossa santidade não revela um padrão de hipocrisia e sim uma vida de verdade e retidão. Por que a influência pela verdade não degenera, não corrompe. Ela liberta, e convence o homem. Ela é ferramenta do Espírito Santo, não é atoa que seu nome é Espírito da verdade.
João: 16. 13. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras. 14. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. -
João: 17. 17. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.
C) Quando damos ouvidos a voz do Espírito Santo. Se Ele é o Espírito da verdade, suas diretrizes nos darão tudo o que precisamos.
João: 16. 13. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras. 14. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. - Bíblia JFA Offline
2. Desagrado a Jesus.
Mateus: 12. 25. Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. 30. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. -
João: 17. 18. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviarei ao mundo. 19. E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade. 20. E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; 21. para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22. E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; 23. eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim. - Bíblia JFA Offline
Em quê, a divisão no cristianismo contrareia a Cristo?Se a igreja visível é uma, e a igreja invisível é outra, porque esquentar a cabeça com isso?
Porque a divisão não estabelece a vontade de Deus, não revela a vontade de Deus, e não é a vontade de Deus.
3. Falta de arrependimento.
Com o pluralismo de idéias, de bandeiras defendidos pelos diversos cristianismos dentro do cristianismo, o inimigo tem encontrado uma eficaz maneira de endurecer os corações para que não se arrependam e se convertam a Jesus, pois há muitas argumentações e desculpas baseado na Bíblia para com isso justificar seus erros. Pois existe uma pluralidade de explicações uma mais conveniente a carne do que a outra. Não tem sido necessário arrepender-se de seus pecados (exceto por aqueles combatidos pela sociedade, como alcoolismo, prostituição infantil, drogas e outros), apenas achar uma denominação que favoreça o seu pecado. Ou como se diz;" que você se sinta bem".
4. Queda no número de conversões a Cristo.
Falo disso como uma coisa certa, não é preciso provar ou argumentar, todos estamos cientes deste fato. Temos igrejas cheias de homens inconversos de gente enganando a si mesmas. A conversão a Cristo é diferente da conversão a religião cristã, enquanto a primeira decresce e segunda cresce, e isso por muitos não é percebido ou é e ficam indiferentes ao fatos, e mesmo que não sejam tão indiferentes, mesmo que falem ou toquem no assunto todavia ainda são passivos diante do mesmo. A nossa passividade diante da nossa realidade pode e é considerada perante Deus como pecado.
Eu vos nomeei para que vades e seria frutos, a fim de que o vosso fruto permaneça( João 15.16  ). Disse Jesus.
Persebi que a pessoa convertida a Jesus ela dá fruto proveniente da pessoa do Espírito Santo que nela habita. Nisto é distinguido aqueles são convertidos a Jesus é aqueles que não são, os que são de Cristo crucificaram a carne com suas paixões, os que são de Cristo possuem vigente o fruto do Espírito( Gálatas 5.22).
A desunidade cristã reduz o número de convertidos a Cristo, porque ela possibilita o surgimento de muitas facções não apenas denominacionais, mas, doutrinárias em sua maioria, fruto de corações endurecidos, resistentes a voz do Espírito Santo, com o intuito de justificar um pecado ou um projeto pecaminoso. Na desunidade cristã se cumpre a profecia de Paulo a qual diz, que, nos últimos dias, amontoariam doutores segundo as suas próprias concupiscências ( 2 Timóteo 4.3).
5. A cada divisão surge uma nova ideologia.
A cada denominação nova, surge uma proposta de viver o evangelho, certo pregador neto de Billy Graham, disse que não é viver o evangelho e sim de forma digna ao Evangelho ( Filipenses 1.27). E eu concordo com ele, o problema ainda maior que este, é que a cada proposta nova surge um desvio doutrinário novo, uma visão equivocada, tendenciosa sobre o evangelho. Isso quando estas facções cristã surge com esta visão. Mas, surgem se também novos rótulos com propostas de atenderem as diversas demandas da carne, visões avarentas por um lado e concupiscentas por outro. Surgem se as mais diversificadas visões, doutrinas, e facções frutos de corações endurecidos, resistentes ao apelo do Espírito Santo.
São segundo um breve levantamento que fiz e comentei em Táticas do espírito do Anti-Cristo, com o subtítulo "Divisão", nove fatores que causaram e causam a divisão no cristianismo, por parte do homem:
1º.  Dureza  e  inflexibilidade  dos  líderes  ou  mesmo  dos  liderados.
2º.  Falta  de  abertura  para  a  verdade( pode ser da denominação cristã ou de quem está a promover o rompimento com a mesma para abertura de outra denominação).
3º.  Espírito  de  engano.
4º.  Orgulho
( pode ser da denominação cristã ou de quem está a promover o rompimento com a mesma para abertura de outra denominação).
5° . Avareza.
6°. Falta de conversão ao propósito de Jesus Cristo.
7°. Cobiça inveja e espírito faccioso.
8°. Medo.
9º.  Colocar  os  dogmas  no  mesmo  patamar  que  a  Bíblia  ou  mesmo  acima.
10°. Querer converter a igreja a si mesmo.
E são quatro motivos pelos quais Deus permite ( pelo menos são os que tenho listado até agora).
1°. Divisão como ferramenta da preservação da pureza da doutrina cristã na verdade e pureza dela.
2°. Divisão como ferramenta para a preservação da liberdade cristã.
3°. Como ferramentas da preservação da propagação do evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
4°. Como indicador de que algo está errado(indicador extremo).
E gostaria de fazer dentro dos mesmos uma nova abordagem, mais condizente com o contexto desta reflexão, ou seja recomenta-los. E dentro dos textos dos fatores adicionar mais dois.
11°. Resistência a voz do Espírito Santo.
12°. Submissão a voz de Satanás.

* Fatores por parte do homem que causam a divisão e desunidade.
1º.  Dureza  e  inflexibilidade  dos  líderes  ou  mesmo  dos  liderados.
Paulo disse que não deveríamos nos mover facilmente do nosso entendimento, mas, isto não significa que não deveríamos estar abertos a verdade, a Bíblia diz que o Espírito Santo, é quem nos guia a toda a verdade ( 2Tessalonicenses 2.2/ João 16.13 ). Paulo disse assim, para que com prudência e discernimento, podessemos averiguar tudo aquilo a que nos é submetido.
Mas muitos líderes não estabelecem um diálogo sincero com seus liderados, nem está disposto a abrir mão de suas ideias e receber um esclarecimento da verdade, antes como as autoridades diante de Estevão, tampam os ouvidos e gritam( Atos 7.57 ).
Igualmente muitos liderados inchados em suas presunções, não são submissos, não se dispõe a refletir sobre suas idéias com humildade e oração, examinando a Bíblia com cuidado e por meio da mesma tentando um diálogo com seus líderes sobre suas dúvidas e opiniões. Pois onde há humildade, Deus se faz presente estabelecendo a graça da reconciliação.
Antes o que vemos é estás discordâncias sendo motivo para por meio do orgulho, se abrirem novos pontos de congregações. Porque de certo o caminho mais fácil para a grande maioria tem sido a separação.
"Andarão dois juntos se estiverem de acordo?" É o que diz o provérbio, mas, porque não podemos concordar? Não é necessário que haja uma absoluta concordância, mas, é necessário que estás discordâncias não sejam profundas. Aliás o provérbio diz de andar, ou sobre o concordar em andar junto, não quer dizer que aqueles que andam juntos sejam concordes em tudo. Mas, pode sugerir que estás diferenças não contaminam a sua comunhão.
2º.  Falta  de  abertura  para  a  verdade( pode ser da denominação cristã ou de quem está a promover o rompimento com a mesma para abertura de outra denominação).
Pedro diz, que dois são os que distorcem as Escrituras, os quais são, os inconstantes e os indoutos. Os inconstantes são aqueles que não conseguem se firmar na verdade, daí o porque do nome, e o fazem geralmente por causa do pecado. Muitos destes são conhecedores da verdade, mas,cá resistem de propósito. Mas, o grupo que mais se encaixa neste fator, são os indoutos. Eles desconhecem a verdade, e não estão dispostos a submeterem suas opiniões ao crivo da palavra de Deus, alguns por medo de estarem errados, ou devido a insegurança que possuem por não estarem firmados na Bíblia temendo serem enganados pelo inimigo, outros por orgulho, não querendo dar o braço a torcer, não estando dispostos a se retratarem de suas opiniões por estarem errados.
De certo está relutância, está falta de abertura para a verdade é um dos fatores que causou é causa divisão e o surgimento de outras comunidades denominacionais. Porque muitos indoutos pensando estarem a defender a verdade, procuram criar redutos de "santidade", se separarem de suas antigas denominações com a justificativa de serem zeloso pelo que é certo diante de Deus, por uma igreja Santa e irrepreensível.
Já os inconstantes cansados de serem fatigados com os homens de Deus, denunciando e criminalizando suas práticas, as quais eles até tentam por algum momento se distanciar das mesmas, mas, seu coração insensato e obstinado insiste em retornar. Então para se verem tranquilos e em "paz" consigo mesmos resolvem fazer um pacto com seus pecados abraçando uma ideologia que os defenda, e quando não a acham, eles a criam, surgindo assim os movimentos progressistas os quais bem conhecemos hoje.
3º.  Espírito  de  engano.
Ou espírito que promove o engano, ou a mentira, por falta de discernimento daqueles que o dão ouvidos. Aqui gostaria de anexar o que já havia dito em Táticas do espírito do Anti-Cristo:
"Este é um fator terrível, na Bíblia contasse uma história que uma vez um espírito de engano saiu da presença de Deus, e confundiu os profetas de Acabe, para que Acabe viesse a ser morto. Muitas pessoas recebem profecias de morte, por não ter o discernimento, e não sabe que esta profecia não é benção, mas, um laço para a sua própria vida(1 Reis 22. 1-28 ).Assim como aquele espírito se dizia ser Deus, falando em nome de Deus como se fosse o Espírito de Deus, hoje não é diferente ainda há muitos espíritos de enganos da parte não de Deus, como foi naquela citação, mas, da parte do enganador das nações que é Satanás, pois, é assim que a Bíblia o descreve como o enganador das nações(Apocalipse 20.8), que é o Espírito do Anticristo, que João também o descreve como enganador(2 João 7). Este espíritos de enganos não trazem revelações de Deus, mas, revelações do próprio ego dos profetas. E com isso acreditando seremguiados por Deus, muitos homens e mulheres, saem e abrem novos ministérios, muitos pelos seus carismas, e valendo-se pregações que afagam os egos de outros conseguem levar estes ministérios para muito longe. O Caso dos espíritos de engano vai muito além de uma revelação para abrir um ministério, muita das vezes estes espíritos em ministérios legalistas promovem o fortalecimento do argumento de seus lideres, com visões de arrebatamento ao inferno onde pessoas que recusam seguir seus caminhos e suas doutrinas antibíblicas (que os mesmos usando de versículos isolados falam serem bíblicas) estão sendo atormentadas.
 ação destes demônios não se limita aos ministérios legalistas, muitos ministérios neopentecostais, são levados e enganados pelos mesmos, com a introdução de sincretismos religiosos em suas denominações, como práticas do espiritismo, das religiões afro-brasileiras, do judaísmo, até mesmo do islamismo, da psicologia, religiões orientais e etç.
A grande dificuldade é que como os tais não possuem uma teologia sã, acabam por acreditar ser estes enganos de Deus, e sendo assim fica difícil (não impossível se a pessoa for aberta a verdade) de convencer uma pessoa desta de seu erro, de que esta sendo enganada. A palavra de Deus disse que nos últimos dias as pessoa dariam ouvidos a doutrinas de demônios(1 Timóteo 4.1 )."
Vocês lembram do profeta velho? Aquele que mentiu para o profeta de Deus é o fez desviar do caminho para o qual Deus havia traçado para ele? (  1Reis13  )E lembram do que aconteceu ao profeta de Deus, de como ele morreu? Aquele mesmo espírito de engano e de morte ainda está a rondar-nos. Mas, o sangue de Jesus tem poder. O que eu quero dizer é que está desunidade cristã, não é fruto de pessoas ouvindo o Espírito de Deus, mas, é de pessoas ouvindo o espírito de Satanás.

4º.  Orgulho
( pode ser da denominação cristã ou de quem está a promover o rompimento com a mesma para abertura de outra denominação).
O orgulho promove separação, divisão, destroi a unidade cristã no âmbito comunitário. Porque? Pois leva ao extremo a sua posição, não sede, como já comentei acima, falando sobre dureza de coração que é um coração tomado pelo orgulho, enganado a respeito de si mesmo, também quando falei de falta de abertura para a verdade. Em ambos os casos o orgulho está presente está operando.
 Pode ser no tocante a doutrina, pode ser no tocante a sua posição. O orgulho de um líder, ou mesmo de um liderado divide denominações, não a sã doutrina, Deus nunca pede ninguém para sair da sua denominação, assim como o divorcio, muitas divisões ocorrem devido a dureza do coração dos homens, mas, nunca pela ação do Espírito Santo( Mateus 19.8).
*Orgulho com respeito a doutrina. É o caso da falta de abertura para a verdade, a pessoa achar que é o detentor de toda a verdade, esquece que para nós seres finitos a verdade vem de forma gradual, e parcial, para que ninguém fique independente doutro, mas, possam se unir em comunhão pelo compartilhamento do que cada um recebeu a respeito da verdade. Ou seja cada um fala e encina, segundo a graça que lhe foi concedida. Sabendo também que quem detém maior conhecimento tem maior peso de responsabilidade diante de Deus. E por fim não podemos esquecer que muitas vezes nos enganamos a respeito da doutrina, e acabamos por estar em caminhos de erro e engano, mas, jamais sairemos dele se não formos humildes para ouvirmos os sábios de Deus.
Sendo assim por este motivo de orgulho quanto a doutrina muitos promovem cismas na igreja, criando novas denominações, novos ministérios, para defender a sã doutrina, quanto as distorções do mundanismo ou para se livrarem de doutrinas de homens. Estas e semelhantes a estas, geralmente são suas defesas, quando tentam justificar a formação de suas entidades. Mas, o motivo real é o orgulho, seja do crente inconstante buscando justificar seus pecados, ou do líder incalto buscando justificar a sua insegurança e medo por não ter bases reais e firmes na palavra de Deus. Ou pode ser o contrário, pode ser o crente incalto ou o líder inconstante.
* Orgulho com respeito a sua posição.
Isso acontece muito em relação a liderança, que não adimite ser questionada, que não tem firmeza e segurança naquilo que encina e defende. Isto também promove a divisão de igrejas, quando o líder vê-se ameaçado, ou quando cobiça uma posição melhor. Pode acontecer de este líder começar a oprimir os seus liderados, ou tentar sufocar talentos, e novos líderes que surgem no seu rebanho. Este tipo de orgulho pode atacar de diversas formas, e pode se propício a ele, em situação propicia ao mesmo, vir a procurar querer se separar, e formar sua igreja, ou desfalcando a que ele congregava, ou não. Mas, pode também ser o contrário devido ao orgulho do líder, a igreja vir a se dividir.

5° . Avareza.
2 Pedro 2: 3. também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita.
Está é a palavra do Senhor por meio do irmão Pedro. Faz não muito tempo que a Globo zombava," pequenas igrejas grandes negócios". Pois se muitos dividem igreja por orgulho, outros fazem por cobiçar as riquezas deste mundo. Fazem o caminho oposto ao dos apóstolos que deixando tudo seguiram após o mestre. Estes através de seus carismas, seguindo o prêmio de Balaão, iludem as pessoas para fazerem da fé dos mesmos negócio. Paulo também diz, assim a respeito dos mesmos:
Atos dos Apóstolos 20: 29. Eu sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho, 30. e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si. - Bíblia JFA
Sem um pingo de temor, estes filhos do diabo, os quais até a si próprio enganam achando que estão no caminho, segados pelo pecado da cobiça, ludibriados pelo engano da serpente. Estes homens, enganam o povo de Deus, e abrem as suas empresas (igrejas), uma após as outras para sugar o necta da fé dos símplices, e quando se estranham ou se tornam grandes dentro de seus reinos eclesiásticos, dividem o reino. Fundam outra porta, uma universal, uma mundial, uma internacional e por ai vai.

6°. Falta de conversão ao propósito de Jesus Cristo.
Já está claro pelos tópicos acima que aqueles que não são convertidos ao caminho que Jesus Cristo, podem e causam as divisões no seio da igreja por diversos motivos, porque não podem estar unidos a Cristo caminhando num caminho oposto ao do Mestre. Está claro também que se não pensam como o Mestre, não agem como o Mestre. Uso a palavra Mestre, para evitar o questionamento, mas, Ele é Deus não podemos pensar como Ele. Pois sendo Ele Mestre, em tudo se dá como exemplo para ser seguido.E Ele nos deu o seu Espírito que nos revela o seu coração.
1 Coríntios 2: 12. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus; 13. as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. 14. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, enquanto ele por ninguém é discernido. 16. Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.
Por isso digo que a pessoa que não está no caminho de Jesus, que é o próprio Jesus, causa divisão. Pois nenhum dos fatores descritos acima é aqueles que ainda vou descrever procedem de um homem de Deus, que segue a Jesus.
João 14: 4. E para onde eu vou vós conheceis o caminho. 5. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? 6. Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
7°. Cobiça inveja e espírito faccioso.
Novamente já tenho falado sobre isso acima, mas, gostaria de elucidar isto. Invejam posições, cobiçavam cargos, procuram desfazer de pessoas que estão a sua frente. Procuram plantar sementes de discórdia nos corações dos irmãos.
Quando não conseguem o que querem, fundam suas próprias seitas, para que possam receber a honra dos homens, pois não são pastores, não querem pastorear, não possuem compromisso com o rebanho, querem apenas o leite, a gordura, a carne e a lã.
* Espírito faccioso. Está é a expressão que traduz a ideia, ou sentimento acompanhado de um raciocínio tendencioso a criar partidos, formar grupos, e a espalhar a divisão na igreja, por meio de calúnias, difamação, denegrindo a imagem de outros com pretexto de sinceridade, de falsa honestidade, de promoção de justiça. São homens de peitos inflamados por sentimentos amargos, cobiça intensa.
Tiago 3: 13. Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria. 14. Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. - Bíblia JFA
8°. Medo
Em que sentido o medo pode ou tem causado a divisão na igreja? Este é o medo relacionado a uma liderança indoutos e sem abertura para a verdade, o que geralmente o faz por ter medo de ser enganado, e por achar-se absolutamente com o todo da verdade sobre determinado assunto. EntãoA pessoa se torna cega, obtusa, se recusa a ouvir (quando digo ouvir, estou dizendo de prestar atenção,examinar, ponderar sobre o mesmo, e ser humilde para aceitar quando a conclusão óbvia for que esta errado).
Então isto tem o potencial de gerar um cisma na congregação, pois pode levá-lo para tentar garantir sua posição e autoridade, a atos de autoritarismo, e a impor obrigações absurdas aos fiéis. Dentro da mesma congregação caso a liderança comece a ser exclarecida, pode se levantar uma voz também movida pelo medo da liderança estar incorrendo num erro, e também agindo de oportunismo, que promova um cisma sendo acompanhado dos fiéis que seguem o seu raciocínio.
9º Colocar os dogmas no mesmo patamar que a Bíblia ou mesmo acima.
Isso comumente por aqueles que assim o fazem não é admitido. E está postura leva aos tais a se colocarem de maneira exclusivista contra os demais, e no caso de denominações que assim o fazem, sua postura exclusivista leva a surgir em seus membros tanto um sentimento, quanto um raciocínio separatista em relação as demais denominações, dizendo se os únicos que guardam a palavra. Aqui a baixo coloco o que escrevi em Táticas do espírito do Anti-Cristo.
"Jesus repreendeu os anciões dos judeus, por causa da chamada tradição dos anciões, que invalidava muitos dos mandamentos da palavra de Deus (Mateus 15.1-20 ). Se uma denominação coloca seus dogmas e tradições no mesmo peso que a bíblia de forma a competir com ela, muita das vezes até mesmo a substituindo isso não tem a aprovação de Deus, e isso causa divisão no cristianismo. Foi por isso que os reformadores foram expulsos do catolicismo, pois o mesmo até hoje tem seus dogmas e tradições mais em estima do a que a santa palavra de Deus.Mas, não podemos ficar sossegados quanto a isso no meio cristão, pois isso até hoje ainda causa divisão pois, muitas denominações põem seus dogmas, como verdadeiros papas, que são intocáveis, e inquestionáveis, quando alguém os põem em cheque o mesmo excomungado."
10°. Querer converter a igreja a si mesmo.
Este já não é bem um fator mais específico do líder, mas, sim de liderados. É claro está também pode ser uma realidade da liderança. É quando a pessoa que não é convertida, que por ser inconstante procura abrir um movimento que fale a sua língua, por não suporta a sã doutrina, por não querer abandonar o seu vício vê por melhor, abandonar a denominação ou procura outra que abone seu erro, e quando não a encontra procura criar um movimento para si.
Logo este fator tem sido muito comum hoje em dia.Como diz as santas escrituras, eles possuem coceiras nos ouvidos e não a suportam mais, não possuem paciência para escutar os santos ensinamentos, por isso procuram formar doutores em teologias para explicar que seus erros e pecados não são erros e nem pecados. Assim nasce uma denominação nova a cada dia, uma para cada pecado, assim como existe um santo no romanismo para cada dia do ano. Querem converter a igreja a si mesmos, mas, não querem se  a Jesus. Como disse lá em cima, muitos são até convertidos a religião, mas, não a Jesus Cristo, nesse caso aqui difere um pouco, pois eles querem é converter a igreja aos seus próprios ideais e concupiscências nocivas de cada dia(2 Timóteo 4.3,4).
Mas, com isso vemos que as divisões no cristianismo começam internamente dentro das denominações e depois afloram para fora na forma de um novo movimento, uma nova bandeira ideológica, uma nova denominação, um novo ministério.
11°. Resistência a voz do Espírito Santo.
Em resumo está situação é resultado de duas coisas, dureza de coração (ou coração orgulhoso) e resistência a voz do Espírito Santo. Como já falei antes,  primeiro os homens tomam suas decisões depois procuram o Espírito Santo; ou consultam ao Espírito Santo, mas, em seguida tomam a decisão sem esperar seu parecer; ou o relega a questões menores mas, quando se trata de questões mais comprometedoras, no tocante às coisas de Deus eles é que tomam a frente. Gideão já tinha o parecer de Deus, mesmo assim tratou de eliminar todo o resquício de dúvidas que tinha. Muitos ouvem um vento soprar ao longe e já partem para a batalha, isso seria fé, ou seria presunção? Seria agir investido de autoridade ou seria arrogância?
Certo é que muitos tem sido feridos, muitos tem sido humilhados em nome de homens e não em nome de Deus, por isso Deus não toma parte em seus resultados pois não tomou parte em suas decisões. Disso resulta muitas facções, e divisões, não por ouvirem a voz do Espírito, mas, por resistirem.
12°. Submissão a voz de Satanás.
E se não escutam o Espirito, escutam a Satanás, ele sempre fala ao âmago, conforme os conflitos da alma, sempre se aproveita das paixões e usa das mesmas para que possa levar o seu barco de maldade para onde quer. Ele é o espírito do Anti-Cristo, e sua função é destruir o cristianismo, por isso ele semeia nos corações as suas sementes malignas, de discórdia, amargura, cobiça e outros males. Ele semeia a confusão, faz o contrário do Espírito Santo, que semeia o amor e com ele a armonia. Ele promove as ideologias que justificam o pecado, ele constroe fortalezas e as fortifica por meio de idéias e sentimentos, seu reino maligno trabalha unido para dividir o Reino Benigno de Deus.
Cabe aqui uma pergunta, está o Reino de Deus dividido? Não, o reino de Deus, é muito mais amplo e permeia todos os limites do universo e das existências, mas, o cristianismo que é uma parte deste Reino, tem se deixado ruir em seu aspecto de comunidade religiosa. Porque embora a igreja seja espiritual, mas, o cristianismo que a contém e que é responsável diante de Deus de anunciar o evangelho do Reino de Deus na terra, é visível e material. Aqui não falo de desunião no absoluto, mas, de desunidade. Você pode se unir a alguém, mas, não serás um com ele.
A igreja tem este diferencial, ela não é apenas uma união de pessoas, mas, é também em Cristo Jesus uma unidade, um corpo totalmente ligado a cabeça e uns aos outros. Não se trata de um fenômeno meramente místico, e simbólico.
* Motivos pelos quais Deus permite a ocorrência de divisões no cristianismo.
1°. Divisão como ferramenta da preservação da pureza da bíblica doutrina cristã(sã doutrina) na verdade e pureza dela.
Essa declaração é melhor entendida num contexto histórico, no entanto desta afirmação vê se a pergunta: O que é a sã doutrina? Qual é a doutrina cristã?
A divisão pela história da igreja surgiu como uma via de escape para os cristãos verdadeiros, para que não precisassem barganhar as verdades da palavra de Deus, em favorecimento de um clero corrompido pelo poder.
Respondendo a pergunta a sã doutrina, é uma expressão bíblica, que se refere aos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos, ou o conteúdo doutrinário do Novo Testamento. A expressão remete a uma doutrina pura, sem contaminação, hoje ou sempre o ensinamento de alguém, se não for conforme a reta justiça, ou tende a favorecer as tendencias da época, ou justificar um pecado, ou mesmo omitilo, pode se contaminar pela vida do expositor ou pela vida de quem ele procura agradar.
* Como ferramenta da preservação.
Porque? Isso é comum de se notar em denominações cristãs de cunho muito conservador e tradicional, sempre que as mesmas começam a flexibilizar as suas tradições, os grupos dentro da mesma que são mais conservadores, protestam, e não sendo devidamente ouvidos, se separam abrindo um novo seguimento com o intuito de preservar aquelaa tão estimadas tradições.
De igual modo Deus permite, e permitiu na história da igreja, que ouvesse sismas sempre que a integridade da mensagem do evangelho estava e está em jogo.
2°. Divisão como ferramenta para a preservação da liberdade cristã.
Preservação da liberdade cristã. A liberdade cristã é a liberdade da atuação do Espírito Santo em conjunto com a liberdade de ação dos eleitos. Quando uma denominação cristã restringe está liberdade em algum sentido ela sufoca e pode levar até a morte o seu crescimento espiritual.
Assim como a declaração anterior, está verdade é melhor entendida quando olhamos para a história da igreja. Quando um grupo cristão sufoca a liberdade de seus membros ele está dando uma brecha para a facção. Não falo de liberdade para pecar, mas, a conduta cristã é feita em expontaneidade e na direção do Espírito Santo não por força e obrigação. Isso tanto acontece com extremos de santidade ascética, quanto acontece com casos de pecados escondidos ou tolerados na direção ou pela direção cristã.
Quando é um caso de ascetismo vemos a imposição de regras humilhantes que obrigam os cristãos a viverem sob o julgo de obrigações como se ainda vivessemos uma lei mosaica.Na verdade a gente vê muita gente escrava e passiva nestes movimentos, e outros que ficam como rebeldes ali mesmo. Mas, é porque não conhecem a verdade.
 Já quando é no caso de pecados escondidos vemos as proibições e sensuras às manifestações do Espírito Santo.
Logo o Espírito e e aqueles que são guiados por Ele também são livres. E para que essa liberdade seja preservada, e não destruída pelas mãos dos homens é que o Senhor permite a divisão.
Não é um motivo isolado este motivo da preservação da liberdade, se alia ao da preservação da integridade da doutrina bíblica cristã.
3°. Como ferramentas da preservação da propagação do evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Uma igreja fria, formalistizada, segada pelo pecado, acomodada pelas aceitações do mundo. É uma uma igreja indiferente, passiva diante da desgraça do mundo. É como um sal sem sabor. E como eu falei que um motivo se alia ao outro, igreja assim sufoca ou reprime a propagação do evangelho, ela restringe a liberdade cristã neste assunto. E para que a propagação do genuíno evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, siga em frente, por ainda a muitos a serem alcançados por Deus, é que Deus acaba permitindo a separação ou que aja um rompimento surgindo assim um grupo que lhe seja fiel neste quesito. E quando este mesmo grupo começar a seguir os mesmos caminhos daqueles de onde eles saíram. Deus levanta outros.
Talvez o leitor não esteja compreendendo estas afirmações minhas, mas, dê uma olhada na história da igreja pelos séculos e verás o que eu estou dizendo.
4°. Como indicador de que algo está errado(indicador extremo).
Deus dá muitos sinais e fala e informa de muitas maneiras, usa profetas, levanta os seus atalaias de uma a outra extremidade da terra para dizer que há algo de errado no meio de seu povo.
A separação das tribos de Israel em dois reinos foi um indicativo disso, mas,  será que Deus não lhes havia advertido antes? Será que Deus não havia avisado Salomão? Será que se Roboão tivesse dado ouvidos aos anciãos que aprenderam da sabedoria de seu pai, o reino teria se dividido?

Deus então permite a divisão como um sinal extremo de que algo está errado. E se tem ocorrido tantas facções hoje em dia, algo está muito errado, e as pessoas não tem percebido, porque não tem sabido dar ouvidos ao Espírito Santo.

domingo, 26 de novembro de 2017

Conversão a Jesus.

Antes de procurar promover a conversão dos outros, certifique-se primeiro de que você está convertido a Jesus, para não acontecer de converteres outros a outro alguém que não seja Jesus. Pois antes das pessoas serem discípulas de Jesus, elas são discípulas de você, e se você não é convertido ao Mestre, se você não aprende d'Ele, então o que você ensina não vêm dele e as pessoas por você convertidas não são convertidas a Jesus.
Como saber se sou convertido a Jesus, ou se estou enganado?
*Certifique-se de toda a sua vida estar em Jesus.
Isso não significa você estar num estado initerrupto de adoração, oração, estar sentindo a sua presença. Isso é algo que nos é impossível, mas, também desnecessário. Mas, estar em Cristo não é o que fazemos ou sentimos, mas, é simplismente estarmos ou residirmos na sua vontade, no seu coração. Isso é estarmos em comunhão com Ele, por isso não carece de um fazer frenético, mas, sim de um concordar com seu coração, ou de você submeter-se e a tudo o que é teu, ou prevem de ti, ou pertence a ti a Ele, a vontade de Jesus.
Ele é o caminho...
Ele é a verdade...
Ele é a vida...
Você está n'Ele e as palavras d'Ele estão em você ( Ele encontra lugar em você, as Palavras d'Ele encontram lugar em ti?).
João 15: 3. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. 4. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. 7. Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito.

* Certifique-se de estar consagrado ao mesmo caminho que Ele ( João 3.16)
Você daria a sua vida por Ele? Qual é o grande mandamento? Você ama o seu próximo como a si mesmo? Se você diz sim a todas estás perguntas, há verdade em todas estás confições?
Deuteronômio: 6. 5. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.
2 Coríntios: 5. 14. Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; 15. e Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. -

* Certifique-se de estar observando as suas palavras.
João: 8. 31. Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; 32. e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. -
Comece pelo evangelho pelo ensinamento ali contido, pois há muitos ensinamentos e palavras de forma que está orientação parece vaga. Mas, quando Jesus fala aqui, ele é específico ao seu ensinamento nos evangelhos. Depois observe os escritos apostólicos, pois os tais são desenvolvidos encima dos ensinamentos de Jesus, ou seja, tem o evangelho como base.
O Primeiro Testamento (Antigo Testamento), revela a pessoa de Cristo, e muito do que se lê no Novo Testamento, se é entendido quando o lemos. Mas, a minha ênfase aqui nesta reflexão é sobre as específicas palavras de Jesus. Específicas, porque são específicas, são diretas para a igreja, para todo aquele que n'Ele crer. São toda a sua doutrina escrita nos evangelhos.

* Certifique-se de estar dando frutos.
João 15: 4. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. 5. Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 7. Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. 8. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. 16. Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. 17. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros. -
Gálatas 5: 22. Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. 23. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. 25. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. -
Na ilustração de uma  árvore, Jesus é o tronco, nós os seus galhos e o Espírito Santo é a seiva. A seiva é o sangue das árvores, é ela que leva os nutrientes até os galhos, através da raiz o tronco capita a água e os nutrientes do solo, e a seiva sai do tronco levando estes nutrientes até os galhos. Sem a seiva os galhos murcham, secam e morrem, sem a seiva eles não dão frutos. Da mesma forma sem o Espírito Santo não temos condições de frutificar, Ele é o Espírito de Vida que procede de Deus,  Ele também é chamado de Espírito de Cristo. Assim como os galhos não podem receber da seiva da árvore se não estiver ligado ao seu tronco, de igual modo não podemos receber deste Espírito, se não estivermos em Jesus.

* E certifique-se de receber em seu espírito, o testemunho do Espírito Santo de que és filho de Deus.
Romanos 8: 15. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! 16. O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; 17. e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.
John Wesley, em seu primeiro sermão sobre "O testemunho do Espírito", diz:
Mas o que é este testemunho do Espírito de Deus, que está adicionado, e unido a isto? Como ele 'testemunha com nosso espírito que nós somos filhos de Deus?'. É difícil encontrar palavras, na linguagem dos homens para explicar 'a profundidade das coisas de Deus'. De fato, ninguém irá expressar adequadamente o que os filhos de Deus experimentam. Mas, talvez, alguém possa dizer (desejando que seja alguém, ensinado por Deus, para corrigir, suavizar ou fortalecer a expressão):'O testemunho do Espírito é uma impressão interior da alma, por meio da qual o Espírito de Deus testemunha diretamente ao meu espírito, que eu sou um filho de Deus; que Jesus Cristo tem amado a mim, e dada a si mesmo por mim; e que todos os meus pecados estão apagados, e eu, até mesmo eu, estou reconciliado para Deus. 

Aqui falamos do testemunho do Espírito Santo a nós mesmos, ou seja no nosso espírito, e não do testemunho do Espírito Santo através de nós, que é o fruto do Espírito, conforme Gálatas 5.22. Isso é uma certeza que parte da sua real comunhão com Deus, estabelecida através de sua reconciliação com o mesmo por meio de Cristo Jesus. Essa certeza é dada a você pelo Espírito Santo, que agora em ti habita, sendo o mesmo o penhor santo de Deus. Que estabelece ou firma a garantia de que és salvo, e enquanto o retiverdes em si permanecerás garantido, assegurado desta certeza.
2 Coríntios 5: 1. Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. 2. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu, 3. se é que, estando vestidos, não formos achados nus. 4. Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas sim revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. 5. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito.

Logo concluo, que uma pessoa realmente convertida a Jesus seja assim, ela está em Jesus e as palavras de Jesus estão nela, ela se consagra ao mesmo caminho que Jesus, está observando as suas palavras, está dando frutos e tem em si o testemunho do Espírito Santo. Se estás ciente desta realidade, e que está é a sua realidade então a partir de então estarás apto a procura a conversão de outros a Jesus, pois não estarás enganado quanto ao caminho.

sábado, 18 de novembro de 2017

Palavra importante 26: Paz

A verdadeira paz interior é uma mistura de fé convicta e boa ( limpa) consciência em Deus( Atos 24.16/1 Timóteo 1.5,19).
Porque? Como assim? Para início, a nossa paz procede ou se origina de uma fonte, a qual é a nossa reconciliação com Deus, após termos sido justificados pela fé em Jesus Cristo, com Deus, conforme Paulo em:
Romanos 5: 1. Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, - Bíblia JFA Offline
A partir de então não estamos mais em rebelião, não somos mais inimigos de Deus, recebemos em nós um Espírito que nos conduz pelo caminho da santificação, operando a mesma em nós por meio de sua ferramenta que é a verdade. A verdade é aquele tipo de ferramenta personalizada, que só na mão certa faz maravilhas, e sim somente na mão do Espírito Santo, também chamado por Jesus, de Espírito da Verdade, é que ela pode ser um agente libertador e transformador. Não existe, "a minha verdade", somente existe "a verdade", a Palavra de Deus é a verdade de Deus, sobre a realidade do homem e do universo,  e sobre os caminhos e planos eternos de Deus para os mesmos.
Então seguindo neste caminho de verdade o qual é Jesus, e também é a sua palavra, conforme os textos abaixo, desenvolvemos diante de Deus uma boa consciência.
João 14: 6. Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
João 14: 16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. 17. a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.
João 15: 26. Quando vier o Ajudador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim;
João 16: 13. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras. 14. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.
João 17: 17. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. - Bíblia JFA Offline
Então o pecador ouve a voz do Espírito Santo através da pregação do evangelho, se arrepende ao ser convencido do pecado,da justiça e do juízo, e então confia que Jesus o justo, poderá alcançar diante do Pai o perdão de seus pecados e a anulação de seu histórico pecaminoso(justificação). Jesus tem diante de Deus o Pai um feito, que é substituição governamental da punição dos pecadores pelos sofrimentos de Cristo. Tendo em mãos seu arrependimento sincero e sua fé n'Ele, ele pode te justificar pois os mesmos são condições para a sua salvação, uma vez que não tem como Deus declarar alguém justo se ele continuar a ser criminoso. Com a abertura feita no coração do homem pelo arrependimento e pela fé, o Espírito Santo através da verdade vai o guiando por um caminho de justiça e aí se estabelece aquele dito, " o meu justo viverá da fé", pois confiando totalmente em Cristo ele se deixa moldar de forma que não é mais um velho homem, mas, sim uma nova criatura em Cristo Jesus.
Logo em sua mente reina uma consciência livre da culpa do pecado, livre de mas intenções, ele é bem aventurado pois tem um coração limpo.
Está é a paz verdadeira.

domingo, 12 de novembro de 2017

Unidade cristã

                             
João: 17. 21. para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. - Bíblia JFA Offline
A unidade é um tema que hoje tem sido mais subjetivado do que tratado como uma questão de necessidade. Ou quando o veem, o veem apenas no contexto denominacional. O que não é e nunca foi objetivo do mestre a ideia de partido denominacional. Agora no tocante a unidade da igreja local, isso deve ser considerado, mas,em que sentido deve ser considerado? Denominacional ou no contexto de toda a localidade?
Congrego numa cogregação  e no predio ao lado existe outra congregação de outra denominação, fica-me extranho passar e dizer: "A paz do Senhor!" Se eu não poder comungar com os mesmos. Já é uma falha nosso denominacionalismo, quanto mais o exclusivismo que temos nela. Alguns veem uma certa "união" nas igrejas, o que na verdade ainda não consegui ver, embora união não seja unidade, de certo até tem união, mas, é uma coisa muito diluída. Outros falam de "unidade no Espírito", mas, o que é a unidade no Espírito? E o que ela abrange?
Quando Jesus fala ," assim como Tu o Pai, és em mim", será que isso é tão superficial e inexpressivo?( Penso que não). Jesus dizia aos discipulos, " quem ve a mim ve o Pai"(João 14. 9). Penso que após a Reforma Protestante, ouve um descuido dos reformadores, o deixar de fazer uma coisa que a igreja da era apostolica fez no primeiro seculo e que as igrejas nos três séculos seguintes mesmo que de forma sofrida e imperfeita o fez, que é o "concilio". Mas, concilio não é convenção. A igreja em Atos 15, fez aquilo que foi digno do nome, "Concilio". Pois havia uma discordancia a respeito do caminho da Salvação e um desentendimento dos meios da graça, ou seja um grupo achava que precisava guardar a lei mosaica, já outro grupo tendo Paulo e Barnabé a frente se posicionava contra a observância da lei mosaica pelos convertidos ao evangelho, pois a lei foi instituida para os judeus. No entanto Tiago assim como os demais lideres entenderam, que havia sim a necessidade de observancia de alguns pontos da lei mosaica os quais eram, " evitar alimentar-se da carne sufocada e do sangue, da prostituição e da idolatria", mas, que no demais não precisariam de se submeter a outras observancias da lei pois, do contrario estariam invalidando o sacrificio de Cristo, a graça oferecida por Deus aos homens, e buscando uma auto-justiça. Com isso eles conciliaram a ambos os grupos. É claro que aqueles que não eram crentes de verdade continuaram a contender.Mas a igreja foi conciliada, evitando com isso um cisma entre os cristãos do primeiro século. Coisa que os demais concilios não foram tão bem sucedidos. Mas, penso que a ideia teria sido valida se os reformadores a tivessem observado, e isso evitaria ou pelo menos evitaria o numero de divisões e denominações que temos hoje.
Pois a divisão não é apenas de nome, mas, de ideias,sentimentos e coração. Poderia eu concordar com aqueles que acham haver hoje unidade na igreja, mas, as divisões são muitas e sangram. Há muitos motivos para o mesmo, vai desde bons  motivos, até motivos espurios e malignos.

Agora quero falar sobre a unidade, ou pelo menos, começar a esboçar o assunto:
*"Para que todos sejam um".
Este texto vem de um clamor de Jesus. Ele quer que sejamos um, em nenhum momento Ele tem a ideia de unidade fisica ou material, nem mesmo Ele, Jesus, é um desta maneira com o Pai.
* "Assim como Tu, o Pai, és em mim, e eu em Ti".
Agora uma coisa é certa, o modelo desta unidade está na relação do Pai com o Filho. Jesus dizia muito desta relação, "João: 14. 9. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10. Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. 11. Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras."
Se Jesus pela sua vida, revelava o  Pai, e fazia isto de tal forma que Ele, tinha a ousadia de dizer  que quem o via,  via o Pai, ai alguém te pergunta,"mostra-me Jesus, ou onde está Jesus?" E o que você pode lhe responder?
* " Que tambem eles sejam um em nós". Quando Felipe pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai, Jesus lhe respondeu. " Estou a tanto tempo convosco e você me pede para te mostrar o Pai?" Por que Jesus revelou e revela o Pai ao mundo, e de igual modo nós unidos a Jesus no Espírito Santo revelamos ao mundo Jesus.
Porque assim como as pessoas que receberam a Jesus nos dias de seu ministerio terreno, vinham a conhecer a verdade sobre Deus através do Mestre, igualmente elas precisam hoje através da igreja conhecer a Jesus e saber que Ele é verdadeiramente Deus e o Filho de Deus.
*"afim de que o mundo creia que Tu me enviaste".
O objetivo desta unidade cristã é revelar a verdade sobre a pessoa de Jesus ao mundo. Assim como a unidade de Jesus com o Pai, revelava e revela a verdade de Deus aqueles que o recebem. E qual é esta verdade?
1ª. De que Deus existe e ele pretende salvar os perdidos no mundo. A todos quanto receberem a Jesus como Salvador pessoal.
2ª. De que este Deus é real, que desenfeitou sua Glória mandando uma parte de si, o seu Filho(ou o seu igual, semelhante ou de mesma natureza), para resgate de muitos, isso é de todo aquele que n'Ele crer.
O mundo tem estado confuso a respeito de quem é Jesus, era já assim na época do ministério terreno de Jesus, e hoje a confusão não diminui, e nem poderia pois o pai da mentira zela, por mantê-la, e garantir a sua expansão. Se Jesus é o único caminho, Verdade e vida que revela Deus ao mundo, a igreja é designada por Ele também para ser o único caminho para revelar quem é Jesus ao mundo. Pois já muitas versões enganosas e malignas Satanás tem expalhado pelo mundo.
Mateus 16: 13. Tendo Jesus chegado às regiões de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? 14. Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas. 15. Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? 16. Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. -
Mateus 28: 19. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20. ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. -

* Mas, como se estabelece está unidade cristã?

Alguém pode argumentar que a "Igreja", quanto corpo místico de Jesus, permanece em unidade, mas, apenas a igreja quanto organização é que se mantém dividida. Olha no século um, na era apostólica, não se via assim, e não se falava de igreja como duas coisas distintas coexistindo juntas(corpo místico de Jesus e organização cristã religiosa), essa ideia surgiu depois para explicar a divisão que se sucedeu no cristianismo, como resultado da dureza do coração do homem. Aí fica hoje difícil de se conceber está ideia de unidade cristã, e sim apenas a de união cristã. É muito mais fácil dividir, do que unificar. Eu compreendendo está dificuldade, ponho apenas a observar que está divisão não é desejo do coração de Jesus, e que podemos pelo menos se formos sinceros de coração a empreender esforços nesta meta. Por isso também não tenho a ilusão de que poderemos chegar a ser o que éramos no princípio, pois a dureza do coração do clero cristão a isto dificulta, prova essa que mesmo os grandes avivamentos, que tinham potencial para o mesmo não conseguiram realizar, antes acabaram por provocar novas divisões.
Mas afirmo que devíamos empenhar para uma busca desta unidade, pois é e sempre foi o desejo do coração do Mestre. Pois embora os grandes avivamentos não conseguiram estabelecer a unidade cristã, todavia no seio dos mesmos,ficou-se evidente o espírito desta verdade. Pois aqueles que deles gozavam pelo fogo do Espírito Santo, estavam soldados, unificados tinham um mesmo coração.
Portanto a unidade cristã, a verdadeira unidade se estabelece em dois pilares, a união e a comunhão, pilares estes que são estabelecidos, fortalecidos e mantidos, quando se dão ouvidos ao Espírito Santo.
 De forma fraca, superficial e parcial permanece de pé o pilar da união. Já o pilar da comunhão já não existe mais, dele apenas ruínas existem.
Estamos unidos no nome de Jesus, mas, como barro e pedaços de ferro, como água e óleo, não estamos comungando neste nome. Não digo com isso que não haja comunhão na igreja, mas, estamos falando de união e comunhão os dois pilares da unidade cristã, num âmbito panorâmico, compreendendo todo o cristianismo, e não no âmbito local ou de uma pequena comunidade cristã, pois assim como as ruínas demonstram a existência anterior de algo maior, ou que compreendiam o todo. Assim e de igual modo nos referimos em nosso texto, comunhão local ou parcial, não reflete a realidade do que se espera. E ao mesmo tempo que admito a realidade da existência de comunhão num âmbito local e congregacional, não vemos a mesma no âmbito interdenominacional, o que por si só já é muita coisa para podermos sustentar a nossa argumentação de que este pilar já não existe. E será que está comunhão local, denominacional e congregacional é verdadeira ou é fachada?

E para dar uma pausa aqui sobre o assunto. Venho com outra pergunta. Porque será então, que estes dois pilares estão em estado tão deplorável, de forma a comprometer a unidade do cristianismo?
O Rev. Ernandes Dias da igreja presbiteriana, diz que chegamos ao estado em que estamos hoje no cristianismo é porque não estamos dando ouvidos ao que o Espírito tem a dizer a igreja. Ele diz que as sete igrejas da Ásia, que simbolizavam as igrejas em todas eras, vieram a desaparecer. E aí, ele pergunta. Porque? E responde, é porque no final de cada mensagem a cada uma destas igrejas estava a sentença."Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas". E eles ou pelo menos os que surgiram após os mesmos não deram ouvidos. De igual modo a igreja pelos séculos tem feito este discado, talvez em questões pequenas, até tenham o cuidado (não sei), de perguntar ao Espírito e de ouvir (não sei se o fazem) o que Ele tem a dizer, e em seguida tomam as suas decisões conforme a d'Ele (também não sei se assim ofazem mesmo). Mas, em questões de cunho extremamente importante, tal como está que estou a dizer. Talvez até busquem a sua direção, mas, quando a recebem, não procedem conforme a mesma. Dar ouvidos é inclinar o coração a orientação de Deus, e não meramente escutar seu murmúrio como quem finge dar atenção a alguém que lhe fala, mas, está com o coração em outras coisas.
O Espírito Santo é a liga que mantém e sustém estes dois pilares da unidade cristã, assim com o cimento mantém a firmeza e a estabilidade do concreto, de igual modo é o Espírito Santo o responsável. E se não o damos ouvidos, como podemos afirmar ou sustentar uma igreja una? É hipocrisia nossa querermos separar igreja de cristianismo, pois o cristianismo é o receptáculo da mesma, e quando o mundo olha ele não vê uma igreja invisível, mas, sim um cristianismo que é visível. E é por causa disso é que buscar está unidade. O versículo base desta reflexão diz, "  que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste."
Eis aqui as bases bíblicas para minhas afirmações:
João 17: 21. para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22. E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; 23. eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.
João 13: 34. Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. 35. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.
Mateus 12: 25. Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. 26. Ora, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino? 27. E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 28. Mas, se é pelo Espírito de Deus que eu expulso os demônios, logo é chegado a vós o reino de Deus. 29. Ou, como pode alguém entrar na casa do valente, e roubar-lhe os bens, se primeiro não amarrar o valente? e então lhe saquear a casa. 30. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.

*Sobre dar ouvidos a voz do Espírito Santo em todas as decisões:

João 8: 47. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso vós não as ouvis, porque não sois de Deus. -
Mateus 11: 15. Quem tem ouvidos, ouça.
Mateus 13: 9. Quem tem ouvidos, ouça.
Mateus 13: 43. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.
Marcos 4: 9. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Lucas 8: 8. Mas outra caiu em boa terra; e, nascida, produziu fruto, cem por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Lucas 14: 35. Não presta nem para terra, nem para adubo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
Atos dos Apóstolos 15: 28. Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas necessárias: 29. Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.
Apocalipse 2: 7. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. 11. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte. 17. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. 29. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Apocalipse 3: 6. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. 13. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. 22. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Apocalipse 22: 17. E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Série Creio 13: Juízo Final

13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15). 
 Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que morrerem durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos (Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4)."Texto tirado do credo atualizado na declaração de fé das Assembleias de Deus"

No antigo credo das Assembleias de Deus, este texto era dividido em tópicos 13 e 14, agora aparte de 2017, formam um tópico só o de número 15, isso porque foram inseridos, mais 3 tópicos e foi mudada a ordem dos tópicos.
O juiz final, é a penúltima realidade dos perdidos, a última será ou virá da sentença lavrada, sobre os mesmos, a qual é o lago de fogo e enxofre. Pelo que depreendemos do texto de Apocalipse 20.11-15, não haverá neste julgamento absolvição alguma, pois neste julgamento não está em jogo se o réu é culpado ou não, pois todos são culpados.
João 3: 18. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. - Bíblia JFA
Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no Nome do Filho unigênito de Deus. - Bíblia king James atualizada

Mas, neste julgamento estará se manifestando o clímax da justiça divina. Onde de uma vez por todas será desmascarada a maldade dos homens e anjos caídos, de forma tal, que não se poderá erguer um simples olhar que seja, com altivez, diante do manifesto da justiça do Criador.
Neste julgamento compareceram os homens ímpios e malignos de todas as eras e lugares,  desde Caim, até o último homem que der ouvidos a Satanas, na rebelião humana pós milenial.

Apocalipse 20: 7. Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, 8. e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. - Bíblia JFA

Após este juízo, não haverá outro, pois com este todo o problema do mal universal será de uma vez sanado. E os ímpios ficaram eternamente em tormento. Já li num blog, alguém sugerir que este tormento eterno, não será eterno, mas, que com um certo tempo Deus levaria este lugar para a inexistência, ou consumiria.
Todavia este lugar, ainda existirá por toda a eternidade como um memorial a todos os seres pensantes ( anjos e homens) que existem ou que vierem a existir( pois o ato de criar de Deus é continuo, João 5 .17), da justiça e do zelo eterno de Deus.
Neste dia haverá um julgamento de obras para estabelecer o nível de punição, ele será feito através dos livros das obras, e por fim a leitura do livro da vida apenas como uma confirmação da justiça de Deus sobre cada sentença lavrada.

Apocalipse 20: 12. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. - Bíblia JFA

Neste Juízo também não será julgado Satanás, nem o Anticristo (a Besta), nem o falso profeta, apenas as noções que os seguirão.
Primeiro será lançado a Besta e o falso profeta antes do milênio após a batalha do Armagedom, no lago de fogo e enxofre, depois do milênio será Satanás após sua última rebelião, e os últimos a irem para este lugar serão os homens ímpios e os demônios (anjos seguidores de Satanás) após o julgamento final.

Apocalipse 19: 20. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. - Bíblia JFA 
Apocalipse 20: 7. Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, 8. e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. 9. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou; 10. e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos. - Bíblia JFA 
Apocalipse 20: 11. E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. 12. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o hades entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. 14. E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. 15. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo. - Bíblia JFA Offline

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

John Wesley: Salvação pela fé


Pregação feita na St. Mary´s Oxford  Diante da Universidade  em 18 de Junho de 1738
 
Pela graça, estão todos salvos pela fé. Eph. 2:8.
 
Todas as bênçãos as quais Deus tem concedido ao homem são da mera graça dele: generosidade, ou favor; seu livre e, completamente, imerecido favor; homem que não tem nenhuma reivindicação para a menos importante das suas clemências.

Foi pela livre graça que formou o homem do pó do chão, e soprou nele uma alma vivente, e estampou naquela alma a imagem de Deus, e colocou todas as coisas debaixo dos seus pés.

A mesma livre graça continua em nós, até nossos dias: vida, respiração, e todas as coisas. Porque não há nada do que somos, ou temos, ou fazemos, que pode merecer a menor coisa das mãos de Deus. "Todas nossas obras, Tu, Ó Deus, tem forjado em nós". Esses são muito mais exemplos da sua livre clemência: e, mesmo que qualquer retidão possa ser encontrada no homem, esse é também um dom de Deus.  
 
Que recursos, então, deve um homem pecador expiar para qualquer dos seus menores pecados? Com as próprias obras? Não. Sejam elas tantas ou santas, elas não são dele, mas de Deus. Mas, de fato, os homens são todos profanos e pecadores, por eles mesmos, então, cada um deles precisa de uma nova expiação.

Apenas frutos corruptos crescem em uma árvore corrupta. E seu coração é completamente corrupto e abominável; criatura para alcançar a glória de Deus, a gloriosa justiça, primeiramente impressa na sua alma, depois da imagem de seu grande Criador. Dessa forma, tendo nada, nem retidão, nem obras, a pleitear, sua boca é totalmente calada diante de Deus.
 
Se mesmo pecadores encontram favor com Deus, isto é graça pela graça! Se Deus concede ainda verter novas bênçãos em nós, ou seja, a maior de todas as bênçãos, salvação, o que podemos dizer dessas coisas, a não ser Graças seja para com Deus por seu inexprimível dom!.

E, portanto, assim é... Deus confiou seu amor para conosco, por isso, enquanto éramos ainda pecadores, Cristo morreu, para nos salvar pela Graça. Dessa forma, somos salvos através da fé. Graça é a fonte, fé a condição de nossa salvação.

Agora, que  alcançamos a graça de Deus, cabe-nos cuidadosamente inquirir.

Que fé é essa, pela qual somos salvos.
Que salvação é essa pela fé.
Como podemos responder algumas objeções.

Que fé é essa, pela qual somos salvos.

Não é apenas a fé do pagão.  

Agora, Deus exigiu do pagão que acreditasse. Que Deus é quem recompensa os que diligentemente O busca; e que Ele será buscado glorificando-O como Deus, e dando a Ele graças por todas as coisas, e pela cuidadosa prática da virtude da moral, da justiça, misericórdia, e verdade, para com as suas criaturas. O Grego ou Romano, por conseguinte, sim, a Scythian ou Indian; não teriam desculpas, se não acreditassem tanto: na criatura e atributos de Deus, um estado futuro de recompensa e castigo, a natureza obrigatória da virtude moral. Porque isso é apenas a fé do pagão.

Nem essa é a fé do diabo.

Mesmo porque, a fé do diabo vai muito além da do pagão, uma vez que ele acredita que há um Deus sábio e poderoso, gracioso para recompensar e justo para punir; mas que também Jesus é filho de Deus, o Cristo, o Salvador do mundo. E, assim, encontrarmos ele declarando, em termos expressos, Eu conheço, Tu, que sois, o Santo Deus.

(Lucas 4:34) Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste a destruir-nos? Bem sei quem és: O Santo de Deus.

Tampouco podemos duvidar de que esse espírito infeliz acredita em todas essas palavras que vêm da boca do Santo Deus, e, que tudo quanto foi escrito pelos santos homens antigos, sendo que dois deles foi compelido a dar aquele testemunho glorioso:

"Esses homens são os servos do mais alto Deus, que mostra a você o caminho da salvação". Assim, o grande inimigo de Deus e do homem acredita, e treme acreditando: - Que Deus foi feito manifesto na carne; que ele porá todos os inimigos debaixo dos seus pés"; e que "toda a Escritura foi dada pela inspiração de Deus". Assim tão longe, vai a fé do diabo.

A fé pela qual somos salvos, no significado da palavra que será explicada daqui por diante, nem chega perto daquela que os Apóstolos tiveram, enquanto Cristo ainda estava na terra.

Porque eles acreditaram tanto nele, a ponto de deixarem tudo e segui-lo; embora tivessem poder para realizar milagres, curar toda a forma de enfermidades, e todas as formas de doenças; sim, eles tinham poder e autoridade sobre todos os males, e, além de tudo isso, foram enviados pelo seu Mestre para pregar a palavra em todo o reino de Deus.

Que fé é essa, então, pelo qual somos salvos?

Em geral, pode ser respondido, primeiro, como sendo a fé em Cristo: Cristo, e Deus através de Cristo; estes são os objetos próprios dela. Assim, sendo suficientemente e absolutamente distinguida da fé, tanto do ancião, quanto do pagão moderno. E sendo completamente distinta da fé do diabo, que é puramente especulativa, racional, fria, consentimento inanimado, uma seqüência de idéias da mente; mas também uma disposição do coração. Como dizem as escrituras:

Com o coração o homem acreditou na justiça, e, E se confessares com a tua boca o Senhor Jesus, e acreditares no teu coração que Deus o levantou da morte, então serás salvo.

E, nisso, ela difere da fé o qual os Apóstolos tiveram, enquanto nosso Senhor estava na terra, e reconhece a necessidade e mérito de sua morte, e o poder de sua ressurreição. Reconhece a sua morte, como sendo o único meio de redimir o homem da morte eterna, e sua ressurreição, como nossa restauração para a vida e imortalidade; já que ele "foi entregue pelos nossos pecados, e subiu novamente aos céus para nossa justificação".

A fé cristã é, então, não só um reconhecimento de todo o evangelho de Cristo, mas também a completa confiança no sangue de Cristo; a confiança nos méritos da sua vida, morte, e ressurreição; e inclinação a ele como nossa expiação e nossa vida, que foi dada por nós, e vivendo em nós, e, em conseqüência a isto, o fim com ele, e mantendo-se fiel a ele, como nossa sabedoria, retidão, santificação e redenção, ou, em uma palavra, nossa salvação.  

Que salvação é essa, pela fé.

O que quer que isso implique, é a presente salvação. É algo atingível. Atualmente atingida, na terra, por aqueles que são participantes dessa fé. Sobre isso falou o apostolo aos crentes em Efésios, e neles aos crentes em todos os tempos: não, podemos ser (se bem que isso também é verdadeiro), mas somos salvos pela fé.

Somos salvos pela fé (para incluir tudo em uma palavra): do pecado.  Essa é a salvação que é pela fé. Esta é aquela grande salvação predita pelo anjo, antes que Deus trouxesse seu Primogênito ao mundo: Chamarás a ele pelo nome de Jesus, porque ele deverá salvar seu povo de seus pecados. E nem aqui, ou em qualquer outra parte dos escritos santos, há qualquer limitação ou restrição. A todo seu povo, ou como é expresso em todo lugar, todo aquele que acredita nele, ele salvará dos seus pecados; desde o original até o atual, passado e presente pecado, da carne e do espírito. Pela fé nele, eles estão salvos tanto da culpa quanto do poder dela.
 
Primeiro: Da culpa de todo o pecado passado, considerando que todo mundo é culpado diante de Deus;

a tal ponto, que Ele deveria "ser rigoroso para colocar um sinal naquele que se extraviou; não há ninguém que poderia suportar isso;

e, considerando que, pela lei está apenas o conhecimento do pecado, mas nenhuma libertação dele, cumprindo as ações da lei, nenhuma carne poderia ser justificada nesse sinal;

agora, a justiça de Deus, o qual é pela fé em Jesus Cristo, é manifestada a todo aquele que crê.

Assim sendo, todos estão livremente justificados pela sua graça, através da redenção que está em Jesus Cristo.

Ele, Deus, estabeleceu ser uma propiciação através da fé em seu sangue, para declarar sua retidão para (ou pela) remissão dos pecados que são passados".

Agora, Cristo lançou fora a maldição da lei, tendo sido feito maldito por nós.

Ele destruiu a escrita da lei que estava contra nós, lançou-a fora do caminho, pregando-a em sua cruz.

Assim, não há condenação alguma àqueles que crêem em Cristo Jesus.

E, sendo salvo da culpa, eles são salvos do medo. Não realmente de um medo de filho, de ofender; mas medo de servo; todo aquele medo servil que maquina tormento; medo do castigo; medo da ira de Deus, mas a quem eles agora já não consideram como um Mestre severo, e, sim, um Pai complacente.

"Eles não receberam o espírito de escravidão novamente, mas o Espírito de adoção, por meio de qual eles clamam, Abba, Pai: o próprio Espírito que é também paciente testemunha de seus espíritos, porque eles são as crianças de Deus".

Eles são também salvos do medo, entretanto, não da possibilidade da queda longe da graça de Deus, e de alcançar as grandes e preciosas promessas. Assim, tenham eles "paz com Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles se regozijam na esperança da glória de Deus. E o amor de Deus é derramado em seus corações, pelo Espírito Santo que é dado a eles".

E, por meio disso, eles são persuadidos (entretanto, talvez, não todo o tempo, nem com a mesma abundância de persuasão), que nem morte, nem vida, nem coisas presentes, nem coisas para vir, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura, poderá ser capaz de separa-los do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".  
 
Novamente: por esta fé eles são salvos do poder de pecado, como também da culpa dele. Assim o Apóstolo declara, "Sabemos que ele foi manifesto, para lançar fora nossos pecados; e, Nele, não está o pecado. Assim, todo aquele que habita Nele não terá pecado.

(1 John 3:5) Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.

 Novamente: "Pequenas crianças, não deixem homem algum enganá-los. Aquele que comete pecado é do diabo. Todo aquele que crê é nascido em Deus. E todo aquele que é nascido em Deus não comete pecado; e sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque ele é nascido em Deus.

Mais uma vez: "Nós sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não tem pecado; mas ele que é procriado de Deus defende a si mesmo, e aquele que é pecaminoso não tocará Nele.

(1 John 5:18) Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam mata-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.  
 
Aquele, que é pela fé, nascido de Deus, não peca.

por qualquer pecado habitual; porque todo pecado habitual é pecado reinando: Mas pecado nenhum reina naquele que crê.

Por qualquer pecado intencional; porque sua vontade, enquanto habita na fé, é completamente colocada contra o pecado, e tem aversão a ele como a um veneno mortal.

Por qualquer desejo pecador; porque ele continuamente desejou a santa e perfeita vontade de Deus, e qualquer tendência a um desejo profano, ele, pela graça de Deus, persistiu no princípio.

Nem pecou por fraqueza, tanto em ações, palavras, ou pensamento; porque suas fraquezas não coincidem com sua vontade; e, sem isso, eles não são propriamente pecados. Assim, ele, que é nascido em Deus, não comete pecado; e, embora ele não possa dizer que não tem pecado, até agora, ele não pecou.

Esta é, então, a salvação que é através da fé, até mesmo, no mundo presente: a salvação do pecado, e as conseqüências do pecado, ambos freqüentemente expressos na palavra justificação; que, levada num sentido mais amplo, implica na libertação da culpa e castigo, pela expiação de Cristo; de fato, aplicada à alma do pecador, que, agora, acredita nele; e a libertação do poder de pecado, através de Cristo, moldado em seu coração. De forma que ele está assim justificado, ou salvo pela fé, e é, deveras, nascido novamente - nascido novamente pelo Espírito - a uma nova vida, o qual  é encoberto com Cristo em Deus.

E, como um bebê recém-nascido, ele recebe o verdadeiro leite da palavra, e, desse modo, cresce; seguindo adiante no poder do Senhor seu Deus, de fé em fé, de graça em graça, até o fim, para que se torne um homem perfeito, na medida da estatura da abundância de Cristo.  

A primeira objeção habitual para isto é...

Que pregar salvação ou justificação, pela fé apenas, é pregar contra a santidade e boas obras. Para a qual uma pequena resposta poderia ser dada: Assim, seria, se nós falássemos, como alguns fazem, de uma fé que estava separada disso; mas nós falamos de uma fé que não é assim, mas produto de todas as boas obras, e toda a santidade.

Mas pode ser de uso considerar isto um pouco mais; especialmente, desde que isso não seja alguma objeção nova, mas, tão velha, quanto no tempo de Paulo. Quando, então, foi perguntado: Não fazemos nula a lei, através da fé?. Ao que respondemos:

1o. Aquele que não prega a fé, obviamente, torna a lei nula; tanto diretamente como grosseiramente, pelas limitações e comentários que corroem todo o espírito do texto; ou indiretamente, não mostrando os únicos significados, por meio dos quais, é possível executá-la.

2o. Considerando que, nós estabelecemos a lei, tanto mostrando toda sua extensão, como significado espiritual; e chamando a todos para esse modo de vida, por meio do qual a justiça da lei possa ser cumprida neles. Estes, enquanto eles confiam somente no sangue de Cristo, cumprem todas as leis que ele designou, fazem todas as boas obras, as quais ele preparou anteriormente, para que pudessem caminhar nelas, e desfrutam  e manifestam todo temperamento santo e divino, com a mesma franqueza que havia Cristo Jesus.

Mas não pregar essa fé, conduz os homens ao orgulho? Acidentalmente, é possível: Por isso, todo crente deve ser fervorosamente acautelado, nas palavras do grande Apóstolo:

"Por causa da incredulidade, os primeiros galhos foram quebrados: tu permaneceste pela fé. Não seja magnânimo, mas tema. Se Deus não tivesse poupado os galhos naturais, tomado cuidado, temo que ele não teria poupado a árvore.

Vejam, então, a bondade e severidade de Deus! Naqueles que caíram, severidade; mas, em relação à árvore, misericórdia; se continuares em sua misericórdia; caso contrário, tu também poderás ser cortado.

E enquanto ele continua, desse ponto, ele lembrará daquelas palavras de Paulo, prevendo e respondendo a esta mesma objeção...
(Ro 3:27) Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei da fé.

Se o homem é justificado pelas suas obras, ele teria do que se gloriar? Mas não há glória para ele que não trabalhou, mas acreditou Nele que justificou ao ímpio
(Ro 4:5) Mas, àquele que não pratica; porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.

Do mesmo efeito são as palavras, ambas precedendo e seguindo o texto:
(Efe 2:4ff) Mas Deus, que é rico em clemência, pelo muito amor com que nos amou, até mesmo quando estávamos mortos em pecado, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

De vocês mesmos vieram nem sua fé, nem sua salvação. Isso é um presente de Deus, o livre, imerecido presente; a fé, através do qual vocês são salvos, tanto quanto a salvação pela qual ele, de seu próprio prazer, seu mero favor, anexa, além disso.

Que acreditemos, é uma instância de Sua graça; que acreditando seremos salvos.Não pelas obras, para que não qualquer homem possa se vangloriar. Todas as nossas obras, e nossa retidão, antes da nossa crença, tinham mérito nenhum, perante Deus, mas condenação. Tão longe estávamos de merecermos fé, que, quando dada, não era pelas obras. Nem é salvação das obras o que fazemos, quando acreditamos, uma vez que é Deus que trabalha em nós; dessa forma, ele nos deu uma recompensa por aquilo que ele mesmo realizou, não só, confiando as riquezas de sua misericórdia, mas não nos deixando do que nos gloriarmos.

Porém, falando dessa forma da clemência de Deus, salvando e justificando livremente o homem pela fé, pode encorajar os homens ao pecado? Realmente, pode, e vai:

Muitos continuarão em pecado para que a graça possa abundar ": Mas o sangue deles está sobre suas próprias cabeças. A bondade de Deus deve conduzi-los ao arrependimento; e, assim, todos aqueles que são sinceros de coração. Quando eles souberem que ainda há perdão com Ele, eles clamarão em voz alta, para que ele destrua também seus pecados, pela fé que está em Jesus. E, se eles fervorosamente clamarem, e não desfalecerem, se o buscarem em todos os significados que ele designou; se, se recusarem a ser confortados, até que ele venha;  ele virá, e não irá demorar-se.  

E ele pode fazer muitas obras, em muito pouco tempo. Muitos são os exemplos, nos Atos dos Apóstolos, de que Deus está trabalhando a fé, nos corações dos homens, até mesmo como um raio que cai do céu. Assim, na mesma hora que o Paulo e Silas começaram a orar, o carcereiro se arrependeu, acreditou, e foi batizado; como foram três mil, através de Pedro, no dia de Pentecostes, e todos se arrependeram e acreditaram, na sua primeira pregação. E, abençoado seja Deus, há, agora, muitas provas vivas de que ele ainda "é poderoso para salvar".  

Ainda para a mesma verdade, colocada de uma outra maneira, uma objeção bastante contrária é feita: "Se, o homem não pode ser salvo por tudo aquilo que ele pode fazer, isto levará os homens a se desesperarem.

Verdade. A se desesperarem, por terem sido salvos por suas próprias obras, seus próprios méritos, ou retidão. E assim deve; porque ninguém pode confiar nos méritos de Cristo, já que ele renunciou totalmente aos dele. Aquele que  ocorreu de firmar a sua própria retidão, não pode receber a retidão de Deus. A retidão a qual é pela fé não pode ser dada a ele, enquanto confiar no que é da lei.

Mas isso, alguns dizem, é uma doutrina incômoda.

O diabo falou como ele mesmo, isso é, sem verdade ou vergonha, quando ele ousou sugerir isso aos homens que é desse jeito. Isso é a única coisa confortável, é muito cheia de consolo, a todo autodestruídos, autocondenados pecadores. Que, quem quer que acredite Nele não será envergonhado, e que o mesmo Senhor sobre todos é rico a todos aqueles que O clamarem: aqui está o consolo, alto como o céu, mais forte que a morte! O que! Misericórdia a todos? Para Zacchaeus, o ladrão público? Para Maria Madalena, uma rameira comum?

Impessoal, eu ouço um dizer Então eu, até mesmo eu, posso esperar por clemência!".  E, também, tu podes, tu que és aflito, que ninguém tem confortado! Deus não lançara fora tua oração.  Não. Talvez ele possa dizer na próxima hora  Tenha boa disposição de ânimo, teus pecados te foram perdoados; tão perdoados, que eles não reinarão mais obre ti; sim, e que o Espírito Santo prestará testemunho com teu espírito, porque tu és a criança de Deus.  

Ó, gratas notícias! Notícias de grande alegria que é enviada a todas as pessoas! Oh! A todas aquelas que estão sedentas, venham até as águas: Venham, sim, e comprem, sem dinheiro e sem preço. Quaisquer que sejam seus pecados, ainda que vermelho como carmesim, ainda que em maior quantidade que os cabelos em sua cabeça, retorne, sim, ao Senhor, ele terá clemência sobre você, e, para nosso Deus, porque ele perdoará abundantemente.

Quando não mais objeções ocorrem, então, nos é simplesmente dito que salvação pela fé não deve ser pregada, como primeira doutrina, ou, pelo menos, não ser pregada a todos. Mas, o que disse o Espírito Santo? Outra fundação nenhum homem pode assentar, senão essa que já está assentada; nem mesmo Jesus Cristo. Então, que quem quer que acredite nele deverá ser salvo, é, e deve ser, a fundação de toda nossa pregação; isto é, precisa ser pregada, como primeira doutrina. Bem, mas não a todos (?)

A quem, então, não podemos pregar? Quem excluiremos?

Os pobres? Não! Eles têm o direito peculiar de ter o evangelho pregado até eles.

O iletrado? Não! Deus tem revelado essas coisas até iletrados e ignorantes, desde o princípio.

O jovem? Por nenhuma razão!  Que esses padeçam, de modo algum, para virem até Cristo, e não proibi-los.

Os pecadores? Menos que todos! Cristo não veio chamar os íntegros, mas aos pecadores para o arrependimento.    

Porquê, então, se nenhum, excluirmos o rico, o instruído, o honrado, homens de bem. E, isso é verdade, eles também se excluem muito freqüentemente de ouvir; ainda assim, temos que falar as palavras de nosso Senhor. Porque, desse modo, o teor de nossa incumbência escapa, Vá e pregue o evangelho a toda criatura. Se qualquer homem arranca isso, ou qualquer parte disso, para sua destruição, ele terá que suportar o próprio fardo. Mas, ainda, como o Senhor viveu, o que quer que o Senhor tenha nos dito, disto falaremos.
Neste momento, mais especialmente, falamos que, pela graça estamos salvos, através da fé: porque, nunca foi a manutenção dessa doutrina, mais oportuna do que tem sido até esse dia. Nada, mas isto pode eficazmente prevenir o aumento da ilusão dos Romish entre nós.

É, sem fim, atacar, um por um, todos os erros daquela Igreja. Mas salvação pela fé fulmina na raiz, e tudo cairá imediatamente, onde isto está estabelecido. Foi essa doutrina, a que nossa Igreja chama justamente de rocha forte e fundação da religião cristã, que primeiro dirigiu Popery fora desses reinos; e só isto pode mantê-la de fora. Nada, mas isso pode ser um obstáculo àquela imoralidade, a qual tem se espalhado na terra como inundação. Você pode esvaziar as profundezas, gota a gota? Então, você pode nos reformar pela dissuasão das imoralidades individuais.    

Mas deixe a retidão que é de Deus pela fé, ser trazida para dentro, e, então, seus acenos orgulhosos serão detidos. Nada, mas isso pode parar as bocas daqueles que gloriam-se de suas vergonhas, e abertamente, negam o Senhor que os comprou.

Eles podem falar da lei, de forma elevada, como aquele que a tem escrito por Deus em seu coração. Ouvi-los falar dessa maneira poderia inclinar alguns a pensar que eles não estavam muito longe do reino de Deus: mas, retirá-los da lei de dentro do evangelho; começando com a retidão pela fé; com Cristo o fim da lei a todo aquele que acredita, e aqueles que agora mostraram-se quase, se, não completamente, cristãos, mantiveram confessos os filhos da perdição; tão longe da vida e salvação (Deus seja misericordioso para com eles!) das profundezas do inferno até a altura dos céus.
 
Por essa razão, o adversário, então, vocifera, não importa quando salvação pela fé é declarada ao mundo: assim, ele incitou terra e inferno a destruir aqueles que primeiro pregaram isso. E pela mesma razão, sabendo que a fé sozinha poderia arruinar as fundações de seu reino, ele fez acontecer todas as suas forças, e empregou todas as suas artes de mentiras e calúnias, para amedrontar Martim Lutero de restaurar isso.

Nem podemos desejar saber, ao mesmo tempo: pois que, como aquele homem de Deus observa, como isso poderia enfurecer um orgulhoso e forte homem armado, ser impedido e desprezado por uma pequena criança, vindo contra ele, com uma flecha em sua mão!, especialmente, quando ele soube que aquela pequena criança seguramente o derrotaria, e o poria debaixo de seus pés. Mesmo assim, Senhor Jesus! Assim, tens tu força, sendo sempre feito perfeito na fraqueza! Vá em frente, então, tu, pequena criança que acreditas nele, e sua mão direita poderia ensinar-te coisas espantosas; Embora sejas impotente e fraco como uma criança de dias, um homem forte não poderá ser capaz de se levantar diante de ti. Tu prevalecerás sobre ele, o subjugarás, o derrotarás e o colocarás debaixo de teus pés. Tu marcharás, sob o grande Capitão da tua salvação, conquistando e a conquistar, até que teus inimigos sejam destruídos, e a morte seja tragada na vitória.

Agora, graças seja a Deus, que nos deu a vitória, através de nosso Senhor Jesus Cristo; para quem, com o Pai e o Espírito Santo, ser benção, glória, sabedoria, gratidão e bravura, para sempre e sempre. Amém.

sábado, 23 de setembro de 2017

Série Creio 12: Galardão e tesouro no céu

12. Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10). 

Haverá então um julgamento de obras, não de vidas. De obras porque serão as obras dos santos, as que eles fizeram enquanto labutaram aqui na vinha do Senhor. Não de vidas, porque não estará em jogo a Salvação daqueles que vão comparecer perante este tribunal, aliais, só os santos e cristãos verdadeiros, só aqueles que nasceram de novo, que perceveram até o fim é que poderão e estarão diante deste tribunal.
Há muitos textos que falam-nos sobre uma recompensa pelo nosso trabalho para o Senhor.
1 Coríntios: 15. 58. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 
Mateus: 6. 19. Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20. mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. - Bíblia JFA
Mateus: 19. 21. Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue- me. 
Não sei se será de posse pessoal estes bens celestes, também não posso afirmar que serão de posse coletiva, pois os textos trazem uma ideia de uma recompensa pessoal ou seja dada a cada um. Porque a Bíblia diz que nada que contamina entrará na Nova Jerusalém, e a ideia de ganância, avareza, egoísmo, glutonaria e desperdício tão presente na vida daqueles que ajuntam tesouros aqui, não podem também coabitar ali. Logo penso que mesmo sendo de posse pessoal não serão coisas como terra, casas, e mesmo que o for este espírito de egoísmo não imperiara nas mentes ali. Penso também que mesmo sendo de posse pessoal, se for um bem que possa ser comunicado creio no intuito de beneficiar, haverá ali um coração enriquecido de boas prontidões que generosamente comunicará o seu dom. Também não creio que aquilo que é valorizado aqui como ouro, riquezas, casas, carros e tipos de posses materiais, sejam ali valorizado, antes creio os valores, as posses e riquezas ali adquiridas sejam imateriais, tais como virtudes, dons e coisas semelhantes. Ouro ali será como a poeira que se apega aos nossos sapatos aqui. Vejamos as promessas feitas em Apocalipse a respeito do tempo vindouro:
Apocalipse: 2. 7. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus. 
Apocalipse: 2. 11. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte. 
Apocalipse: 2. 17. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. 
Apocalipse: 2. 26. Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, 27. e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai; 28. também lhe darei a estrela da manhã. 
Apocalipse: 3. 5. O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 
Apocalipse: 3. 12. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. 
Apocalipse: 3. 21. Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono. 
Apocalipse: 21. 7. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. 
Suma forma geral, nós os que vencermos, teremos alguns bens em comum conforme os textos nos assegura aí acima, fora o galardão que será individual.
1 Coríntios: 3. 8. Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. 9. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. 
Mateus: 20. 8. Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros. 9. Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um. 10. Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um. 11. E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo: 12. Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor. 13. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário? 14. Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti. 15. Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? 16. Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. 

Cada um receberá o seu galardão segundo a promessa primeiro, depois será segundo as obras que tiver feito. Pois primeiro você não receberá qualquer coisa, e sim somente aquilo que o chefe da vinha (que é o Senhor Jesus) tiver acordado contigo, depois é que será segundo as obras. Note na parábola que a prontidão ou disposição sincera é pesada antes do trabalho feito, pois os primeiros dê certo trabalharam muito mais do que os últimos, mas, o galardão foi dado a ambos conforme a promessa e não conforme o tempo, mas também foi dado aquele que trabalhou e não para o atoa.

Mateus: 16. 27. Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras. 
1 Coríntios: 3. 10. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. 11. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. 12. E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, 13. a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 14. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. 15. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo. 

Com base em todos os textos aqui citados concluímos pois, que o galardão não será segundo o tempo de serviço prestado, nem segundo a quantidade de obras realizadas, mas, segundo a qualidade.  Outra segundo Paulo, nem todas as obras serão recompensadas, mas, somente aquelas que resistirem ao fogo. Mas, em que sentido seria este fogo?
Seria este o fogo da Tribulação a qual os crentes são submetidos no seu viver em Cristo? Ou será um fogo literal conforme é descrito no texto, onde cada obra naquele grande dia será submetida? Ou será um julgamento moral e criterioso onde o Salvador narrada os feitos de seus servos, e os submeterá a observações e críticas como as descritas nas cartas, " conheço as tuas obras", e no final o peso moral e espiritual de cada obra se somará, resultando em recompensa ou não, todavia se os tais tiverem sido dignos de estarem ali naquele dia perante o Justo Juiz, então pelo menos a recompensa da vida Eterna ele terá consigo assegurado.

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