TRADUTOR

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Palavra importante 30: Perdão

"Mateus 6: 12. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;"
A gente pode receber o perdão, pode ministrar o perdão, e pode viver o perdão. Eu já ouvi muito aquela frase, dita por pessoas amargas e insensatas, que não estão dispostas a perdoar: " Quem perdoa é Deus!" Mas, Deus condiciona o perdão d'Ele a nós atraves do nosso perdão. Se não perdoamos como podemos esperar o perdão de Deus?
Jesus certamente já viveu, em seu ministério terreno, algo bem semelhante. Quando certa vez, ele disse a um paralítico, que seus pecados lhe era perdoado. Pois naquele momento soube, vendo os corações daqueles que estavam ali, que estavam a questionar a sua dignidade em dizer aquela sentença, eles diziam em seus corações: "Quem é este que diz blasfêmias?" Outros pensavam: "Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?" Então o mestre diante do questionamento dos mesmos resolveu complicar ainda mais a questão, ele disse: "O que é mais fácil, perdoar pecados ou dizer a  este paralítico levanta-te e anda?" Em outras palavras, nenhuma das duas coisas era fácil de se fazer, diante da ótica e capacidade humana, jamais poderiam realizar a cura daquela paralisia, e agora por incredulidade e dureza de coração estavam tornando o perdoar pecados uma coisa impossível. De certo alguns ali tinham em mente um julgamento e um ritual segundo a lei mosaica, para que se o delito cometido pelo homem podesse ser de alguma forma absorvido ele então deveria apresentar um sacrifício com o qual ele teria seu pecado expiado. E de certo os tais ficaram pasmados porque Jesus resolvia toda a questão com uma simples palavra. Outros de certo tinham em mente a limitação aparente de Jesus, um homem simples, um filho de carpinteiro, um pregador de rua, e por muitos ali um blasfemo, o desprezo que sentiam pelo mesmo preconceituava a visão deles sobre Jesus.
Mas,no mestre insistiu, o que é mais fácil? Perdoar pecados se é segundo os mesmos um ato exclusivo de Deus, e curar uma coisa impossível aos homens, logo a situação tanto física quanto espiritual do homem estava no mesmo nível. Jesus com essa pergunta ele nivela a situação física e a espiritual do homem no mesmo nível. Então estando tanto a situação física quanto a espiritual no mesmo patamar e em pé de igualdade no quesito dificuldade. Jesus dá o xeque mate no raciocínio dos fariseus: " Lucas 5: 24. Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa."( Lucas 5.17 a 26) Logo com o ato de cura de Jesus estava validando diante de todos os presentes ali, a sua autoridade e divindade como Filho de Deus. Pois aquilo que alguns fariseus razoavam entre si, sobre o fato de ser Deus o único que como rei e Senhor do universo poderia perdoar um crime contra a sua lei, ou um pecado, não estava errado, mas, eles não criam ou recebiam a Cristo Jesus como o Filho de Deus. Assim sendo aquela cura evidenciava a Jesus como Filho de Deus.
Mas Jesus estava ali, para ensinar algo novo, desconhecido por aqueles homens. Algo que José, o conhecido José do Egito, já sabia a muitos anos antes, e eles doutores da lei não sabiam. Algo que Jó, a muitos anos antes já sabia, e eles conhecendo a história de José e de Jó não sabiam. Veja que José perdoou aos seus irmãos, que lhe jogaram no buraco, odiaram, o venderam como escravo para os ismaelitas. Veja também o que Jó fez com seus amigos, que no momento de dor e sofrimento e grandes perdas, não serviram como amigos mas como inimigos como acusadores que estava ali não para lhe ajudar mas para ele investigar caçando pecados em sua vida. E o que dizer da atitude desesperada de sua esposa? Mas Jó perdoou. No entanto, há duas observações que preciso fazer:
1ª. Quando examinamos o Velho Testamento nós não encontramos um ensinamento sobre perdão, não que não haja ensinamento sobre o perdão de Deus, mas não há ensinamento estimulando as pessoas a darem o perdão ao próximo, exceto o ensinamento sobre o ano do Jubileu onde ao findar o ano seria dada como perdoada a dívida, isso digo no tocante ao pentateuco(Levíticos 25), mas, no livro de Neemias, vemos o mesmo a estimular os líderes de Israel a prática do perdão de dividas(  Neemias 5.9 a 12/ 10.31versão NTLH ). É claro que assim como Jesus deixou bem claro em seu ensinamento, diante do perdão de Deus para com os homens de seus muitos pecados, naturalmente as pessoas deveriam aprender com Deus fazer a mesma coisa que Deus fez a elas ou estava fazendo, que era perdoar. Deus estava lhes perdoando, demonstrações de perdão de Deus esta registrado em todo o Velho Testamento, desde o início até o fim. A observação porém que faço é que não havia ensinamento claro estimulando as pessoas a fazerem o mesmo que Deus fazia, as pessoas deveriam porém, aprender com o seu Deus. E isso Jesus deixou claro em seu ensinamento, e que  o perdão seria retirado se as pessoas não estendessem esse, perdão que elas receberam de Deus ao seu próximo(    Mateus 18.35 ). Embora não houvesse ensinamento claros, havia todavia exemplos, como os que nós já citamos de José e de Jó, e também de Moisés concernente a Miriam e Arão quando os mesmos murmuraram de sua pessoa (    Gênesis 45/ Jó 42. 7 a 10  ). Não está ali escrito uma declaração de Moisés, dizendo perdoo, mas o relacionamento do mesmo, com seus irmãos mostra esse fato.
Ainda podemos acrescentar o mandamento de amar o próximo, o qual sendo visto da forma certa por estes mestres certamente os levaria a inerrante conclusão de que deveriam perdoar aqueles que os tem ofendido. Esta verdade Jesus ensinou nós evangelhos com muita clareza (  Mateus 6.9a 15/ 7.12/Lucas 10.25 a 37   ).
2ª. O texto de Lucas em si, mostra o perdão por parte de Jesus, não de um pecado cometido contra a pessoa dele diretamente, de Jesus como homem, por isso alguns dali questionavam isso. Observo talvez, que se fossem cometidos contra ele como pessoa, não questionariam. Por isso, diziam que este tipo de postura caberia só a Deus, a postura de perdoar o pecado que era cometido contra o outro, pois na verdade todo o pecado é cometido contra Deus. Isso não seria nenhuma pedra de tropeço para eles, se cressem que Jesus era o filho de Deus, e eles não criam. Logo o verdadeiro embate naquele dia, nem era se Jesus deveria ou não perdoar aquele homem, ou se aquele homem deveria ou não receber o perdão, mas, era a divindade de Jesus.
Resumindo, como não criam que Jesus era o filho de Deus, o vendo apenas como um homem qualquer, como um profeta, ou mestre, então não conseguiam por isso, aceitar que ele promulgasse o perdão dos pecados daquele homem. Por isso alguns achavam que ele estava blasfemando. Portanto quando Jesus, os colocou frente a frente a outra impossibilidade que era a da cura, ele deu um fim nesta questão, mostrando para eles, que ele tanto tinha autoridade para curar como para perdoar.
Meu objetivo em tocar então neste passagem, que como disse está mais focada na divindade de Jesus, do que propriamente no perdão, é mostrar que assim como naquela época hoje em dia há pessoas que agem como aqueles doutores da lei, negam o perdão ao seu próximo, dizendo que só Deus perdoa. E estou dizendo de perdoar aquele pecado cometido contra ele, daquele no qual ele está envolvido como vítima. Não estou dizendo daquele pecado no qual ele não foi afetado, pois a este sim, cabe só a Deus. No tocante a isso o pecado tem três esferas de relação, o pecar contra si mesmo, o contra o próximo, e o contra Deus. Todo o pecado é contra Deus, mas, há pecados que é contra si mesmo, e a maioria deles é contra o próximo. Quando o pecado é contra si mesmo, cabe você se perdoar e aí então pedir perdão a Deus. Quando é contra o próximo cabe a ele te perdoar e também a Deus. E quando é só contra Deus cabe só a Ele. Acontece que neste caso devido a um coração orgulhoso, quando o pecado é contra o próximo e contra Deus, pode ser que o próximo não queira perdoar. Sendo assim, você já tendo o perdão de Deus, a situação se inverte, agora é você que precisa perdoa-lo por te negar o perdão, uma vez que vens a ele arrependido e ele tão duramente não te perdoa. Neste caso é você quem deve em seu coração perdoa-lo por tal atitude, pois sabes que naquilo que depende de ti você está em paz com ele(  Romanos 12.18  ). Quando ele finalmente poder te perdoar, isto será uma benção para ele mesmo que terá o coração curado. É justamente nestes casos que as pessoas por orgulho, gostam de usar o argumento dos doutores da lei, dizendo que não cabe a eles e sim unicamente a Deus, só na verdade cabe só a eles pois da parte de Deus ele está sempre pronto a perdoar. Não é necessário sacrifício pois no sacrifício que é Cristo já foi feito. É necessário apenas um coração contrito e pronto a perdoar.
Na parábola do "Credor incompassivo( ou que não demonstra compaixão)", vemos o claro ensinamento de Jesus sobre isso(   Mateus 18. 23 a 35). O homem que foi perdoado pelo rei de uma dívida impagável, que em sequência não teve misericórdia de seu companheiro por uma pequenina dívida. Por consequência quando o rei soube, que seu súdito a quem ele usara de misericórdia, recusara se a usar de misericórdia com seu companheiro por causa de uma miséria, então indignado o rei, suspende o perdão e condena o credor incompassivo. Jesus conclui a parábola dizendo que assim fará o Senhor a nós se de coração não perdoarmos aos nossos devedores.

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